O primeiro grande teste de Gervásio Maia

Enfim, a hora é de suar maximamente em todos os setores porque, como tanto se diz lá na Torre, o ano começou para valer agora depois do Carnaval nos diversos niveis. No Poder Legislativo, especialmente, eis que surge uma pauta a exigir urgente a determinação do presidente Gervásio Maia sobre um tema que ainda vai render e muito pelos efeitos e importância, que é a manutenção da Assembléia Legislativa na Praça João Pessou ou levá-la para a Avenida Epitácio Pessoa, como proposto pelo ex- presidente Adriano Galdino.

Pode parecer coisa simples, mas não é. Gervásio terá nesta questão seu primeiro grande teste como dirigente e homem público, sobretudo porque mexe com efeitos a impacto de qualquer forma com o berço da historia da Paraíba, ou seja seu Centro Histórico.

FORA DO MURO

Não tem jeito, pois a decisão só reúne duas opções: a de preservar e criar - também será outro teste de criatividade da sua gestão - meios de fomentar a vida humana e negocial no Centro Histórico ou, com a saida de onde está, esvaziar e gerar algo como incentivo à pré-morte do Centro Histórico de João Pessoa, logo ele será (ou seria) o avalista deste ato.

Ir para a Epitácio Pessoa significa ajustar a vida futura da Assembléia à uma modernidade relativa porque com sua inserção por lá vai ampliar os problemas de Mobilidade Urbana, mesmo resolvendo em tese a acomodação do Poder.

É dentro deste contexto que Gervásio Maia passa a ser testado como Gestor pra valer buscando alternativas sensatas e de acordo com o interesse amplo da sociedade e não de meia dúzia de interessados.

Eis o primeiro e grande desafio, que pode impactar seu futuro político. 


Cássio vê cenário complicado e ainda não definiu candidatura

Quem estava fazendo compras no Pão de Açúcar nesta terça-feira de carnaval, como qualquer cidadão, era o senador Cássio Cunha Lima.

Em rápida conversa com o colunista/blogueiro, ele deixou escapar que considera o ano de 2017 como muito complicado diante dos fatos projetados para o futuro próximo, a exemplo das delações da Odebrecht e as reformas - em especial a previdenciária.

PLANO ESTADUAL

Ele disse claramente que ainda não se decidiu na disputa de 2018, se disputa a reeleição ou vai concorrer ao Governo.

- São duas situações boas, mas ainda não defini qual delas - frisou admitindo que no Senado tem enfrentando uma experiência extraordinária.

Cássio disse, contudo, que a manutenção da aliança construída em 2016 em João Pessoa terá importância fundamental para a oposição ganhar o Governo.

Eis o saldo de uma conversa rápida pelo tempo do senador em concluir suas compras.
 


Uma síntese estética e estrutural do Carnaval no Brasil em 2017

Ainda restando a terça-feira de Carnaval já é possível avaliar que a Crise econômica afetou relativamente o Tríduo do Momo, sem bem que os principais carnavais se mantiveram com sua estética distinta à base do que sempre foram a partir do Rio, Salvador, Recife/Olinda e São Paulo - este último levando muita gente às ruas. Sem exposição da Grande Mídia chamou a atenção o Fora Temer nos vários ambientes. Como diria Caetano, alguma coisa está fora da ordem mundial.

RECIFE/OLINDA E SALVADOR

São dois estilos distintos dentro de um modelo de Indústria Cultural com identidade muito forte colocando opções Free e Pagas lado a lado, quer nas programações de rua ou de fechadas, como camarotes e shows à parte.

Recife, como sempre, com sua força multicultural colocando no cardápio no palco principal os vários ritmos, ou seja, samba, rock, MPB e muito frevo / maracatu para todos os gostos.

Este ano, a Prefeitura reduziu a ajuda aos Maracatus daí a apresentação teve um volume menor de agremiações no Recife Antigo. Aliás, a frequência esteve menor se comparado ao ano anterior.

Para se ter uma ideia, há projeções de que o Galo da Madrugada tenha estado 40% menor do que 2016, fruto da realidade econômica.

Em Olinda, onde as ladeiras, o casario, os blocos de frevo e as pessoas fazem uma diferença enorme à base do subir e descer na dança das antigas canções teve também espaço para quem optasse por Anita, Safadão, etc, ao preço de R$ 600,00 o camarote.

Nos dois casos, o encanto e a fantasia estiveram em alta porque o carnaval é expressão de auto estima das pessoas que se fantasiam como desejo de realização.

