A difícil decisão de encarar o Inevitável

A difícil decisão de encarar o Inevitável

Os prefeitos Luciano a Cartaxo e Romero Rodrigues tomaram uma decisão nas últimas horas que, como é sabido, reajustaram o preço da passagem do transporte coletivo num momento difícil da conjuntura.

Este é um assunto sempre indigesto, mas na vida não se convive apenas com temas e fatos agradáveis posto que a realidade nua e crua nos remete a ter de tomar decisões para impedir o pior.

A questão do transporte público é sempre polêmica porque no imaginário coletivo se transformou na "Geni" - personagem famosa de uma das grandes canções de Chico Buarque - porque os setores populares organizados, em especial os estudantes tratam assim.

O CASO DE NATAL

Por força de ações permanentes fora do Estado em face da Revista NORDESTE, temos acompanhado a situação de Natal onde a realidade do transporte público é muito problemática porque a Prefeitura local prefere o proselitismo político não revendo sazonalmente os custos da manutenção das frutas, resultado: várias empresas quebraram exatamente porque não tiveram condições de arcar com o serviço sem o reajuste indispensável.

CASO PARAÍBA

Ao longo do tempo, temos acompanhado os bastidores dos transportes em João Pessoa, sobretudo, onde há casos de empresas que se não houvesse o reajuste da passagem iriam entrar em fase pre-falimentar, ou seja entrariam em tempo de quebradeira - o que provocaria alto índice de desemprego.

Trocando em miúdos, Luciano Cartaxo e Romero Rodrigues agiram como gestores responsáveis e desprovidos do falso encanto proselitista de fazer onda com chapéu alheio ainda em tempo de evitar o fim de algumas empresas do setor.

É provável que até enfrentem reação dos segmentos organizados, entretanto gestor de responsabilidade não pode ignorar a dura realidade conjuntural para evitar o pior, que são o desemprego e o fechamento de empresas.

Como se diz lá na Torre, coragem, coerência e sabedoria são elementos para poucos.
 


A Folia de Rua encolheu, mas não foi pela Crise

A versão 2016 do projeto Folia de Rua chega à reta final deixando muito claro para a organização, sobretudo, que ou se reinventa com criatividade e novo modelo de trato negocial / de recursos ou vai minguar chegando à inexpressividade que a cidade de João Pessoa não merece.

Este ano, o argumento geral de todos foi de que a crise econômica exigiu cortes. Isto é verdade, mas depende porque em outros lugares onde existe folia quente a quantidade do espetáculo foi do mesmo tamanho de antes. Recife e Olinda bem dizem ao lado.

O PROBLEMA CENTRAL

No caso do Folia de Rua, tudo tem a ver com o modelo de organização arcaico, antigo, vivendo ainda sob o manto dos recursos públicos, em especial da Prefeitura de João Pessoa.

Faz tempo o projeto faz o dever de casa até constituir a aprovação na Lei Rouanet, mas dai em diante é um problema imenso porque a organização não estabelece meios de atrair os recursos nem de admininistra-los até na aplicação das marcas dos clientes.

UM ERRO CONCRETO CONSTATADO

Este ano de 2016, a Associação Folia de Rua conseguiu um “reforço” considerável, mas pequeno na dimensão do evento, porque a gestão do processo não consegue aplicar as exigências de mercado.

Por exemplo: a SKOL era (e é até hoje) a cerveja oficial do Folia de Rua mas em todos os blocos, sem exceção, os vendedores ambulantes colocaram à venda e venderam produtos de outras cervejarias.

O CASO DO PICOLÉ

O prefeito Luciano Cartaxo cortou na carne até demais ao não sair com o Picolé de Manga. Poderia ter saído do tamanho que sempre deveria ser, lá no Cordão Encarnado, sem precisar rivalizar com Muriçocas do Miramar. Não precisa, mas ano passado Gabriel Diniz exigiria que o bloco tivessse grande atração, o que seria algo inaceitável se os organizadores discursassem em nome da crise e trouxessem uma atração nacional.

Dos males o menor.

A QUESTÃO DA PREFEITURA

Luciano Cartaxo preferiu se ajustar diante da crise real que afeta os cofres públicos. A questão que, inclusive tratamos com ele durante todos os ultimos carnavais, é que as empresas credenciadas por ele advindas de fora do Estado, de Recife em particular, nunca tiveram a capacidade de resolver a auto sustentação com as grandes marcas.

