Ataque laranja e defesa sérvia estréiam em busca de superação - WSCOM

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11/06/2006


Ataque laranja e defesa sérvia

O jogo entre Holanda e Sérvia e Montenegro será uma disputa entre o ataque laranja e a defesa do “Famous Four”. Mas, para as duas seleções, o jogo também será de superação. Problemas físicos, psicológicos e até políticos acompanharam as equipes durante a preparação para a Copa do Mundo. Para tentar deixar todos os contratempos para trás, os times se enfrentam neste domingo, às 10h (de Brasília), no Zentralstadion, em Leipzig.

A seleção laranja volta a disputar o Mundial (depois de ficar fora em 2002) com um perfil mais ofensivo. Marco van Basten assumiu o time em 2004, obrigado por contrato a colocar o time para atacar. Desde então, a Holanda perdeu apenas uma vez, em um amistoso com a Itália. Nas eliminatórias, a equipe terminou em primeiro lugar do grupo, invicta em 12 partidas, com 27 gols a favor e apenas três contra.

Liderado pelo veterano Rutgerus van Nistelrooy, que fará 30 anos no dia 1º de julho, o ataque tem como destaques os jovens Arjen Robben e Robin van Persie, ambos com 22 anos de idade.

Mas é o meio-campo que preocupa o técnico para as primeiras partidas na Copa. Nas últimas semanas, nada menos que três possíveis titulares na posição ficaram afastados dos treinos. Rafael van der Vaart passou por duas cirurgias no joelho e correu risco de ser cortado do grupo holandês. Seu substituto, Wesley Sneijder, contundiu o pé direito no amistoso com a Austrália. Philip Cocu também saiu do jogo com os australianos lesionado. Todos já voltaram aos treinos, mas ainda não se sabe como estão fisicamente para o jogo de estréia.

Para completar a lista, Mark van Bommel deixou o treino da última sexta-feira com dores no joelho. Os problemas no meio-campo não foram isolados, já que dois zagueiros também se machucaram durante a preparação para a Copa: Kew Jaliens e Giovanni van Bronckhorst.

O treinador chegou a considerar o deslocamento de Van Persie para o meio-campo e também chamou reservas para treinar com a equipe na Alemanha e se prepararem para entrar para o grupo em caso de corte de algum jogador. Mas, com a melhora dos lesionados, Stijn Schaars e Nigel de Jong voltaram para casa na sexta-feira.

Para Van Basten, lidar com todos os problemas de enfermaria é mais um desafio na luta para provar sua competência no comando da seleção, sua primeira experiência como técnico. Antes, ele havia sido auxiliar de John van’t Schip no time B do Ajax. Hoje, Schip é seu assistente na seleção.

O técnico Ilija Petkovic tem um desafio ainda maior. Ele precisa provar sua competência no comando de uma seleção de apenas 22 jogadores, que representa um país que não existe mais.

Com vários jogadores também lesionados, o treinador optou por fazer apenas um jogo preparatório com o Uruguai, em maio, que terminou empatado por 1 a 1. Domingo passado, mais um jogo-treino, contra um combinado de jogadores das segunda e terceira divisões da Áustria, que teve goleada de Sérvia e Montenegro: 6 a 0.

O atacante Mateja Kezman ficou fora desta partida por ter machucado o joelho no treino da sexta-feira. Mas ele se recuperou e retomou o trabalho com o grupo na última segunda.

Os bastidores da preparação da seleção para a Copa foram mais conturbados no campo político. A separação de Montenegro, decidida em referendo realizado no final de maio, fará com que o time defenda, na Alemanha, uma nação unificada que não existe mais. Depois da Iugoslávia e da Federação Iugoslava (nome do time na Copa de 1998), será a vez de Sérvia e Montenegro fazer sua estréia e sua despedida em torneios internacionais.

Apenas um jogador é montenegrino, o goleiro Jevric. O outro integrante nascido em Montenegro acabou cortado. O atacante Mirko Vucinic sofreu uma lesão no joelho durante a disputa do Europeu sub-21 e acabou fora da seleção. Para seu lugar, o técnico convocou o próprio filho, Dusan Petkovic, que é zagueiro.

A decisão gerou muitas críticas e foi taxada de nepotismo. O zagueiro, que chegou a marcar no jogo-treino com os austríacos, não agüentou a pressão por ter sido favorecido e acabou abandonando a seleção no dia da viagem para a Alemanha.

Na tentativa de superar os problemas, Sérvia e Montenegro aposta em sua defesa, a melhor das eliminatórias, quando levou apenas um gol em dez partidas. A zaga, conhecida como “Famous Four”, é formada por Krstajic, Gavrancic, Dragutinovic e Vidic, que não estará no jogo de estréia por ter sido expulso no último confronto das eliminatórias.

Os rivais reconhecem a força da zaga sérvia. “Eles têm uma defesa sólida, com ótimos valores individuais, mas nós também temos muita qualidade”, afirma o atacante Arjen Robben.

Na opinião do técnico Petkovic, o combate deste domingo será, sobretudo, tático. “Temos estudado muitas gravações da equipe holandesa e aprendemos muito. Temos qualidade suficiente para jogar uma boa partida”, afirma.

Sérvia e Montenegro

Jevric; Duljaj, Gavrancic, Krstajic, Dragutinovic; Koroman, Stankovic, P. Djordjevic, Nadj; Milosevic (cap), Kezman

Técnico: Ilija Petkovic

Holanda

Van der Sar (cap); Heitinga, Ooijer, Mathijsen, Van Bronckhorst; Van Bommel, Sneijder, Cocu; Van Persie, Van Nistelrooy, Robben.

Técnico: Marco van Basten

Local: Zentralstadion, em Leipzig

Capacidade: 38.898

Árbitro: Markus Merk (ALE)

Assistentes: Jan-Hendrik Salver (ALE) e Christian Schraer (ALE)

Horário: 10h (de Brasília)

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