No primeiro dia de aula, a lição que fica

Os dois mais importantes lideres politicos de João Pessoa, Ricardo Coutinho e Luciano Cartaxo pela ordem de Poder e tempo no processo, resolveram ir pessoalmente ao primeiro dia de aula nas redes estadual e municipal de ensino.

Embora distantes fisicamente, na prática eles estiveram no confronto latente com discursos a querer desconsiderar o outro.

Na abertura do ano letivo da Escola Técnica, Ricardo Coutinho não usou o nome do prefeito, mas sua fala foi contundente no quesito interpretação da conjuntura direta na relação com lider do PSD.

“Eu não inauguro ar condicionado”, afirmou com todas as letras.

A ESSENCIA DO CONFRONTO

Luciano Cartaxo também não deixa passar em branco, sem respostas e diz que o governo reage por conta do volume das obras e serviços. “Nós estamos fazendo de fato”.

O confronto entre os dois é a realidade que um quer e outro não quer, embora seja inteligente afirmar que a disputa maior de 2016 em João Pessoa será entre os dois, mais do que com João Azevedo.

Ricardo age como melhor politico avaliado, enquanto Luciano se expõe com aprovação popular de seu mandato.

DESDOBRAMENTOS

Existem situações diferentes em curso: Luciano se prepara para ajustar sua equipe com a desincompatibilização de alguns auxiliares, enquanto Ricardo age para garantir com a retração econômica à vista as ações (obras) visando interferir mais na corelação com a cidade e assim buscar eleger seu candidatao Azevedo.

No caso de RC, o viaduto do Geisel é um emblema, da mesma forma que a Lagoa é outra para Luciano.

A SINTESE

2016 será um ano histórico em João Pessoa porque dois lideres oriundos da esquerda ocupam espaços que não parece permitir uma terceira via porque se esta existir Manoel Junior busca se credenciar.

EM TEMPO

Os dois lideres disputam não a Prefeitura mas o futuro da Paraiba. A releição de Luciano Cartaxo o projetaria como força para 2018, da mesma forma que a vitoria de João Azevedo na Capital e de Veneziano (ou outro da Oposição) em Campina Grande dão a Ricardo Coutinho o dominio absoluto em 2018 em diante. Já agora.


A tendência de Campina e o futuro de Cássio

Qualquer conversa com aliados do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, a exemplo do deputado federal Rômulo Gouveia, a cantiga é uma só: o prefeito vai muito bem e se reelegerá folgado. E não adianta dizer nada em contrário porque pouco interessa aos ouvidos.

Mas, e se acaso, novos instrumentos de aferição de pesquisa de opinião pública vierem a existir com números diferentes desta consagrada posição de candidato imbatível?

Ninguém pode fazer análises do não-factual como base de conjecturas mas, e se acaso – repito, de fato novos números apontarem Romero gravitando em torno de 30%, por exemplo, encostado com Veneziano?

QUAL A TENDÊNCIA DE CAMPINA

Quinta-feira retrasada, um cena chamou a atenção de observadores do maior Centro de Entendimentos sobre Política do Mundo – o Calçadão, em Campina, quando viram um homem famoso passar por lá sem a correria de antes, sem o alvoroço de tempos passados quando era tratado como Pop Star.

O cidadão famoso era o senador Cássio Cunha Lima.

O que diz esta cena tão inusitada, para não dizer preocupante na perspectiva do destino político do grupo liderado pelo senador?

O CASO ROMERO

Estar gravitando com apenas 30% das intenções de voto nesta fase do processo, mesmo sendo prefeito seria um percentual também muito preocupante porque pode se traduzir em nível de rejeição em curso.

Imaginem se, por acaso numa outra abordagem, um dia vier Daniela a ter 11% e Adriano Galdino 9%?

O que, porventura, significaria tudo isso de dados para expressar a realidade da disputa em Campina? – indagaria um aluno de Comunicação da UEPB.

