Grêmio encara o Azulão e um tabu - WSCOM

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03/06/2006


Grêmio encara o Azulão e

O Grêmio encerra na tarde deste sábado sua participação na primeira fase do Campeonato Brasileiro, enfrentando o São Caetano, no estádio Olímpico, e tentando manter sua surpreendente ascensão na competição. Após uma arrancada ruim, ficando algumas rodadas na zona de rebaixamento, o clube se acertou, não perde há cinco rodadas, e já ocupa a faixa que leva à Copa Sul-Americana. O problema é que o adversário, o Azulão, jamais foi batido pelo Tricolor na história, e o tabu assusta, especialmente à torcida gaúcha.

No ano 2000, primeira temporada do time do ABC na elite do futebol brasileiro, se encararam nas semifinais e, após perder em São Paulo por 3×2, o Grêmio acabou sofrendo um 3×1 em casa, que seus torcedores até hoje não esquecem. No total, já são oito confrontos, com três empates e cinco vitória do São Caetano. A última vez que se enfrentaram foi em 2004 e com duas vitórias naquela edição do Brasileirão, o Azulão ajudou a mandar o clube gaúcho para a Segundona.

O treinador gremista, Mano Menezes, não quer nem saber do retrospecto, lembrando que “tabu existe para ser quebrado”. Mas que ele respeita o time paulista, isso ficou claro na entrevista que concedeu no final da tarde desta sexta, véspera do jogo. “O São Caetano não fez o resultado nas duas últimas rodadas, mas é um adversário sempre perigoso e temos o maior respeito por ele”, acrescentou o técnico.

Pelo lado do Azulão, o tabu também não está sendo levado em conta. Ânderson Lima, que já foi ídolo do Grêmio, e nas últimas temporadas tem ajudado o time do ABC a manter a invencibilidade contra o Tricolor – chegou a fazer dois gols na vitória por 2×1, em 30 de maio de 2004, no Olímpico – chegou a Porto Alegre destacando a necessidade de esquecer isso.

“Se entrarmos pensando no retrospecto, vamos perder o jogo. No futebol temos que mostrar eficiência todo dia e, além disso, o Grêmio é um time que assusta sempre e iríamos encarar com seriedade mesmo que viesse de cinco derrotas e não de cinco resultados positivos”, disse o lateral, que nas últimas rodadas tem aparecido como zagueiro, num 3-5-2 que havia sido montado pelo treinador Nelsinho Baptista. Apesar desse ter sido demitido após o empate da última quarta-feira, 1×1 com o Inter, no estádio Anacleto Campanella, o auxiliar técnico Dino Camargo, que comandará interinamente a equipe, manterá o sistema.

Os times

Dino só muda alguns nomes, em relação ao time daquele último jogo. O zagueiro Thiago volta, após ter cumprido suspensão automática; e Luisão, recuperado de uma lesão no joelho, também retorna. Ao lado de Ânderson, eles formarão o trio defensivo.

O São Caetano, que perdeu o volante Zé Luís, negociado com o Verdy Tokyo, do Japão; também não utilizará nesta partida o zagueiro Gustavo, que está tratando de transferência para o Corinthians.

No Grêmio, as ausências são do meia Marcelo Costa, que vitimado por uma virose está afastado das atividades; e do centroavante Ricardinho, que sofreu uma lesão muscular durante a partida contra o Santos, na quarta-feira. No meio de campo está escalado Tcheco, finalmente sem as dores no púbis que tem impedido sua escalação; e na frente o argentino Herrera, mesmo sem a simpatia da torcida, já que sempre que entra perde muitos gols,está confirmado.

“No futebol é assim, quem joga no ataque precisa marcar, mas essa fase a qualquer momento vai passar”, declarou Herrera.

O Grêmio, caso consiga os três pontos, mais do que quebrar o tabu histórico diante do Azulão, estará alcançado quatro vitórias consecutivas, algo que não ocorre em Brasileirões desde a temporada de 1998.

GRÊMIO x SÃO CAETANO

Data: 3/6/2006 (sábado)

Horário: 18h10

Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre

Árbitro: Giulliano Bozzano (DF)

Auxiliares: César Augusto de Oliveira e Ênio Ferreira de Carvalho (DF)

Grêmio

Galatto; Alessandro, Maidana, William e Wellington; Lucas, Sandro, Tcheco, Hugo e Ramón; Herrera

Técnico: Mano Menezes

São Caetano

Luiz; Ânderson Lima, Thiago e Luizão; Alessandro, Rafael Mussamba, Marabá, Leandro Lima e Triguinho; Fabiano Gadelha e Fábio Luís

Técnico: Dino Camargo

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