Equador e Polônia iniciam disputa pela 2ª vaga do grupo A - WSCOM

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09/06/2006


Equador e Polônia iniciam disputa

Na segunda partida do primeiro dia do Mundial, Equador e Polônia darão início à disputa pela 2ª vaga do grupo A, além de disputarem entre si o lugar de “segunda mais forte” atrás da anfitriã.

Na ânsia por conseguir logo os primeiros três pontos e desafogar a tensão pela vice-liderança, as duas equipes prometem entrar em campo obstinadas pela boa impressão inicial.

“Vamos dar o sangue contra a Polônia”, já avisaram os jogadores equatorianos.

“A partida contra a Polônia é crucial, porque dependendo do resultado, os dois jogos seguintes serão ainda mais difíceis”, endossou o técnico Luis Fernando Suarez.

Do lado de lá a expectativa se confirma. “Os primeiros três pontos são como uma passagem para a segunda fase”, comparou o zagueiro polonês Michal Zewlakow. “Vencer a primeira é o mais importante, assim, na segunda, não jogaremos mais com uma faca apontada no pescoço.”

A Polônia vem de uma vitória encorajadora sobre a Croácia e aposta em muita concentração e jogadas aéreas. Contra o Equador, os poloneses esperam desfazer de vez a má impressão marcada pela vexatória derrota contra a Colômbia por 2 a 1 com um gol do goleiro colombiano. “Nossa equipe jogou mal mas não somos um fracasso. Ainda vamos provar isso”, afirmou na ocasião o técnico Pawel Janas.

Já o Equador tem como último resultado uma derrota contra a seleção da Macedônia por 2 a 1, mas fraco desempenho nos amistosos não desestimula os tricolores. “Passaremos pelas pernas deles, como se fossem um túnel”, ironizou o zagueiro Tenorio.

Manter o otimismo é imprescindível, principalmente quando o retrocesso não é inspirador. Na fase de amistosos, o Equador tem apenas uma vitória, contra a incipiente Honduras, por 1 a 0, entre sete derrotas. Algumas delas, contra seleções que nem mesmo participarão do Mundial, como para Senegal por 2 a 1, para Uganda também por 2 a 1, e para o equatoriano Barcelona de Guayaquil por 4 a 1. Contra japoneses e holandeses, mais duas derrotas por 1 a 0.

Recordar é viver

O técnico Janas já pediu aos jogadores que se inspirem na seleção de 1974 que conseguiu um feito histórico ao terminar a Copa no 3º lugar, o que voltou a acontecer em 1982. Já no último Mundial, a Polônia perdeu por 2 a 0 para a Coréia do Sul logo na primeira partida e foi desclassificada logo na primeira fase, ficando com a 25ª posição.

Do lado do Equador, a história se repete. O técnico dos tricolores também quer deixar de lado a fama de perdedora. Na Copa de 2002, o time também foi eliminado ainda na primeira fase, após perder para México e Itália.

“Ninguém acredita na seleção, mas vamos mostrar a todos como estamos melhores, mais experientes”, afirmou Suarez.

Torcida-problema

Na Alemanha, a Polônia espera contar com os torcedores que atravessarão a fronteira para apóia-los. “Sei que teremos um grande apoio da torcida durante a Copa”, afirmou o técnico polonês Pawel Janas. Se para Janas é incentivo, para as autoridades, é um grande perigo.

O governo polonês estima que 300 mil torcedores cruzarão a fronteira para o Mundial. Para a imprensa alma e os organizadores do torneio, muita preocupação cerca a chegada dos torcedores poloneses, tidos como baderneiros em potencial.

“A maioria só se deslocará no dia do jogo. Chegarão na hora da partida. Depois, deixarão o estádio e voltarão direto para casa, ao mesmo tempo. Os hotéis são muito caros”, justificou o chefe da polícia polonesa, Rafael Wasiak. E é aí que está o perigo.

Para o meio-campista Jacek Krzynowek, o esforço muito valerá à seleção. “Esperamos contra com o apoio maciço da torcida, ainda mais em um momento como esse”, afirmou Krzynowek.

Para o jogador, a formula para vencer o Equador, porém, está no lado da Polônia. “Temos que nos preocupar com o nosso desempenho, não com eles”, explicou Krzynowek. “Espero que tudo que treinamos dê certo na prática.”

EQUADOR X POLÔNIA

Data: 09/06/2006

Local: Gelsenkirchen (ALE)

Arbitro: Toru Kamikawa (JPN)

Auxiliares: Yoshikazu Hiroshima (JPN) e Kim Dae-young (COR)

Polônia:

Boruc, Baszczynski, Jop, Bak, Zewlakow, Kosowski, Sobolewski, Krzynowek, Szymkowiak (Mila), Smolarek e Zurawski

Técnico: Pawel Janas

Equador:

Mora, De la Cruz, Hurtado, Espinoza, Reasco, Mendéz, Castillo, Edwin Tenorio, Valencia, Kaviedes e Delgado

Técnico: Luis Suárez

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