Presidenciáveis condenam ataque a tiros contra ônibus do PT - WSCOM

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Política

28/03/2018


Presidenciáveis condenam ataque a tiros contra ônibus do PT

Ao menos seis pré-candidatos repudiam agressão sofrida por caravana petista no Paraná

Sete presidenciáveis usaram as redes sociais para denunciar o ataque a tiros sofrido pela caravana do ex-presidente Lula, que atravessa a região Sul. Nesta terça-feira, dois ônibus que levavam convidados e jornalistas que acompanham o petista foram alvos de três tiros após deixarem a cidade de Quedas do Iguaçu, no Paraná. Ninguém ficou ferido. A passagem do ex-presidente Lula tem sido alvo de protestos de manifestantes contrários ao petista.

Em texto publicado nesta manhã, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) reprovou o ataque a tiros. O tucano cobrou a apuração e punição dos responsáveis.

— Toda forma de violência tem que ser condenada. É papel das autoridades apurar e punir os tiros contra a caravana do PT — disse o governador, que também afirmou que os homens públicos devem pregar “a paz e a união” entre os brasileiros.

O discurso do governador paulista nesta quarta-feira foi diferente do adotado por ele em entrevista à “Folha de S. Paulo” na noite de terça-feira. Segundo o jornal, ao ser questionado sobre os ataques, Alckmin afirmou que os petistas estavam “colhendo o que plantaram”.

Ele também disse à “Folha” que o PT sempre tentou “dividir o Brasil, nós contra eles” e que, agora, segundo Alckmin, foram vítimas da polarização que incentivaram na política brasileira.

O presidente Michel Temer usou sua conta pessoal no twitter para lamentar o que a polícia investiga ser uma tentativa de homicídio. Segundo ele, o clime de “uns contra outros” é insustentável.

— Lamento o que aconteceu com a caravana do ex-presidente Lula. Desde quando assumi o governo, venho dizendo que nós precisamos reunificar os brasileiros. Precisamos pacificar o País. Essa onda de violência, esse clima de ‘uns contra outros’ não pode continuar — escreveu.

Ainda na noite de terça-feira, Marina Silva (Rede) recriminou a agressão sofrida pela caravana. A presidenciável aproveitou também para repudiar as ameaças sofridas pelo ministro do STF, Edson Fachin.

— Repudio veementemente as ameaças que vem sofrendo o ministro do STF, Edson Fachin, e sua família, e os tiros disparados contra a caravana do ex-presidente Lula. O uso da violência com motivações políticas é uma afronta ao regime democrático — afirmou.

Nesta quarta-feira pela manhã, Ciro Gomes (PDT), que está em uma viagem à França, também denunciou o ataque.

— O ataque criminoso à caravana do ex-presidente Lula é absurdo e deve ser investigado com rigor. E repito a pergunta: quem matou Marielle? — disse.

Os primeiros a se manifestarem foram os dois candidatos mais próximos ideologicamente do ex-presidente: Manuela D’Àvila (PCdoB) e Guilherme Boulos (Psol), logo após os primeiros relatos sobre o ocorrido. Segundo a pré-candidata comunista, os três participarão de um ato nesta quarta-feira em Curitiba. Ambos acusaram os responsáveis de serem fascistas.

— Transformemos o ato da caravana do Lula de hoje (quarta-feira), em Curitiba, num grande ato de resistência ao fascismo e ao ódio. De reafirmação do compromisso com a democracia — escreveu.

Boulos gravou um vídeo em que disse que o que está em jogo não é a concordância com posições, mas a necessidade de uma unidade democrática contra quem faz política com ódio e intolerância.

— Ultrapassaram uma linha vermelha, esses tiros de hoje são muito graves. Temos que cobrar do governo Temer reação a isso — disse.

Henrique Meirelles, que deve deixar o Ministério da Fazenda na semana que vem para tentar viabilizar sua candidatura à Presidência, também condenou os ataques. Segundo ele, os tiros contra os ônibus que faziam parte da caravana são um atentado contra a liberdade de expressão.

— Numa democracia, resolvemos nossas divergências políticas nas eleições, através do debate e do respeito ao resultado eleitoral. O que aconteceu ontem no Paraná foi um atentado contra a liberdade de expressão de um líder político e isso é inadmissível numa democracia — escreveu.

O Globo

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