Começa a disputa entre Luciano e Cida Ramos

Embora seja preciso admitir que existem 4 pré-candidaturas em João Pessoa focando a disputa para a Prefeitura Municipal – pela ordem alfabética, Charliton Machado, Manoel Junior, Victor Hugo e Wilson Filho – nos últimos dias, como é fácil de atestar, o tabuleiro político esquentou mesmo foi entre o candidato à reeleição, Luciano Cartaxo e a pré-candidata do PSB, Cida Ramos.

Uma parte da nova fase de polêmica se deu a partir de enfrentamento entre o governador Ricardo Coutinho e prefeito sobre o asfaltamento de acesso à Estação Ciência, no Altiplano Cabo Branco, mas a pimenta do dia se deu com uma decisão publicizada de que o Tribunal de Contas do Estado tinha multado a gestão da Secretária Cida, no Desenvolvimento Humano.

O DOCUMENTO FORMAL DO TCE/PB

Diz o relatório para conhecimento de todos:

“ACORDAM os Conselheiros Membros do TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DA PARAÍBA, à unanimidade, em sessão realizada nesta data, na conformidade com a proposta de decisão do Relator, partes integrantes do presente ato formalizador, em: a) Não conhecer do presente recurso de revisão mantendo-se a multa aplicada por esta Corte de Contas, no Acórdão APL TC 0727/2013; b) Oficiar à autoridade competente para dar prosseguimento à execução da multa cominada à Sr.a Maria Aparecida Ramos de Meneses; c) Determinar, após julgado o Recurso de Revisão em análise, o retorno do presente caderno processual à Auditoria, com o fito de analisar a documentação, outrora considerada ausente, acostada pela Sr.a Maria Aparecida Ramos de Meneses extemporaneamente, garantindo-se a abertura do contraditório e da ampla defesa, caso existam irregularidades, para, posteriormente, haver a conclusão meritória sobre a Prestação de Contas da FUNDESC, exercício de 2010. Presente ao Julgamento o representante do Ministério Público. TC Sala das Sessões - Plenário João Agripino”.

FATOS E VERSÕES

Como disse no inicio da análise, o fato levou setores da Política a propagandear que Cida Ramos estava condenada e com isso estava inelegivel, algo inexistente a dados de hoje.

Aliás, a própria secretária se interessou em explicar o fato dando sua versão atribuindo o problema ao Secretário anterior à sua gestão:

- A condenação é decorrente de convênios firmados pela secretaria nos anos de 2009 e 2010, portanto, antes do seu período à frente da pasta. “Essa prestação de contas é referente a prestação de contas de um secretário anterior a mim no governo. Diz respeito a convênios que foram realizados quando ainda não estávamos na secretaria, com organizações não governamentais. Estou indo agora a tarde no Tribunal de Contas [para se explicar] porque quando assumi a secretaria, verifiquei que várias entidades não governamentais não tinham prestado contas, e nós iniciamos o processo de tomadas de contas e nós estamos com toda a documentação”, explicou.

TROCANDO EM MIÚDOS

A disputa começa a esquentar entre Luciano e Cida deixando os demais pre-candidatos “comendo poeira”, como se diz lá no bairro da Torre.


Maranhão e Lira ainda podem se redimir em tempo

Mariana Haubert e Leandro Cólon são dois argutos repórteres da Folha de São Paulo com trabalhos reconhecidos, como se deu neste domingo quando apontam dificuldades da base de Temer para garantir 54 votos que afastem definitivamente a presidenta Dilma Rousseff do cargo. Os senadores paraibanos José Maranhão e Raimundo Lira estão na lista dos indecisos.

São diversos os fatores a deixar o Governo Interino de Temer em apuros, sobretudo depois das revelações contidas na delação do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, acusando Renan Calheiros, Romero Juca e o próprio Temer numa grande trama envolvendo até o STF para derrubar Dilma.

PROBLEMAS DEMAIS

Nas duas semanas de Poder, Temer só enfrentou sérios desgastes com sua equipe tendo parte dela, 8 ministros denunciados, além de medidas e atitudes fazendo o Governo enfrentar forte reprovação da sociedade.

