De olho na classificação, Brasil encara a Austrália - WSCOM

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Brasil & Mundo

18/06/2006


De olho na classificação, Brasil

A seleção brasileira tentará neste domingo dar um importante passo em direção às oitavas-de-final da Copa do Mundo da Alemanha-2006 diante da Austrália, na partida que disputará no World Cup Stadium de Munique, em partida válida pela segunda rodada do Grupo F, na primeira fase do torneio, Grupo F.

Os brasileiros jogarão com seu “quadrado mágico” sob pressão contra uma Austrália que surpreendeu na estréia, ao virar um jogo que perdia por 1-0, para derrotar o Japão de Zico por 3 a 1.

Depois de derrotar apertadamente a Croácia por 1 a 0 com gol de Kaká em sua estréia no Grupo F, os brasileiros precisam de um segundo e convincente triunfo para tranqüilizar-se e jogar sem pressão seu último compromisso contra o Japão.

À exceção de Kaká, o restante do ‘quarteto mágico’ (Ronaldinho, Ronaldo e Adriano) não rendeu o que se esperava. Ronaldo, que teve uma atuação decepcionante contra os croatas, parece não encontrar o caminho que o conduza de volta a sua melhor forma. Nos treinamentos realizados na quinta e na sexta-feira mostrou que está muito longe do artilheiro que o público esperava ver e que o Brasil precisa.

Na quarta-feira, Ronaldo foi levado a uma clínica de Frankfurt para ser examinado por causa de tonteiras sem explicação. O próprio médico da seleção, José Luis Runco, disse que o jogador aparentemente não tinha nada, mas terminaria com a medicação prescrita na sexta-feira.

Mas Ronaldo, na verdade, não é o único problema do técnico Carlos Alberto Parreira para ajustar sua equipe para seus dois últimos jogos. Este de domingo e o do Japão na quinta-feira 22.”Penso que, diante da Croácia, Brasil esteve abaixo do que se esperava. Todos pensam que Brasil tem de ganhar de goleada e dar show. Mas nem sempre isso é possível. Esquecem que do outro está um adversário”, disse o capitão Cafu.

Para alcançar esse nível de rendimento que se esperava dos pentacampeões, Brasil deverá melhorar muito a circulação da bola pelo setor central, e especialmente conseguir que Ronaldo e Adriano, os atacantes melhorem sua relação com a bola.

Parreira insistiu toda a semana que “o time que enfrentará a Austrália já está definido, e Ronaldo está nele”. Na quinta-feira, o técnico reiterou que precisava “investir” em Ronaldo, mas alertou: “o Brasil não tem intocáveis”.

A principal dúvida do técnico Guus Hiddink se refere à utilização ou não dos quatro jogadores que receberam cartão amarelo no jogo contra o Japão, pois outro cartão os deixaria fora do decisivo jogo contra a Croácia.”Tenho um problema com esses cartões amarelos. É uma grande preocupação porque são dois encontros de primeira classe que teremos, não só contra o Brasil, mas sim também contra Croácia. É um grande problema para mim”, reconheceu o técnico holandês.

A Austrália é um time que só jogou duas Copas do Mundo, 1974 e 2006, e tem sido a campeã de marketing até agora.

A contratação do técnico holandês Guus Hiddink e a primeira vitória em quatro jogos de Copa, contra os japoneses por 3 x 1, parecem ter transformado o time.

Além da fama de uma defesa sanguinária, os resultados recentes, incluindo um empate num amistoso contra a Holanda, transformaram os “Socceroos”, apelido da seleção australiana, em celebridades momentâneas. Há gente que acredita na classificação para a segunda fase só por conta do talento estrategista do treinador holandês.

Por mais estrategista que seja Hiddink e mais competente que esteja o time australiano neste Mundial, o time só ganha ou empata com o Brasil se os brasileiros estiverem em uma péssima tarde ou se menosprezarem os adversários, algo que os jogadores garantem não ser possível.

Os australianos acham que nivelar o futebol por baixo dá resultado. Contra o Japão eles bateram o que puderam, fizeram uma marcação duríssima e individual nas estrelas nipônicas e depois viraram o jogo.

Por mais estrategista que seja Hiddink e mais competente que esteja o time australiano neste Mundial, o time só ganha ou empata com o Brasil se os brasileiros estiverem em uma péssima tarde ou se menosprezarem os adversários, algo que os jogadores garantem não ser possível.

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