O fato é que existe sinal de um desgaste capaz de gerar problemas se não estancado de agora.

2018 NÃO ESTÁ LONGE

O resultado de Campina é fundamental para as pretensões de Cássio.

E se, por acaso, os números finais de João Pessoa forem diferentes do seu interesse, como tudo fica?

Trocando em miúdos, mesmo sendo a maior liderança de Oposição no Estado e com alta visibilidade nacional, não há uma correspondência proporcional no nível de antes e isto precisa ser (re)examinado porque tanto em Campina quanto na Capital gravitam sinais a merecer reação proativa, já de agora.

ÚLTIMA

“Eu fui feliz lá no Bodocongó/
No meu barquinho de um remo só...”
 


Hugo Motta: ascensão própria e a cartada decisiva

Lá no bairro da Torre, pode perguntar a qualquer uma sexagenária olhando a foto do deputado federal Hugo Motta: “É um jovem político de talento” – responderia a Sabedoria humana em pessoa. Mas, destarte o valor particular do neto da digna prefeita Francisca Mota, de Patos, pelo tom das noticias e bastidores da reta final de campanha para Liderança do PMDB, ele jogou todas as fichas no seu mentor, o deputado federal Eduardo Cunha.

Já não dá mais para fingir que, na essência, ele representa a relação construída com parlamentar carioca e atual presidente da Câmara Federal.

ANTES...

No começo do projeto de candidatura à Liderança, Hugo utilizou-se muito do discurso de que nada tinha a ver com Cunha, portanto, buscava apenas a unidade partidária e o apoiamento ao Governo Dilma.

A rigor, mudou a estratégia positivamente porque, antes, estava com Cunha votando contra o Governo. De sorte que a estratégia valeu e o fez crescer.

PORÉM...

O jogo de Hugo é muito alto, bem maior do que pode imaginar sua mente sã de um jovem político bem intencionado.

A disputa em voga neste momento será decisivo para o futuro do comando no PMDB e na relação com o Governo porque esta em jogo se o partido fica na Situação bem resolvida e pode até acertar a sucessão de Temer com Jucá ou se continua tendo a influencia decisiva de Cunha dentro e fora do partido.

EFEITOS

Hugo Motta jura de pés juntos que está conseguindo apoios para se eleger. Aliás, o fato mais importante desta quinta-feira foi a revelação de que Cunha entrou pesado pedindo votos para Motta “como se fosse a ele”.

É o contexto geral, a má imagem espraiada de Eduardo Cunha e sua fama de usar do mandato para captação de dinheiros escusos – tanto que o Ministério Público Federal está pedindo seu afastamento – que termina por respingar no habilidoso Hugo Motta.

DETALHE

Embora haja torcida forte na Paraiba por Hugo, dias atrás o ex-aliado de Cunha e ex-Lider do PMDB ungido por 1 voto, Leonardo Quintão, anunciou o seu voto e de mais 5 outros pemedebistas de Minas ao concorrente Leonardo Picciani, do Rio de Janeiro.

Pensemos: antes, a vitória do candidato de Cunha foi por um voto, agora já são seis votos por Picciani. Como Hugo vai reverter nos outros estados sabendo que este é um jogo de vida e morte para o PMDB do Rio?

SINTESE

Como cantava a amiga de Roberto nos anos 70, “não está sendo fácil, não”.
 


A difícil decisão de encarar o Inevitável

A difícil decisão de encarar o Inevitável

Os prefeitos Luciano a Cartaxo e Romero Rodrigues tomaram uma decisão nas últimas horas que, como é sabido, reajustaram o preço da passagem do transporte coletivo num momento difícil da conjuntura.

Este é um assunto sempre indigesto, mas na vida não se convive apenas com temas e fatos agradáveis posto que a realidade nua e crua nos remete a ter de tomar decisões para impedir o pior.

