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Couto estimula mobilização dos homens para coibir violência contra as mulheres

Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres

O Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, celebrado em 6 de dezembro, foi registrado em pronunciamento pelo deputado federal Luiz Couto (PT-PB) nesta terça-feira na Câmara dos Deputados, em Brasília. O parlamentar lembrou que a data remete a um triste episódio ocorrido nesse dia em Montreal, no Canadá, em 1989, quando um rapaz invadiu uma sala de aula da Escola Politécnica e fuzilou 14 mulheres e depois suicidou-se. Na sequência das investigações, descobriu-se uma carta redigida por ele, na qual afirmava não suportar a ideia de ver mulheres estudando engenharia, curso tradicionalmente dirigido ao público masculino.

"Vejam que isso ocorreu no Canadá, país reconhecido internacionalmente por seu caráter progressista. E ocorreu quase ao findar o século XX, não há cem ou duzentos anos. Esse acontecimento, pelas circunstâncias de tempo e lugar, bem como pela motivação, não apenas exige um profundo exame do tema da desigualdade entre homens e mulheres, mas também uma tomada de posição a respeito do problema", disse Couto.

Para o parlamentar paraibano, apesar dos avanços verificados nas últimas décadas, as questões de gênero ainda produzem vítimas em todo o mundo, independentemente do estágio de desenvolvimento econômico de seus países. "Mesmo quando não causam mortes, essas questões são as responsáveis por pequenas ou grandes violências cotidianas sofridas pelas mulheres: assédio sexual; agressão verbal ou física; discriminação no mercado de trabalho; e, em muitos lugares, até restrições legais ao exercício da cidadania. Talvez seja essa a mãe de todas as desigualdades, e a mais difícil de ser eliminada. Com bastante esforço, é possível imaginar que, um dia, a discriminação por razões religiosas ou políticas possa acabar, uma vez que diz respeito ao campo das ideias, e essas mudam. Com maior esforço ainda pode-se pensar na superação do preconceito étnico, que não tem nenhuma base científica, sendo tão superficial quanto a própria cor da pele", comentou o deputado.

 

Apesar de entender que a diferença entre homens e mulheres é real, Luiz Couto acrescentou que nem por isso se deve aceitar este fato como justificativa para a perpetuação de comportamentos tendentes a relegar a mulher à papel secundário na sociedade. O parlamentar ainda disse que a Rede de Homens pela Igualdade de Gênero coordena, no Brasil, a Campanha Laço Branco, com o objetivo de sensibilizar, envolver e mobilizar os homens no movimento pelo fim da violência contra a mulher. Além disso, visa promover cada vez mais a igualdade de gênero, os relacionamentos saudáveis e uma nova visão da masculinidade.

Essa Campanha prevê a realização de eventos em espaços públicos, escolas, empresas e instituições de saúde, entre outros locais onde será divulgado material informativo e educativo sobre o tema. As atividades são desenvolvidas em consonância com as ações dos movimentos organizados de mulheres e de outras representações sociais que buscam promover a equidade, por meio de ações em saúde, educação, trabalho, ação social, justiça, segurança pública e direitos humanos.

'É disso que precisamos: informação, educação e equidade, para que jamais se cometa um ato violento contra as mulheres nem se fechem os olhos face a esse tipo de violência. Por ocasião do transcurso do Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, renovo o compromisso de meu mandato com essa causa, requisito indispensável para a construção de uma sociedade verdadeiramente justa e democrática", concluiu. 

Da Redação


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