Seis e Meia traz à Capital Baby do Brasil, Paulinho Boca de Cantor e Tocaia da P - WSCOM

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Entretenimento

19/06/2006


Seis e Meia traz à

O Projeto ‘Seis e Meia’ desta quarta-feira, 21, mistura a velha MPB tropicalista e a música regional, trazendo à Capital o show de Baby do Brasil, Paulinho Boca de Cantor e Banda Tocaia da Paraíba. Segundo a coordenação do projeto, apesar de nos últimos tempos ter enveredado pelo estilo musical gospel, Baby vem a João Pessoa cantar seus antigos sucessos. Dividindo o palco com ela estará Paulinho Boca de Cantor, seu velho conhecido, desde o tempo dos Novos Baianos. O Tocaia da Paraíba, a atração local, vem mostrar sua música regional agregada a diversos ritmos.

Como o próprio nome sugere, o projeto é realizado sempre a partir das 18h30, na Praça de Eventos do Mag Shopping, em Manaíra. Os ingressos já estão sendo vendidos na loja Europa Câmbio, aos preços de R$ 14 (inteira) e R$ 7 (estudante).

Baby do Brasil – A cantora nasceu em Niterói, Rio de Janeiro, e começou a tocar violão e cantar ainda na escola, vencendo um festival de música de Niterói aos 14 anos. Mudou-se para Salvador em 1968, depois de incorporar o nome artístico Baby Consuelo. Na Bahia, conheceu o guitarrista do grupo Novos Baianos, Pepeu Gomes, com quem se casou. Também passou a fazer parte do grupo como vocalista e com eles se mudou para o Rio de Janeiro.

No final dos anos 70, com o fim do grupo, partiu para carreira solo com o marido, obtendo muito sucesso com as gravações de ‘Menino do Rio’ (Caetano Veloso) e ‘Todo dia era dia de índio’ (Jorge Ben Jor). A cantora gravou regularmente até 1986 e na década de 90, mudou o nome para Baby do

Brasil. Em 1997 gravou ‘Infinito Circular’, um reencontro dos Novos Baianos, o ‘Acústico Ao Vivo’ e um CD de música pop, ‘Um’.

Paulinho Boca de Cantor – Paulo Roberto Figueiredo de Oliveira iniciou sua carreira em 1962, como crooner, antes de tornar-se conhecido através da alcunha Paulino Boca de Cantor, integrante da formação original dos Novos Baianos, grupo do qual faziam parte também Moraes Moreira, Pepeu Gomes e Baby Consuelo. Permaneceu com o grupo durante dez anos, ou onze discos, antes da dissolução da banda, em 1979.

Em sua carreira solo, gravou 14 discos, com destaque para ‘Valeu’, que foi o disco independente mais vendido de 1982. Morando em Salvador, continuou participando de festas populares e eventos e é fundador da Abai (Associação Baiana dos Artistas Independentes).

Atração local – A Banda Tocaia da Paraíba existe como grupo há mais de oito anos e está lançando, agora, seu segundo CD, intitulado ‘Botando pra quebrar’. O disco foi lançado este ano e suas músicas ocuparão a maior parte do repertório do show do Seis e Meia, na próxima quarta-feira. As pessoas identificam o estilo do ‘Tocaia da Paraíba’ como regional, mas seu vocalista e fundador Erivan Araújo, não gosta de rótulos. Diz apenas que a banda representa a atual música do Nordeste com influência de Alceu Valença e até um pouco de jazz. “Acho que nosso estilo é diferente, uma mistura heterogênea de vários ritmos”, disse o vocalista.

O primeiro disco do grupo saiu em 1999 e tinha apenas o nome de ‘Tocaia’. Só agora está saindo o segundo CD, devido a algumas mudanças na banda. Apesar disso, Erivan afirma que a banda manteve os mesmos elementos e arranjos que a caracterizam. O novo trabalho tem composições do vocalista e baixista, além da participações do maestro Pedro Santos e do músico Salvador Alcântara. No show de quarta-feira, há algumas músicas que não poderão faltar, como: ‘Tabajara’, ‘João Grilo’, ‘Zefa’ e ‘Saora’, a mais pedida atualmente nas rádios, segundo o vocalista.

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