Suzane ficará calada durante interrogatório da promotoria - WSCOM

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Policial

05/06/2006


Suzane ficará calada durante interrogató

Suzane Von Richttoffen, acusada de matar os pais com a ajuda de Daniel e Christian Cravinhos, em 2003, vai contar sua versão dos fatos no Tribunal. A orientação é dos advogados Mauro Nassif e Mario Sérgio de Oliveira que afirmaram que Suzane deverá responder a todas as perguntas do juiz, defesa e jurados, mas vai se calar durante o interrogatório da promotoria.

“É um direito dela ficar calada quando achar que deve”, disse Oliveira. Questionado se a defesa temia a promotoria, Oliveira disse que não. “O promotor (Roberto Tardelli) é muito irônico e sarcástico. Ele está explorando fatos fora do processo para provocar o clamor público”, justificou o advogado. Oliveira referia-se aos comentários que Suzane tentou tirar o passaporte alemão para fugir e que teria ameaçado o irmão Andreas. “Nada disso era verdade”.

Nassif e Oliveira chegaram ao apartamento do ex-tutor de Suzane, Demivaldo Barni, às 17h30 de ontem e deveriam ficar com a cliente por duas horas. “Hoje estamos aqui mais para dar um apoio moral. Mas vamos ler algumas partes do processo”, explicou Nassif. Anteontem os advogados ficaram quase cinco horas reunidos com Suzane para acertar os últimos detalhes da defesa.

Segundo Nassif, foi a própria Suzane que manifestou a intenção de falar no Tribunal. “Ontem (anteontem), quando as pessoas passavam e gritavam “assassina”, ela disse que queria que eles soubessem da história dela”. O muro do prédio onde Suzane está em prisão domiciliar, já foi pichado duas vezes com insultos.

As manifestações contra a garota também foram motivo para os advogados pedirem que o julgamento seja transferido para outra cidade. A decisão, porém, tem que sair até o meio dia desta segunda, antes do início do julgamento. “São Paulo já tem um clamor público e em outra cidade haveria mais isenção”, alegou Oliveira.

O adiamento do júri também resolveria um outro problema da defesa: a falta de uma das testemunhas arroladas, Cristian Bresch. “Primeiro havia uma certidão do oficial de justiça dizendo que tinha entregado a intimação; esta semana porém, tinha outra certidão dizendo que a testemunha não foi encontrada”, contou Oliveira. O advogado Bresch era vizinho de Suzane e é fundamental para contar como a garota era antes de conhecer Daniel Cravinhos.

De acordo com os advogados, anteontem Suzane estava abalada emocionalmente e comeu pouco. O filho do ex-tutor, Demival Barni Júnior, que também atuará na defesa, contou que ela reza bastante durante o dia e brinca com os passarinhos.

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