Valores Invertidos e o Impeachment de Dilma

Sem querer ser pessimista, mas realista, afirmo: vivemos tempos sombrios, nefastos! Vivenciamos uma armada contra todo o progresso social e humano que foi construído há pouco mais de uma década para cá!

Estamos presenciando uma investida ferrenha por parte da direita e de setores conservadores para que voltemos à época da barbárie, do não reconhecimento da pessoa humana, da inteligência e da ciência para o avanço social e humanitário.

Além da fixação na derrubada de valores para o respeito à diversidade humana e cultural. O mais impressionante, agora, é a investida de pessoas completamente doentes, retrógradas e sem noção de civilidade a defender um Golpe Militar, a incriminação de mulheres, mesmo se for estuprada e cometer um aborto, a segregação de pessoas com orientação sexual homo afetiva e pasmem, de pessoas que circulam cartas pela internet defendendo a “matança” de pessoas negras, pobres e indígenas pelo fato de terem direito a cotas na universidade!

É lamentável! Depois de vivenciarmos um avanço nas políticas sociais e humanitárias durante os Governos de Lula e Dilma, o Brasil e boa parte dos brasileiros estão vivenciando valores invertidos.

Isso tudo fruto de uma falta de politização própria de um país que não investiu ainda fortemente em Educação. Fruto da expulsão de uma presidenta eleita democraticamente por mais de 50% da população brasileira.

Falo valores invertidos porque presenciamos a cada instante alguém criticando a atuação da maioria dos políticos e clamando para que se mude a forma do fazer político.

No entanto, quando apareceu uma mulher “durona”, que “não sabia conversar com os políticos de plantão”, que não se vendia, que não dava liberdade para uma corja de sugadores continuar se locupletando e ainda por cima deu liberdade para a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça trabalharem como deveria ser, eis que a própria sociedade (parte da classe média e os ricos) se juntou ao que há de mais conservador e acostumado aos privilégios, falcatruas de más gestões , da má política, como é o caso da maioria da mídia brasileira, dos políticos herdeiros das oligarquias, dos defensores da escravidão dos trabalhadores, da exploração e afastamento social dos pobres, dos preconceituosos e pregadores de fobias sociais, para armar um complô contra Dilma Rousseff e entregar o Brasil ao um grupo que nunca conseguiu se eleger democraticamente para comandar o Brasil e devasta o País de corrupção e retrocesso.

A população está de braços cruzados presenciando o desmonte da nação brasileira, a derrocada das instituições de Poder, as perdas sociais e essenciais, de direitos trabalhistas e o empobrecimento da classe média e trabalhadora.

É preciso passar a limpo essa história. Se o Brasil fosse um país sério o povo iria às ruas pedir a anulação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Se o Brasil fosse um país sério o Supremo Tribunal Federal revogaria o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Se os brasileiros fossem um povo organizado e politizado iriam às ruas pedir o estancamento dessas medidas nocivas, combater a violência, o preconceito e as desigualdades sociais, o crescimento da direita neonazista e o afastamento imediato de Michel Temer. 


Um olhar sobre o feminicídio

Caros e caras seguidores do WSCOM, retorno a escrever neste generoso espaço oferecido por este grupo, com muita alegria e serenidade. Espero conquistar e reconquistar aqueles que tiverem paciência e disposição de saber a minha opinião, a minha crítica ou meus causos que por ventura possam ilustrar esse blog. Continuarei fiel aos meus pensamentos em defesa dos Direitos Humanos e da Cidadania, de uma política libertadora e progressista e da defesa intransigente dos Direitos das Mulheres e das causas feministas.

Para começar, queria aqui levantar a reflexão de como vem aumentando o feminicídio no Estado da Paraíba e de que forma a imprensa e as instituições policiais às vezes tratam os casos de assassinatos de mulheres.

