Deputadas européias cobram combate à prostituição na Copa - WSCOM

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Internacional

09/06/2006


Deputadas européias cobram combate à

Um grupo de deputadas socialistas européias entregou nesta semana ao comissário europeu de Segurança, Liberdade e Justiça, Franco Frattini, um documento assinado por 93 mil pessoas contra a falta de atuação da União Européia (UE) para evitar a prostituição forçada ou envolvendo trabalhadores ilegais durante a Copa da Alemanha.

Às vésperas do início da maior competição mundial de futebol, a UE não adotou nenhuma medida específica contra uma possível entrada de imigrantes ilegais e o tráfico de mulheres para a prostituição”, disse à BBC Brasil o porta-voz de Frattini, Frisco Roscam.

O que mais preocupa os europeus é que a Copa se converta em um incentivo à exploração de mulheres para trabalhar no mercado do sexo da Alemanha, onde a prostituição é legal.

De acordo com um documento elaborado pelos parlamentares socialistas, durante o evento “muitas mulheres serão enganadas com promessas de trabalho e logo serão obrigadas a se prostituir”. Entre elas, dizem os parlamentares, estarão adolescentes entre 14 e 17 anos, provenientes do Leste Europeu, África e América Latina, inclusive do Brasil.

Diversos grupos políticos e organizações não governamentais estimam que o número de mulheres vítimas desse tipo de exploração pode chegar a 40 mil durante a Copa da Alemanha.

“É impossível dizer de onde virá a maioria delas, ou quantas virão de cada região. Mas, por nossa experiência em campo, sabemos claramente que está havendo recrutamento de mulheres”, afirma Malka Marcovich, coordenadora da ONG internacional Coalizão Contra o Tráfico de Mulheres.

A ONG alega que “a indústria do sexo instalou em Berlim um imenso complexo dedicado a prostituição”.

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