Este é o problema central porque as cervejarias e outras bebidas também têm interesse em faturar alto, mas para isso é preciso que os espaços estejam exclusivos de quem banca, inclusive na decoração, que inexistiu entre nós.

O professor Gil Sabino trataria (e trata) tudo muito bem pelo prisma do Marketing, que lá na Torre os meninos sabidos chamam de ação de Mercado.

A REFAZENDA

Não acredito que haverá mudança à altura do que se faz indispensável, mas ou a Associação Folia de Rua deixa a cultura de patotas e esquemas partindo para um grande Pacto e a adoção de uma estrutura profissional atraindo recursos de fora do Estado ou vai continuar enfraquecendo, com publico em 2016 muito menor do que anos passados.

UMAS & OUTRAS

...A disputa por espaços no Muriçocas do Miramar foi percebido claramente entre os aliados de João Azevedo e Manoel Júnior nas ruas de Miramar.

...Os aliados de Luciano Cartaxo preferiram ficar no camarote.

...Em termos de inovação, o bloco puxado por Manoel Junior trazendo referencias do frevo Pernambucano do famoso hino da “madeira de Lei que cupim não roi” fez a diferença.

...O vereador Bira repetiu a dose de frevo com o bloco Pira.

...O bloco Muriçocas também precisa se reinventar. Saiu muito menor do que ano passado.

ÚLTIMA

“Ai que saudade/ dos carnavais do tempo de outyrora/
Tinha serpentina e um cheiro de perfume que não tem agora...”
 


Os efeitos das primeiras decisões do TRE

O PSDB da Paraíba e seu principal líder, o senador Cássio Cunha Lima, passaram a conviver nesta quinta-feira com um contexto de resultado de julgamentos no Tribunal Regional Eleitoral desfavorável às suas pretensões ainda sobre as eleições de 2014, quando a Oposição tucana recorreu à Justiça acusando o governo Ricardo de abusos na campanha.

O TRE fez expor, através de votos de juízes e manifestação do Ministério Público Eleitoral, o indeferimento de duas AIJEs (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) interpostas pela coligação do senador Cássio.

DETALHES QUE MERECEM ATENÇÃO

O relator dos processos, juiz Tércio Chaves, chamou a atenção diante de seu desabafo contra criticas do senador e demais integrantes da Oposição, não pela cobrança de celeridade processual mas por insinuações de que o não agendamento em pauta teria vínculos com interesses setorizados do processo, ou seja, do governo do Estado.

“Cada ação tem sua nuance própria. Umas que envolvem perícia, outras que não, enfim está se iniciando o julgamento na data de hoje, que foi a primeira data oportuna que a Justiça disponibilizou. Não se vê em nenhum momento que o Judiciário deixou o processo retiro por qualquer motivo. Quis falar isso que somos alvo a todo momento de criticas. A Justiça também que rebater, não pode está dando a cara a tapa a todo momento. Cada ação é uma ação, não pode haver comparação”, afirmou.

Outro aspecto foi o voto do Ministério Público pela inadmissibilidade.

DESDOBRAMENTOS

Embora o senador creia em cassação do mandato do governador Ricardo Coutinho, na prática os primeiros resultados no Tribunal não corroboram com esta tese ou expectativa.

VALDSON COORDENARÁ CAMPANHA


O pré-candidato a prefeito de João Pessoa pelo PSB, João Azevedo, confirmou em contato com a reportagem do Portal WSCOM que o atual Secretário de Desenvolvimento e Articulação Municipal, Valdson de Souza, está já engajado como coordenador geral da campanha.

- Além de experiência, ele tem know how em gestão de campanha pelo que tem feito ao longo dos tempos – justificou o pre-candidato dizendo-se satisfeito com o reforço.

Já o novo coordenador também assegurou em contato com o WSCOM que “estamos diante de um novo desafio mas vamos com a participação de todos construir as condições de vitória da candidatura de João Azevedo”.

Ele confirmou ainda que vai se desincompatibilizar em face da nova missão.

NOMES PARA SECOM JP

De repente, ainda sem confirmação, fala-se com frequencia nos nomes de Fabiano Gomes e Heron Cid como profissionais ventilados para assumir a Secom da Prefeitura da Capital com a saida do vereador Marcos Vinicius pois vai concorrer à reeleição.

AJUDANDO AZEVEDO

No meio socialista, o vazamento ou exploração de reatamento de relações entre PSB e PSD motivou a candidatura de Azevendo, ao invés de criar problema.

