Justiça do Rio adia decisão sobre venda da Varig - WSCOM

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Economia & Negócios

26/06/2006


Justiça do Rio adia decisão

O juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, responsável pela recuperação judicial da Varig, ampliou até a quarta-feira (28/6) o prazo para que os credores e administradores judiciais – a consultoria Delloite – analisem a proposta de compra da Varig apresentada pela VarigLog, ex-subsidiária de transporte de cargas da companhia aérea.

Com o novo prazo, a VarigLog também deverá prestar as demais informações necessárias sobre a proposta apresentada na sexta-feira (23) para a compra da Varig. O pedido de aumento do prazo foi feito pela própria aérea.

A proposta da ex-subsidiária prevê o investimento de US$ 485 milhões na nova companhia, sem contar as dívidas com credores: 90% para a ex-subsidiária de transporte, 5% para a antiga Varig e 5% para os trabalhadores. Na tarde de hoje, a ex-subsidiária depositou mais de US$ 3 milhões, a fim de cobrir as despesas correntes da companhia. Ela se comprometeu a fazer outros depósitos, no decorrer da negociação, de até US$ 20 milhões.

Segundo o juiz Paulo Roberto Fragoso, que também trata da recuperação judicial, a ampliação do prazo é no sentido de que haja “maior detalhamento possível e transparência” na análise da nova proposta. Enquanto isso, a VarigLog continua negociando com os credores e empresas de leasing um maior prazo de renegociação da dívida.

Leilão deserto

Na sexta, o juiz havia declarado inválido o leilão da Varig Operações. A decisão foi tomada depois que a NV Participações, empresa que representa o TGV (Trabalhadores do Grupo Varig), não depositou a primeira parcela do pagamento pela compra da Varig, homologada na última semana.

O leilão foi declarado deserto, quando não há sucesso na arrematação, ou seja, a venda não foi validada. O juiz encaminhou o processo ao MP (Ministério Público), e para a administradora judicial da companhia, a consultoria Delloite, que ficou responsável por analisar as conseqüências do leilão.

O grupo de trabalhadores havia se comprometido a pagar R$ 1,010 bilhão pela Varig. Desse total, R$ 285 milhões seriam em moeda corrente nacional, R$ 500 milhões em debêntures de participação nos lucros da nova companhia e R$ 225 milhões em créditos concursais e extraconcursais.

Prejuízos

De acordo com a Infraero, somente nesta segunda-feira (26/6) foram cancelados segunda-feira 57% dos vôos previstos. Foram 117, de 67 programados. A BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, divulgou uma nota informando que o fornecimento de combustível à Varig está garantido até amanhã.

Em caso de falência da companhia aérea, os passageiros que se sentirem prejudicados pelos atrasos e cancelamentos de vôos poderão responsabilizar a União pelos danos. Especialistas ouvidos por Última Instância afirmam que, se a companhia não puder honrar seus compromissos com os consumidores, a responsabilidade deve ser transferida ao Estado

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