Além da extinção de Ministérios e de medidas impopulares, Temer enfrenta no Senado o questionamento de senadores diante dos novos escândalos. Se tudo isso fosse pouco, a revelação de encontro sábado entre Temer e o Ministro Gilmar Mendes na véspera de definição dos processos a serem escolhidos pelo STF relacionando Políticos em desvios, tudo só fez agravar a tese de Golpe.

DOIS JÁ QUESTIONANDO

Os senadores Cristóvam Buarque e Valadares são dois dos senadores com voto pelo afastamento na primeira fase que não ratificam o mesmo voto na fase seguinte e podem mudar de posição na nova etapa.

Eles alegam que os novos fatos pela dimensão da gravidade podem interferir na mudança de votos.

LIRA E MARANHÃO

Os dois senadores paraibanos estão na lista dos indecisos. No caso de José Maranhão há uma maior vinculação dele com Temer, mesmo assim seu histórico de Político Cassado e zeloso com seu mandato anda refletindo sobre as graves acusações reveladas e que deixam seu partido e as principais lideranças em apuros porque, até prova em contrário, afastaram Dilma porque ela não barrou a Lava Jato, como trabalham seus pares.

Raimundo Lira já chegou a afirmar que os novos fatos podem admitir surpresas na fase seguinte do Impeachment, sobretudo pela reação popular em todo País.

O danado de tudo é que, cada vez mais se consolida a imagem da Presidenta Dilma longe de escândalos, comprovadamente honesta e com popularidade aumentando nas pesquisas de opinião pública.

Está claro, muito claro, o quem é quem no Impeachment, por isso os dois senadores refletem melhor sobre seus futuros na.votacao posterior.


Moro foge da Imprensa e não fala das novas Delações

A presença do Juiz Sérgio Moro em João Pessoa para palestrar sobre acordos internacionais no combate à corrupção não exibiu nada de novo sob sua análise acerca dos novos fatos surgidos na cena nacional a partir da Delação do ex-senador Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, acusando lideranças nacionais do PMDB e do PSDB em grande acordo para tirar Dilma do Poder e implodir a Lava Jato.

Moro evitou a Imprensa, portanto, não quis opinar sobre os novos fatos pondo em risco a Operação que preside em Curitiba. Apesar da presença de representantes dos principais veículos, ele saiu do auditório do Tribunal de Contas da Paraíba sem conceder entrevistas.

Na palestra, o Juiz se ateve a comentar acordos internacionais com países de diversas partes do Mundo para enfrentar a corrupção e, como se deu no caso do Brasil com a Suíça, repatriar dinheiro desviado da PETROBRAS.

COMO FOI

Durante as 24 horas em que esteve na Capital paraibana, Sérgio Moro dividiu espaços fechados com sua assessoria, forte estrutura de segurança, professores da UFPB, representantes da Suíça - participantes do evento, algumas autoridades, com direito a fotos com socialites.

Moro fez a festa dos que professam sua postura firme contra setores fortes da sociedade, embora tenha inexistido espaços para saber quando seu rigor judicante vai se espraiar alcançando lideranças políticas de todos os partidos, incluindo o PSDB diante de muitas acusações em delações.

SEM A CLASSE POLÍTICA

A ausência foi completa. Não compareceu nenhum líder político relevante na palestra do juiz Sergio Moro, de nenhum partido.

É como se fosse uma ausência - protesto pela conduta implacável do Juiz, no caso em tela descabida porque Moro cumpre sua missão com mão - de - ferro a atitude de quem ousa aplicar a Lei, mesmo que ainda contestado por só agir contra o PT.

O EVENTO EM SI

Os organizadores da Conferência acertaram o alvo e se consolidaram como gestores de um evento de nível internacional envolvendo professores conceituados do Brasil e da Suíça no exame das questões ligadas ao combate à corrupção.

O professor Marcilio Franca é, a rigor, o grande timoneiro da Conferência a merecer aplausos e reconhecimento.

Valeu.
 