Pegou gás.
 


A crise chega à Midia com força; saiba seus efeitos

Os principais Veículos de Comunicação do Estado instalados especialmente em João Pessoa, com ou sem Sucursais, têm anunciado um forte corte de estrutura e de Pessoal nas diversas empresas, todas sem exceção, afetando como consequência o futuro do mercado de Comunicação. Há até, inclusive, projeção de que algumas Midias precisem suspender suas atividades porquanto as empresas não aguentam mais prejuízos.

A raiz do problema é conjuntural e envolve diversos fatores. O mais urgente deles é a queda vertiginosa do Faturamento advindo de publicidade, inclusive de Governos, em face da crise geral conhecida por todos.

Há outros fatores: o advento da Internet e, sobretudo, das Mídias Sociais criou uma queda expressiva de audiencia e leitura no modelo tradicional porque a rapidez e a interatividade implodiram a formula passada de fazer Jornalismo.

Tem mais: com a forte queda de emprego formal, a Internet levou grande parte dos profissionais de comunicação a migrarem para a Plataforma Digital criando seu Blog, Portal ou Site gerando com isso uma “febre” no setor levando sobretudo os Clientes Públicos (governo e prefeituras) a ratear a Verba publicitária até esse novo segmento.

NOVO RUMO E MESMOS PROBLEMAS

A questão é tão séria que até TVs famosas do Estado, e ainda do Centro – Sul começaram a conviver com a queda de audiencia em horários nobres porque a nova safra está deixando de ver Televisao no modelo antigo e quando muito reveem o que interessa em outros horários.

Alguns veículos em si não se afastaram, contudo, da Cultura construida a partir do genial Assis Chateaubriand de adotar a “pressão”, em diversos casos de profissionais e Blogs, até chantageando os Anunciantes para obter Faturamento à altura da necessidade de sobrevivência.

Neste contexto de crise, a nova realidade extinguiu empregos e criou outras formas de existencia no Meio da Comunicação gerando um universo fantástico, ora de Formigas do trabalho decente e um monte de aepes aegypti – predadores da comunicação bem resolvida.
 


Os novos desafios de Cartaxo e a eleição da UFPB

São assuntos extremamente diferentes, mas nos provocam a buscar entender sem arrodeios a realidade atual do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, de ter que produzir um ajuste na equipe de assessores diante da necessidade que secretários / vereadores têm porque precisam se desincompatibilizar em face do processo de reeleição. No caso da sucessão na UFPB é outra natureza muito diferente, mas de muita importância também.

No caso de Luciano Cartaxo, o cenário é de controle absoluto mas ele já trabalha com as projeções de saída da equipe do Secretário de Comunicação, Marcos Vinicius, do presidente do IPM, Pedro Coutinho, e do diretor do PROCON/JP, Helton Renê. Há ainda a vacância da Pasta Adjunta da Comunicação.

CENÁRIOS E REALIDADE

Luciano matuta nomes de perfil à altura dos titulares/vereadores porque cada um do seu modo soube chegar até aqui com resultados.
Três Pastas complexas e importantes (Comunicação, Previdência e Consumidor) com Marcos, Pedro e Renê apresentando resultados expressivos.

Dos três o da Comunicação é o mais nevrálgico porque qualquer erro de conduta operacional nas relações com sociedade e veículos pode gerar perturbação que a dados de hoje Marcos soube conduzir.

POLITICA E JOSÉ MARIA DE FRANÇA

A indicação de volta de Adalberto Fulgencio não surpreendeu, mas muita gente na prefeitura e fora dela indagou porque o operoso e testado Secretário Adjunto, José Maria de França não foi contemplado com a missão de comandar a difícil pasta da Saúde.

A política exige confiança e isto José Maria já demonstrou saber usar, mas é um quadro de valor aquém de sua capacidade de resultados.

A ELEIÇÃO NA UFPB

A reitora Margareth Diniz tem produzido os mais fortes movimentos internos no processo de sucessão na UFPB em 2016. Será preciso entender a data da eleição a ser consolidada pelo CONSUNI ainda em fevereiro, da mesma forma que se faz indispensável saber quem de fato são os outros candidatos.

No sábado, 29, a reitora deu demonstração de que ampliou seu grupo de apoio.

