Cautela no jogo aéreo levará Brasil à final, diz Roberto Carlos - WSCOM

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07/06/2006


Cautela no jogo aéreo levará

O lateral-esquerdo Roberto Carlos foi taxativo ao comentar a importância de o Brasil se sair bem nas jogadas de bola aérea durante a Copa do Mundo da Alemanha, que começa nesta sexta-feira. “Se a gente não der escanteios e bolas paradas perto da área, vamos chegar na final”, declarou, sem hesitar.

DUPLA FUNÇÃO

Além da responsabilidade de lidar com as bolas altas dos rivais, o zagueiro Lúcio também assume o papel de ser elemento surpresa durante a Copa com suas famosas subidas ao ataque.

O defensor, que marcou um gol no amistoso contra Lucerna, reconheceu que o recurso deve ser usado com moderação. “Temos que ter a consciência de que tem que fazer isso para ajudar, mas não pode deixar prejudicar a defesa. É procurar fazer da melhor forma para não pôr a defesa em risco”.

Juan, seu companheiro de zaga, aprova as investidas do colega. “A gente sabe que na nossa posição não podemos fazer isso toda hora, mas mais em uma hora surpresa. É semprte bom ter essa surpresa”.

Na manhã desta terça-feira, o técnico Carlos Alberto Parreira comandou um treino específico de posicionamento em escanteios. Ronaldinho Gaúcho e Zé Roberto levantavam as bolas, enquanto Lúcio, Juan, Kaká, Emerson e Adriano atuaram dentro da área. Dida era o goleiro.

“Hoje o futebol se decide muito na bola parada, na falta, no escanteio, no lateral. É um momento de desatenção que as equipes aproveitam”, explicou o zagueiro Juan, que vê a bola aérea também como uma arma a ser usada a favor do Brasil. “Nós temos grandes batedores e um pessoal que gosta de fazer gol dentro da área”.

Parreira concorda que a arma pode ser usada favoravelmente. “As equipes européias se valem muito da jogada de bola parada, mas nós também temos bons cabeceadores. Vamos trabalhar para não tomar gol assim. Isso é muito importante”. O técnico crê, ainda, que não existe perfeição na bola parada, mesmo que se treine à exaustão. “Bola aérea preocupa qualquer defesa do mundo e você nunca vai ter um posicionamento ideal. Você tem realmente de acertar as posições na hora, conversando”, opinou.

O zagueiro Lúcio gostou de fazer o treino focado no fundamento pela manhã. “Hoje foi um dos primeiros treinamentos específicos, tem que dar continuidade a isso”, observou, antes de ressaltar a importância do auxílio dos companheiros de frente que atuam como defensores nas jogadas de bola alta. “O Adriano e o Kaká vão nos ajudar na defesa, já que são jogadores altos”.

Para o central do Bayern de Munique, o jogo aéreo não é um ponto fraco da equipe brasileira. “Não concordo (que seja ponto fraco). A seleção brasileira tem se portado bem nos últimos campeonatos e espera mostrar isso nessa Copa do Mundo. Vamos chegar bem preparado para os primeiros jogos”, prometeu.

O capitão Cafu destaca que há jogadores que podem complicar a performance defensiva do Brasil e de qualquer seleção da Copa por causa de sua estatura. “Tem jogadores de mais de dois metros na Copa”, disse, referindo-se a Jan Koller, atacante de 2,02 m da República Tcheca – possível rival do Brasil nas oitavas-de-final – e a Peter Crouch, avante inglês de 2,01 m.

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