Afinal, qual o papel e como Maranhão agirá em 2016?

Na boca miúda, onde fala-se do que não sai nas manchetes dos Portais, crepita uma tese de que o senador José Maranhão está decidido a “por ordem na casa”, no PMDB particularmente, para resolver de vez: se avança com a candidatura do deputado federal Manoel Júnior na sucessão de João Pessoa ou assume a possibilidade de acordão entre ele (PMDB), o PSDB (Cássio Cunha Lima) e Luciano Cartaxo (PSD).

A dados de hoje não se pode negar nem duvidar do compromisso de Maranhão com a pré-candidatura de Manoel Jr em João Pessoa, da mesma forma que nas diversas disputas nas cidades, mesmo assim o processo de acordo com Cássio tem permitido avanços tantos que a hipótese de acordão ventilado pelo tucano não é matéria morta, descartada por completo.

REAÇÃO NÃO RESOLVE

Outro dia, o senador chamou entrevista para reafirmar o apoio a Manoel Jr diante de nota veiculada neste Blog como que dando satisfações a todos, em especial o pré-candidato de que inexiste outro Plano.

Na prática, isto é verdadeiro, embora até Manoel Jr saiba que Maranhao é pragmático suficiente para na última hora intervir em nome de uma estrategia até 2018, onde o senador é nome que desponta como conciliador na composição com Cássio e cia tendo Ronaldinho na vice.

Este cenário de 2018 não está fora da pauta de 2016.

APANHADO GERAL

Nos próximos dias, a pre-candidatura de Manoel Jr precisará dar demonstrações em aferições populares através de pesquisa de que ainda resiste com musculatura eleitoral na sucessão da Capital porque, em caso contrário, será o próprio Maranhao que terá a dificil tarefa de colocar “o guizo no gato”, como se diz lá na Torre.

Manoel Junior resiste heroicamente e insiste na pre-candidatura, mas o seu futuro dependerá de outros fatores além da sua vontade.


 


Moro em João Pessoa, o combate à corrupção, o Direito e a realidade

João Pessoa sedia nesta sexta-feira e sábado um dos mais singulares eventos da contemporaneidade reunindo especialistas no Direito de raízes brasileiro – paraibano – suíços, entre eles o badalado Juiz Sérgio Moro, no trato reflexivo sobre o papel do Estado no combate ao famigerado e degradador processo de corrupção nos Serviços Públicos do mundo, em particular do País.

O auditório do Tribunal de Contas do Estado denominado de Ariano Suassuna é o palco de muitas palestras e discussões, que chegam numa hora importante do País, cujas teses e realidade precisam ser esmiuçadas pelo filtro especial do Direito apontando rumos a seguir.

Sem dúvidas, é uma oportunidade singular para exame minucioso dessa chaga internacional chamada corrupção que grassa a sociedade mundial – incluindo nossa República Federativa do Brasil, infelizmente.

UM DETALHE ESPECIAL

É exatamente a Suiça, o País para onde é enviado parte dos recursos “podres” da corrupção. Aliás, o Ministério Público Suiço tem sido determinante no desvendamento de muitos casos de desvios de Autoridades brasileiras, entre elas o ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha.

ANTES DE TUDO

Um fato distinto a ilustrar a Conferência Internacional diz respeito ao intercâmbio muito bem vindo do Brasil com a Suiça, ou vice-versa, a partir de expoentes do ensino na UFPB, a exemplo dos professores Marcilio Franca, Rômulo Palitot, Gustavo Rabay na “ponte” intelectual do professor da PUCSP, Napoleão Casado, mais embaixador André Regli (Suiça) e os professores Andreas Ziegler, Marc Bugenberg e Nicolas Buenos – todos da Universidade Lausanne (Suiça).

Na prática, segundo consta, a iniciativa conta com financiamento no âmbito do "Brazilian Swiss Joint Research Programme", projeto da Secretaria de Estado da Educação, Investigação e Inovação (SERI) do Governo Federal Suíço e é promovido pelo Laboratório Internacional de Investigação em Transjuridicidade - LABIRINT - Labirint, da UFPB, e pela Ila Brasil (International Law Association), contando, ainda, com o apoio de várias instituições.