A QUESTÃO DO VICE

Segundo declaração dada pela reitora ao portal WSCOM, em quinze dias ela pretende definir depois de exaustiva consulta e entendimentos o nome que substituto Eduardo Rabenhorst que, por decisão unilateral, não quer mais disputar pois vai se dedicar a um Pós Doc.

O nome a ser escolhido tem valor emblemático porque certamente terá como critério a capacidade de agregar mais e ter uma imagem de reforço ao momento da campanha.

NOME NOVO NO PROCESSO

Nos bastidores, de uns dias para cá surgiu o nome da diretora do Centro de Humanas e Letras (antigo CCHLA), professora Monica, como possível candidata. Aguarda-se o desfecho para os próximos dias.

EM TEMPO

Estamos levantando dados sobre os demais candidatos, em especial professor Luiz Junior.

ULTIMA

“Chove lá fora e aqui/ faz tanto frio...”
 


Hugo Motta entra no jogo com chances

O que parecia apenas uma jogada do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, para dividir e enfraquecer Leonardo Picciani se transformou em realidade consistente dando ao deputado federal Hugo Motta condições concretas dele chegar à Liderança do PMDB na Câmara Federal.

Nos últimos dias, Hugo fez espraiar pelos diversos estados sua tática bem engendrada de se colocar como candidato com posição clara e pública contra o Impeachment, o que acabou servindo para atrair votos de deputados ligados ao Governo.

Sabido, bem articulado em tão pouco tempo de exercício parlamentar, Hugo foi extremamente estratégico ao tomar a decisão de ir ao Ministro Edinho Silva recomendar que dissesse ao Governo Dilma que não entrasse no jogo.

Para convencer,assumiu compromisso de ser a favor das medidas de que o Governo precisa na Câmara Federal.

‘EU VOU GANHAR”

Em contato com o Blogueiro/Analista nesta sexta-feira, ele afirmou com todas as letras que vai ganhar na disputa da Liderança.

- Pode anotar ai: eu vou ganhar”, nos disse.

Ele revelou ainda que, ato continuo à sua vitoria, vai buscar a unidade partidária e meios de fazer o Governo sair da crise.

UMAS & OUTRAS

...A reitora da UFPB, Margareth Diniz, deu demonstração de prestigio neste sábado ao reunir muita gente no Seminário sobre sua campanha à reeleição, no auditorio da FIEP.

...Começou a reeleição de forma ampliada.

...O jornalista Joanildo Mendes assumirá a Editoria do Jornal A União. O anuncio foi feito jornalista e diretor técnico Walter Galvão.

ÚLTIMA

“Ai que saudade/ dos carnavais/ dos tempos de outrora...”


A simbologia de Michel Temer começando por João Pessoa

A presença já em solo da Paraíba do Vice-presidente da República precisa ser analisada por diversos ângulos de importância, que a comitiva traz nesta fase da conjuntura brasileira, em especial do PMDB, sobretudo no apoio público à pré-candidatura do deputado federal Manoel Júnior à Prefeitura de João Pessoa.

Temer chega, a rigor com o manequim de presidente do PMDB - maior partido do Congresso Nacional, encarando o processo de sua reeleição na presidência do partido diante de movimentos produzidos pelo senador Renan Calheiros para lhe tirar o comando, ainda diante do deputado federal Hugo Motta, disputando a Liderança na Câmara Federal e, por fim, as candidaturas do PMDB nas principais cidades da Paraíba, em especial João Pessoa e Campina Grande.

Ressalte-se neste último caso a candidatura de Manoel Júnior na Capital, pois terá apoio total de Temer e do PMDB Nacional.

O CASO DA REELEIÇÃO

Pelo tom da carruagem, Temer deve consolidar o apoio do presidente estadual, José Maranhão, e demais pares Federais.

Ao que se vê, ninguém até hoje se manifestou aderindo ao movimento de renovação no comando partidário liderado pelo senador Renan Calheiros.

Este é dos cenários o menos complicado.

A DISPUTA NA LIDERANÇA

O presidente Temer chegou em João Pessoa acompanhado do deputado federal Hugo Motta, candidato à Liderança com registro de crescimento tanto que já disputa o páreo com Leonardo Picianni, do Rio de Janeiro.

Neste caso, Temer pode até torcer por Hugo - algo assimilável diante do jogo duro jogado pelo PMDB do Rio em posição contrária à ele e ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Mesmo assim, precisa aparentar e estar equidistante para não significar uso da máquina pró Hugo Motta, que tem sido muito habilidoso até para não assumir os desgastes de Cunha.

