A realidade dos Presídios resulta do Fracasso do Estado na relação com periferia e reeducação

Há em curso uma pirotecnia tomando conta da pauta principal de Governo, como de sorte da Midia nacional, expondo estratégias tipo remendo anunciadas para conter a grave crise entre facções criminosas nos presidios de algumas cidades, embora a questão de fundo – ou seja, a falência da presença do Estado em áreas de risco social seja encoberta por interesses editoriais e políticos.

O dominio do tráfico de drogas nas comunidades, anteriormente tratadas como favelas, somente se consolidou porque o processo histórico comprova a ausência de políticas sociais corretas dos Governos – do Estado em si – promovendo a inclusão das populações num indice de vida decente.

TRÁFICO OCUPA ESPAÇO DO ESTADO

Qualquer estudante de Sociologia identifica facilmente que o Estado ao se ausentar de suas funções de abrigar políticas de inclusão social permitiu que ao longo do tempo o crime organizado ocupasse espaços de responsabilidade do Estado, quer na oferta de assistência médico – hospitalar, quer no atendimento de anseios urgentes dessas comunidades.

Ora, é óbvio admitir que com esta cumplicidade a própria comunidade beneficiada pelo “serviço emergencial” do Tráfico passou a ser parte da cadeia de influência e distribuição de drogas e outros “serviços” da bandidagem.

CLASSE MEDIA ALTA COMO FOMENTADOR

Afora a constatação de fracasso do Estado nessa correlação, há que se admitir o envolvimento de setores da Classe Média alta para cima como fomentador desta cadeia de processos criminosos a partir do momento em que ela é quem consome a droga trabalhada nos morros e comunidades.

O retrato três por quatro de tudo isto pode ser compreendido na relação da Zona Sul do Rio de Janeiro, bela e nobre, cerca de comunidades (ex-favelas?) onde as drogas são preparadas para consumo na parte de baixo, onde estão os ricos e famosos.

Esta realidade se aplica a todos os centros urbanos do País. Só a droga mais barata, crack – sobretudo e maconha é mais consumida por pobre.

A guerra pelo tráfico nesses ambientes geográficos é saldo do espaço e/ou terreno perdido pelo Estado na relação com os cidadãos e cidadãs dessas comunidades.

SINTESE

As medidas do Governo Temer de acionar as Forças Armadas para tarefa comum do aparato policial de Estado – PMs, Civil, Agentes penitenciários e até Forças Federais – tem natureza tática de piroctecnia de marketing e de pouca eficácia, posto que a missão precipua de nosso Exercito é de proteção do Estado brasileiro em outro tipo de invasão externa, nunca do predominio interno dos grupos que dominam o crime organizado.

A saida, por fim, está na repactuação das atribuições entre União, Estado e Municipios porque de certa forma uma parte do problema está na estruturação dos presídios e da proteção das fronteiras por onde passam as drogas – dai a inserção do Governo Federal -, embora a raiz do problema esteja no aguçamento da decadência social que, neste caso, Temer só fez aguçar e ampliar para o futuro a gravidade do problema social.

Ao desmarcar reunião na quarta-feira, 19, com os governadores dos Estados o presidente dá demonstração de que anda perdido feito cego em tiroteio – e isto significa despreparo diante de um personagem que prometia solução.


Rochinha: a auto avaliação critica do PT e o recomeçar da luta

Já chegou a Maceió (AL) um dos mais respeitados lideres do Partido dos Trabalhadores e coordenador nacional da tendência CNB (Construindo Novo Brasil) de nome conhecido por Rochinha. Cearense, residente em São Paulo, ele conduz pessoalmente a Caravana do PT fazendo um périplo por todo Nordeste terminando a jornada em Espirito Santo.

Em todas as Capitais em que esteve até agora, Rochinha conversou com todas as principais lideranças do PT, incluindo as de outras tendências internas, buscando construir um consenso: adiar o PED (Processo de Eleição Direta), cujo prazo de inscrições termina próximo dia 31.

PROJETO DE SOERGUIMENTO COM LULA

Rochinha, um Petista de quatro costados é a expressão da luta dos excluidos mesmo hoje doutor em Politica. Baixinho, gordinho e sob efeitos da diabetes afetando a visão, pode -se dizer um craque na análise e na praxis politica sob a lente honesta do PT.

Conhece a todos como poucos ousam saber. E sabe pelo nome, o estilo e o caráter de cada liderança petista.