Em síntese, saber que a UFPB, PUC, Loussane estão interligados na renovação de conhecimento e expansão de práxis combativos à chaga é sinônimo de que nem tudo está tão mal assim.

Como acompanho à distância, sei do papel extraordinário do Professor Doutor Napoleão Casado, orgulho paraibano.

PERGUNTAS PARA DR. MORO RESPONDER

Indiscutivelmente o papel do Juiz Sérgio Moro na contemporaneidade tem sido de notoriedade pelos encaminhamentos produzidos em muitos casos jamais imaginados na vida brasileira, como a prisão dos principais construtores e diversas lideranças politicas do País.

A Lava Jato tem sido, de fato, um processo corretor pedagógico que precisa ser ampliado para chegar a todos os envolvidos sem distinção.

Daí, será muito importante que o Douto Juiz explique:

1) Na sua avaliação, até onde vai a Operação Lava Jato? Há probabilidade e intenção de prender o ex-presidente Lula?

2) A propósito, finalmente, Lula está envolvido em algum processo como suspeito ou não?

3) Por que não acatou a Delação do empresário Marcelo Odebrecht envolvendo centenas de pessoas das Forças Armadas, Supremo Tribunal Federal, Ministério Público, Congresso Nacional (maioria das lideranças Politicas),  Governos Estaduais, Estatais, etc? Por que temer esmiuçar e mandar para cadeia todos os envolvidos?

4) Por que, mesmo existindo inúmeras delações envolvendo lideranças da Oposição, a exemplo do senador Aécio Neves, até hoje ele não tomou mesmo atitude de mandar prender como fez com nomes do PT?

5) Como juiz da Lava Jato, qual sua opinião sobre o novo escândalo a partir de Sérgio Machado provando em gravação que houve Manobra do Congresso com integrantes do Judiciário para afastar a presidenta Dilma?

6) Na condição de Juiz, como vê a citação do envolvimento de Ministros do STF na trama com Congressistas, antes do Impeachment ?

7) Enfim, ele acredita ainda na parcialidade da Justiça?

Estas são algumas das perguntas que o Brasil quer conhecer suas respostas, pois do contrário...

A conclusão fica por conta de cada um dos leitores/internautas.

ULTIMA

O Brasil não é uma República de Bananas.
 


OAB: o saldo de cinco meses de Gestão

O Brasil de uma forma geral, e a Paraíba em particular, convive desde janeiro de 2016 com novos ventos soprando em termos de gestão da Ordem dos Advogados do Brasil na correlação de forças desta importante entidade para os destinos do País/Estado já podendo merecer avaliações distintas porque existem valores diferentes entre as duas instâncias – nacional e estadual, embora no campo institucional exista um Erro crasso nos dois ambientes.

No campo mais próximo,  é visível anotar que a  gestão do presidente Paulo Maia tem posto em prática promessas de campanha com esmero, a partir do fim da Reeleição, mais espaços para as novas gerações nas Comissões Temáticas, embora no empoderamento da Juventude advocatícia exista senões.

Aliás, aí reside um problemão institucional imenso que a Ordem vai carregar consigo porque, sem orientação dos mais experientes, eis que o probo e bem intencionado presidente Paulo Maia repassou para seus dirigentes juvenis a exposição pública em atos no Busto de Tamandaré e até o comando de assembléia geral votando festivamente pelo Impeachment avalizando, portanto, o atual Governo interino recheado de integrantes envolvidos em corrupção.

Os novos fatos revelados em nível nacional provam que, ao se engajar na deposição da presidenta Dilma Rousseff – esta, sem que tenha uma única ação e/ou desvios na condução dirigente, a OAB nacional e estadual se transformou em “inocente útil” descartada – imaginem só! – pelo multi denunciado deputado federal Eduardo Cunha, que recusou a atitude retrógrada da Ordem de oferecer novo pedido de Impeachment.

