Pesquisa do IBGE mostra que comércio paraibano dobrou de tamanho e movimentou, e - WSCOM

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Economia & Negócios

14/06/2006


Pesquisa do IBGE mostra que

Pesquisa divulgada hoje pelo IBGE mostra que o comércio na Paraíba movimentou R$ 7,1 bilhão em 2004, apresentou crescimento superior a 50% na última década e se consolidou como um dos principais influenciadores do PIB (Produto Interno Bruto) paraibano.

O incremento, entre 2003 e 2004, foi de 13,1% – uma performance que também refletiu sobre a massa salarial e o volume de mão de obra gerado no tripé que compõe o segmento, formado por varejistas, atacadistas e de veículos e peças (veja números abaixo).

Os melhores índices foram reunidos pelo setor varejista, que respondia por 47,1% do comércio paraibano em 1996 e chegou a 2004 com uma fatia bem mais generosa: 56,6%. Os atacadistas ficaram com 34,1%.

O comércio de veículos e peças continuou enveredando pela contra-mão e fechou 2004 9,3% menor, num processo de encolhimento que se registra desde 98 e já acumula perdas de 25,4%.

Os percentuais se referem a participação de mercado. Dados que se confirmam no volume de estabelecimentos e na movimentação financeira dos segmentos, influenciando a capacidade de gerar emprego e renda.

Os números mostram, por exemplo, que a rede do comércio varejista sofreu um crescimento vertiginoso ao longo da última década: passou dos 10 mil 768 estabelecimentos de 98 para 17 mil 177 em 2004 – uma ampliação de 59,5%.

O segmento atacadista não se ramificou tanto: apenas 10,5% nos últimos dez anos, com guinada de 31,7% em 2004 em relação a 2003. O volume de recursos movimentado pelo segmento, porém, justifica a boa performance no ranking de crescimento. Entre 1998 e 2004 o segmento ampliou a receita bruta 235%. Quase R$ 2,5 bilhões só em 2004.

Fechando mais negócios e abrindo mais empresas, o comércio também conseguiu empregar mais: 14,6% a mais em 2004 em relação ao ano anterior, viabilizando ocupação para quase 70 mil pessoas. Nesse mesmo período, a massa salarial cresceu 22,6%.

Veja, abaixo, alguns números que estão na Pesquisa Anual do Comércio.

Estabelecimentos
O número de estabelecimentos com receita de revenda na Paraíba passou de 12.724 em 1996 para 15.783 em 2002, 18.745 em 2003 e 19.089 em 2004 (tabela 1). Em termos relativos, houve um crescimento de 50% no número de estabelecimentos entre 1996 e 2004, e de 1,8% entre 2003 e 2004.

Por ser uma atividade desenvolvida principalmente por um grande número de estabelecimentos de pequeno porte, o comércio varejista reuniu 10.768 estabelecimentos em 1996, passando para 14.256 estabelecimentos em 2002, 16.990 em 2003 e 17.177 em 2004.

Entre os extremos do período (1996 e 2004), houve um crescimento relativo de 59,5%, e entre 2003 e 2004 o crescimento foi de 1,1%. O comércio por atacado, por sua vez, teve

crescimento de 10,5% no número de estabelecimentos entre 1996 e 2004 e de 31,7% entre 2003 e 2004 (de 764 em 1996, passou para 553 em 2002, 641 em 2003 e 844 em 2004).

Por outro lado, o segmento de comércio de veículos, peças e motocicletas teve queda de 10,4% no número de estabelecimentos entre 1996 e 2004 e de 4,1% entre 2003 e 2004 (de 1.192 em 1996, passou para 974 em 2002, 1.114 em 2003 e 1.068 em 2004).

Emprego
O comércio paraibano absorvia 41.127 pessoas ocupadas em 1996, subindo para 56.483 em 2002, 60.808 em 2003 e 69.697 em 2004. Entre 1996 e 2004 o incremento foi de 69,5%, e entre 2003 e 2004 de 14,6%. Em termos de variação relativa, o segmento que mais contribuiu para esse resultado foi o atacadista, tendo variação de 103,4% entre 1996 e 2004 e de 31,4% entre 2003 e 2004 (de 3.905 ocupados em 1996, passou para 5.376 em 2002, 6.044 em 2003 e 7.941 em 2004).

Mas em termos absolutos, foi o varejista que mais contribuiu para esse resultado geral, pois apesar de ter tido variação relativa inferior à verificada no segmento atacadista (de 84,3% entre 1996 e 2004 e de 13,4% entre 2003 e 2004), a variação absoluta foi bem mais relevante, dado ser esse o maior segmento de comércio na Paraíba: de 30.645 ocupados em 1996, passou para 46.099 em 2002, 49.808 em 2003 e 56.489 em 2004.

Já o comércio de veículos, peças e motocicletas teve queda de 19,9% entre 1996 e 2004 e elevação de 6,3% entre 2003 e 2004 (de 6.577 ocupados em 1996, passou para 5.008 em 2002, 4.956 em 2003 e 5.267 em 2004).

Massa salarial
A massa total de salários, retiradas, e outras remunerações no setor comercial paraibano, corrigida a valores de 2004 (tabela 5), passou de R$ 192.869 mil em 1996, para R$ 239.052 mil em 2002 e R$ 268.666 mil em 2003 e R$ 329.337 mil em 2004, tendo, portando, incrementos reais de 70,8% e 22,6%, para os períodos de 1996/2004 e 2003/2004, respectivamente. O comércio atacadista foi o que teve a maior variação real entre 1996 e 2004, de 146,3%, enquanto que entre 2003 e 2004 houve um crescimento real de 24,63%. Em termos absolutos, a massa de rendimentos auferida neste segmento passou de R$ 20.397 mil em 1996 para R$ 34.132 mil em 2002, R$ 40.311 mil em 2003 e R$ 50.241 mil em 2004.

Receita bruta
Entre 1996 e 2004, o valor da receita bruta de revenda dos estabelecimentos comerciais paraibanos subiu de R$ 3.466.840 mil em 1996 para R$ 5.354.392 mil em 2002, R$ 6.053.262 mil em 2003 e R$ 7.133.207 mil em 2004 (tabela 7). Houve, portanto, um crescimento real de 74,6% entre 1996 e 2004, e de 13,1% entre 2003 e 2004.

O crescimento mais intenso ocorreu no segmento de comércio atacadista, cujo valor da receita bruta de revenda saltou de R$ 629.432 mil em 1996, para R4 1.615.462 mil em 2002, R$ 2.108.728 mil em 2003 e R$ 2.430.370 mil em 2004, o que dá um crescimento real de 235% entre 1996 e 2004, e de 30,5% entre 2003 e 2004. Em seguida vem o segmento de comércio varejista, onde o valor da receita bruta de revenda passou de R$ 1.633.119 mil em 1996 para R$ 3.161.365 mil em 2002, R$ 3.355.745 mil em 2003 e R$ 4.035.909 mil em 2004. Este segmento teve, portanto,

crescimentos reais de 105,5% e de 6,2% entre 1996 e 2004 e 2003 e 2004, respectivamente.

O segmento de comércio de veículos, peças e motocicletas foi o único que teve queda real entre os extremos do período analisado, de 51,1%, mas entre 2003 e 2004 houve uma pequena elevação real, de 1,9%: a receita bruta de revenda passou de R$ 1.204.288 mil para R$ 577.565 mil em 2002, R$ 588.789 mil em 2003 e R$ 666.928 mil em 2004.

Mais detalhes da pesquisa no site do IBGE, acessando a PAC (Pesquisa Anual do Comércio (www.ibge.gov.br)

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