Seleção brasileira acende sua 'fogueira de vaidades' - WSCOM

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23/06/2006


Seleção brasileira acende sua 'fogueira

A inveja é uma porcaria e quando ela vem de companheiros de um mesmo grupo, como a seleção brasileira, ela revela as dificuldades que a comissão técnica e os próprios jogadores enfrentam para conviver na fogueira de vaidades que existe em um time de celebridades como o Brasil.

Os mesmos jogadores titulares, que antes da partida contra o Japão garantiam que no Brasil não havia diferença entre os que começavam um jogo no banco e os que iniciavam um jogo no campo, não conseguiram esconder o mal-estar quando viram um time com sete “ditos reservas” golear o Japão por 4 x 1 e produzir a melhor apresentação do país na Copa.

“Foi uma pena (sofrer) o golzinho, a gente poderia ficar mais um tempo sem tomar gols, mas o time foi bem. Jogou um grande futebol”, disse Roberto Carlos, um dos mais acessíveis do time, nesta quinta-feira, sem a menor disposição para esticar a conversa.

“O time jogou bem. Só teve o primeiro gol (sofrido) ali, mas o time jogou bem”, seguiu repetindo a frase, sendo o mais econômico possível com o vocabulário.

Adriano foi ainda pior do que Roberto Carlos, que pelo menos conversou com alguns jornalistas. O centroavante passou como uma flecha pela zona mista e, mesmo chamado por muitos repórteres, não virou a cabeça para o lado.

Emerson foi mais gentil com o time, mas também lembrou que os “ditos reservas” estragaram a invencibilidade de uma defesa que não tomava gols desde outubro último, quando foi vencida pela Bolívia, onde há sempre a desculpa da altitude.

“Nós até falamos antes do jogo: ‘vamos lá gente, não vamos tomar gol não’. Mas aconteceu. Só que a coisa mais importante disso foi a reação da equipe. Depois do gol (o time) não se abalou, teve calma e tranquilidade e conseguiu fazer quatro (gols). Claro que seria melhor não ter tomado um golzinho, com certeza, mas aconteceu, tá bom”, disse ele confirmando que “estranhou” ter assistido o jogo de fora.

Kaká foi o mais elegante dos “chamados titulares” com os “ditos reservas”, e isso pode ser explicado pelo fato dele ter começado jogando.

“”Quem entrou, aprovou. Estava todo mundo com vontade de jogar e aproveitar a oportunidade. Todo mundo foi bem”, disse Kaká.

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