JUCÁ DESNUDA A OAB

Não é preciso ser cientista político para atestar diante da delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que o STF, o MPF, PF, TCU, a Midia de uma forma geral e parte do Congresso Nacional participaram de uma grande Trama internacional de retrocesso puro à

Democracia brasileira, não para resolver os problemas éticos em curso, mas para implodir a punição de dezenas, centenas de políticos corruptos – muitos deles assumindo o Governo Interino.

E isto é uma Vergonha inominável que precisa ser corrigida.

Ao aderir ao processo de afastamento, a OAB entrou na contramão da história de uma entidade fundamental na manutenção do Estado
Democrático de Direito.

Preferiu optar pelo “processo legal” de abertura viciada do Impeachment na Câmara dos Deputados sob a presidência de um parlamentar acusado abertamente de corrupto, ladrão, etc – e este preço a gestão em curso haverá de carregar consigo como erro crasso, típico da inexperiência juvenil movendo as cabeças pensantes da nova Ordem – pior é de estrado ideológico à Direita conservadora.

TEM MAIS PROBLEMAS

A gestão de Paulo Maia em particular é movida por atos de quem quer dar grande contribuição ao futuro da OAB/PB e, professor competente, age com firmeza para avançar na democratização da entidade.

Mas, em que pesem seus atos e esforços, ele enfrenta problemas internos a partir do Secretário Geral, Assis Almeida, um advogado competente mas que leva para a gestão os humores do amor e ódio, dispensáveis para quem está no exercício impessoal.

A OAB não é uma casa sentimental nem serve divã de para sarar procedimentos freudianos diante da necessidade urgente de resolver tantos problemas, a exemplo da inadimplência, a escassez de recursos, etc.

SÍNTESE

O digno presidente da OAB/PB tem à frente tempo suficiente para ajustar conceitos e atitudes políticas e públicas porque, em cinco meses, a postura assumida foi de acertos internos mas de retrocesso político de preço a ser mensurado apenas no decorrer dos dias.

A OAB é vanguarda – para frente, e não Âncora do peso para baixo. 


Quase Todos contra Ricardo Coutinho na Capital

Ainda hoje ecoa a fala do senador Cássio Cunha Lima anunciando que é muito provável que haja uma união de partidos e lideranças em torno da candidatura à reeleição do prefeito Luciano Cartaxo contra a candidatura do nome apontado pelo governador Ricardo Coutinho, no caso a professora e Secretária de Desenvolvimento Humano, Cida Ramos.

Há um propósito pré-deliberado entre PSDB e PMDB mais outros partidos de, através de seus lideres Cássio e José Maranhão, construir uma Frente anti-Ricardo. Isto é notório tanto que as graves diferenças e inimizades entre eles têm sido menor do que o ódio a Ricardo, dai a busca de somar esforços.

EFEITOS IMEDIATOS

Possa ser que o senador Cássio não tenha se advertido, mas este seu discurso fulmina com o interesse do deputado federal Manoel Junior, que tenta a todo custo bancar e manter sua pre-candidatura à Prefeitura.

Ele não desiste e mantém agenda como pré-candidato, mesmo tendo que enfrentar dissabores e onda contrária, a exemplo do que prega Cássio em discurso.

A rigor, apesar dos esforços, a pré-candidatura de Manoel Jr sofre dos efeitos nacionais a partir de Eduardo Cunha e tudo o que se fala Golpe e Golpistas – vide as situações vexatorias enfrentadas por Cássio, Romário/Tiririca/Wilson Filho recentemente.

Ele acha que não, jura que não, mas é verdade.

NEM TUDO É POSSIVEL

A dados de hoje, também levando em conta a situação nacional, está longe de se efetivar como pretende o senador Cássio uma avalanche contra Ricardo Coutinho porque, como única liderança de maior expressão na defesa do Estado de Direito e contra o tal Golpe propalado contra Dilma Rousseff, ele tem espontaneamente uma forte quantidade de apoios e votos até porque une todos os partidos do campo progressista.

Somente o PC do B em nivel de Capital está em outro caminho, mas todos, inclusive o PT, têm posição favorável a um acordo com RC no segundo turno.

