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4/3/14 - 9:41 AM - Atualizado em 4/3/14 - 10:49 AM


Fantasias não chegam e membros da Vila Isabel desfilam de cueca e lingerie


Escola trabalhou com uma empresa terceirizada que atrasou na entrega das fantasias. Muitas chegaram ao sambódromo momentos antes do desfile.

Atual campeã do Carnaval do Rio de Janeiro e com a apresentadora Sabrina Sato como estrela, a Vila Isabel deixou a Sapucaí na madrugada desta terça-feira (4) com um gosto amargo na garganta. Minutos antes do início do desfile, integrantes da escola ainda aguardavam a entrega de dezenas de fantasias e adereços, que nunca chegaram. O desfalque afetou pelo menos dez alas e provavelmente fará a agremiação perder pontos na apuração.

Segundo o presidente de honra da escola, Wilson Vieira Alves, a escola trabalhou com uma empresa terceirizada que atrasou na entrega das fantasias. Muitas chegaram ao sambódromo momentos antes do desfile. "Entregaram somente agora. Alegaram trânsito, mas agora está tudo certo", disse ao UOL.

Mas não foram poucos os integrantes que entraram na avenida descalços ou apenas de cueca, calcinha e sutiã. A ala "Água viva", por exemplo, desfilou sem adereços. Seus integrantes usaram apenas um macacão azul e pintura no rosto.

"Prometeram a fantasia e, na hora, nos deram essa roupa ridícula [uma blusa e calça azul] e pintaram a nossa cara de branco", disse ao UOL Tânia Alves, 60, que desfilou ao lado de sua filha na ala Água Viva. "Disseram que iam entregar as fantasias aqui na concentração por serem muito grandes. Pensamos em sair de braços cruzados em sinal de protesto. A mágoa ficou", lamentou Tânia.

"Fomos aos ensaios, cobraram a nossa presença e pagamos R$ 170 por essa roupa", revelou a filha, Barbara Moura, 32. "Disseram pra gente esperar e depois falaram: 'Entra de azul porque a fantasia não vai chegar'. E botaram a gente atrás do abre alas para ninguém ver. A frustração é muito grande. A escola veio aos trancos e barrancos e desfilou sabe Deus la como."

A falta de adereços afetou até destaques que estavam no carro abre-alas da Vila Isabel. "A gente não sabe o que aconteceu. A nossa fantasia era de escravos, não era essa que deram.... uma ombreira. Não deram nada para colocar embaixo, a sorte é que muitos vieram de short preto", lamentou Gloria Amaral, que saiu no abre-alas da Vila. "Não falaram nada, só disseram para subir no carro. Foi a primeira e a última vez que saio na Vila. Teve muita gente que chorava e acabou desistindo."

Sem se identificar, um integrante deixou o desfile revoltado e reclamando na área de dispersão. "Sem condições, faltou roupa... Viemos porque somos apaixonados pela escola, viemos fazer o nosso papel", desabafou. Em outro momento, a reportagem presenciou o presidente da escola chegando à dispersão às lágrimas.

Os problemas enfrentados pela Vila Isabel na avenida podem ter relação com o ano difícil que a escola enfrentou após a saída da carnavalesca Rosa Magalhães, que levou a escola à vitória em 2013. Com dívidas, a Vila Isabel viu a renúncia do carnavalesco Cid Carvalho, que alegava falta de pagamento. Na ocasião, funcionários também se queixavam de atrasos nos salários. Em janeiro, o carnavalesco e a escola entraram em acordo, e Cid voltou ao quadro de funcionários.

Em entrevista ao UOL, Wilson Vieira Alves negou que o atraso se deva a dificuldades financeiras. "Para não vender alas comerciais, terceirizamos ateliês. Um deles atrasou. Não é a primeira vez que acontece, e a Vila foi campeã assim".

O problema com fantasias não afetou apenas os "súditos" mas também a própria rainha de bateria da Vila Isabel, a apresentadora Sabrina Sato. Minutos antes do desfile, ela confessou ao UOL que estava "nervosa e ansiosa" e que sua fantasia só chegou ao sambódromo graças a um mototáxi que contratou.

"Experimentei a fantasia ontem e ficou larga, ela está vindo para cá de motoboy... Quero agradecer a todos os motoboys do mundo", completou Sabrina, que desfilou pela quarta vez na Vila Isabel dois dias após sair pela Gaviões da Fiel em São Paulo. Além da apresentadora, a Vila também teve Thaila Ayala, Suzana Pires e Quitéria Chagas no time de famosos.

Para este Carnaval, a comunidade do Morro dos Macacos apostou no enredo "Retratos de um Brasil Plural", que procurou mostrar os contrastes de diferentes regiões do país. A comissão de frente da escola trouxe a literatura de cordel e a xilogravura para a avenida.

Ouça aqui o samba-enredo da Vila Isabel

De preto e branco, bailarinos usaram um painel coberto de pinos móveis que formavam figuras quando eram pressionados. Com letras nas mãos, eles também formaram a frase "Tem que respeitar", presente no samba-enredo.

Batizado de "O Navio Negreiro Traz a Genuína Cultura dos Desertões Africanos", o carro abre-alas trazia na frente uma grande escultura de Iemanjá e o nome da escola em neon.

O último carro, "Brasil Plural", continha uma réplica da casa de Chico Mendes, líder seringueiro assassinado em 1988. Na frente do carro, o músico João Donato apareceu sentado a um piano de madeira certificada para chamar a atenção para a preservação da natureza.

"Foi um desfile de muita superação", disse Marcelo Assis ao final do desfile. "A gente ficou até umas dez da noite fazendo fantasia para trazer para cá. É triste saber que a gente pode cair, mas não faltou esforço nisso, por amor à escola", lamentou ele, que trabalha na parte de adereçagem das fantasias.

"Bate no coração... são tropeços de Carnaval", relativizou João Donato em entrevista ao UOL. "Não dá para ganhar todas as vezes."

*Com informações do Estadão conteúdo

UOL
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