De acordo com a coordenadora do Centro da Mulher 8 de Março, Irene Marinheiro, em trabalho realizado pela ONG de “monitoramento de crimes contra a mulher na Paraíba”, trabalho este que é coletado através de matérias jornalísticas, 41 mulheres foram assassinadas em nosso estado de janeiro até o mês de julho. Afora isso, 28 tentativas de homicídios e 26 estupros de crianças, adolescentes e adultas.

Chamamos de feminicídio os homicídios contra mulheres apenas pelo fato de serem mulheres. Analisando os dados, constatei uma média de 5 mulheres assassinadas por mês na Paraíba, somente por crimes decorridos da violência doméstica.

Claro que fica difícil fazer uma análise mais aprofundada devido à escassez de dados reais, já que esse levantamento que tive acesso, por exemplo, são dados coletados na imprensa, então, existe uma subnotificação. Sem falar de que muitas vezes as instituições oficiais não repassam dados, não qualificam de forma correta a ocorrência e que muitos fatos não chegam às fontes oficiais, por diversas razões. Algumas dessas razões são: medo da família, machismo por parte de alguns policiais, distorção dos fatos por parte da imprensa e dos policiais e erros na forma de investigar ou avaliar os fatos.

Falo disso, para que você leitor, leitora, perceba de que forma os dados e os fatos de homicídios contra mulheres são retratados na sociedade. Falo isso, para destacar e para que você leitor/leitora preste atenção quando um delegado concede uma entrevista para a TV e lá repete o que o advogado do assassino de uma mulher diz: ele estava alcoolizado, foi um acidente, ela estava embriagada, ela estava em lugar e hora suspeita, etc. Isso só aumenta a percepção de que a mulher não foi a vítima ou de que ela foi a culpada por haver se envolvido com aquele homem que a assassinou ou não teve um condulta adequada, quando na verdade, o assassino que é o culpado!

Para se barrar essa cultura de violência contra nós mulheres é preciso essa conscientização por parte das instituições policiais, da Justiça e da própria sociedade. A mulher não pede para morrer, para ser violentada. A imprensa precisa retratar esses fatos de forma a mostrar quem é a vítima e quem merece estar privado de liberdade.

A Justiça se faz com o reconhecimento do crime, com uma correta investigação e com uma sentença justa. O conjunto da sociedade não pode mais acobertar a cumplicidade e a deturpação dos fatos nos assassinatos de mulheres, nem de qualquer outro ato de violência. 


É preciso amar as mulheres!

A inversão de valores para esconder a realidade é algo nefasto para sociedade. Mais uma vez, critico o posicionamento da mídia paraibana por criar fatos sensacionalistas e distorcidos para mascarar fatos verdadeiros e muito mais importantes para a construção da cidadania.


Ainda chocadas com o estupro sofrido pela adolescente de 16 anos, por 33 homens, no Rio de Janeiro, mulheres paraibanas, feministas ou simplesmente mulheres que exerciam a sua cidadania ativa, realizaram um ato de protesto contra a cultura do estupro, na quarta-feira (01/06/2016), na divisa das praias mais turísticas de João Pessoa (Tambaú e Cabo Branco). Pouco se viu na mídia paraibana o aprofundamento da problemática, que faz de João Pessoa uma das cidades com maiores índices de violência contra a mulher.


Dados do Mapa da Violência (2015) demonstram que o número de mulheres atendidas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) por agressão é mais de 50% superior ao de homens agredidos, só para se ter uma ideia. Em se tratando de estupro, o Centro da Mulher 8 de Março aponta, de acordo com seus levantamentos, diz que a cada mês sete pessoas são vítimas de estupro na Paraíba. No Brasil, a cada 11 minutos uma mulher é violentada em sua dignidade.