É este lider de pouca visibilidade pública que anda fazendo o mais consistente trabalho de resgate e reanimação do PT Brasil à fora, enquanto a maioria só olha para São Paulo e Brasilia.

A AUTO CRITICA HONESTA

Basta meia prosa de conversa para identificar raciocinio lúcido e atual. Para ele, o PT foi abatido pela Elite politica e econômica, através de vários golpes, entre eles e o principal denominado de traição. O PMDB, para ele, encarna o perfil eximio de traidor-mor, via Temer, com a base e essência de antigos corruptos que apunhalaram o PT.

Rochinha acha que atingiram galhos, folhas, depenaram o PT, mas entende que o caule e a raiz petistas estão intactos e se revigorando para novos embates e a superação que ele projeta acontecer muito mais rápido do que pensam a Elite e os conservadores.

LULA, O SEGUNDO TURNO E A ESQUERDA

O coordenador nacional do CNB projeta a candidatura de Lula como instrumento fundamental para o confronto com a Direita, mas sua preocupação, além dos obstáculos enfrentados para inviabilizar a candidatura na esfera Juridica, está na costura de um.aliança com os partidos progressistas, sobretudo num segundo turno.

Esta é a maior preocupação de Rochinha a advertir os petistas para esta questão.

Por fim, ele prevé fortes enfrentamentos sociais, entretanto, considera que a sociedade e em especial os movimentos organizados já se despertam para a reação mais forte contra o stableshement que, apesar de presidido por Temer, é comandado pelo PSDB - segundo ele.

Ambos, PMDB e PSDB, Rochinha considera-os ave de rapina, mas sem moral nem representantes limpos para disputar com o PT uma proposta de desenvolvimento econômico e social sustentável e inclusivo para o futuro do Brasil.

Ele não tem dúvidas que o soerguimento com chances reais de disputar o Poder está em construção. 


A ausência injustificada da representação comercial no maior investimento da Lagoa

João Pessoa ganhou ontem, segunda-feira, 16, o mais arrojado novo empreendimento de negócios e lazer do Centro da cidade- o LAGOA SHOPPING - no prédio que já sediou o Granpires, Mesbla e Esplanada -, saltando aos olhos o arrojo empresarial de Ricardo Paulo e seu filho Ricardo Oliveira.

Ficou evidente o apoio estratégico do prefeito Luciano Cartaxo com direito à presença fisica na bela inauguração cumprindo com seu papel de fomentador de novos negócios, sobretudo, nesta fase de aridez econômica.

O empreendimento, como é fácil atestar, chega como incremento econômico, portanto, de compras e de lazer focado no público C, D e E mas que aberto a todas as camadas.

Por lá estão as grandes marcas do Varejo e da Alimentação.

AUSÊNCIAS INJUSTIFICÁVEIS

Não vimos no ato de inauguração nenhuma entidade ou dirigente para reforçar indispensável apoio nesta hora de estratégica necessidade de convergência de interesses como bem coletivo.

Por lá não estavam em visibilidade o CDL, agora com cooperativa de crédito, a FECOMERCIO, a Associação Comercial, o SEBRAE, enfim, os fomentadores de negócios comerciais se fizeram ausentes e nesta condição merecem censura porque o papel delas é, ao contrário, é apoiamento.

SEGUIR, SEGUIR

Infelizmente, ao que parece prevaleceu o sentimento e valor mesquinho de Provincia de quinta categoria onde a ousadia e inovação causam inveja e despeito somente comum à quem não tem grandeza de espirito nem consciência de solidariedade.

Agora, o LAGOA SHOPPING é show. E já dá demonstração de que deu certo. 


Maranhão: a outra versão do PMDB original

Em meio à realidade contemporânea posta, o PMDB da Paraíba convive com versões distintas sobre a conjuntura política atual e de futuro colocando em posições dispares o presidente estadual, José Maranhão, e o senador Raimundo Lira, cujo desfecho ainda está a ser consolidado depois de esgotadas as novas etapas.

São dois caminhos e interesses distintos: Maranhão trabalha para manter a aliança com PSDB (Cássio Cunha Lima) e o PSD (Luciano Cartaxo) até 2018 e Lira articula ações para que o acordo se dê com o governador Ricardo Coutinho.

Os dois, sem que assumam sonham em ser candidato ao Governo, mas só tem uma vaga, além do mais Cássio e Cartaxo sonham com o mesmo cargo.