A questão do transporte público é sempre polêmica porque no imaginário coletivo se transformou na "Geni" - personagem famosa de uma das grandes canções de Chico Buarque - porque os setores populares organizados, em especial os estudantes tratam assim.

O CASO DE NATAL

Por força de ações permanentes fora do Estado em face da Revista NORDESTE, temos acompanhado a situação de Natal onde a realidade do transporte público é muito problemática porque a Prefeitura local prefere o proselitismo político não revendo sazonalmente os custos da manutenção das frutas, resultado: várias empresas quebraram exatamente porque não tiveram condições de arcar com o serviço sem o reajuste indispensável.

CASO PARAÍBA

Ao longo do tempo, temos acompanhado os bastidores dos transportes em João Pessoa, sobretudo, onde há casos de empresas que se não houvesse o reajuste da passagem iriam entrar em fase pre-falimentar, ou seja entrariam em tempo de quebradeira - o que provocaria alto índice de desemprego.

Trocando em miúdos, Luciano Cartaxo e Romero Rodrigues agiram como gestores responsáveis e desprovidos do falso encanto proselitista de fazer onda com chapéu alheio ainda em tempo de evitar o fim de algumas empresas do setor.

É provável que até enfrentem reação dos segmentos organizados, entretanto gestor de responsabilidade não pode ignorar a dura realidade conjuntural para evitar o pior, que são o desemprego e o fechamento de empresas.

Como se diz lá na Torre, coragem, coerência e sabedoria são elementos para poucos.
 


Cartaxo começa a definir Futura equipe

De todos os personagens VIPs da cena política de João Pessoa em 2016, nenhum deles precisou guardar tempo na intimidade para refletir e começar a alinhar decisões fundamentais para seu futuro, sobretudo na recomposição da equipe de auxiliares que o levará ao embate em busca da reeleição.
Luciano Cartaxo constituiu um “Núcleo Duro” em torno dele bem diferente, melhor dizendo com novas caras do que fora lá no inicio de seu mandato.

Dos “pesos pesado” da célular máter perdura a figura exponencial no seu projeto político, que é Zênide Bezerra – figura que preferiu implodir seu projeto pessoal de ser candidato para apoiar incondicionalmente a luta política dos Cartaxo.

MISSÃO DELICADA

Não se trata de estratégia das quase impossíveis que se tem na vida, mas o prefeito de João Pessoa precisa substituir Marcos Vinicius, Pedro Coutinho, Helton Renê e “outros” nomes da equipe que devem se desincompatibilizar para ser candidato em 2016.

De todos os pontos nevrálgicos, o da Comunicação é o mais melindroso dele porque Marcos Vinicius conseguiu impor um estilo e esquema de entendimentos com os veículos e profissionais com resultados. Seus substituto, portanto, tem essa alta responsabilidade.

GRANA MENOR

Afora aspectos variados, o sucessor de Marcos terá um volume de recursos bem inferir ao do atual titular porque passa por reexame de cálculos dos recursos aplicados na área no ano anterior neste mesmo semestre.

Deve haver redução, daí a alta responsabilidade do futuro Secretário.

FOCO NO RESULTADO

Luciano Cartaxo sabe que não vai ser moleza a disputa deste ano. Mesmo assim segue com a consciência de quem tem volume de obras e ações para expor e manter-se sob a aprovação da sociedade que, em outubro, vai às urnas esperando ele chegar à reeleição.

De fato, ao deixar o PT ele criou imbróglio insanável com os petistas mas conquistou outros setores da sociedade imprimindo estilo de nova liderança de olho em resultados na prática.

UMAS & OUTRAS

...O ex-governador Wilson Braga passa bem e manda recado aos amigos que em breve estará fora do hospital para convívio normal. Estive no Samaritano em visita.

...Prestemos a atenção em Nonato Bandeira. Ele anda submergido mas não se manterá assim por todo o tempo.

