Paraíba planeja produção de 95 milhões de litros de álcool; multinacionais japon - WSCOM

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Paraíba

30/06/2006


Paraíba planeja produção de 95

A Paraíba deve exportar 95 milhões de litros de álcool e gerar 5 mil empregos com ocupação de 30 mil hectares com cultivo de cana de açúcar. A projeção é da Petrobras, órgãos estaduais e instituições do setor sucroalcooleiro, reunidos esta manhã na sede da Cinep (Companhia de Desenvolvimento do Estado), em João Pessoa.

A produção já tem até comprador: boa parte deve ir para o Japão. Executivos da multinacional Mitsui também participaram da reunião e manifestaram interesse na produção paraibana.

“Identificar possíveis parceiros para o fornecimento de álcool para exportação para o Japão foi a principal meta da reunião”, contou o secretário-executivo da Agricultura, José Inácio de Morais, lembrando que o interesse da nação nipônica pelo produto oriundo da cana-de-açúcar se deve ao fato de uma lei que determina a adição de 3% de etanol na composição da gasolina naquele país. A Mitsui com a Petrobras formam a empresa “Brasil-Japão-Etanol”.

Para José Inácio, que também integra os quadros da diretoria da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), o projeto é um estímulo para os produtores canavieiros locais.

“Serão criados cerca de cinco mil novos empregos e muitas cidades, como Mari, Sapé e Itabaiana, onde não há mais o cultivo de cana, contarão com a atividade novamente”, destacou.

O presidente do Sindálcool, Edmundo Barbosa, indica o acréscimo de R$ 32 milhões apenas em salários com as novas contratações de trabalhadores para as novas áreas a serem cultivadas.

Edmundo ainda lembra que a Transpetro tem um convênio com a Nigéria, Venezuela e Japão, para fornecer o álcool brasileiro e que é a pretensão da Paraíba é entrar nesse negócio.

“Queremos fazer parte disso, tendo todo o cuidado para não desabastecer o mercado interno. E para entrarmos nesse processo é fundamental o apoio do Governo do Estado que, aliás, já vem contribuindo por meio da reestruturação das estradas vicinais, que servem às destilarias e da isenção de impostos para fertilizantes”, cita.

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