Empresários paraibanos formam frente suprapartidária para debater desenvolviment - WSCOM

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Paraíba

23/06/2006


Empresários paraibanos formam frente sup

Lideranças do empresariado paraibano estão se articulando em prol da criação de uma frente suprapartidária que atue na formatação de propostas pela retomada do desenvolvimento do Estado. A idéia tem sido defendida há cerca de um ano pelo superintendente licenciado do Sebrae, Carlos Batinga. Segundo ele, a Frente está ainda em processo de formação, mas deve contar com o apoio de entidades como as Federações da Agricultura, da Indústria e do Comércio, que representam, respectivamente, os setores primário, secundário e terciário da economia.

A contribuição acadêmica das universidades públicas e privadas, que atuarão como esteio para a elaboração do programa, e a colaboração dos conselhos classistas de economia, administração e engenharia, também foram mencionadas pelo autor da proposta. Batinga afirma que só acredita na retomada do desenvolvimento da Paraíba, através de um projeto de médio e longo prazo, elaborado pela sociedade civil organizada que o apresentará à classe política. Esta, por sua vez, deve se comprometer com a implantação do programa, ficando a critério dos futuros governos, a inclusão das propostas em suas plataformas administrativas.

Apicultura, artesanato, indústria calçadista, confecção varejista, turismo, tecnologia e caprinocultura são vocações encontradas na Paraíba que o projeto contemplaria, segundo Batinga. “Do litoral ao sertão multiplicam-se os exemplos de gente que sonha, cria e gera oportunidade, procurando uma solução para garantir a manutenção de seus negócios. A capacidade empreendedora dos paraibanos precisa apenas de um projeto sustentável para modificar a realidade atual”, afirmou.

O empresário Roberto Cavalcanti é também entusiasta da criação da frente suprapartidária. “É preciso identificar pessoas que partilhem da mesma preocupação e tenham predisposição e competência para levarem a frente este projeto que deverá ser monolítico e apartidário. Temos exemplos como a iniciativa dos centros industriais do Ceará que formataram, há anos atrás, um projeto que provocou uma mudança de mentalidade e alavancou o crescimento da economia do Estado, que hoje compete em pé de igualdade com Pernambuco”, disse.

A descontinuidade dos programas implementados a cada administração é, na opinião do empresário, um dos fatores que contribuem para o atual contexto de estagnação que atinge diversos segmentos. “A polarização em torno de determinados grupos é um fato que não é novo na história política da Paraíba e que, lamentavelmente, prejudica o desenvolvimento do Estado”, analisou Roberto Cavalcanti.

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