...O superintendente do DER, Carlos Pereira de Carvalho e Silva, tem sido um dos esteios do governo Ricardo em termos de obras. Em contato com o Blogueiro/colunista, confirmou entregar de mais 18 estradas até final do ano. Pense num cabra trabalhador. Não era à toa que Antonio Mariz o tinha na conta elevada.

...Aliás, por falar em Mariz, a viúva Mabel resolveu passar o carnaval com o sobrinho Jacinto Dantas e Cláudia.

ÚLTIMA

“Oh Quarta-feira ingrata/ chega tão depressa só pra contrariar...”
 


A essência do Jornalismo em “Spotlight”, que Grande Mídia do Brasil precisa aplicar

Os últimos tempos têm produzido no País uma sequência de postura editorial assumida pelos maiores veículos de Comunicação instalado no eixo Rio – Brasilia – São Paulo, de sorte em muitas das principais cidades, a decepcionar nossa História de jornalistas e de empresas com reconhecimento nacional e internacional pelo exercício da Ética, sobretudo.

É que a posição parcial e inquisitória recente da Mídia assumindo o papel da Oposição partidária com consequência retrógrada e violenta dos Meios contra personalidades e setores prova que todos, em especial quem é da Midia brasileira e muitas autoridades, precisam assistir, refletir e adotar o mesmo procedimento comum no filme "SPOTLIGHT – Segredos revelados", cujo conteúdo revelando a (im)postura da Igreja Católica seduzindo e estuprando crianças gerou um dos maiores escândalos da fase recente.

Em tempo, lembremos que a abordagem agora posta não ignora a competência dos profissionais dos diversos segmentos da Comunicação brasileira, de forma alguma, entretanto, o foco do que se quer chamar a atenção se volta apenas para o exercício decente do Jornalismo mesmo tratando de grave problema, como narra o filme, em torno da Pedofilia praticada por padres católicos americanos, mas se aprofundando na cobertura diante de provas fossem contra quem fosse.

A essência, repito, está na postura editorial do veículo, no caso o jornal "The Boston Globe", que não se intimidou contra tantas ameaças de gente poderosa ao adotar procedimentos jornalisticos éticos de checar e ouvir fontes, obter documentos especiais, assegurar o Contra-ponto, enfim, fazer o que ultimamente setores da Mídia nacional não tem feito.

DE AGORA EM DIANTE

Enfim, já que passamos do Carnaval, eis que o Brasil volta à normalidade precisando ajustar diversos procedimentos para reaquecer a economia e superar as crises políticas advindas de Brasilia, de Curitiba e do Sudeste brasileiro como um todo.

Com a retomada dos trabalhos legislativos, por exemplo, aguarda-se do Congresso Nacional que resolva de vez seus graves problemas e aos partidos que saibam assumir com brasilidade o papel de cada um – sendo Governo ou Oposição.

À Midia, que não tira o ex-presidente Lula nem a presidenta da República, Dilma Rousseff, da mira por questões de política editorial e de estratégia mesmo na busca de apear os lideres petistas e o PT, certamente que pouco se verá de diferente do produzido até agora, entretanto, o mínimo esperado é assegurar o contraditório e o direito legitimo de Resposta à quem comprovadamente estiver sendo flagrado inocente ou sem provas diante de acusações.

Bastava (e basta) que apenas seja exercido o Jornalismo do "The Boston Globe" – tem até coincidência no nome -, para que se conviva com os fatos sem maquiagem nem manipulação, que tanto mal faz.

ANTES QUE ESQUEÇA

Cremilda Medina, uma das mais estudiosas professoras de Comunicação do País, já dizia em seu livro histórico "Noticia, um produto à venda", que essa mistura de comercial e editorial sempre resulta em problemas a afetar o conteúdo.

Se isso for pouco, realcemos o Mestre Cláudio Abramo, também sempre a lembrar, que no Brasil não existe Liberdade de Imprensa, mas Liberdade de Empresa.

Tenho dito.


João Pessoa: cidade sem Carnaval ou Iniciativa?