O que choca também é a mídia paraibana e algumas pessoas não apoiarem um ato tão importante como esse feito pelas mulheres pessoenses. Surgiram nas redes sociais sites que, após a manifestação, pregaram a cultura do ódio e a criminalização de algumas mulheres que estavam presentes no ato por terem “pichado” de batom e tinta guache (que são facilmente apagadas com água e esponja) palavras de protestos contra o machismo, o estupro, a misoginia e contra a violência sofrida pelas mulheres de forma contínua em nossa sociedade. Até a Prefeitura Municipal de João Pessoa, de forma equivocada, criticou a postura das mulheres melarem o “EU AMO JAMPA”.


É preciso interpretar o ato de melar, repito, porque não foi verdadeiramente uma pichação, a frase afixada na calçadinha da orla. Que sentido faz um “amo Jampa” quando tantas mulheres são violadas, muitas vezes ali mesmo na orla da cidade, por homens que se sentem no direito de executar todo tipo de violência contra seus corpos; quando os índices de violência dizem que “Jampa” e a Paraíba abrigam um grande número de estupros contra mulheres, crianças e adolescentes.


É preciso lavar a alma das mulheres violentadas, agredidas, desrespeitadas. É preciso descriminalizar as próprias mulheres pelos crimes cometidos contra elas. Elas não são as culpadas por serem estupradas, agredidas, mortas. É preciso Justiça, é preciso investigação para os casos de estupros em João Pessoa e em outras cidades da Paraíba. É preciso Educação para a Cidadania e para os Valores dos Direitos Humanos. É preciso mais iluminação pública (de led), é preciso mais delegacias e varas especializadas em crimes contra a mulher. É preciso ter homens públicos, ou não, que se sensibilizem e empunhem a bandeira contra o extermínio e qualquer tipo de violência contras as mulheres.


É preciso ter vida digna para as mulheres!


Mais amor pelas mulheres!
 


A Bestialização da População pela Mídia

Hoje ligo a televisão e me deparo com dois fatos chocantes: o primeiro foi a pouca importância dada ao estupro sofrido por uma adolescente de 16 anos por parte de 30 homens. O outro fato foi ver rapidamente, ao mudar de canal, um programa “feminino” explorando a imagem de uma criança/menina dançando “até o chão”, “sensualizando”, na frente do pai, da mãe e da apresentadora. Não que uma coisa justifique a outra. Mas, vale refletir os valores repassados para nossas crianças, a sexualidade incentivada tão precocemente. E em se tratando de meninos, podemos imaginar o que está sendo transmitido.

Eu, chocada pelo estupro da adolescente e por outro caso de uma adolescente de 12 anos, que foi estuprada por três, também, adolescentes dentro de uma escola e muitos outros que estes fatos me levaram a refletir, não poderia deixar de registrar o quanto nossa sociedade está apodrecida.

Pelos fatos relatados, podemos, mais uma vez, constatar o quanto a cultura machista e a cultura da violência ainda estão impregnadas e crescendo cada vez mais com a ajuda da mídia e das pessoas sem caráter, sem cultura e sem educação.

A mídia brasileira e, principalmente a local, preenchem suas grades com programas e pessoas sem qualificação profissional que trabalham contra a cultura, contra a educação, contra a cidadania. E o pior, usa desses termos para distorcer o verdadeiro sentido e assim, contribuir na alimentação dessa cadeia sem fim, que é a de deseducar a população a uma vida melhor, baseada na ética, no respeito pela outra pessoa, na paz, no amor, na atenção, na fraternidade. E o lamentável, esses péssimos comunicadores acham bonito praticar essa contracultura e o incentivo à violência. 


Os empresários de comunicação que permitem em sua grade de programação programas que expõem a falta de dignidade humana, a violência e o incentivo a imbecilização de uma criança, de um jovem ou de uma pessoa que não teve acesso à Educação, deveriam ser responsabilizados e ter sua concessão de funcionamento tomada pelo Poder Público.


Seria tão mais interessante se a mídia utilizasse seus espaços para contribuir com a educação e a conscientização do povo para os reais valores da vida. Isso também faz parte do papel da comunicação. E ajudaria em muito a barrar o crescimento da violência e dos valores nefastos ao ser humano.
Porém, ainda vamos demorar muito a sair desse estado de bestialização!
 


