Postos de combustíveis da Capital reduzem horário temendo assaltos - WSCOM

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Paraíba

07/06/2006


Postos de combustíveis da Capital

Apenas 10%, dos cerca de 110 postos de combustíveis da Grande João Pessoa operam 24 horas por dia e muitos que funcionavam até meia-noite estão abrindo apenas no horário mínimo permitido, das 06h às 22h. Entre os motivos dessa mudança de horários, estão os inúmeros assaltos relâmpagos que vêm acontecendo, em que os criminosos, na grande maioria chegam de motocicleta e à mão armada, levam tudo que encontram e, ainda, fazem frentistas de reféns.

Para garantir um pouco de segurança aos estabelecimentos e aos funcionários, além do cuidado com os horários, muitos proprietários estão investindo em equipamentos de vigilância eletrônica ou na contratação de seguranças particulares.

“Mesmo assim, a intranqüilidade para os funcionários, empresários e clientes é muito grande, pois os assaltantes tornam-se cada dia mais audaciosos”, afirmou Sérgio Tadeu, presidente da Associação de Postos Revendedores de Combustíveis da Paraíba – Aspetro/PB. Ele disse, ainda, que a maioria dos postos da grande João Pessoa já foi assaltada e alguns deles mais de uma vez.

Locais – A insegurança encontrada na revenda de combustíveis, em quase todos os bairros da Capital, principalmente nas áreas periféricas, é automaticamente refletida nos clientes, que acompanham a crescente onda de insegurança modificando seus hábitos e até privando-se de atividades cotidianas, muitas vezes necessárias, como o simples ato de abastecer seus veículos.

“Não só os comerciantes têm prejuízo, ao ter que reduzir o seu horário de funcionamento, mas o consumidor também, pois ficam desassistidos dos serviços prestados pelo segmento”, acrescentou Sérgio Tadeu.

Embora a ação preventiva da Polícia Militar, efetuando blitzen e policiamento estratégico, tenha conseguido desarticular diversos grupos de assaltantes, a capital paraibana continua sendo alvo de ataque de bandidos e os postos, a exemplo dos ônibus, os alvos preferidos dos assaltos relâmpagos.

“Realmente, fica complicado para os postos que não têm uma segurança extra, humana e eletrônica, funcionar com tranqüilidade”, disse o empresário do posto Big Tambaú, Paulo Rocha. Ele, inclusive, teve que fechar um outro estabelecimento seu, o posto Big Bessa, pois não tinha como manter custos extras com segurança e mesmo assim ter seu posto assalto por diversas vezes.

“O investimento em equipamentos de prevenção é muito caro e, apesar disso, não existe tranqüilidade, pois os assaltantes, na maior parte das vezes, chegam como clientes ou pedem para trocar dinheiro e fazem o assalto”, contou.

Outro empresário do ramo, Tadeu Matias, que também teve um dos seus estabelecimentos assaltados, o posto Liberdade, localizado no bairro de Água Fria, teve que incluir em suas despesas operacionais gastos extras com segurança.

“Tivemos que contratar uma empresa de segurança e instalar equipamentos eletrônicos para preservar não só o patrimônio, mas os funcionários e clientes, mas ainda assim há sempre o receio da violência dos assaltos”, disse. Os postos de Tadeu só permanecem abertos até às 22 horas.

O empresário destacou, ainda, que seus funcionários são orientados sobre como agir em casos de pessoas suspeitas circulando próximo ao local. “Chamar a polícia é uma das primeiras providências”, disse o empresário que preferiu não detalhar, por uma questão estratégica, as demais orientações.

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