SALVADOR SE QUER

Como dito, o estilo e estrutura dos Soteropolitanos tem outra batida, outra puxada e uma capacidade enorme de esbanjar gente nas ruas dentro e sobretudo fora dos cordões - a chamada pipoca.

Salvador em 2017 sofreu os efeitos da crise com alguns blocos famosos, como Araketu, longe da folia porque inexistiu meios de auto sustentação.

O modelo de Salvador depois do advento dos cordões construiu sua sobrevivência à base dos abadás e dos camarotes - isto para quem pode.

Repito: 2017 afetou Salvador mas nem por isso, dentro do que restou de opções, a cidade sempre se supera com a força do axé e dos trios puxando os Sucessos de plantão mesclando com seus ícones - Daniela Mercury, Ivete, etc e o luxo de Caetano no Olodum - lá teve Fora Temer - e Gilberto Gil nos Filhos de Gandhi.

SÃO PAULO EXPLODE

O carnaval de rua em São Paulo foi a grande expressão de 2017 superlotando os vários lugares, antes com Publico medido. Este ano explodiu em quantidade e opções .

No Carnaval esteticamente ao modelo carioca de levar samba à Sapucaí, São Paulo não apresentou nada de novo, exceto o acidente com escola de samba ferindo vinte pessoas, três em estado grave.

RIO DE SEMPRE

A indústria cultural da Cidade Maravilhosa se baseia na Marquês de Sapucaí com o desfile do 1o e 2o grupos servindo de modelo exportação para o Mundo - como se fora royalties fazendo grandes negócios com as principais marcas de produtos interessadas.

Este é a base nutrida é melhor explorada pela Rede Globo em detrimento das escolas e sambistas que se sustentam à base de outros patrocínios.

O ótimo do Rio, apesar de sua maior crise de todos os tempos no quesito gestão pública, está na imensidão de blocos de rua pelos diversos bairros, sobretudo Centro e Zona Sul. Arrebentou mais uma vez.

Em síntese, nada de mais no Carnaval exuberante do Rio de Janeiro sempre belo.

Em todos os carnavais, contudo, muito se ouviu ali ou acolá do refrão Fora Temer, mas a grande mídia, comprometida, escondeu.

Tenho dito. 


Uma síntese estética e estrutural do Carnaval no Brasil em 2017

Ainda restando a terça-feira de Carnaval já é possível avaliar que a Crise econômica afetou relativamente o Tríduo do Momo, se bem que os principais carnavais se mantiveram com sua estética distinta à base do que sempre foram a partir do Rio, Salvador, Recife/Olinda e São Paulo - este último levando muita gente às ruas. 

Sem exposição da Grande Mídia chamou a atenção o Fora Temer nos vários ambientes. Como diria Caetano, alguma coisa está fora da ordem mundial.

RECIFE/OLINDA E SALVADOR

São dois estilos distintos dentro de um modelo de Indústria Cultural com identidade muito forte colocando opções Free e Pagas lado a lado, quer nas programações de rua ou fechadas, como camarotes e shows à parte.

Recife, como sempre, com sua força multicultural colocando no cardápio no palco principal os vários ritmos, ou seja, samba, rock, MPB e muito frevo / maracatu para todos os gostos.

Este ano, a Prefeitura reduziu a ajuda aos Maracatus daí a apresentação teve um volume menor de agremiações no Recife Antigo. Aliás, a frequência esteve menor se comparado ao ano anterior.

Para se ter uma ideia, há projeções de que o Galo da Madrugada tenha estado 40% menor do que 2016, fruto da realidade econômica.

Em Olinda, onde as ladeiras, o casario, os blocos de frevo e as pessoas fazem uma diferença enorme à base do subir e descer na dança das antigas canções teve também espaço para quem optasse por Anita, Safadão, etc, ao preço de R$ 600,00 o camarote.

Nos dois casos, o encanto e a fantasia estiveram em alta porque o carnaval é expressão de auto estima das pessoas que se fantasiam como desejo de realização.

SALVADOR SE QUER

Como dito, o estilo e estrutura dos Soteropolitanos tem outra batida, outra puxada e uma capacidade enorme de esbanjar gente nas ruas dentro e sobretudo fora dos cordões - a chamada pipoca.

Salvador em 2017 sofreu os efeitos da crise com alguns blocos famosos, como Araketu, longe da folia porque inexistiu meios de auto sustentação.

O modelo de Salvador depois do advento dos cordões construiu sua sobrevivência à base dos abadás e dos camarotes - isto para quem pode.

