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/ Notícias / Paraíba

2/8/11 - 5:10 PM - Atualizado em 3/8/11 - 8:47 AM


João Pessoa: A Capital com nome de político habitada por índios


Das capitais litorâneas, a cidade é a única que nasceu às margens de um rio

No dia 5 de agosto, a cidade de João Pessoa comemora 426 anos de fundação, e apesar da idade, muitos pessoenses e pessoas que adoraram a capital da Paraíba para morar desconhecem a sua história. Segundo o historiador, artista plástico e músico, Dinho Zambia, atualmente os mais preocupados em saber sobre o surgimento da cidade são os estudantes que irão se submeter ao vestibular.

“Infelizmente o ensino ainda é muito precário em quase todos os aspectos. Particularmente, sobre a história de João Pessoa a maior preocupação tem sido no aprendizado do público vestibulando, pois só estes tomam a iniciativa de aprender a história da própria cidade. Muito embora, alguns esforços devem ser reconhecidos, como é o caso de professores que se empenham em ensiná-la desde o ensino fundamental”, explicou.

Ainda sobre o desconhecimento da população sobre as origens da cidade, o historiador ressaltou uma frase dos antigos egípcios “a cultura é a alma de um povo”. Para Dinho Zambia, é preciso esclarecer as pessoas que “sem saber de si não se pode saber mais nada”.

Na opinião da mestra em história, Luciana Martins, “resgatar o interesse pelo estudo da história da cidade é desenvolver o interesse (desafio), tanto por parte dos alunos quanto dos professores, e de forma mais ampla por todos nós, de respondermos as perguntas: quem somos e como queremos ser conhecidos”.

Na sala de aula

Para Dinho Zambia, existem diversas formas que podem ser utilizadas pelos professores para tornar o ensino da história de João Pessoa mais interessante para os alunos.

Entre as sugestões estão a inserção de experiências práticas do cotidiano, utilização de expressões recorrentes locais e exemplos mais próximos da realidade: “Falar sobre o seu próprio bairro, os noticiários locais, os estereótipos e as últimas novidades da cidade e, não o que está na novela, programas de auditórios ou Campeonato Carioca seriam mais contundentes”.

Curiosidades

Alguns fatos da fundação de João Pessoa tornam-se curiosos. Das capitais litorâneas, a cidade é a única que nasceu às margens de um rio, no entanto é importante ressaltar que essa é uma característica da esfera municipal.

Para alguns, a Capital da Paraíba teve como primeiros ‘moradores’ os índios Tabajaras, porém, para muitos historiadores os primeiros habitantes foram os Potiguaras. A história traz informações que os primeiros Tabajaras estiveram em solo pessoense durante conflitos com os Potiguaras por volta de 1584 (próximo da quinta e última expedição da Paraíba).

Nos bairros mais antigos da cidade, é possível verificar as influências dos povos europeus na arquitetura, porém não existem registros físicos da presença indígena.

“Os Potiguaras tiveram contatos e realizaram a prática do escambo com os franceses, que vinham contrabandear o pau-brasil, mas estes não influenciaram na cultura arquitetônica do território. OS Tabajaras que ajudaram a força ibérica na conquista de 5 de Agosto de 1585, foram a principal mão-de-obra na edificação da Real Cidade de Nossa Senhora das Neves”, explicou.

Mudança no nome

Desde a sua fundação, a Capital do estado foi chamada de Nossa Senhora das Neves, Filipeia de Nossa Senhora das Neves, Frederikstadt, Cidade da Parahyba, Imperial Cidade até finalmente ser batizada como João Pessoa. O nome é uma homenagem ao político paraibano João Pessoa, assassinado em 1930 na cidade do Recife, quando era presidente do estado e concorria, como candidato a vice-presidente, na chapa de Getúlio Vargas.

De tempos em tempos, é colocado em debate a possibilidade da Capital ser chamada por outro nome. Entre os argumentos utilizados para essa mudança está o fato de que a determinação do nome João Pessoa, assim como a mudança na bandeira estadual, em 1930, teria acontecido em um momento de comoção e de instabilidade social, quando vários adversários políticos do grupo de João Pessoa foram presos e mortos. Também é colocado para a população que não existe consenso sobre as virtudes da pessoa e do gestor público as quais confeririam o mérito ao ex-presidente da Paraíba (na época, denominação para o cargo de governador) para tal homenagem.

Do lado dos que defendem a permanência do nome João Pessoa, a justificativa está baseada nas qualidades do político: exemplar, que combateu o coronelismo e as oligarquias.

Na opinião de Dinho Zambia, esse debate não é interessante para o momento atual, “pois existem coisas muito mais profundas que acabam sendo maquiadas, ou encobertas descaradamente por jogos políticos ou midiáticos”.

A historiadora Luciana Martins também esboçou esse mesmo posicionamento, no entanto, compreende a importância da cultura e da memória histórica construída em torno do político João Pessoa e da Revolução de 1930: “Independentemente do juízo de valor que as pessoas fazem, ou possam fazer desde político ou deste fato histórico, é inegável a sua importância enquanto referência para se pensar o passado, e consequentemente, o presente”.

O nascimento

Foi fundada em 5 de agosto de 1585 com o nome de Nossa Senhora das Neves, a santa do dia em que foi firmada a aliança com os Tabajara (5 de agosto) (depois da aliança com os Tabajara, demorou ainda 3 meses para ser fundada, de fato, a cidade). João Pessoa já nasceu com o status de cidade, jamais vivendo a condição de vila, fato esse ocorrido porque foi fundada pela cúpula da Fazenda Real numa Capitania Real da Coroa Portuguesa.

Com o passar do tempo, foi recebendo várias denominações: Filipeia de Nossa Senhora das Neves, em 1588, homenageando o rei Filipe II de Espanha, quando da União Ibérica, período em que o Reino de Portugal foi incorporado à coroa espanhola. Durante a ocupação holandesa, entre 1634 e 1654, designou-se Frederikstadt (Cidade de Frederico ou Frederica), em homenagem ao Deus de Orange, Frederico Henrique.

Com a reconquista portuguesa, passou a chamar-se Cidade da Parahyba. Por conta de uma visita temporária de D. Pedro II do Brasil à cidade em fins de 1859, recebeu provisoriamente o título de Imperial Cidade.

Sua denominação atual, João Pessoa, é uma homenagem ao político paraibano João Pessoa, assassinado em 1930 na cidade do Recife, quando era presidente do estado e concorria, como candidato a vice-presidente, na chapa de Getúlio Vargas.

A cidade de João Pessoa nasceu nas margens do rio Sanhauá, a partir de onde subiu as ladeiras em direção ao que hoje é o Centro. A expansão urbana ocupou a antiga área rural.

A partir da segunda metade dos anos 70, com a ascensão da orla marítima, a economia da área perdeu um pouco de sua importância de outrora. No que diz respeito à arquitetura, os bairros do Centro comportam a maior parte das áreas que são objeto de tombamento pelos órgãos de proteção ao patrimônio, dentre elas, o Centro Histórico, Rua das Trincheiras e as proximidades da Rua Odon Bezerra, no bairro de Tambiá.

 

Dani Rabelo
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