‘Núcleo pensante’ de Cássio avalia processo político, reconhece liderança de Mar - WSCOM

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Política

01/06/2006


‘Núcleo pensante’ de Cássio avalia

EXCLUSIVO – A aproximação da fase final de convenções partidárias tem levado partidos e lideranças a definir estratégias. Neste sentido, o Núcleo Pensante do Governo Cássio tem avaliação fria do processo político admitindo a imagem consolidada do senador José Maranhão. Mesmo assim, tem convicção no exame de dados estatísticos, financeiros e do desempenho pessoal, que no confronto direto, o governador superará pela empatia, histórico e proposta de futuro para o Estado.

Para o Núcleo, que tem disciplina de reunir-se com freqüência para avaliações, chegar ao estágio de disputa atual podendo agora apresentar números em todas as áreas e, comparativamente, ter resultados em favor da sociedade na metade do tempo que o governo Maranhão teve “é sinônimo de superação que a campanha vai mostrar e construir a vitória de Cássio”, raciocinam.

Quando o governador decidiu nos últimos dias ocupar os bairros da cidade de João Pessoa com presença física, mais do que estratégia pré-elaborada pela resistência existente em setores da sociedade, o Núcleo entende que “diferentemente do início do Governo, hoje Cássio tem obras em 30 bairros, todas de repercussão e impacto na vida das pessoas, portanto, isso simboliza o Governo de resultados que tem ajudado a melhorar sua imagem e gerar perspectiva de vitória nas eleições.

Maranhão – Há várias leituras existentes e repassadas entre si pelo Núcleo, mas algumas delas têm base em pesquisas qualitativas tratando da imagem e da historia de cada um dos candidatos.

– O saldo da biografia entre Cássio e Maranhão é favorável ao atual governador pelo desempenho pessoal, lógica de raciocínio, capacidade de apresentar resultados como executivo e legislador, diferentemente do senador, que indiscutivelmente tem hoje uma boa imagem, mas se for comparado tudo isso à sua forma de ver o mundo, de tratar as pessoas e aliados, de resultados como legislador, se verá que Maranhão é um político com desempenho aquém de Cássio, até por ser político de poucos amigos – disse um ‘peso pesado’ do Núcleo de Cássio.

E lembraram o caso Ronaldo: “ Vejam que na hora mais difícil da vida de Ronaldo, por exemplo, de estar perto do ostracismo, de doenças e adversidades políticas, somente a força da amizade foi capaz de mantê-lo de pé e superar as dores com o zelo pelo sentimento nutrido pelos amigos. Isso não se vê no candidato do PMDB”.

Na ótica desse e de outros ‘estrategistas’, Maranhão consolidou-se com imagem positiva porque no seu Governo não enfrentou oposição na mídia, nem na classe política.

“Ao contrário do senador, o governador enfrentou forte oposição do Sistema Correio gerando conceito ruim afetando a imagem de Cássio nos primeiros meses de Governo, tanto que motivou trabalho triplicado para repor essa condição, embora ainda hoje trabalhe essa superação”.

Confronto – Mesmo entendendo o arrefecimento do Sistema Correio como relativo, o Núcleo está convencido de que a busca da campanha do senador de querer confrontar-se com Cássio em termos de obras será fatal.

– Em qualquer setor ou segmento, a campanha de Cássio vai provar com números e estatísticas que ele fez em pouco mais de 3 anos muito mais do que o Governo Maranhão em 8 anos, sem precisar se desvencilhar de ativos financeiros como aconteceu com as vendas do Paraiban e Saelpa – argumentou.

E acrescentou: “Tome por base o funcionalismo. Afora a forma de tratar as entidades representativas diante das reivindicações na base do diálogo e transparência, vamos provar que os resultados na melhoria da vida dos servidores são mais expressivos no Governo Cássio. As greves da PM, o tratamento marginal da UEPB, dos grevistas isso tudo esta na memória viva”.

No entendimento do Núcleo, “a forma de tratamento pode ser também avaliada se comparada aos movimentos sociais, sobretudo, nas negociações difíceis em meio às lutas dos sem-terra, dos apenados e tantos movimentos que, enquanto com Cássio tiveram tratamento de diálogo e solução negociada, no governo Maranhão as crises foram tratadas na força”.

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