Repito: 2017 afetou Salvador mas nem por isso, dentro do que restou de opções, a cidade sempre se supera com a força do axé e dos trios puxando os Sucessos de plantão mesclando com seus ícones - Daniela Mercury, Ivete, etc e o luxo de Caetano no Olodum - lá teve Fora Temer - e Gilberto Gil nos Filhos de Gandhi.

SÃO PAULO EXPLODE

O carnaval de rua em São Paulo foi a grande expressão de 2017 superlotando os vários lugares, antes com Publico medido. Este ano explodiu em quantidade e opções .

No Carnaval esteticamente ao modelo carioca de levar samba à Sapucaí, São Paulo não apresentou nada de novo, exceto o acidente com escola de samba ferindo vinte pessoas, três em estado grave.

RIO DE SEMPRE

A indústria cultural da Cidade Maravilhosa se baseia na Marquês de Sapucaí com o desfile do 1o e 2o grupos servindo de modelo exportação para o Mundo - como se fora royalties fazendo grandes negócios com as principais marcas de produtos interessadas.

Este é a base nutrida é melhor explorada pela Rede Globo em detrimento das escolas e sambistas que se sustentam à base de outros patrocínios.

O ótimo do Rio, apesar de sua maior crise de todos os tempos no quesito gestão pública, está na imensidão de blocos de rua pelos diversos bairros, sobretudo Centro e Zona Sul. Arrebentou mais uma vez.

Em síntese, nada de mais no Carnaval exuberante do Rio de Janeiro sempre belo.

Em todos os carnavais, contudo, muito se ouviu ali ou acolá do refrão Fora Temer, mas a grande mídia, comprometida, escondeu.

Tenho dito. 


Classe Média elege "Raparigas do Chico" como novo Bloco preferido

Multidão no Bloco Raparigas de Chico
Sábado aconchegante defronte ao Sebo Cultural fartamente nutrido de música de qualidade diante de uma quantidade expressiva de pessoas oriundas de todas as condições de gênero e "papo cabeça", das várias gerações em cumplicidade com o Bloco "Raparigas de Chico" - o novo abrigo preferencial e de Fantasia da Classe Média de João Pessoa.

Não que o Novo Eleito afete os demais Blocos do Folia de Rua, a partir do Muriçocas do Miramar e Cafuçu etc - ambos criados por essa gente inquieta da Classe Média, a partir dos sopros universitários, da classe artística e de pessoas de vários níveis convergindo com o senso crítico e intelectual sob o embalo do maior dos poetas musicistas do Brasil.

Nada disso. O Preferencial é o que é porque despertou em várias gerações o sentimento de inquietude afetado pelas verdades poéticas de Chico Buarque.

Cada canção é como simbolize o Alimento da alma a partir de cada cenário onde qualquer um faz sua sintonia com a essência musical de Chico se transformando em bálsamo e viagem emocional.

ALÉM DO TORPOR

Confraternização no Bloco Raparigas de Chico
A embriaguez que se multiplica e deixa muita gente em êxtase durante o Bloco está muito além das bebidas alcoólicas, do baseado ou de outro estímulo qualquer.

Está até fora dos psicotrópicos estimulantes, porque muito do que se processa de euforia ou tristeza independe de fatores outros. Está no quengo, no tutano de cada um.

Mas no Bloco "Raparigas do Chico" não há nada mais forte do que a convergência de pessoas em sintonia com a essência de cada canção chicobuarqueana porque somente ele soube e sabe interpretar as dores, fantasias, lutas, encantos, desencontros, separações e a alegria de viver.

É PROIBIDO PROIBIR

Water Santos, Lígia e Damião Feliciano no Raparigas de Chico
O Bloco conquistou de vez as diversas gerações porque seu amparo e foco se revertem em viagem no tempo embalando a ponte entre o Brasil e nossa Aldeia Tabajara convivendo com a sabedoria de Chico em satisfazer não só as mulheres - em tese a causa / razão de se despojarem numa condição de outra - mas também aos marmanjos, as lésbicas, homessexuais, trans - pois no "Raparigas do Chico" só retomar o prazer das Fantasias, das memórias - só isto basta.

Em síntese, o Bloco perpassa a condição de gênero porque a paixão pela obra de Chico está além de sexo e condição social.

É tudo pura sintonia e muito afeto por sua obra e pessoa.
 

Bloco Raparigas de Chico reuniu amigos na Av. Tabajaras, no Centro de João Pessoa


A hercúlea missão de Aguinaldo Ribeiro na conjuntura nacional

A hercúlea missão de Aguinaldo Ribeiro na conjuntura nacional

A mídia nacional consolidou como fato a escolha, convite e aceitação por parte do deputado federal Aguinaldo Ribeiro para ele assumir depois do Carnaval - pois até lá nada anda - a Liderança do Governo exercendo papel crucial para os destinos do Executivo na relação com o Congresso Nacional.

