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Barbosa diz que manifestações podem interferir no mensalão, mas descarta riscos

Presidente do Supremo confirma julgamento dos recursos dos condenados para o mês de agosto

 O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa, declarou, na última terça-feira (25), que as várias manifestações que estão ocorrendo nas grandes cidades brasileiras podem respingar no julgamento do mensalão, mas afastou qualquer risco para a democracia brasileira. Segundo ele, se os protestos continuarem, pode haver alguma reivindicação por uma rápida conclusão do processo.

— Acredito que [as manifestações] vão interferir no sentido de buscar que se dê uma resposta rápida. Eu já deixei claro que esses embargos [do mensalão] vão ser julgados em agosto.

O mensalão está na fase dos recursos. Os advogados de defesa dos condenados apresentaram os embargos declaratórios, pedindo esclarecimentos sobre os votos dos ministros durante o julgamento.

Barbosa, que é relator do processo, vai apresentar seu voto, se aceita ou não os recursos, em agosto e depois o plenário decide se acompanha ou não o entendimento dele.

Democracia

Perguntado se a democracia está ameaçada com as manifestações e a onda de violência estimulada por uma parte da população que aproveita os protestos para cometer atos de vandalismo, o presidente do Supremo afirmou que o Brasil tem maturidade para passar por essa crise.

Segundo Joaquim Barbosa, a crise é grave, mas a democracia do País é sólida.

— Não acredito em nada que venha a colocar em risco a nossa democracia. Evidentemente que as respostas à crise devem ser as mais corretas.

Para Barbosa, as manifestações demonstram uma clara “crise de legitimidade”, uma vez que as pessoas não se sentem representadas pelos seus governantes e querem ser ouvidos.

— As pessoas que pensam em soluções que beneficiem a grande maioria não devem se desviar e perder tempo com discussões que só levam à dispersão.



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