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12:50 | 29.01.2009

Eitel desvincula morte de advogado com grupo de extermínio; investigações continuam


O secretário Eitel Santiago (Segurança Pública) desvinculou nesta quinta-feira, 29, a execução do advogado Manoel Matos de sua participação na CPI dos grupos de extermínio, da Câmara Federal.

Para Santiago, a morte foi por vingança e é caso “isolado” motivado por um depoimento pretado pela vítima em 2002 em um processo de assassinato contra o Militar Flávio Pereira.

- Não se trata de um crime promovido por grupos de extermínio, aposta o secretário.
Diferente do que vinham deixando transparecer os comandantes das investigações em sucessivas entrevistas, o secretário disse hoje que o caso ainda não foi elucidado.

PAmpliar imagemelos cálculos dele, as investigações devem se arrastar por mais 30 dias. Duas pessoas foram presas – o PM Flávio Pereira e o comerciante Cláudio Borges – mais duas estão sendo procuradas e o secretário já avisou: tem mais gente. A suspeita é de que quatro pessoas estejam envolvidas.

-Não resta dúvidas que o Flávio Inácio Pereira é o mentor no crime e já conseguimos a prisão preventiva dele e de mais dois supeitos, afirma o delegado que investiga o caso, Walter Brandão.

Na ocasão, Brandão disse também que o Sérgio Azevedo, apontado por alguns órgãos de imprensa como sendo um dos envolvidos no assassinato, não tem nada a ver com o caso. Ele reiterou que não há nenhuma ligação do crime com a CPI da Pistolagem nem com grupos de estermínio. O restante corre em segredo de justiça.

Ainda hoje Brandão se encontrará com autoridades pernambucanas para trocar informações que possam ser úteis ao caso.


Da redação

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