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Internações por doenças causadas pela falta de saneamento diminuem no Brasil

No entanto, desigualdade cresce entre Estados mais e menos desenvolvidos

O número de internações por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado no Brasil caiu 42% em 15 anos, entre 1993 e 2008, como apontam os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2010 divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nesta quarta-feira (1º). Foram 732,8 internações para cada cem mil habitantes em 1993, contra 308,8 em 2008.

Apesar disso, o levantamento mostra uma desigualdade entre as regiões do país. Em 2008, enquanto no Norte do país 654 pessoas para cada cem mil habitantes foram internadas, no Sudeste a relação foi de 126. Naquele ano, enquanto os Estados de Piauí e Pará tinham em torno de 900 internações por cem mil moradores, em São Paulo esse volume não chegou a 80, de acordo com o estudo.

As doenças de transmissão feco-oral (como diarreias, febre decorrente de problemas no intestino e hepatite A), correspondem a 80% do total de internações por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado na maioria dos anos analisados.

As diarreias, diz o estudo, atingem principalmente as regiões menos desenvolvidas e se transformam em um problema ainda maior quando aliadas pessoas com saúde debilitada (pessoas com Aids, por exemplo) e a desnutrição, sendo apontada como uma das principais causas para a mortalidade infantil.

Além de diarreia, também fazem parte do quadro de doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado a febre amarela, leptospirose, micoses, leptospirose, entre outras.

O conceito de saneamento básico da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) engloba abastecimento de água potável, a coleta, o tratamento e a disposição do esgoto e o dos resíduos sólidos e gasosos; limpeza urbana, drenagem, controle de vetores (transmissores) de doenças, disciplina da ocupação e uso do solo, além de obras de estrutura para proteger e melhorar condições de vida.



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