Seqüestrados no Iraque cerca de 85 funcionários de ministério - WSCOM

menu

Internacional

21/06/2006


Seqüestrados no Iraque cerca de

Cerca de oitenta e cinco funcionários do ministério iraquiano da Saúde Pública foram seqüestrados nesta quarta-feira por homens armados em Taji, 30 km ao norte de Bagdá, informou uma fonte da segurança na capital iraquiana. Relatos de algumas agências de notícias, no entanto, dão conta de que o número de seqüestrados ultrapassa os 100.

“Vários homens armados tomaram o controle dos ônibus que levavam os empregados para Bagdá”, relatou a fonte, que pediu anonimato. Os ocupantes de um dos ônibus conseguiram fugir e alertar sobre o seqüestro, acrescentou.

As fontes acrescentaram que os funcionários, que trabalham em instalações em Hatin e Nasr dependentes do Ministério da Indústria do Iraque, foram tirados à força de seus locais de trabalho por cerca de cinqüenta desconhecidos armados.

Os seqüestradores levaram os reféns nos cinco microônibus em que os trabalhadores costumam ir trabalhar diariamente, afirmaram as fontes, acrescentando que os desconhecidos obrigaram os motoristas dos veículos a levá-los a um local indeterminado.

No entanto, e segundo as mesmas fontes, um dos motoristas conseguiu fugir com alguns dos funcionários a bordo em um dos microônibus, e denunciou o fato à Polícia, que lançou uma operação de busca na região para encontrar e deter os seqüestrados.

Dezenas de trabalhadores iraquianos foram seqüestrados em circunstâncias similares nos últimos doze meses, e muitos deles foram encontrados assassinados a tiros. Outros permanecem desaparecidos.

Algumas organizações locais de direitos humanos responsabilizam as Forças de Segurança iraquianas pelos seqüestros, pois, em sua maioria – segundo testemunhas -, eles foram cometidos por homens com roupas idênticas às dos agentes do Ministério do Interior.

Reféns russos

Um grupo militante chefiado pela Al-Qaeda no Iraque disse na quarta-feira ter decidido matar quatro reféns russos depois que Moscou não atendeu as exigências de sair da Chechênia e libertar prisioneiros muçulmanos.

Após dar ao governo russo 48 horas para que atendesse nossas exigências e depois de eles não terem feito isso… o tribunal islâmico do Conselho Mujahideen da Shura determinou que eles (os reféns) sejam mortos”, disse um comunicado publicado em um site da internet frequentemente usado pelos militantes.

A autenticidade do comunicado não pôde ser comprovada e não ficou claro quando os reféns serão mortos.

Na segunda-feira, o grupo disse que mantinha reféns os quatro russos e deu a Moscou 48 horas para que atendesse suas exigências.

No dia 3 de junho, quatro funcionários da embaixada russa foram seqüestrados quando homens armados bloquearam a passagem de seu veículo em um bairro de Bagdá, e um quinto empregado da embaixada foi baleado e morto.

A Al-Qaeda iraquiana matou diversos reféns estrangeiros, alguns por decapitação.

Advogado de Saddam é assassinado

Um dos advogados do ex-ditador Saddam Hussein, Khamis al-Obeidi, foi morto a tiros e deixado em uma rua de Bagdá, confirmou nesta quarta-feira a polícia da capital iraquiana.

O incidente ocorre num momento crucial do processo, apenas dois dias após a acusação pedir a execução de Saddam por crimes contra a humanidade.

Fontes oficiais citadas pela agência de notícias AP teriam dito que Obeidi, que insistia em permanecer no Iraque apesar da crescente insegurança, foi raptado de sua casa por homens que usavam uniformes da polícia. A TV estatal definiu os executores como “terroristas”.

Obeidi é o terceiro advogado de Saddam Hussein a ser morto desde o início do processo. Em 19 de outubro, um dia após a instalação do júri, Saadoun al-Janabi também foi raptado e morto. Seu colega Adel al-Zubeidi morreu três semanas depois, numa emboscada em Bagdá.

Pedido de execução

A notícia do assassinato de Obeidi aparece em um momento crucial no processo que julga Saddam Hussein e sete ex-integrantes de seu governo de envolvimento no massacre de 148 xiitas no vilarejo de Dujail, em 1982. A ação teria sido em represália a um tentativa frustrada de assassinar o ex-presidente.

Na segunda-feira, o promotor-chefe do processo, Jaafar al -Mussawi, pediu que o ex-presidente do Iraque seja condenado à morte por enforcamento.

Notícias relacionadas