Afora esse contingente partidário, Ricardo granjeia em torno de si a mais expressiva aprovação entre todos os lideres políticos na Capital restando saber até que ponto ele transfere para sua candidata Cida Ramos.

A QUESTÃO NACIONAL VAI PESAR

Ilude-se quem pensa ou intui que a realidade nacional de apeamento de Dilma e ascensão de Temer com todos os desdobramentos escandalosos em curso não venha refletir na eleição municipal.

Vai sim, e muito, cujo saldo saberemos no decorrer dos tempos até outubro.

Cássio e Maranhão, por exemplo, como condutores do Impeachment de Dilma na Paraiba vão enfrentar o tamanho relativo desse posicionamento, da mesma forma que o governador Ricardo Coutinho.

Em síntese, embora a intenção de hoje seja juntar a estrutura e base partidária contra RC, nem sempre o resultado é do mesmo jeito de querer derrotar o adversário de qualquer maneira, sobretudo quando tem gente pensante, sociedade organizada e realidade posta a influir podendo fazer o governador com força popular acima da burocracia partidária.

Ricardo não é de brincadeiras nem de medo dos insultos.

DUAS PERGUNTAS BÁSICAS

O que vai pesar na disputa de Outubro é a força partidária ou o desempenho do candidato?

Até onde os partidos têm força no presente para decidir uma eleição?


Jucá envolve STF no Golpe e no Impeachment

É triste, mas é verdade. Não durou muito para o Brasil conhecer detalhes da grande trama produzida por setores do Congresso Nacional, em particular o senador Romero Jucá, envolvendo até mesmo Ministros do Supremo Tribunal Federal para a concretização do Impeachment tendo como tarefa complementar e de fundo a implosão do processo Lava Jato, embora ela em nome da corrupção tenha servido de falso mote visando gerar argumento da grande Pacto anti-PT.

Como se diz lá no bairro da Torre, não há crime perfeito.

A revelação de parte da nebulosa articulação produzida pelo Ministro do Planejamento, através de gravação amplamente divulgada no Pais nesta segunda-feira de maio, faz ruir toda a aura de inovação institucional ou até mesmo a pretendida unidade nacional em torno do presidente interino Michel Temer que, cada vez mais se envolve em pântanos de escândalos.

A PARTICIPAÇÃO DO SUPREMO É O FIM

Já era de conhecimento de muitos segmentos da sociedade brasileira e internacional, que o impedimento da presidenta Dilma Rousseff se estabelecera a partir de um grande pacto do Capital estrangeiro envolvendo parlamentares, juizes, membros do Ministério Público, a Grande Midia, mas estar comprovando a participação de Ministros do STF é o atestado da podridão institucional no Brasil.

A exposição clara de envolvimento de Ministros, como revela Romero Jucá, de alguma forma “explica” porque o STF não agiu nem age institucionalmente para frear os excessos de Eduardo Cunha e de outros personagem do famigerado Golpe. Na boca miuda, em Brasília, dizem que o pemedebista está disposto a revelar quem são os membros da Alta Corte em todo escândalo. Dai...

É que, como prova Jucá, Ministros fazem parte da trama.

A SOCIEDADE QUER SABER QUEM SÃO

A partir de agora, o senador e Ministro Romero Jucá precisa explicar e apresentar à sociedade brasileira quem os ministros pactuados no Golpe do Impeachment e, na sequência, na implosão da Lava Jato para salvar todos os parlamentares da Câmara Federal envolvidos em desvios de dinheiro público.

BRINCAR DE LAVA JATO

Já não vale mais a operação “faz de conta” do juiz Sérgio Moro a manter apenas ações pontuais contra “piabas” do processo de corrupção, a exemplo do que se deu nesta segunda-feira final de maio deixando mais uma vez de chegar os “peixes grandes” - certamente envolvendo as principais lideranças do PSDB, PMDB, DEM, etc.