Aguinaldo Ribeiro tem acumulado experiência gradativa na atividade parlamentar porque, até recentemente era Líder do Partido Progressista na Câmara, logo já sabe conviver com a cúpula de Poder de Brasília.

HONRARIA E CUSTO ELEVADO

Não há como ignorar o fato de estar-se como Líder de Governo gera de fato status singular para poucos e isto, naturalmente, eleva à convicção de que há mérito de desempenho a partir do próprio parlamentar porque ninguém em Brasília perde tempo com incipiência, logo ele tem seus méritos.

Mas Aguinaldo chega numa hora muito difícil para o Governo Temer diante dos fatos conhecidos de desmonte de peças - chave do Executivo, o mais recente Eliseu Padilha - afastando-se mais por estar sendo abatido pela Mídia - do que pelo problema de próstata.

Temer mantém Moreira Franco próximo dele mas sabe da fragilidade política em face do envolvimento com Delações e outras graves acusações - caso que derrubou Geddel Vieira Lima e outros assessores do presidente.

Aguinaldo chega na hora em que Temer perde José Serra no Governo, da mesma forma que a indicação de Osmar Serraglio para o Ministério da Justiça criou um problema grande na base do Governo no Congresso e este será outro grande desafio do novo Líder.

REPERCUSSÃO DE FUTURO

No plano nacional, Aguinaldo Ribeiro ainda conviverá com os efeitos do Tsunami chamado Delações da Odebrecht devendo atingir muita gente, inclusive o próprio Temer, cujos efeitos de projetam devastadores.

Por essas e outras, ele enfrentará a mais difícil crise institucional de Governo.

No Plano menor, da Paraíba, Aguinaldo passa a sentar na mesa principal de 2018 podendo aventar e disputar o Senado, mas tudo ainda dependendo.

O filho de Virgínia e Enivaldo Ribeiro subiu na Politica feito foguete. Agora é saber como se sustentar na estratosfera pois, como se diz lá na Torre, difícil mesmo é se manter no patamar dá conquista .


Reviravolta no TJPB: conjuntura tende pró Saulo Benevides

A decisão do Ministro Luiz Barroso de anular a eleição realizada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba elegendo o desembargador Joás de Brito Pereira Filho, em pleno recesso judiciário, caiu como uma bomba e constrói novo cenário interno no Tribunal não mais favorecendo ao atual presidente por questões intrínsecas aos labirintos e quedas-de-braços cinematográficas nos bastidores do Poder.

Diga-se de passagem que a cena determinada pelo STF mantém o desembargador Joás Filho no páreo, mas enfraquecido se forem levadas em conta a nova conjuntura tirando-lhe da condição majoritária.

COMO FICOU

Pela decisão do STF, somente os desembargadores Márcio Murilo, Saulo Benevides e Joás Filho podem ir disputar a presidência do TJ pela condição de mais antigos.

Ora, se isto é verdadeiro levemos em conta outros dados como a decisão de Márcio Murilo de ceder a vez a Joás Filho isto indicando que ele manterá o apoio ao atual presidente.

Só que, por terem implodido a eleição anterior do desembargador João Alves pelo voto direto, é óbvio projetar que Joás e Márcio terão a contra-ofensiva de todos os eleitores de Alves em favor do desembargador Saulo Benevides, se este for - e será - candidato a presidente.

NOVA REALIDADE DE PODER

O que se constituirá como cenário de Poder no TJPB tendo a liderança de Joás e Márcio, deixa de ter a perspectiva para o futuro próximo porque, pelo que se aventa, no processo, os ventos sopram noutra direção propenso de mudar a composição depois do carnaval quando da nova eleição.

Em tempo: Saulo Benevides já dispõe de vários apoios, entre eles os dois últimos presidentes - desembargadores Marcos Cavalcanti, Fátima Bezerra Cavalcanti e João Alves - o que foi sem nunca ter sido pela rede de Teori Zavascki.

Trocando em miúdos, podem anotar: Saulo Benevides é o favorito para presidente do TJPB. 


Muriçocas 2017: identidade com exaustão a exigir Reinvenção

Como sempre faço todo ano, há muito tempo, acompanho o Bloco Muriçocas do Miramar passo a passo com o trio de Fuba, o reinventor da Folia de Rua, agora tendo o promissor cantor e compositor Zé Neto ao lado puxando multidões .

