PFL ameaça ir ao STF para questionar verticalização e retirar consultas do TSE - WSCOM

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Brasil & Mundo

08/06/2006


PFL ameaça ir ao STF

O presidente do PFL, Jorge Bornhausen, se reuniu hoje com a Executiva do partido para definir a reação da legenda ao entendimento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de endurecer a regra da verticalização. Entre as estratégias está o pedido ao TSE de reconsiderar o seu entendimento.

Caso o Tribunal não volte atrás, o PFL cogita recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para flexibilizar a aplicação da regra.

Outra estratégia do partido é retirar todas as consultas feitas ao TSE sobre a aplicação da verticalização. No entendimento do partido, as consultas feitas indicam que o PFL concorda com o entendimento do TSE sobre a verticalização.

Bornhausen também vai se reunir com o presidente do PSDB, Tasso Jereissatti, e pedir para os tucanos retirarem suas consultas do TSE. O PFL fez duas consultas individualmente e quatro em conjunto com o PSDB.

Para o senador Efraim Morais (PFL-PB), “a tendência é não fazer mais perguntas porque a situação pode ficar ainda mais complicada”.

O senador Marco Maciel (PFL-PE) disse que é “preferível não fazer mais perguntas para não termos mais respostas”.

Segundo o líder do PFL no Senado, José Agripino Maia (RN), “as consultas [ao TSE] além de não serem eficazes, colocam os partidos em acordo com mudanças que aconteceram e com as quais não concordam”.

Verticalização

Para o presidente do TSE, Marco Aurélio Mello, a verticalização impede os partidos coligados na disputa pela Presidência da República de ser adversários nos Estados. Exemplo: PFL e PSDB lançaram candidatos próprios ao governo do Distrito Federal e se aliaram em torno do pré-candidato tucano Geraldo Alckmin à Presidência. Pelo entendimento do TSE, ou os partidos se separam no âmbito nacional ou um deles terá de abrir mão da candidatura local.

Outro exemplo: se o PMDB decidir não tiver candidato, só poderá se coligar nos Estados com outras legendas sem candidato próprio à Presidência e que não estejam coligadas com partidos que estejam disputando a Presidência. Dessa forma, o PMDB ficaria impedido de se coligar nos Estados com PDT, PSOL, PT, PSDB e PFL, que têm candidato ou estão coligados no âmbito federal.

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