Em síntese, o juiz Sérgio Moro já não engana mais com essa história de se recusar investigar a fundo a grande lista de Marcelo Odebrecht – por sinal sem envolver Dilma e Lula - pois seu papel está bastante claro nesta operação, repito, “faz de conta” de combate à corrupção, que é atingir o PT e Lula “salvando” todos os lideres da Oposição.

Se tudo isto é verdade e é, portanto comprável eis que a máscara do Golpe cai a cada dia e hora.

Mas o Brasil precisa voltar à ordem natural do Estado Democrático de Direito. Chega de farsa do tamanho do retrocesso em voga.


O recado das ruas na via Digital: PSDB com PMDB

Possa ser que na prática o encaminhamento do PSDB em João Pessoa seja outro, mas enquete promovida pelo Portal WSCOM mostra que 90% dos internautas consideram que os tucanos devem ficar com a pré-candidatura do deputado federal Manoel Junior - leia-se PMDB, já no primeiro turno.

Em tese, esta é a lógica política em sintonia com os novos tempos entre os senadores José Maranhão e Cássio Cunha Lima, decididos a uma Aliança estadual desaguando em 2018 com a candidatura de Maranhão e Ronaldinho Cunha Lima para o Governo.

A opinião dos internautas bate com outra estratégia de Cássio, que projeta segundo - turno na Capital e, nessa condição, se acaso Manoel Junior não prosperar ele tenderá sem dúvidas em votar no prefeito Luciano Cartaxo.

Esta última situação contempla a gratidão de Cássio por Manoel Jr votar nele para o Governo em 2014 não acompanhando o voto no candidato do PMDB, Vital Filho, algo que só a política dos tempos modernos é capaz de acontecer sem reação forte.

SONHO E ARTICULAÇÃO DE LUCIANO

Em que pesem tendência é opinião dos internautas, o prefeito Luciano Cartaxo insiste em oferecer a Vice para ter o PSDB já no primeiro turno.

Correm na disputa o vereador Marcos Vinicius, o ex-deputado federal Ruy Carneiro e a executiva Lauremilia Lucena.

Aliás, os vereadores do PSDB - Marcos Elísio Virgínia e Luiz - já disseram que são a favor do apoio a Luciano já no primeiro turno e isto relativamente pesa.

Pessoas ligadas a Luciano ainda temem os efeitos do Caso Confraria diante da sociedade cada fez mais contra a classe política envolvida com escândalos, mas mesmo assim o prefeito age para ter o PSDB na vice.

O que tiver de ser, o Blog e o Portal WSCOM vão trazer detalhes dessa realidade. 


A Proposta perfeita de Milanez para o prédio da Assembleia

Em plena fase de início de madrugada, mesmo altas horas da noite, eis que o vereador Fernando Milanez fez declaração Exclusiva ao Portal WSCOM anunciando que vai pedir audiência ao governador Ricardo Coutinho para propor que ele consolide a ocupação do prédio da Assembleia Legislativa com a Câmara Municipal de João Pessoa numa permuta de prédios.

A iniciativa de Milanez precisa ser entendida e assimilada acima das querelas políticas, das desavenças circunstanciais, porque se trata de uma ideia lúcida e perfeita para evitar que o Centro Histórico de João Pessoa sofra com a saída de equipamento com alto fluxo de pessoas.

A rigor, o vereador argumenta bem quando diz que até na atividade fim existe semelhança de ação, pois tanto a Assembleia quanto a Câmara têm foco no Legislativo atraindo alta demanda e frequência de pessoas.

PRAÇA DOS TRÊS PODERES

Com a presença da Câmara Municipal no lugar hoje ocupado pela Assembleia supre-se assim uma lacuna em torno da Praça dos Três Poderes com a manutenção do Legislativo ao lado do Executivo, só Judiciário e do Ministério Público.

A proposta de Milanez, ao fim, recompõe uma simbologia diante da Praça João Pessoa resolvendo de vez todos os aspectos representativos - de Poder, História e manutenção de um espaço vivo com vidas mantendo o Centro Histórico longe do vazio prenunciado.

A sensibilidade do governador deve prevalecer no acato de tamanha contribuição ao Centro Histórico.