Saddam agora deve ser julgado por genocídio de curdos - WSCOM

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Internacional

27/06/2006


Saddam agora deve ser julgado

O ex-ditador iraquiano Saddam Hussein deve, a partir de 21 de agosto, ser submetido a um segundo julgamento devido à acusação de genocídio contra curdos nos anos 1980, afirmaram na terça-feira promotores do Tribunal Especial do país.

O promotor-chefe Jaafar al-Mousawi disse que Ali Hassan al-Majeed, um primo de Saddam conhecido como “Ali Químico” por ter realizado ataques com gás contra os curdos, também seria julgado por genocídio.

No total, sete pessoas compareceriam como réus no julgamento relacionado à campanha de Anfal, ocorrida no norte do Iraque, no final dos anos 1980. Durante essa campanha, o governo de Saddam teria matado dezenas de milhares de curdos.

O ditador está sendo julgado atualmente devido a crimes contra a humanidade envolvendo a morte de 148 xiitas, também nos anos 80. Esse julgamento, marcado pelo assassinato de três advogados de defesa, pode estar perto de seu fim.

As notícias de que o ex-ditador será julgado em um segundo processo apareceram no momento em que uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgava dados preocupantes sobre o número de pessoas tiradas de suas casas pela violência verificada no pós-guerra iraquiano.

Segundo a Missão de Assistência das Nações Unidas para o Iraque (Unami), o número de refugiados havia aumentado para 150 mil desde o ataque contra um santuário xiita, em fevereiro, que levou o país à beira de uma guerra civil.

Essa cifra é superior à divulgada na segunda-feira pelo Ministério de Refugiados e Migração, de 130.386.

“Estima-se que 1,3 milhão de pessoas fugiram de suas casas dentro do Iraque, ou quase 5 por cento da população total do país”, afirmou o Unami. “Enquanto muitos fugiram já no começo dos anos 80, os últimos quatro meses de crescente violência e tensão sectária constante resultaram no aparecimento de mais 150 mil refugiados”.

Os números surgiram dois dias depois de o primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, ter divulgado um plano de reconciliação cujo objetivo é enfrentar a insurgência sunita e diminuir a violência sectária.

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