Imprensa extrapola a Liberdade de Expressão

 

A tentativa de golpe contra a presidenta Dilma extrapolou a esfera política para descambar na misoginia, na violência contra a mulher.

A imprensa brasileira, em particular a revista ISTOÉ desta semana, passa dos limites da liberdade de expressão e do desrespeito à pessoa que tem a maior representação institucional no país. Toma as rédeas do plano articulado nos moldes do golpe civil-militar sofrido pelo Brasil em 1964 e vai até os mais profundos porões da repressão e do desrespeito à pessoa humana, buscando no atraso do século passado a perversidade contida nas relações privadas e públicas das mulheres, quando artistas, poetisas ou qualquer mulher que ousasse quebrar as correntes da submissão eram expostas à sociedade e ao cárcere dos manicômios como uma fora dos padrões, uma louca.


Não se pode aceitar que a democracia e a dignidade de todas nós mulheres sejam maculadas, ultrajadas, pela sanha de uma oposição raivosa e da classe mais abastada e conservadora, que não aceitam a solidez, a resistência e o empoderamento de uma mulher, principalmente, uma mulher que passou por todo tipo de repressão e violência que o regime militar pudesse impor aos que lutaram por esta jovem democracia que hoje não está sendo ameaçada, mas violentada por setores da Mídia, do Parlamento e da Justiça Brasileira.
 

Zezé Béchade - 02/04/2016


A Mídia e a Defesa do Golpe

A manipulação e as mentiras proferidas por setores da imprensa brasileira são de estarrecer e deixa as pessoas de bom senso e inteligência altamente revoltadas. Num país onde a ditadura militar fez milhares de vítimas mortais e de tortura, era para hoje, dia 13 de março, a população em peso ir às ruas dizer “NÃO AO GOLPE” e lutar para que a DEMOCRACIA, tão jovem no Brasil, pudesse ser garantida e amadurecida.


A narrativa imposta pela mídia brasileira ao Golpe, principalmente pelas empresas Globo, deve ser denunciada, como forma de alertar os displicentes ou os que se deixam levar pela onda dos mais abastados e prejudicados com a mudança de prioridades das Políticas Públicas dos Governos Lula e Dilma. 

Prestemos atenção à narração feita pela Globo News no dia em que a direita e setores conservadores da sociedade vão às ruas. Parece a narração do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. Os âncoras com tons alegres chamam os correspondentes em várias cidades do país, que por sua vez, falam no mesmo tom, numa cadência que aos ouvidos e mentes aguçadas percebe-se claramente que ouve uma diretiva, uma “encomenda” da empresa de comunicação para transparecer essa alegria!


O mais absurdo é prestar atenção nas chamadas implícitas para que a população vá ao ato. É incrível a narração de quantos trios, os serviços que estão postos à disposição, segurança, etc. Vamos refletir e comparar: Quantas vezes o Sistema Globo falou das manifestações da esquerda, dos apoiadores do Governo Dilma nos dias em que estes foram às ruas? Ouve narração ao vivo durante todo o período (concentração e desfile)?


A liberdade de imprensa e a ética jornalística para essas empresas só funcionam para o lado da direita e dos setores conservadores. A campanha incessante que a Globo tem feito para incriminar o ex-presidente Lula, o PT e a presidenta Dilma é notória e cruel, chegando ao ponto do direito de resposta, garantido por lei, apresentado pelo ex-presidente Lula ao Jornal Nacional, ontem (12/03/16) não fosse lido pelos apresentadores.


