Parreira descarta clima de revanche e vê ascensão francesa - WSCOM

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28/06/2006


Parreira descarta clima de revanche

Após três primeiros jogos abaixos da crítica, a França cresceu no momento decisivo da Copa do Mundo. Quem diz é Carlos Alberto Parreira, técnico da seleção brasileira.

Ele prevê um “grande jogo” contra os franceses pelas quartas-de-final do Mundial da Copa e descarta qualquer revanchismo contra os campeões de 1998. A partida acontece às 16h (horário de Brasília) do próximo sábado, em Frankfurt.

Naquele Mundial, o país europeu conquistou, em casa, seu único título de Copa com uma vitória por 3 a 0 na final contra o Brasil. “Não tem nada a ver. Não existe clima de revanche, aqui não se pensa nisso. Vamos jogar contra a França outra partida decisiva, como foi a de Gana”, afirmou o treinador ao site oficial da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Parreira preferiu apontar o que considera uma evolução do time francês, que venceu a Espanha nesta terça-feira, em Hannover, por 3 a 1, e se credenciou para enfrentar os brasileiros.

“Gostei do jogo, foi bonito, de bom futebol. A França mostrou que cresceu de produção em um momento importante da competição, em que todo jogo é decisivo. Mereceu a vitória, jogou melhor”, disse ao site da CBF.

Parreira atribui a melhora do desempenho à mudança tática feita pelo treinador francês, com a entrada de Zidane, que cumpriu suspensão no último jogo da primeira fase.

“Ele (o técnico Raymond Domenech) tirou um ponta-de-lança, reforçou o meio-campo e o time ficou muito rápido, saía sempre em velocidade para o ataque. A França jogou muito bem”, avaliou.

Retrospecto

Todos os encontros de Brasil e França em Copas foram decisivos. E os franceses se encontram em vantagem: superou a seleção brasileira duas vezes (uma delas em final), enquanto o Brasil só teve sucesso na semifinal de 1958.

Os dois triunfos franceses foram traumáticos para a história da seleção brasileira. Nas quartas-de-final de 1986, no México, o Brasil caiu nos pênaltis.

Em 1998, Ronaldo teve uma crise nervosa na concentração, horas antes do jogo, e foi para o hospital. Atendido e medicado, foi para o Stade de France e acabou escalado por Zagallo. Atônito em campo, o jogador apenas acompanhou a má atuação brasileira, que não resistiu à superioridade dos franceses.

O atual time francês tem seis jogadores que foram campeões em 1998, mesmo número de brasileiros presentes na ocasião – Dida, Cafu, Roberto Carlos, Emerson, Zé Roberto e Ronaldo. “Brasil e França é um clássico do futebol mundial. Tem tudo para para ser um grande jogo”, afirmou o treinador.

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