Iraque restringe trânsito para evitar retaliações - WSCOM

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Internacional

09/06/2006


Iraque restringe trânsito para evitar

O governo do Iraque proibiu nesta sexta-feira a circulação de veículos em Bagdá e em Baquba, cidade onde o líder militante Abu Musab al-Zarqawi foi morto.

Com a proibição, as autoridades esperam evitar outros ataques de retaliação pela morte de Zarqawi, anunciada na quinta-feira.

Horas depois do anúncio, dois carros-bomba explodiram em mercados de áreas predominantemente xiitas, matando 15 pessoas e ferindo 20.

O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, estipulou que os veículos não podem circular entre 11h (4h) e 17h (10h), período que coincide com as orações tradicionais de sexta-feira. Mesquitas já foram alvos de ataques no passado.

“O toque de recolher (parcial) é uma medida para manter as pessoas dentro de casa já que pode haver mais ataques como os de ontem à noite”, disse uma fonte do Ministério da Defesa à agência de notícias France Presse.

Reações

A morte do líder da al-Qaeda no Iraque foi comemorada pelo presidente americano, George W. Bush, e pelo primeiro-ministro britânico, Tony Blair, entre outros líderes mundiais.

Bush disse que o fim de Zarqawi representava uma vitória na chamada guerra contra o terrorismo e oferecia uma chance de “mudar a maré” na luta contra a insurgência.

“Zarqawi pessoalmente decapitou reféns americanos e outros civis no Iraque e foi quem planejou a destruição da sede da ONU (Organização das Nações Unidas) em Bagdá”, disse Bush, referindo-se ao ataque de agosto de 2003 que matou o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, representante da ONU no país na época.

Mas os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, majoritários na coalizão do Iraque, também advertiram a violência deverá continuar no país.

“Sabemos que ela (Al-Qaeda) vai continuar a matar e que há muitos obstáculos para superar”, disse o premiê britânico, Tony Blair.

Zarqawi teria sido morto às 18h15 (horário local, 11h15 de Brasília) de quarta-feira em um ataque aéreo nas proximidades da cidade de Baquba.

Segundo o general americano George Casey, que participou da entrevista coletiva em que foi anunciada a “eliminação” do militante, o corpo de Zarqawi foi identificado através de suas impressões digitais e cicatrizes já conhecidas.

A rede al-Qaeda teria reconhecido a morte do jordaniano através de uma mensagem em um site islâmico.

A operação foi uma parceria entre as forças aéreas americanas e terrestres do Iraque.

Nascido na Jordânia, Zarqawi era o homem mais procurado do Iraque por ser considerado o responsável por um grande número de ataques, assassinatos e seqüestros no país.

Zarqawi estaria reunido com outros integrantes de seu grupo na hora do ataque. Várias pessoas teriam morrido.

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