AS TESES PRÓ MARANHÃO

Ninguém contesta a liderança histórica do senador daí existir agrupamento de aliados mais chegados na consolidação de conceito e estratégia de agora em diante na direção de 2018, sob o comando maranhista.

E elencam as causas para isso:

1) ele é o maior líder popular do PMDB;
2) tem histórico partidário como nenhum outro;
3) abriga a aprovação da sociedade por ter sido "Mestre de Obras" - título carimbado pelo imortal Luiz Augusto Crispim;
4) conduz as políticas no Estado em consonância com a realidade política nacional;
5) neste contexto, o PMDB está com acordo firmado para indicar o vice do PSDB;
6) a aliança, portanto, na Paraíba é com Cássio e Luciano Cartaxo.

JOGO DURO NA ARGUMENTAÇÃO

Os defensores de Maranhão como condutor de todo processo até 2018 juntam como argumento a tese de que os aliados de Lira e o próprio senador saíram derrotados ao fazer a aliança com o governador RC.

Se isso fosse pouco, argumentam que o governador sempre tratou mal e discricionariamente o PMDB para pior.

SÍNTESE

Acham por essas e outras que a conjuntura favorece mais à tese de Maranhão de que a de Lira.

Tenho dito.


Como e por que Lira isola Maranhão no comando do PMDB

Ninguém de sã consciência ignora os fortes e decisivos movimentos de bastidores que o senador Raimundo Lira promove desde o final do ano de 2016 propondo uma nova conjuntura de Poder no PMDB, mesmo sem dar um pio que assim procede, deixando o presidente do partido, senador José Maranhão, inteiramente isolado na estrutura partidária.

Por analogia, como diriam os experts do bairro da Torre, aos poucos e de forma firme o senador Raimundo Lira coloca Maranhão nas cordas e próximo da Lona.

“SEM VOTOS” E COM PODER

Tanto Maranhão quanto seus aliados – Manoel Júnior, Rossevelt Vita, Antonio Souza – tem contra-atacado às investidas internas de Lira no PMDB reproduzindo aos quatro cantos que o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos é um parlamentar sem votos. “Detratam” o lider emergente pelo fato de ter ascendido na condição de suplente de Vital do Rego Filho e daí não ter sido votado.

O argumento, ao mesmo tempo ataque, mais do que aniquilar termina por vitaminar o senador Raimundo Lira porque no contexto do PMDB ele é o único em condições na atualidade de peitar o predominio do senador Maranhão.

NA RAIZ, A INSATISFAÇÃO

Raimundo Lira tem conquistado rounds e rounds a seu favor na queda-de-braço com Maranhão porque este, sem que se aperceba e/ou atente para a realidade, vive na contramão dos interesses internos do PMDB ao optar por aliança com o senador Cássio Cunha Lima, em 2016 e também 2018, afetando as Bases do partido, hoje com reação contrária ao encaminhamento maranhista.

O presidente sabe que o partido tem força, da mesma forma que dimensiona a sua liderança, só que ela – a liderança – sofre o desgaste da solidão de atitudes e decisões sem ouvir os demais companheiros de partido.

Esta é a essência de um enredo no qual, sem precisar de estudos históricos, identifica que o comando de Maranhão convive com exaustão exatamente por não querer nem saber mais partilhar o comando partidário.

MAIS PRÓXIMO DE RICARDO

Se é verdadeira a construção pró Lira, na prática significa dizer que os planos de Maranhão de construir aliança com o PSDB na Paraiba, mesmo tendo a cena nacional de acordo entre os dois partidos como aval, não tende a prosperar, certamente porque na direção de 2018 os novos ventos sopram pró acordo com o governador Ricardo Coutinho – e não Cássio Cunha Lima – deixando fragilizada a liderança maranhista, que pode ver ruir seus planos pessoais costurados com apoio apenas de Manoel Júnior.

Sem tirar, nem por – o “sem votos” está dando aula de como articular e construir liderança partilhada e com reconhecimento nacional da habilidade e da conduta de Ficha Limpa numa fase em que poucos podem apresentar tais credenciais.

Trocando em miúdos, Lira se credencia cada vez mais para ser o candidato ao Governo pelo PMDB – algo que José Maranhão insiste em não acatar.