Nesta versão de 2017 existiram fatores / valores a atrair senso crítico positivo como o forte policiamento inibindo ações de vândalos. O horário da saída também merece registro, embora a exigência de terminar meia noite seja exagero contra-producente .

ALERTA EM TEMPO

A quantidade de foliões esteve menor do que o ano passado com "clarões" de espaços - algo a merecer reflexão para se identificar e agir para produzir o que o Expert em Estratégias , Mauro Nunes, chama de Reengenharia.

A crise financeira deve ter influído na falta de deslocamento de maior público dos bairros a Miramar, mas há mais do isso em face da natural exaustão de quem tem 31 anos ininterruptos com modelo sofrendo poucas alterações.

A organização do Bloco precisa refletir sem traumas sobre a redução de público porque é chegada a hora de reinventar a história antes de maiores desconfortos.

O Bloco mantém identidade intocável a exigir ajustes no formato.


Sucessão 2018: na Paraíba, tudo pode acontecer

Quando terminou a sucessão municipal de 2016, havia quase um consenso: a aliança entre PSDB, PMDB e PSB iria se manter unida para enfrentar um candidato do governador Ricardo Coutinho.

Nem chegou a completar trinta dias das posses dos novos prefeitos para, de repente, serem abertas portas, janelas e conversas entre os principais atores dá cena de 2018.

TUDO PODE

Nas Redes Sociais, um vídeo editado com Ricardo e Cássio sob a trilha sonora dos Aviões do Forró viralizou depois que, de Brasília, surgiram muitos comentários sobre a possibilidade dos dois líderes voltarem a conversar sobre aliança.

CARTAXO E RICARDO

Antes de embarcar para Portugal, o prefeito Luciano Cartaxo soube que Girassóis de proa defendem a volta de relações políticas entre eles.

Aliás, dentro do Cartaxismo não são poucos os que admitem que se isto vier a acontecer está dentro da normalidade.

GERVÁSIO, O UNGIDO

Enquanto 2018 não chega, o deputado Gervásio Maia ocupa o espaço de nome preferido do governador por todo o lugar que ande tirando a primazia da vice Lígia Feliciano.

Tudo isto também serve para tirar o senador Raimundo Lira da visibilidade como nome para o Governo.

E ainda tem José Maranhão que sonha todo dia em voltar a sentar na cadeira principal do Palácio da Redenção.

Voltaremos ao tema.
 


TIC + Cultura: a saída para aquecer Centro Histórico

Ainda está tudo muito embrionário, mas eis que foi plantada nesta terça-feira a semente da convergência envolvendo empresas de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação), agrupamentos audiovisuais, Cultura e adornos para compor muito em breve um APL - Arranjo Produtivo Local -, capaz de construir um novo ciclo visando o aquecimento do Centro Histórico de João Pessoa.

Foi o professor doutor Guido Lemos Filho quem geograficou em análise nossa realidade pontuando que João Pessoa anda asfixiada na área de TIC pela força de Recife, Campina Grande e Natal, por isso precisa ir além e, pela defasagem, ser mais ousado e com identidade diferenciada, daí a Cultura ser um oxigênio também movido a TIC.

O QUE SE QUER

A primeira reunião envolvendo empresas de TIC mais Cultura, diante do Núcleo Paraíba de APL e Plage, atraiu muitas ideias que vão servir para novo encontro pós-carnaval envolvendo mais atores e novos passos de estruturação legal e de governança.

A ideia é engrossar o caldo com envolvimento máximo, em condições de construir novo ciclo de Desenvolvimento Sustentável do Centro Histórico com ocupação bem negociada, capaz de servir de instrumento típico de gestão além dos humores de poder.

Todos vão ser chamados a contribuir.

AS UNIVERSIDADES COMO AVALISTAS

O professor Paulo Cavalcanti Filho, do Departamento de Economia e coordenador setorial, expôs de forma convincente que desta feita as universidades estão participando do processo de forma intensa e adaptando disciplinas e focos na formação profissional adequadas às necessidades, inclusive como as políticas do APL de TIC.

Este é um componente estratégico fundamental para se evitar erros passados, pois a meta é de fato contribuir com o Desenvolvimento Sustentável, agora do Centro Histórico.

SÍNTESE

O APL em formação tem espaço para todos, sem exceção, e vai atrair fomento como mais facilidade de empréstimos a quem necessita, sobretudo no famoso crédito de sustentação, além de recursos externos com fins de permitir mais inovação.

O componente da proximidade com as Artes e a Cultura é o elemento novo que pode transformar a Cidade numa referência internacional fazendo da Tecnologia da Informação e de Comunicação numa Base de Lançamentos sem igual.