A capa da revista Veja desta semana é outra afronta ao bom senso e à inteligência das pessoas, assim como um desrespeito ao cidadão Luiz Inácio Lula da Silva e ao símbolo que este representa perante várias nações do mundo, após um governo que mudou a vida dos mais humildes e excluídos de cidadania no país.
Está mais do que na hora de se colocar em pauta a regulação dos Meios de Comunicação no país, além do Governo Federal criar uma rede de comunicação genérica, verdadeiramente democrática, como fez a Espanha, França e Inglaterra. Não dá para se viver numa democracia e ter informações selecionadas e manipuladas e até mesmo caluniosas, sem ao menos o contraditório ter os mesmos espaços e direitos.
 


Intolerância: página infeliz da nossa história!

O PT e o PCdoB exerceram o papel de oposição por muitos anos após a ditadura. Nunca se viu antes líderes e seguidores dos dois partidos cuspirem ódio, danificarem carros, baterem panelas dentro de seus apartamentos enquanto um presidente falava na televisão, atacarem militantes de outros partidos ou personalidades que “vestiam outras camisas”.

Alguns partidos e pessoas que se diziam socais-democratas, hoje, partiram para um lado desrespeitoso e perigoso para a democracia conquistada à duras penas pelos brasileiros e brasileiras, que foram torturados, exilados ou tombaram em defesa de toda uma população oprimida, seja por atos de violência, repressão ou falta de liberdades individuais e coletivas.

Hoje, conquistamos a democracia, a inserção social e econômica de milhões de brasileiros. Temos uma presidenta que respeita até mesmo as mais altas e fortes faltas de decoro, educação e desrespeito pela pessoa humana, tudo em nome da democracia, da liberdade de expressão e de direitos. Temos pessoas e militantes que entendem, de perto ou de longe, a necessidade do fortalecimento da nossa democracia, a tolerância com o diferente, o respeito ao contraditório, às posições e diversidades políticas e religiosas, mas, mesmo assim, estamos presenciando atos de intolerância, de ódio e mesmo de crime contra a pessoa por parte de outras pessoas que não aceitam as novas regras de convivência, não aceitam pessoas humildes, negras ou homossexuais dividindo “seus antigos espaços” na sociedade e nem mesmo o resultado de uma eleição.

É lastimável assistir a um vídeo onde um dos maiores defensores da democracia no nosso país, além de ser uma referência excepcional de artista, como é Chico Buarque, passar pela situação constrangedora de ser abordado e provocado ao sair de seu lazer e encontros com amigos, na porta de um restaurante, por um grupo de jovens, que nitidamente vestem a camisa da burguesia e do conservadorismo autoritário. Isso, por defender suas posições em nome da democracia e ser contra o golpe à presidenta Dilma.

E não é só Chico, não! Qualquer pessoa que defenda os pobres, os direitos humanos, as leis, a ética e diversidade sociocultural do Brasil está fadado a ter um vizinho, um amigo, um parente ou mesmo um desconhecido para provocar-lhe ou virarem-lhe a cara. A intolerância, a falta de ética e de educação para cidadania tem sido a pedra no meio do caminho da democracia e do crescimento humano em nossa sociedade.

Página infeliz da nossa história!
 


VIOLÊNCIA: acontece no meu entorno!

Sim, sempre pensamos que a violência, que o mal só acontece bem distante da gente e nunca conosco. Um dia, um amigo, um vizinho, um parente, um filho ou uma filha são assaltados e violentados em sua dignidade. A partir daí sentimentos as consequências da violência.

O que fazer? – Correr atrás da Polícia! Polícia, polícia, polícia...

Acontece que a Polícia Militar só tem uma viatura com dois policiais para fazer a ronda do bairro. Como fazer a ronda para achar o criminoso? Acompanha a vítima até em casa, até a delegacia... Muita gentileza, porém... E o criminoso?

O bairro inteiro na escuridão! Não somente por causa das lâmpadas queimadas, mas pela deficiência da iluminação mesmo. Luzes alaranjadas, que não iluminam nem mesmo quem está em baixo dos postes. Alguns moradores e estabelecimentos já estão pagando eletricistas particulares para colocar lâmpadas LED (branca) para cuidar
da segurança de sua rua. A vizinhança agradece!