A CENA DA PARAÍBA E EM JOÃO PESSOA

Manoel Jr: nome em ascensão para Senado

Este é o caso mais complicado porque Temer haverá necessariamente que prestar apoio à candidatura própria em João Pessoa, de seu amigo e talentoso parlamentar, Manoel Junior, este com apoio do Diretório Municipal e do senador Maranhão.

Só que não há consenso por conta de outro processo, o de Campina Grande, onde o deputado federal Veneziano Vital é candidato e quer aliança com o governador Ricardo Coutinho.

Veneziano

Aí começa o Angu a ficar azedo porque os casos de João Pessoa e Campina se conflitam porque Manoel Jr é adversário de RC.

MAIS LENHA

Diversos deputados estaduais a exemplo de Gervásio Maia, Trócolli Júnior e Nabor Wanderley, votados em João Pessoa, são contra a candidatura de Manoel Jr e defendem aliança com Ricardo.

Não há hipótese de outra posição porque eles já fecharam acordo com governador, logo não apoiam Manoel Jr, alegando que este tem compromisso com o PSDB e Cássio Cunha Lima - adversário dos deputados, Vené e de RC.

SÍNTESE

Entretanto, independentemente dos moidos internos, Michel Temer reforçará para fora e dentro do PMDB a candidatura de Manoel Junior, mas sairá de João Pessoa sem resolver a bronca interna do PMDB.

ÚLTIMA

"O olho que existe/é o que vê..."
 


RC – Cicero: uma aliança dificil de acontecer

Numa data de tristeza para a família Barbosa com o falecimento do Patriarca Manoel Barbosa, figura muito conhecida em Campina Grande, foi também tempo para registro político de uma exposição imensa sobre a pretensa reunião que teria havido ontem, na Granja Santana, entre o governador Ricardo Coutinho e o ex-senador Cicero Lucena.

Apesar de muita zoada, no final da manhã o presidente do PSB de João Pessoa, Ronaldo Barbosa, assegurou com todas as letras que o encontro inexistiu.

No decorrer do tempo, outras figuras de peso do PSB e do Governo disseram ao Colunista / Blogueiro que, além de não ter acontecido, a reunião tem fatores fortes a impedir sua existência.

FERIDAS PASSADAS

Dentro e fora do PSB, bem como em setores do PSDB, a convivência entre os dois lideres politicos tem motivações passadas – sobretudo o processo da Confraria a impedir que existam condições para a superação agora.

Há, também, que defenda a superação e o reencontro entre eles, mesmo assim não é natureza fácil de deletar porque registra no passado enfrentamentos inconciliáveis.


Por que Ricardo não cria o Conselhão de Crise?

Não há segredo: em certos momentos da vida particular ou coletiva a inventividade passa por adequar modelos novos a cenários já conhecidos visando, enfim, a saída concreta para os problemas à vista.

Teses à parte, o governador Ricardo Coutinho voltou a tomar medidas duras na correlação entre estrutura de Governo, compromissos indispensáveis e manutenção da missão Estatal afetando agora a relação com o conjunto do Serviço Público estadual no âmbito de Pessoal.

Ricardo acaba de editar Medida Provisória que, objetivamente, suspende a aplicabilidade sistemática de uma série de reajustes na folha de Pessoal gerando obviamente as reações já esperadas.

ALTERNATIVA Á LÁ DILMA/LULA

Nesta quinta-feira, 28, a Presidência da República reúne pela primeira vez depois de 2 anos desativado o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social para reflexoes e, quem sabe, construção de saidas para a crise em curso.

“Mutatis mutandi”, como dizem os poliglotas do bairro da Torre, bem que o governador Ricardo deveria tomar este mote e produzir algo semelhante no Estado visando o mesmo objetivo: mobilizar a sociedade organizada a partir da Iniciativa Privada e construir o futuro de forma harmonizada.

É certo que ele já constituiu um Grupo da Crise, mas de uma natureza ainda restrita porque envolve apenas seus auxiliares. É preciso envolver a sociedade.

E A COMISSÃO INTER-PODERES?

Se o Momento é de envolvimento e responsabilidade de muitos, eis ainda a oportunidade para o Governador expor aos demais Poderes a realidade nua e crua da conjuntura.

