Liderança do MSLT diz que PT ajudou movimento - WSCOM

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Brasil & Mundo

11/06/2006


Liderança do MSLT diz que

Gladis Rossi, da Secretaria Nacional do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), grupo que liderou a invasão da Câmara dos Deputados na última terça-feira, afirmou que a direção do PT contribuiu com a logística do movimento. A dirigente, no entanto, não deixou claro se a ajuda se deu antes ou depois das prisões ocorridas após os atos de vandalismo em Brasília, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.

Cerca de 500 integrantes do movimento foram presos após o tumulto na Câmara dos Deputados. No sábado, após determinação da juíza da 10ª Vara Federal, Maria de Fátima Costa, 412 homens e 128 mulheres que estavam presos desde o quebra-quebra foram soltos. Outros 42 continuam detidos, entre eles, Bruno Maranhão, principal líder do movimento.

A direção do MLST orientou os sem-terra a evitar a imprensa. “Não podemos correr o risco de o movimento ser mais prejudicado do que está. 90% da mídia falou mal. Foi horrível para o movimento”, disse Rossi.

No sábado, enquanto esperavam os ônibus que os levariam para seus Estados de origem, os sem-terra festejaram com uma roda de pagode. Depois dos três dias no presídio da Papuda, eles passaram a noite em um centro de formação do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), ligado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), em Luziânia (GO), cidade a cerca de 60 km de Brasília.

Segundo Rossi, funcionários em greve do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) entraram em contato com o movimento e cederam o espaço. Na sexta-feira, estiveram na Papuda o ouvidor agrário nacional, Gersino José da Silva, e a superintendente regional do Incra em Pernambuco, Maria de Oliveira. Ela disse que os sem-terra foram tratados de forma correta e negou financiamento do governo.

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