‘Perdas dos qüinqüênios são irrisórias’, alega Barreto, denunciando interesse po - WSCOM

menu

Política

01/06/2006


‘Perdas dos qüinqüênios são irrisórias’,

O secretário de Articulação Política da Prefeitura Municipal, Francisco Barreto, em entrevista ao Portal WSCOM Online alegou que as perdas sofridas pelos servidores municipais são irrisórias em comparação aos ganhos. Barreto denunciou interesse político da Câmara Municipal: “Ontem foi uma sessão de descarrego, não uma sessão normal”, aponta.

Segundo o secretário, durante a sessão foram retirados servidores que estavam a favor da MP do reajuste e os vereadores da situação não tiveram chance de se pronunciarem.

“Nossos vereadores se retiraram porque estavam sendo açoitados. Eles descarregaram todas as reclamações que tinham e não deixaram a bancada da situação se defender. Não é justo que o plenário seja espaço apenas para a oposição”, acusa.

“O grande problema é que não se está enxergando os aumentos salariais por conta de coisa minúscula”, acredita.

A título de exemplo, tomando por base informações repassadas por Roberval Leite, presidente do Sindfisco, a perda do funcionário do fisco municipal é de cerca de R$ 20,00 a R$ 18,00 por mês, num efetivo de 130 funcionários, com salário médio na casa dos R$ 8 mil.

“Já era esperado essa mudança, apenas queríamos que os qüinqüênios fossem congelados pelo percentual, mas ele fez por valor, assim como fez o Estado”, disse Leite.

Para Leite a MP de agora foi melhor do que a do Governo estadual, por que o Estado congelou sem nenhuma abertura e a Prefeitura abriu espaço para o diálogo, com possível modificação futura.

O secretário lembrou os engenheiro do município, que ganham em média R$ 9 mil também tiveram perdas pequenas. “Os engenheiros já tem salários de 6 mínimos, são 80 a 90 engenheiros no município, desses trabalham 15 ou vinte, é uma infâmia! Para o Magistério a perda total de qüinqüênios é de R$ 49,00 reais”

Sessão de Ontem – “O sindicatos mais importantes não foram, porque não vão entrar nessa briga, eles sabem que podem gerar realmente a perda do aumento”, informou Barreto. Sobre as acusações de que houve manipulação da Prefeitura para que os sindicatos não comparecessem o secretário foi enfático:

“Quem manipula sindicato? O sindicato deve ficar do lado da sua categoria, não há como manipular. Se a gente não atende os sindicatos nós somos avessos aos sindicatos e a gente atende, nós estamos manipulando. Eles têm que decidir qual é a versão que eles querem”, rebateu.

Ontem, depois da discussão na Câmara ficou decidido que seria criada uma comissão para pedir que a Prefeitura estendesse os benefícios dados ao Magistério para os demais servidores.

“Agora é preciso dizer que do ponto de vista do aumento salarial as possibilidades são nenhuma, porque a Prefeitura chegou no seu limite físico. Essa medida da Câmara é uma forma de procrastinar a votação da MP”, avisa Barreto.

Sobre as gratificações e qüinqüênios o secretário alertou para o fato de que a MP não traz nada de novo. O Governo Federal e o Governo do Estado já fizeram essas mudanças.

“Existe uma decisão de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF), do ministro Sepúlveda Pertence, onde mostra que o cálculo da remuneração não deve ser computado para fins de vinculação de qüinqüênios e gratificações”, argumenta.

Sobre outro tema motivo de celeuma na Câmara, a quebra de paridade entre ativos e inativos editada pela Prefeitura em 15 de maio o secretário foi claro:

“Realmente ela existe, mas obedece decisão da Constituição Federal”, conclui.

Notícias relacionadas