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8/22/11 - 7:26 PM - Atualizado em 8/22/11 - 7:38 PM


Machismo e falta de informação aumentam os índices de AIDS entre adolescentes do sertão nordestino


Segundo estudo, ausência de programas voltados para a saúde sexual dos jovens agrava o caso.

 Apesar da existência de estratégias de prevenção e conscientização, a AIDS continua a se expandir, atingindo novos públicos, principalmente as mulheres jovens. No artigo “Ele não quer com camisinha e eu quero me prevenir: exposição de adolescentes do sexo feminino às DST/AIDS no semiárido nordestino”, publicado na edição de janeiro/março deste ano da revista Saúde e Sociedade, Juliana Sampaio, doutora em saúde coletiva da Universidade Federal de Campina Grande, e sua equipe relatam os resultados de uma pesquisa que entrevistou adolescentes e profissionais de saúde sobre as práticas preventivas deste grupo social.

Os pesquisadores observaram a rotina de oito unidades de saúde das cidades de Petrolina, em Pernambuco, e Juazeiro, na Bahia, entre agosto de 2007 e julho de 2008. Também foram realizadas entrevistas com 74 profissionais de saúde e grupos de discussão envolvendo 360 adolescentes para debater o tema. Segundo os autores, a necessidade dessa abordagem regional foi evidenciada após a ocorrência de 259 casos de AIDS desde 1988 apenas no município pernambucano. Além disso, as mulheres foram responsáveis por 60% dos diagnósticos da doença realizados em 2006 (Dados do Sistema de Informação de Atenção Básica municipal).

Segundo o estudo, o processo de “feminização e jovenização” do vírus HIV no semiárido nordestino é amparado pela dificuldade das adolescentes em negociar o uso da camisinha com seus parceiros, que é uma decisão atribuída na maioria das vezes ao sexo masculino. “Essa compreensão do homem como provedor, associado à ideia de potência sexual, legitima valores machistas. Aliado a isso tem-se a visão de mulher associada à passividade e dependência, o que acaba por vulnerabilizá-la diante da DST/AIDS, na medida em que pode exercer pouca influência nas decisões referentes à sua sexualidade”, afirmam os pesquisadores no artigo.

Apesar dessa falta de poder de decisão feminino, a pesquisa verificou que as mulheres são majoritariamente classificadas como culpadas em casos de transmissão de DSTs ou gravidez inesperada. O artigo explica que esta visão da mulher como “cuidadora” de sua saúde e do parceiro assemelha-se a tradição perpetuada pela função de dona de casa, esposa e mãe. Como exemplo disto, o texto cita a predominância do sexo feminino em visitas às unidades de saúde.

Além disso, o recato excessivo das adolescentes para comentar sobre sexualidade foi apontado pela pesquisa como uma das causas da falta de informação. Segundo o estudo, esta inibição também é decisiva na abstenção feminina sobre o uso da camisinha, já que a mulher que toma a iniciativa de manter um preservativo consigo constantemente é vista como fácil e sem valor.

Ao analisar o atendimento das unidades de saúde, o estudo constatou a ausência de programas para lidar com a saúde sexual do adolescente e classificou seus funcionários como despreparados para lidar com esse público. “O que se observa é a dificuldade de os profissionais de saúde dialogarem com os usuários, produzindo intervenções normatizadoras com baixa efetividade. A maioria das intervenções é de cunho biologicista e curativista, baseada no modelo tradicional da prática médica e, por conseguinte, com ênfase no modelo medicamentoso, centrado na doença e no tratamento”, afirmam os pesquisadores.

Para ver o artigo na íntegra, acesse.

Agência Notisa







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