Falo do bairro do Bessa (não a parte das grandes mansões). O índice de violência urbana, assaltos, estupros têm aumentado e pouco se tem feito para mudar a situação. Outro dia, um amigo pediu ajuda em minha casa, pois estava sendo perseguido por alguém que queria roubar o seu celular. Em outra ocasião, o policial ligou a cobrar para a vítima assaltada, ao menos duas vezes, porque não achava o local da ocorrência. Crédito no celular e um GPS para os policiais de plantão são imprescindíveis!

Uma amiga contou de outros assaltados, a imprensa publicou mais assaltos e até mortes. Um homem espancado no rosto enquanto dormia na calçadinha. E para fechar o cerco, minha filha e um amigo assaltados e violentados barbaramente.

Como viver numa cidade linda, cheia de natureza para apreciar, se apenas as calçadinhas de Tambaú e Cabo Branco são iluminadas e bem cuidadas? Como apreciar a lua, o mar? A escuridão e as pedras se transformam em verdadeiros esconderijos para bandidos praticarem todo o tipo de violência. Os terrenos que há anos só servem de especulação imobiliária são protegidos por muros que tapam a visão e abrigam os marginais de dia e de noite.

Os gestores bem que poderiam olhar mais para o bairro do Bessa. As pessoas também andam de ônibus e caminham na calçadinha. A beira mar também é lugar de lazer de crianças, jovens, famílias e turistas...

São poucas as medidas para que os moradores possam ter o retorno da tranquilidade habitual do bairro do Bessa!

Pontos em Pauta

Quero aqui registrar a gentileza dos policiais em acompanharam minha filha e amigo até minha casa e delegacia na hora crítica após violência sofrida.

O trabalho e acolhimento da Polícia Civil e da Delegacia da Mulher merecem reconhecimento. Equipe especializada e competente.

A equipe multiprofissional de atendimento às mulheres vítimas de violência do Hospital Cândida Vargas foi de uma competência importante. Evitou danos maiores, tanto físico como psicológico.

É bom e importante registrar pontos positivos da rede pública! 


Petistas, cabras marcados!

Inconcebível e lamentável o fato ocorrido no velório do ex-presidente e senador do PT, Eduardo Dutra, onde jogaram panfletos com dizeres: “Petista bom é petista morto”. Foram atos extremamente fascistas, onde fica evidente o ódio ao socialismo do PT e a nítida vontade de exterminar os petistas, como fizeram os nazistas com os judeus.


Mais uma vez, os defensores das bandeiras do Partido dos Trabalhadores, da Cidadania e da Democracia se tornam alvo de uma direita raivosa e fascista. Cabras marcados!


Atos como esse provocam e indignam o cidadão/a cidadã de bem, que respeita o direito de escolha, a liberdade de opinião política e, acima de tudo, o direito de uma família enterrar um ente querido de forma respeitosa e digna.


Cartaxo e a unidade no PT

Com a saída do prefeito Luciano Cartaxo para o PSD, o Partidos dos Trabalhadores vivencia hoje uma grande unidade interna. Instalou-se um sentimento de orgulho pelo partido que há muito tempo não se via na Paraíba. 

Os problemas enfrentados atualmente pela sigla em nível nacional já havia aguçado um sentimento de resistência e enfrentamento, isto é mais que notório. No entanto, o sentimento de traição e decepção por parte de lideranças e, principalmente, pela militância que foi às ruas, bairro por bairro, dia e noite, no período de eleição para eleger Cartaxo, estas, ao que parece, não serão esquecidas facilmente.


O PT paraibano entra em um estado de resiliência. Sai de um processo doloroso para emergir num tempo novo. As forças internas estão buscando a convivência democrática, o diálogo e o acordo no que for possível para se chegar a uma prática política justa e transparente.


O momento é de traçar estratégias que levem à reconstrução das instâncias do partido, tudo através de um pacto de confiança e a busca de unidade entre as forças. Sem amarras!