O secretário Eitel Santiago, da Segurança e Defesa Social, vai indicar ainda nesta segunda-feira um delegado especial para investigar o assassinato do advogado pernambucano Manoel Mattos, assassinado na noite de sábado, 24, no município de Pitimbu, litoral sul do Estado.
Mattos, que era vice-presidente do PT pernambucano, foi enterrado na tarde deste domingo no cemitério da cidade de Itambé, onde residia.
Eitel disse que já existem duas linhas de investigação e que vai solicitar apoio da Polícia de Pernambuco para desvendar o assassinato. A única pista da polícia é que um dos criminosos deixou cair um boné com a marca de uma empresa de segurança.
Manoel Matos foi morto com dois tiros de espingarda calibre 12, quando se encontrava numa casa de veraneio na Praia do Marisco. Passava das 22 horas quando desconhecidos entraram na casa, renderam várias pessoas que se encontravam no local. O advogado chegou a pedir calma aos estranhos, no entanto, um deles chegou a dizer “foi você mesmo que a gente veio pegar” e em seguida efetuou os disparos.
Segundo informações de testemunhas, todas as pessoas que estavam no local foram obrigadas a deitarem no chão. Enquanto o criminoso efetuava os disparos contra o advogado, o outro atirava para cima e chegou a dizer que se alguém levantasse a cabeça também morreria.
Familiares do advogado afirmaram que o crime tem relação com as denúncias que ele fez a CPI dos Grupos de Extermínio na Câmara dos Deputados. Desde então passou a ter proteção da Polícia Federal. Mattos estavam sem a segurança da PF já havia dois anos.
O deputado estadual de Pernambuco, Fernando Ferro, lamentou a morte do companheiro de partido e disse que será solicitada a intervenção da Polícia Federal nas investigações para desvendar o assassinato. De acordo com as informações, no dia 22 de dezembro do ano passado, a vítima teria recebido ameaças.
WSCOM Online
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