Para EUA, teste de míssil norte-coreano seria 'provocação' - WSCOM

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Internacional

20/06/2006


Para EUA, teste de míssil

Altos funcionários do governo americano pediram nesta segunda-feira à Coréia do Norte que não leve adiante um eventual plano para testar um novo míssil balístico intercontinental que poderia atingir os Estados Unidos.

“Seria algo muito sério e um ato de provocação se a Coréia do Norte decidir lançar o míssel”, disse a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, à imprensa em Washington.

“Iremos obviamente nos consultar com nossos aliados sobre os próximos passos, mas asseguro a todos que isso será tratado com a maior seriedade”, disse ela.

O embaixador dos EUA para a ONU, John Bolton, disse estar discutindo o assunto com outros membros do Conselho de Segurança da ONU para estudar qual a melhor atitude caso o teste aconteça.

Alasca – “A preferência é que a Coréia do Norte não lance o míssil. Deixamos claro isto para eles”, disse ele.

O premiê japonês, Junichiro Koizumi, disse que o Japão tomaria “medidas inflexíveis” contra o teste.

O governo americano diz que o lançamento violaria uma moratória de testes com mísseis de longo alcance com a qual o líder norte-coreano, Kim Jong-Il, concordou em 1998. A Coréia do Norte não confirmou ou negou o lançamento.

Acredita-se que o país esteja se preparando para testar um míssil chamado Taepodong-2 – com alcance de 6 mil quilômetros, o suficiente para atingir o Estado americano do Alasca.

Diplomatas afirmam que os mesmos alertas foram feitos da última vez que os norte-coreanos testaram um míssil de longo alcance, em 1998, causando consternação internacional.

Na época, a Coréia do Norte lançou um míssil Taepodong-1, com alcance de 2 mil quilômetros, no Oceano Pacífico, que passou sobre o norte do Japão.

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