UMA POSIÇÃO EM EXPECTATIVA

De todos os lideres do PMDB, resta saber como procederá o ex-governador Roberto Paulino e o deputado estadual Raniery Paulino porque, mesmo não aceitando a convivência com o prefeito Zenóbio Toscano eles não aceitam a postura do governador Ricardo Coutinho de atrapalhar a vida deles em Guarabira colocando Joza da Padaria e Célio Alves como seus calos.

Só que, em 2018, a cena é outra e RC não é mais candidato ao Governo daí a probabilidade de Lira atrair esse apoio mais que duplo.

UMAS & OUTRAS

...O enfraquecimento do senador Maranhão no PMDB fortalece o caminho para o prefeito Luciano Cartaxo ser candidato ao Governo em 2018.

...No Rio de Janeiro, como anunciou em primeira mão o portal WSCOM, a engenheira Aracilba Rocha está sendo empossada na diretoria administrativa-financeira de subsidiária da Eletrobras.

...É indicação do PMDB. Ela queria ir para a Usina Belo Monte mas como houve resistência criou outra opção de força.

...O periscópio da WSCOM identificou o vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior, na posse de Ará.

...Repercute a imagem de encontro entre o deputado federal Wilson Filho e o prefeito de São Paulo, João Dória, com elogios do parlamentar paraibano ao lider tucano. Os petistas paraibanos andam “subindo na parede” de raiva.

...Por falar (escrever) sobre PT, quem passou por João Pessoa no fim-de-semana foi o dirigente nacional Rochinha articulando o adiamento do PED – Processo de Eleição Direta programado para concluir inscrições dia 31.

...Rochinha garantiu o pré-lançamento da candidatura de Lula a presidente da República nos próximos dias.

...O Secretário de Comunicação, Luis Torres, chegou à Capital depois de dias de descansos longe dos trópicos nordestinos.

...É uma questão de tempo o acordo a ser anunciado entre o governador Ricardo Coutinho, o ex-senador Wilson Santiago e os dois partidos (PSB e PTB).

...O Secretário de Turismo da Capital, Fernando Milanez, recebeu carta de Instituição de Negócios de Portugal convidando-o para articular ações comuns entre aquele Pais e João Pessoa. Na mira ainda tem Angola.

...Para onde vai o ex-deputado Ruy Carneiro? É a pergunta que não quer se calar.

ÚLTIMA

“O olho que existe/ é o que vê...”
 


Quando o Principal Debate priorizará o Desenvolvimento Sócio-Econômico?

Para variar, as conspirações politicas se mantêm em alta, tanto no plano nacional quanto no estadual. As próximas semanas serão decisivas para os rumos do Governo Temer diante de delações a abalar o próprio Presidente da República em casos tipificados de envolvimento com Propinas. Tudo isto é muito desestabilizador.

Até as Bases de sustentação do Governo, a exemplo da Rede Globo, já não poupam o establishment, portanto, o fantasma da deposição ronda Temer.

O CASO DA PARAÍBA

Há uma estreita relação entre o Poder atual e o apoio incondicional dado pelos senadores Cássio Cunha Lima, José Maranhão e Raimundo Lira, mais a maioria da Bancada Federal na Câmara Federal, em favor de Temer.

Se depender deste agrupamento de elite o Governo se salva, embora não se saiba ainda a carga e a extensão de envolvimentos ou citações nas Delações a seguir.

INDAGAÇÕES CONJUNTURAIS

As perguntas que não querem se calar são:

- Temer se sustentará?

- Quem lhe apoia sofrerá respingos futuros?

- Há lideres políticos Paraibanos envolvidos nas Delações?

- Quais os efeitos disso na Paraíba?

DESENVOLVIMENTO - CONCEITO DISTANTE

Em meio a tudo, ninguém ouve falar, não há uma única discussão elevada sobre propostas reais, consistentes, bem entendidas sobre a construção de um NOVO processo de Desenvolvimento Sócio - Econômico para o futuro da Paraíba.

Não se pode abstrair os dados do passado recente para cá, isto no comparativo dos indicadores do Estado, mesmo assim o grande Debate passa exatamente pela construção de Propostas, inclusive na identificação de novas vocações econômicas para o Estado futuro.

Infelizmente, o Debate se restringe a estar-se a favor ou contra o atual Governo sem profundidade nas alternativas a se apresentar.

Voltaremos ao tema.
 


