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7/28/10 - 4:30 PM

Escolas públicas e privadas dividem a concorrência por resultados


Cerca de 78% das 50 escolas públicas com maiores notas no Enem pertencem à rede federal de ensino

Preço alto é sinonimo de qualidade? Para ter o melhor é preciso pagar a mais? Esta máxima pode ser verdade em alguns casos, mas os recentes números da educação mostram que nem sempre o melhor é o mais caro. Na hora de escolher um colégio, metodologia pedagógica vale ouro.

Um exemplo é a instituição que ficou em primeiro tanto no Indice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) quanto no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Com nota 8 na primeira prova e média 706,34 na segunda, a escola é tida como referência não só para o ensino público, bem como para o particular também.

"O Colégio de Aplicação é um exemplo a ser seguido. Infelizmente nem todas as instiuições têm condições de propiciar aos alunos a estrutura que eles têm", afirma o gestor de pré-vestibular do GGE (5º colocado no Enem em Pernambuco), Geraldo Faria. Segundo o gestor, o fato de uma escola ser privada já gera pressão dos pais pelos resultados. "A partir do momento em que você paga pro algo, você quer ver o retorno do seu investimento. Por isso nós que trabalhamos com ensino estamos sempre sob pressão", conta.

A mensalidade no GGE é de R$ 671 para os 1º e 2º ano do ensino médio e R$ 745 para o 3º. Segundo Faria, o preço das escolas particulares é um reflexo da carga horária e da infra estrutura oferecida. "O valor da mensalidade pesa muito para os pais, mas é importante ir no pessoalmente no colégio e conhecer as instalações", afirma. O Vértice Colégio Unidade II, de São Paulo, a melhor nota do País no Enem (média 749,70) cobra por mês R$ 2.756 para os alunos do 3º ano. A melhor colocada entre as escolas particulares do Estado ficou com o Colégio Equipe (média 693,47), cuja mensalidade vai de R$ 890 (1º e 2º ano) até R$ 1029 (3º ano).

Outro ponto que deve ser considerado é o baixo rendimento das escolas estaduais e municipais. Cerca de 78% das 50 escolas públicas com maiores notas no Enem pertencem à rede federal de ensino. Entre as dez primeiras em Pernambuco, além do Colégio de Aplicação estão o Colégio Militar do Recife (656,02) e o Instituto Federal de Pernambuco, câmpus Recife (631,41). "Esses são realmente casos à parte, já que só para entrar lá é preciso fazer um vestibulinho, e eles fazem concorrência e tiram alunos das escolas privadas", conlcui Faria.

Nessa guerra preço x resultados, cada um se vira com as armas que tem. É o caso do Colégio Único (média 662,78 e 3º lugar entre as privadas), que investe em turmas pequenas e preço mais baixo. "Antes de começarmos, há dois anos, fizemos uma pesquisa de preços aqui na região e decidimos por cobrar abaixo da média", conta o diretor, Carlos Costa. As mensalidades são de R$ 495 para os dois primeiros anos do ensino médio e R$ 545 para o terceiro.

A ideia por trás da escola é trabalhar com apenas uma turma de cada ano, e assim nos focarmos mais no desenvolvimento do aluno. Para isso, a escola sacrificou a infra estrutura. "Só temos um prédio e poucos laboratórios, mas compensamos isso na qualidade dos professores e é assim que conseguimos esse bom resultado no nosso primeiro Enem", conta Costa.

 

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