STJ decide dia 20 se dá liberdade provisória a Suzane von Richthofen - WSCOM

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Brasil & Mundo

13/06/2006


STJ decide dia 20 se

O habeas corpus que levou Suzane von Richthofen a permanecer em prisão domiciliar temporária será julgado em definitivo no próximo dia 20, pela 6ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça). No documento, a defesa da ré pede que ela permaneça em liberdade provisória.

Suzane é acusada de ter planejado e participado da morte dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, em outubro de 2002, ao lado dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos. Daniel era namorado de Suzane na época do crime.

Em junho de 2005, Suzane –então presa desde novembro de 2002– obteve liberdade provisória por decisão do próprio STJ. Ela voltou a ser presa em abril deste ano por ordem do juiz Richard Francisco Chequini, do 1º Tribunal do Júri. Ele acreditava que a liberdade de Suzane representava uma ameaça ao irmão dela, devido à disputa pelos bens da família.

No último dia 26 de maio, porém, o ministro Nilson Naves, relator do habeas corpus movido pelos advogados da jovem, decidiu liminarmente que Suzane deveria permanecer em prisão domiciliar.

Para ele, a fundamentação da segunda prisão foi idêntica à da primeira e, por isso, não poderia ter sido decretada por um juiz de primeira instância, uma vez que o STJ havia dado liberdade à ré.

No dia 20, Naves, Paulo Gallotti, Hamilton Carvalhido e Paulo Medina irão decidir sobre a liminar que colocou Suzane em prisão domiciliar e sobre o pedido de liberdade provisória. O benefício deverá ser estendido até o julgamento do caso, marcado para o próximo dia 17 de julho.

Julgamento

Suzane e os irmãos Cravinhos deveriam ter sido julgados no último dia 5. No entanto, manobras adotadas pelos advogados de ambas partes acabaram forçando o juiz Alberto Anderson Filho, do 1º Tribunal do Júri, a adiar a audiência para julho.

Os advogados dos Cravinhos não compareceram. Eles alegaram não ter tido contato com os clientes na semana anterior ao júri.

Já a defesa de Suzane deixou o plenário antes que o júri fosse instaurado por causa da recusa do juiz em adiar a sessão devido à ausência de uma testemunha da defesa. Um dos advogados de Suzane disse, ao final da audiência, que ela ficou “contentíssima” com o adiamento.

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