Guerra Urbana: Saulo quis acordo com PCC, diz Furukawa - WSCOM

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Brasil & Mundo

06/06/2006


Guerra Urbana: Saulo quis acordo

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, defendeu a realização de um acordo com os líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para controlar as rebeliões e os ataques que ocorreram no mês passado no Estado. A afirmação é do ex-secretário da Administração Penitenciária Nagashi Furukawa, que pediu demissão no último dia 26, em entrevista publicada nesta terça-feira pelo jornal Folha de S. Paulo.

Segundo Furukawa, que garantiu ter se negado a aceitar o acordo, Saulo queria fazer até mesmo “concessões ilegítimas” à facção para encerrar a crise. “Na reunião que foi realizada na sexta-feira à noite para sábado quando começaram os ataques, toda a cúpula da Secretaria da Segurança queria que fizesse acordo com as pessoas do PCC que tinham sido transferidas. Queria que autorizasse a visita imediatamente, no dia seguinte, aos presos que estavam lá, quando, pelo regimento interno, o preso, quando transferido, fica dez dias em observação e outros 20 dias sem direito a visita”, relatou.

Furukawa também faz ataques ao governador Cláudio Lembo (PFL), afirmando que ele foi alertado da falta de investigação sobre o PCC e não tomou providências. “Quando há direção, quando há comando, não existe muito problema de divergência dos componentes da equipe”, disse. Por outro lado, o ex-governador de SP Geraldo Alckmin foi elogiado. “Ele sabia governar, sabia ouvir o Saulo, sabia me ouvir e sabia conduzir as decisões de um jeito melhor”.

Furukawa disse que saiu do governo para não ser “um elemento dificultador do entendimento” entre as instituições. “Como sentia que tudo aquilo que estava propondo à Secretaria da Segurança não vinha sendo cumprido, achei melhor para a população que não continuasse lá”, disse.

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