Austrália e Japão iniciam briga por segunda vaga do Grupo F - WSCOM

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12/06/2006


Austrália e Japão iniciam briga

Com o favoritismo da seleção brasileira assumido inclusive pelos três rivais da primeira fase, a segunda vaga no Grupo F deve ser disputada a ferro e fogo. E a briga pela classificação começa nesta segunda-feira, entre Austrália e Japão, às 10h (de Brasília), no estádio Fritz-Walter-Stadion, em Kaiserslautern.

Comandadas por técnicos que inspiram confiança de seus elencos e torcida, mas que ainda não conquistaram nenhum título expressivo no cenário do futebol mundial, os ‘Socceroos’ e os ‘Samurais’ têm como principal objetivo chegar às oitavas-de-final na Alemanha. Em comum, o holandês Guus Hiddink e o brasileiro Zico têm o fato de serem a grande esperança das equipes e não treinarem seleções do país onde nasceram. Mas as semelhanças param por aí.

Hiddink passou por grandes clubes do futebol europeu e tem boa experiência em Mundiais. No último, levou a Coréia do Sul às semifinais; na Copa da França, em 1998, a Holanda até a mesma fase. Agora, devolveu à Austrália a oportunidade de voltar a sonhar em uma Copa do Mundo depois de 32 anos.

Do lado japonês, Zico, batizado pelos japoneses de Kamisama, que significa ‘senhor Deus’, debuta como treinador de uma seleção no país onde participou efetivamente da reestruturação do futebol. Com a experiência de três Mundiais como jogador – 1978, 1982 e 1986, tenta levar à seleção nipônica a segurança necessária.

Na preparação para a Copa, a Austrália realizou três amistosos: venceu dois deles, contra a Grécia (1 a 0) e Liechtenstein (3 a 1) e empatou com o time da Holanda (1 a 1). Já a equipe japonesa fez duas partidas. Empatou com a anfitriã Alemanha por 2 a 2 e venceu a seleção de Malta por 1 a 0.

Dentro de campo, as equipes estão acostumadas a jogar defensivamente, mas apostam na categoria de alguns jogadores para saírem na frente no marcador. Na Austrália, a grande esperança é o atacante e capitão Mark Viduka. “Outro dia, alguns dos jogadores estavam apostando quem seria o primeiro a marcar”, afirmou. “Poderia ser qualquer um e seria fantástico se fosse eu, mas seria ainda melhor se nós ganhássemos” completou.

Além de Viduka, Hiddink conta com Harry Kewell e Tim Cahill, dois jogadores que possuem a confiança do treinador, mas vão a campo sem estarem 100%. Kewell ainda sente uma lesão no músculo adutor direito, sofrida durante a partida em que o Liverpool venceu a Copa da Inglaterra, em maio.

Cahill, que joga no Everton, também não está totalmente recuperado da contusão no joelho direito. “Tenho dúvidas de que poderão jogar os 90 minutos, e ainda tenho que pensar sobre as decisões a serem tomadas”, afirmou o treinador.

Zico também tem problemas para escalar sua equipe. Os atacantes Naohiro Takahara e Atsushi Yanagisawa desfalcaram o Japão no amistoso contra Malta, mas já estão recuperados. O brasileiro Alex Santos também está bem após a torção no tornozelo.

Por outro lado, o lateral Akira Kaji está fora da partida. O jogador levou uma dura entrada no empate com a Alemanha e deve ficar à disposição para a segunda partida, contra a Croácia. De volta à ativa, Yanagisawa acredita que os japoneses podem superar os problemas. “O que realmente importa é que temos um grupo preparado. Eles têm muitos bons jogadores”, alertou.

Confronto direto

As equipes jamais se enfrentaram em uma Copa do Mundo. O Japão participa de um Mundial pela terceira vez. As outras vezes foram em 1998 (31º) e 2002 (9º). Já a Austrália participou apenas do Mundial de 1974, também na Alemanha, mas não foi muito bem: ficou em 14º.

Nos confrontos diretos, a equipe japonesa leva vantagem. Ao todo, os times realizaram dez partidas, sendo quatro vitórias japonesas, três australianas e três empates.

HISTÓRICO

Nos confrontos diretos, os japoneses levam vantagem. Ao todo, foram realizados dez jogos, com quatro vitórias para o Japão, três para a Austrália e aconteceram três empates.

O primeiro confronto aconteceu 1969, em Seul, nas eliminatórias para a Copa do Mundo do México. Na história dos duelos, a Austrália saiu na frente e venceu por 3 a 1. No jogo de volta, empate por 1 a 1 – e nenhuma das seleções conseguiu classificação para o Mundial.

O terceiro encontro só foi realizado em maio de 1994, em um amistoso em Hiroshima, e o placar final foi novamente 1 a 1. Em outubro, em Tóquio, as seleções duelaram novamente, mas desta vez ninguém alterou o placar.

Entre 1995 e 1998, foram realizadas quatro partidas, sendo três delas na Austrália. O Japão venceu duas vezes, em 96 (4 a 1) e 98 (3 a 0), e os australianos outras duas: também em 96, por 3 a 0, e um ano antes por 2 a 1.

Em 2001, na Copa Desafio, realizada em Shizuoka, Japão, o time da casa venceu os australianos por 3 a 0 e empataram o confronto. Na Copa das Confederações, no mesmo ano, os japoneses ganharam novamente, desta vez por 1 a 0.

AUSTRÁLIA x JAPÃO

Data: 12/06/2006, às 10h (horário de Brasília)

Local: Fritz-Walter-Stadion, Kaiserslautern

Capacidade: 41.513 lugares

Árbitro: Essam El Fatah (EGI)

Assistentes: Draman Dante (MLI), Mamadou Ndoye (SEN)

Austrália

Schwarzer; Emerton, Neil e Moore; Chipperfield, Grella, Culina, Cahill e Bresciano; Kewell e Viduka

Técnico: Guus Hiddink

Japão

Kawaguchi; Miyamoto, Nakazawa e Tsuboi; Komano, Nakata, Fukunishi, Nakamura e Alex, Takahara e Yanagisawa.

Técnico: Zico

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