Como a crise Maranhão - Lira afeta Aliança PMDB - PSDB - PSD

A dados de hoje, mesmo longe da disputa de 2018, tanto o senador José Maranhão quanto o senador Cássio Cunha Lima e o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, são nomes postos como pré-candidatos ao Governo do Estado em 2018 pela Aliança criada em 2016 entre PMDB, PSDB e PSD.

Há, em tese, um esforço imenso desses três líderes de reeditar o acordo na sucessão municipal, do ano passado, embora esteja cedo para a garantia de que ele se repetirá.

NO PMDB, UM PROBLEMÃO

Se depender do senador Maranhão, a aliança estará resolvida. Só que, de uns tempos para cá, o presidente do PMDB estadual passou a conviver com um forte movimento interno liderado pelo senador Raimundo Lira a lhe deixar minoritário no partido.

Ou seja, o movimento feito pelo senador Maranhão de levar o PMDB à aliança com o PSDB e PSD praticamente se viu inviabilizado porque a maioria da Bancada Federal e Estadual quer outro rumo, isto é, acordo com o governador Ricardo Coutinho.

EFEITOS NA PRÁTICA

De imediato, produz a urgente necessidade de Maranhão sentar à mesa com os demais líderes tentando construir uma saída, mas dificilmente ele conseguirá demover Lira, Veneziano Vital, Hugo Mota, André Amaral, Nabor Wanderley, Ricardo Marcelo - todos fechados com Lira e, como consequência, RC.

Com este cenário consolidado, Maranhão não terá condições de ser candidato porque nesta configuração Lira será ungido ao posto e assim implodirá a Aliança de 2016.

LUCIANO, EM TESE

Se o PMDB sai da aliança, cresce a chance de Luciano Cartaxo ser o candidato - aliás, é tudo o que ele quer -, mesmo Cassio agindo como pré-candidato, sobretudo nas críticas ao governador.

É por essas e outras que Luciano produziu uma equipe de governo na segunda gestão mais à sua cara e domínio, mesmo na Saúde o vice-prefeito Manoel Junior comandaria.

Eis a síntese do momento
 


Os futuros voos de Kassab, Rômulo e Luciano Cartaxo

A presença do Ministro das Comunicações, Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, em evento puxado pelo prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, com a chancela visível do deputado federal Rômulo Gouveia, deixou evidente a existência de três projetos de convergência no sentido de construir reforços de ações Inovadoras e de Recursos, cuja ambição é realizar já agora com efeitos para 2018.

Kassab, dos três, é o de maior ambição política. Mira a condição de provável nome para a disputa presidencial pelo PSD - partido que teve a proporcional maior expansão no Congresso Nacional, ou a de candidato ao Governo de São Paulo - de tamanho de um País.

A LÓGICA DA GESTÃO E FUTURO DE KASSAB

Em poucos meses, ele já disse a que veio com resultados concretos na gestão de políticas nos dois centros - comunicações e ciência e tecnologia.
No primeiro caso, de grande interesse dos veículos do País está em vias de aprovar a maior adequação / atualização da Regulação sem os mecanismos do Governo petista, muito pelo contrário, dando mais respaldo às empresas, inclusive de telecomunicações em novo perfil e padrão.

Na Ciência e Tecnologia, mesmo não sendo do segmento, Kassab desenvolveu políticas de descontigenciamento como havia tempo não existia no Ministério.
Todas as despesas de apoio à inovação e pesquisas tudo ele deixou resolvido para pagar. E vai ter mais R$ 1 bilhão e 700 milhões com a volta da rubrica própria ao invés de depender da repatriação.

O CASO LUCIANO CARTAXO

Está empolgado com busca de novos projetos inovadores sem descuidar do Caixa e dos apertos. Ficou evidente seu entusiasmo.

Mostrou ao ministro diversos projetos e assim, diante dos encaminhamentos, deixou claro que quer ir mais longe até pensando no Palácio da Redenção.
Em síntese, está tomado de empolgação e construção deste projeto com chances de avançar.

RÔMULO, SENADOR?

Pode parecer ideia fora de tempo, mas ele age para ser uma alternativa neste campo, mesmo sabendo não ser nada fácil.
Mas, seja como for, é peça muito importante no tabuleiro de hoje e de 2018
 


Afinal, até onde vai o confronto interno no PMDB?

Afinal, até onde vai o confronto interno no PMDB?

