6X0: Argentina trucida Sérvia e Montenegro e faz maior goleada da Copa - WSCOM

menu

Internacional

16/06/2006


6X0: Argentina trucida Sérvia e

Argentina deu um show de bola e conseguiu a maior goleada da Copa. A idéia do técnico José Pekerman de fazer uma aposta no ataque para garantir o quanto antes a classificação para as oitavas-de-final deu certo. Com triangulações e descidas pelas laterais freqüentes, a Argentina sufocou a Sérvia e Montenegro, fez 6 a 0 com belos gols, apresentou Messi e Tevez como opções definitivas da equipe e se aproximou virtualmente da vaga para a próxima fase.

Com seis pontos no Grupo C, a Argentina pode garantir matematicamente a classificação ainda nesta sexta-feira, caso a Costa do Marfim não derrote a Holanda, que já havia vencido na estréia e poderia também chegar aos seis pontos, o que deixaria marfinenses e a seleção de Sérvia e Montenegro sem chances de recuperação.

Preocupado em garantir a vaga o quanto antes, para não correr o risco de ver repetido o fiasco de 2002, quando a Argentina foi eliminada ainda na primeira fase mesmo depois de ter vencido o primeiro jogo -contra a Nigéria, naquela ocasião-, Pekerman decidiu fazer uma leve alteração tática que possibilitasse maior agressividade ao seu ataque.

A equipe funcionou, porém, independente da saída de Cambiasso para a entrada de Lucho Gonzalez, já que o substituto sofreu uma lesão muscular na coxa direita aos 15min do primeiro tempo, dando lugar justamente ao jogador que havia perdido a posição de titular.

A postura ofensiva demonstrada desde o início é que fez a diferença para a Argentina, que começou a partida forçando as descidas pelas laterais, estratégia que funcionou de forma mais efetiva da demonstrada pela equipe na primeira rodada, quando derrotou a Costa do Marfim por 2 a 1.

A peça-chave foi Maxi Rodríguez, jogador dos menos badalados da seleção argentina mas com participação decisiva no esquema de Pekerman, que deu mais equilíbrio ao time com a fixação de uma linha de quatro zagueiro que retraiu um pouco o posicionamento de Sorín e com uma linha de três meias -Mascherano, Cambiasso e o próprio Maxi-, que davam sustentação para as criações de Riquelme.

Com toques rápidos e movimentações intensas dos jogadores, a Argentina não deixou o adversário respirar. E com 6min, já ganhava tranqüilidade, depois que Maxi Rodriguez fez tabela com Saviola, que devolveu para o jogador do Atlético de Madri aproveitar o espaço vazio para fuzilar contra o gol de Jervic.

A partir daí, a Argentina se soltou e começou a caprichar nos passes refinados e na marcação por pressão contra a saída de bola da seleção de Sérvia e Montenegro, que em todo o segundo tempo deu apenas um chute, com Djordjevic, aos 9min, quando já estava em desvantagem.

Apelando apenas à jogadas violentas para tentar bloquear as descidas da Argentina, Sérvia e Montenegro não conseguia imprimir ritmo no meio-campo, e ficava sob o controle total das investidas do adversário.

O domínio ficou completo aos 30min, quando a Argentina construiu uma jogada perfeita que começou com Saviola, passou por Riquelme e chegou a Crespo, que de calcanhar acionou Cambiasso. O volante da Inter de Milão entrou de perna esquerda e fez o segundo.

Perdida em caso, a equipe sérvia e montenegrina viu a Argentina fazer o terceiro gol, aos 40min, quando Saviola roubou bola de defensor pela ponta direita, avançou pelo meio da área e chutou rasteiro. Jervic espalmou e Maxi Rodriguez chegou finalizando para fazer o terceiro.

Desesperada, Sérvia e Montenegro entrou no segundo tempo com uma alteração e com uma postura teoricamente mais ofensiva, depois que o atacante Milosevic, que nesta quinta-feira completou seu centésimo jogo pela seleção, deu chute forte para a única defesa feita por Abbondazieri durante todos os 90 minutos da partida, disputada em Gelsenkirchen.

Confiante na boa apresentação da Argentina, Jose Pekerman se sentiu seguro para iniciar uma observação que deve se tornar cada vez mais freqüente: as entradas de Messi e Tevez, jogadores pedidos pela imprensa do país e por Maradona, ídolo maior do futebol local que já havia sugerido a escalação da dupla e que mais uma vez demonstrava toda sua empolgação nas arquibancadas da Veltins-Arena.

Recuperado de lesões, Messi apareceu para o quarto gol, quando disparou pela esquerda, se livrou de marcador e cruzou para Crespo, que marcou seu segundo gol na Copa, empatando na artilharia com outros dez jogadores – Klose (ALE), Cahill (AUS), Wanchope (COS), Tenorio (EQU), Delgado (EQU), Villa (ESP), Bravo (MEX), Rosicky (TCH) e Maxi Rodríguez (ARG).

O show não parava. Substituto de Saviola aos 13min do segundo tempo, o corintiano Tevez parece ter se recuperado do mal-estar que o afetou na véspera do confronto, quando ficou no hotel da delegação após vomitar.

Com seus dribles rápidos, Tevez conseguiu marcar o seu primeiro gol de Copa do Mundo aos 39, quando colocou a bola por baixo das pernas de um zagueiro, se livrou de outro com um toque curto e bateu em curva, no canto esquerdo de Jervic.

Para completar, a maior revelação argentina nos últimos anos, Messi também fez o seu, depois de receber um passe de Tevez, aos 43min. O jogador do Barcelona entrou sozinho e tocou na saída do goleiro.

Notícias relacionadas