CRISE DE LASCAR

Não há quem reconhece a retração gritante dos recursos nos diversos setores da sociedade e a Paraíba não é ilha de exceção,embora esteja conduzida por um gestor hábil e decidido o suficiente para impedir o Caos estabelecido na gestão pública, de sorte, na sociedade como um todo.

Mesmo sendo oneroso e desgastante admitir as duras medidas do Governo Ricardo, mas ou age assim ou age assim, pois do contrário é falência do Serviço Público.

Só não vale mesmo é repassar a "Conta" para os mais fracos, algo presumidamente levado em conta também.

ÚLTIMA

“Ei você ai/ me dá um dinheiro aí...”


Os efeitos da candidatura de Charliton e os moídos

Quem imaginava ser mais um “balão de ensaio” sem consistência interna e externa nenhuma vai precisar rever suas análises porque, nesta terça-feira, 26, o Partido dos Trabalhadores consolidou uma etapa da disputa de 2016 pela Prefeitura da Capital recompondo cenários e essência pragmática em nível além da conta.

Vamos combinar: neste momento presente, a pré-candidatura de Charliton Machado não integra a disputa principal pelo cargo de prefeito, mas reentroniza o PT no debate sobre a cidade e seus representantes, bem como consolida a participação do partido em nova escala de valor, sem mais ser subserviente nem ao prefeito nem ao governador passando então a ser protagonista de si próprio.

CONCEITO E PROBLEMAS

Charlinho vai precisar dialogar mais para atrair a presença do deputado estadual Anisio Maia ao processo de pre-campanha, bem como terá trabalho para trazer Nabal e Basilio, embora neste ultimo caso não há menor perigo de atrapalhar o projeto petista.

No caso de Anisio é diferente porque tem mandato estadual, é liderança com base partidária.

Mesmo com a ausência de Anisio, o vereador Fuba já antecipou que ouviu do deputado que ele seguiria a decisão do PT. Em sendo assim, menos mal – como se diz lá na Torre.

LUCIANO MIRA OS PETISTAS

Acompanhado do Secretário Adalberto Fulgêncio, o prefeito Luciano Cartaxo tem abordado figuras do PT. Ontem, ele foi visto deixando o restaurante do petista histórico Ronaldo Cruz .

Uma Fonte ligada ao secretário garantiu que o prefeito propôs que se abrisse entendimentos para uma aliança entre o PSD e PT.

Há outros contatos em curso.

A SINTESE DA CONJUNTURA

Embora o PT tenha a mania de manter a regra de ter dissidência em toda eleição, no processo em curso a condição majoritária dos entendimentos e acordos fechados, assim como o aval recebido do PT Nacional, além da consciência de que o partido precisa se defender e apresentar uma Proposta Oportuna à cidade fizeram estes elementos considerarem a pre-candidatura de Carlinho.

PERFIL E BASE

A rigor, este será o primeiro teste pra valer na carreira política de Charliton. Vai ser testado agora, quando o PT enfrenta uma forte crise na imagem, mesmo assim sua conduta reconhecidamente ilibada, sem nenhum envolvimento com quaisquer desvios, além de sua condição de Doutor em Ciências Sociais entendendo as várias instancias de convivência social devem lhe dar um Suporte para atrair diversos apoios no campo especifico da esquerda e dos movimentos sociais.

Tem mais: vai anunciar apoios importantes na história petista.

Em síntese, ainda não tem voto nem densidade, mas pode ser uma surpresa no crescimento de sua dimensão no processo eleitoral.


Expedito e Domiciano podem fazer aliança

A sucessão de Bayeux tem tudo para apresentar novidades em 2016. O atual prefeito Expedito Pereira foi visto nesta terça-feira, à tarde, em João Pessoa, no escritório da agência de propaganda SIN em entendimentos com o ex-deputado estadual Domiciano Cabral.

Fontes disseram que eles deflagraram conversas que podem redundar em aliança para a disputa à reeleição de Expedito.

Os dois lideres políticos foram procurados mas não quiseram se pronunciar.

UMAS & OUTRAS

...Para anotar: o professor Jaldes Menezes, um dos mais credenciados Doutores da UFPB no campo das Humanas, deve se licenciar da Universidade Federal da Paraiba para compor o Gabinete do Senador Lindbergh Farias.

...Ambos se conheceram em tempos passados no famoso partido albanês, o PC do B.

...Mera intuição de quem sobe a ladeira do Morro: este novo cenário tira Cida Ramos da disputa para a eleição na UFPB.

ÚLTIMA

“O olho que existe/ é o que vê...”