Emerson Di Biaggi é convidado desta quarta no concerto da Sinfônica Jovem - WSCOM

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Entretenimento

19/06/2006


Emerson Di Biaggi é convidado

A Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba faz terceiro concerto oficial, nesta quarta-feira, dia 21, às 21h, no Cine Bangüê. A apresentação que faz parte do projeto Quintas Musicais foi antecipado está semana por causa das festividades juninas. O concerto que contará com a participação do solista convidado Emerson di Biaggi (viola), conta com o apoio cultural da Unicamp. A regência será do maestro Luiz Carlos Durier. A entrada é franca.

No programa três composições: de José Siqueira, “Festas Natalinas do Nordeste”; de Radamés Gnatalli, “Concerto para Viola e Orquestra de cordas”, com o solista Emerson de Biaggi; e de César Franck, “Sinfonia em ré menor”.

Sobre o Concerto

Este terceiro concerto oficial traz uma novidade para os ouvintes, o concerto para viola e orquestra de Radamés Gnattali, em comemoração ao Centenário desse ilustre compositor gaúcho reconhecido mundialmente. Para esta apresentação contaremos com a participação especial do violista Emerson de Biaggi, como solista, revisor das partituras de orquestra e da viola solo, a partir dos manuscritos do autor. Ouviremos ainda uma obra do paraibano José Siqueira e a sinfonia do francês César Franck.

Iniciaremos com a Abertura da Suíte Festas Natalinas do Nordeste, do compositor paraibano José Siqueira, obra escrita em 1974, para orquestra, solista e coro em forma de oratório, cujos temas foram inspirados e extraídos dos folguedos apresentados no período do natal, a exemplo do Boi de Reis e do Pastoril, a Lapinha do cordão encarnado e azul como nos conhecemos. A abertura começa solene como um chamado para a parte religiosa da festa e termina um empolgante côco de roda na parte profana em destaque solo de pandeiro.

O instrumento da vez é a viola solista no Concerto para viola e orquestra de cordas do Radamés Gnattali, composto em 1967, ano que produziu também a Sonata para viola. O mais interessante desta obra são as influências da música popular e do jazz, ou seja, a experiência e a vivência com o melhor do Brasil neste campo lhe valeram de inspiração. O resultado é um concerto leve e agradabilíssimo, natural e fluente. Um bom momento para mostrar a importância e a beleza deste instrumento musical pouco conhecido do público, pois é confundido, muitas vezes, com o violino. Os ouvintes terão a oportunidade de ouvir o timbre e a sonoridade da viola.

Concluiremos o concerto com a Sinfonia em ré menor de César Franck, única escrita por este compositor, já nos últimos anos de sua vida, sempre dedicada com fervor à religião católica. A sinfonia esta agrupada em três movimentos: no primeiro de caráter contemplativo e místico, o “tema da fé” se destaca por sua beleza e força. É um daqueles motivos que o ouvinte sai cantarolando de memória tal a sua beleza e força. O segundo movimento é muito sereno, seu caráter já é sonhador e sincero. Elaborado pelo principio cíclico, ou seja, todos os temas têm motivos que possuem relações intervalares semelhantes e ritmo aparentado com os do primeiro movimento.

No terceiro e último sua força esta no que há de festivo e vistoso. Como na Nona de Beethoven, evoca todos os temas, só que desta vez desempenhando papel de novos elementos. A proporção da carga emocional desta sinfonia é muito grande, tanto para os que ouvem, assim como para aqueles que tocam ou regem. Uma bela representante da sinfonia francesa; especial, linda, e gratificante. “É, por espírito, um poema romântico”

Emerson Di Biaggi

Estudou violino com a professora Lola Benda e viola sob orientação de Johannes Oelsner. Durante o Bacharelado em Música no Departamento de Música da ECA-USP, foi aluno dos professores Perez Dworecki, Horácio Shaeffer e Marcelo Jaffé. Como um dos idealizadores do grupo de música instrumental “Aquilo del Nisso” participou do Free Jazz Festival de 1989.

Realizou o curso de Mestrado na Boston University (1992) estudando com Raphael Hillyer e Steven Ansell. Em seguida cursou o Doutorado na Universidade da Califórnia, sob orientação de Heiichiro Ohyama, Donald McInnes e Ronald Copes. Durante este curso foi integrante do quarteto de cordas em residência no Departamento de Música da UCSB, com apresentações em várias cidades dos Estados Unidos, Inglaterra e Brasil. Sua tese de doutoramento focalizou as obras para viola de três compositores brasileiros: Guerra-Peixe, Edino Krieger e Radamés Gnattali.

Após a conclusão do doutorado integrou a Boston Philharmonic, a Vermont Symphony Orchestra e a Boston Modern Music Orchestra, e em 1997 regressou ao Brasil, para integrar a Orquestra Sinfônica Estadual de São Paulo. Atualmente é professor de viola e música de câmara da Unicamp, além de integrar o duo Sebastian e o trio Camaleon.

Tem participado como professor de viola e música de câmara nos festivais de Curitiba, Montenegro, Juiz de Fora, Rio de Janeiro, São João del Rey, Unisinos, Brasília, Fortaleza, Ouro Branco e Santa Catarina. Como solista, desenvolve trabalho de valorização do repertório brasileiro contemporâneo.

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