Namorados usam Orkut para trocar mensagens e consultar dicas de presentes - WSCOM

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Entretenimento

11/06/2006


Namorados usam Orkut para trocar

O dia dos namorados, nesta segunda-feira, promete acelerar os corações dos usuários da rede de relacionamentos Orkut. Seja por causa da distância, da praticidade, ou mesmo como complemento daquele carinho real, a virtualidade é um recurso dos mais procurados para o envio de mensagens, cartões e até encomenda de presentes.

A curitibana Sabrina Yatagai, 20 anos, afirma que pretende recorrer a comunidades relacionadas à data para escolher o melhor presente para o seu namorado. “Não comprei nada até agora. Não sei o que compro. Acho que vou fazer isso”, disse.

Ela foi apresentada ao namorado por amigos comuns, e usam a rede de contatos como um complemento, já que têm a vantagem de se falar mais vezes por telefone.

“O orkut ajuda quando você não é ciumento. Ficar vasculhando tudo só atrapalha. Pra não acontecer brigas é só não querer ficar sabendo quem é todo mundo, deixar o outro viver sossegado”, define.

Essa questão de ciúmes já atrapalhou o relacionamento da paraibana Roberta Michelly, 36 anos, e o rapaz com quem ela mantém uma espécie de ‘namoro à distância’, já que ele mora em Niterói. Um dia, Roberta deparou-se com uma série de impropérios postados por uma ex-namorada do cara em sua página de recados.

“Outro dia abro meu orkut e tem lá um recado de uma figura, que nunca vi na minha vida, se descabelando porque o ex dela estava apaixonado por mim! Essa criatura xingava ele, me xingava e uma antipatia gratuita, porque nunca tínhamos nos falado antes. Ainda bem que podemos ignorar esse tipo! Foi o que eu fiz”, relatou.

Por enquanto o romance ainda é virtual, mas Roberta tem planos de conhecê-lo pessoalmente em João Pessoa, numa viagem que já está sendo articulada para muito breve. “Ele quer vir aqui, temos muitas afinidades. Nos conhecemos pelo Orkut e nos falamos diariamente”, conta.Se um relacionamento à distância tem seus altos e baixos, o que dizer de um namoro que começou na vida real e o casal foi forçado a manter uma distância geográfica. Foi o que aconteceu com a mineira Andréa Mota, 27 anos, residente em Itajubá, cujo namorado Gustavo arranjou um emprego em Alagoinhas-BA. “Vamos passar o Dia dos Namorados separados, mas quando eu for pra lá vamos fazer nossa comemoração fora de época”, anunciou.

Andréa e Gustavo evitam manter contato por meio do Orkut para evitar exposição junto aos ‘curiosos de plantão’, aqueles que, segundo ela, ocupam seu tempo em investigar a vida alheia. Porém, ela admite que nem tudo é negativo na rede.

“Temos sim como encontrar coisas boas. Coisas como a delicia que é poder deixar um recado e aguardar a resposta, deixar um testemunho registrando assim em palavras tudo que a pessoa significa pra nós, registrar no álbum de fotos aqueles momentos lindos que passaram juntos”, sintetiza.

E quando um dos dois dá um ultimato do tipo: ‘ou eu, ou a internet!’, o que pesa mais? O designer Arlys Souza, 20 anos, que mora em São Mateus-ES, relata um namoro que terminou em poucos dias porque a namorada insistia para ele mudar seu comportamento junto aos amigos virtuais.

“Ela queria que eu risse menos e que eu brincasse menos com meus amigos. Até parece! Eu tive que rir da cara dela, e perguntar se ela gostava de mim ou se queria que eu me transformasse em outra pessoa pra isso. O namoro durou apenas sete dias”, explica.

Para quem ainda não decidiu o que comprar para a sua cara-metade, ainda há tempo e opções, na vida real ou na cibernética. Andréa Mota relata que “passando de uma comunidade pra outra, deparei com uma loja de perfumes que tem uma comunidade no orkut! Nela consta o site da loja e contato de MSN e tudo! Desta forma cheguei a uma outra pessoa que me ajudou a encontrar um tão sonhado presente para meu namorado”.

No comércio eletrônico, a expectativa para o Dia dos Namorados é otimista. De acordo com o E-bit, empresa de pesquisa e marketing responsável pela medição de bens de consumo pela internet, as vendas do comércio online devem crescer 50% em relação à mesma data de 2005. Isso deve garantir um faturamento de R$ 130 milhões ao comércio eletrônico nacional.

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