Nem precisa doutorar-se em Ciência Politica para entender facilmente que há em curso no PMDB da Paraiba um sério conflito de interesses e posicionamento dos principais atores e/ou lideres do partido.

O clima esquentou ontem quando o Tesoureiro e aliado do presidente do PMDB, Antonio Souza, passou o "Carão" público no senador Raimundo Lira como que a dizer que ele, o parlamentar, não entende da agremiação.

COMO ESTÁ

De um lado, o presidente / senador e maior lider, José Maranhão, rompido com.o governador Ricardo Coutinho e a ele fazendo forte Oposição, defendendo aliança com o PSDB (Cássio Cunha Lima) e PSD (Luciano Cartaxo) para estarem juntos em 2018 na sucessão estadual.

Do outro, estão o senador Raimundo Lira e os deputados federais Hugo Motta, Veneziano Vital e André Amaral Filho a favor de uma composição com o governador RC agora e em 2018.

Há nesse contexto, até a articulação para que o senador Lira seja candidato ao Governo com apoio do governador.

NEM LÁ NEM LÔ

Só o grupo liderado pelo ex-governador Roberto Paulino tem posição diferente pois nem apoia nem faz forte Oposição ao governador. Faz criticas, mas isso é outra coisa.

FUTURO

Pelo andar da carruagem isto não vai ficar assim, ou seja, haverá embate interno no PMDB a ampliar a fissura entre as duas posições.

Vamos acompanhar sabendo que as duas posições têm valor mas será indispensável uma postura melhor resolvida.

ULTIMA

"O olho que existe/é o que vê..."


A retomada do Petismo em tempo de dormência

O senador Lindbergh Farias, nome em ascensão no Partido dos Trabalhadores, é nome referenciado a partir de sua performance como parlamentar da linha de frente da Oposição ao Governo Temer produzindo leituras críticas de forte argumentação conceitual sobre a realidade econômica, política e social do Brasil nesta nova fase pós – Dilma Rousseff.

Lindbergh Farias está de férias em João Pessoa, mas resolveu abrir uma agenda nesta terça-feira para discutir com os filiados do PT e aliados de campo progressista sobre os rumos a serem tomados levando em conta os inúmeros projetos em curso de desmonte da base principal da Era Lula/Dilma.

ALÉM DA ANÁLISE, A DESMOBILIZAÇÃO

Lindberg Farias dispõe de um acompanhamento atualizado sobre as diversas Políticas em curso pelo Governo Temer, cuja base central passa pela entrega do Patrimônio Histórico, de nossos Bens – vide a ação em curso de repasse sem fiscalização de muitas das empresas ligadas à Petrobras, bem como as Reformas propostas onde a classe trabalhadora passa a ser penalizada, da mesma forma que os segmentos sociais mais vulneráveis excluídos das Políticas de proteção social.

O senador sabe de cor e salteado de cada ação nefasta na prospecção dos movimentos organizados, só que se depara com um fato altamente preocupante para o futuro da Esquerda no Brasil, que é a desmobilização e a falta de credibilidade.

Só Lula tem sido maior do que tudo isso.

A MIDIA COMO RESPONSÁVEL

Desde a reeleição de Dilma em 2014, quando Aécio Neves e o PSDB resolveram contestar as eleições e se opuseram dai em diante ao Governo legitimo da presidenta, entrou em operação uma das mais fortes articulações internacionais envolvendo os partidos de Oposição com apoio aberto de setores da Justiça, do Ministério Público, PF e sobretudo a MIDIA construindo todo o processo já conhecido de desmonte do PT e do Governo.

É a Midia – em especial a Rede Globo – com aval e envolvimento de grandes nomes do Jornalismo, a responsável pelo processo de manipulação e dormência em curso, onde a parte da Classe Média que aderiu ao movimento de Golpe legalizado no País quem reproduz neste momento da vida nacional uma outra fase da História contemporânea, um tanto arrependida mas preferindo assumir os efeitos danosos a ter que conviver com o Petismo de inclusão social e de incremento econômico – financeiro como nem Temer nem seus aliados têm sabido conduzir.

LINDBERGH PREGA NO DESERTO?

Certamente que não, posto que há resistência não só no PT, como em outros partidos da dita Esquerda brasileira, mesmo assim sua força pessoal pouco deverá produzir de efeito real porque, no caso da Paraiba e no Pais, o Petismo anda nocauteado e sem saber como sair deste cenário de imobilismo sem igual.

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