Oposição unida pede demissão do presidente do Banco do Japão - WSCOM

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Economia & Negócios

24/06/2006


Oposição unida pede demissão do

Quatro partidos da oposição japonesa decidiram hoje pedir a demissão do governador do Banco do Japão (central), Toshihiko Fukui, por seu envolvimento num fundo de investimentos cujo gerente foi preso por negociar com informação privilegiada.

Segundo fontes citadas pela agência “Kyodo”, o pedido tem caráter “urgente” e saiu de um acordo entre os líderes dos partidos Democrático (PDJ), Comunista (PCJ), Social Democrata (PSDJ) e Novo Partido do Povo (NPP).

Fukui deverá “reconhecer seus deveres e renunciar imediatamente” para restaurar a credibilidade do banco, diz o comunicado citado pela “Kyodo”.

Os líderes dos partidos, tendo à frente o presidente do PDJ, Ichiro Ozawa, pediram uma audiência com o primeiro-ministro Junichiro Koizumi na próxima segunda-feira, para entregar pessoalmente o pedido.

Koizumi, no entanto, recusou-se a receber a oposição. Ele alega estar “muito ocupado” com os preparativos da sua viagem ao Canadá e Estados Unidos, que começa terça-feira, disseram as mesmas fontes.

Embora Fukui tenha declarado no Parlamento que não pretendia obter ganhos com o fundo, esta semana foi revelado que os lucros de seu investimento de 10 milhões de ienes (US$ 87 mil) já são mais que o dobro do capital inicial.

A implicação do dirigente do banco central japonês no escândalo financeiro ameaça a política monetária, que está à espera de uma alta das taxas de juros.

Ontem foi anunciada a acusação formal contra o gerente que criou o fundo, Yoshiaki Murakami. Ele havia sido detido em 5 de junho, pela compra de ações da Nippon Broadcasting após receber informação privilegiada de uma empresa da internet que tentava absorver parte da cadeia de rádio.

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