                    Para Willis Leal

Se existe alguém no Estado da Paraiba de experiência até internacional, portanto, com conhecimento de causa para falar sobre Carnaval na perspectiva cultural, de base antropológica e de natureza turística este personagem chama-se Willis Leal – um dos mais profundos conhecedores da festa de Momo dentro e fora de João Pessoa.

Este ano, se reabilitando de cirurgia cardíaca, Willis não teve tempo para reacender a polêmica sobre por que João Pessoa se mantém como ambiente de repouso para turista e morador local, quando os tempos passados mostram que a cidade tinha sim vocação para produzir carnaval participativo?

São muitos os fatores, mas os principais passam pela distância criada entre os promotores oficiais e privados da população em si envolvendo as várias camadas sociais.

CAUSA E EFEITO

Este ano quem ficou em João Pessoa ou foi por opção de descanso mesmo ou por falta de grana para deslocamento a outros lugares, sobretudo Recife/Olinda, Salvador e Rio de Janeiro.

Há quem ateste com base em estudos superficiais que a crise financeira em curso no Brasil fez muita gente desistir de viajar para outros estados ou até mesmo Exterior.

Com o dólar batendo na casa dos R$ 4,00, de fato a maré não está para peixe real.

Nos bairros, ali ou acolá, percebem-se iniciativas particulares de foliões natos porque, em nome da crise a PMJP, não levou Polos de folia para os diversos cenários de praia e periferia.

Até ano passado, eles existiram.

O BURACO MAIS EMBAIXO

Willis fala com certa razão que a Elite, da classe média para cima, resolveu criar o Folia de Rua na prévia para brincar o carnaval em Recife, Olinda e alhures, ao invés de estender até o Carnaval.

O cineasta, turismólogo e um dos mais antenados intelectuais da cidade fala com conhecimento de causa e mostra com facilidade números para esse êxodo continuado ao longo dos tempos.

E AGORA, O QUE FAZER?

Esta é uma pergunta que só poderá ser respondida pelo futuro prefeito da cidade, depois da disputa de outubro próximo, porque é indispensável a tomada de decisão política de fazer um Carnaval consistente nos bairros e orla marítima, sem que esquecer nosso extraordinário Centro Historico – ambiente adequado para uma programação múltipla para as varias gerações.

Com esta decisão, se houver dialogo e negociação para construir o novo modelo com a iniciativa privada nos vários níveis, certamente a Capital das Acácias poderá voltar a ser um ambiente de Frevo, Maracatu, Samba, Hip Hop, Regaee e tudo o que vier de bom.

Por enquanto, vamos ficando por aqui observando as ladeiras com vento e turistas à cata de um frevinho qualquer.

ULTIMA

“A nossa vida é um carnaval/
A gente brinca escondendo a dor...”
 


A Folia de Rua encolheu, mas não foi pela Crise

A versão 2016 do projeto Folia de Rua chega à reta final deixando muito claro para a organização, sobretudo, que ou se reinventa com criatividade e novo modelo de trato negocial / de recursos ou vai minguar chegando à inexpressividade que a cidade de João Pessoa não merece.

Este ano, o argumento geral de todos foi de que a crise econômica exigiu cortes. Isto é verdade, mas depende porque em outros lugares onde existe folia quente a quantidade do espetáculo foi do mesmo tamanho de antes. Recife e Olinda bem dizem ao lado.

O PROBLEMA CENTRAL

No caso do Folia de Rua, tudo tem a ver com o modelo de organização arcaico, antigo, vivendo ainda sob o manto dos recursos públicos, em especial da Prefeitura de João Pessoa.

Faz tempo o projeto faz o dever de casa até constituir a aprovação na Lei Rouanet, mas dai em diante é um problema imenso porque a organização não estabelece meios de atrair os recursos nem de admininistra-los até na aplicação das marcas dos clientes.

UM ERRO CONCRETO CONSTATADO

Este ano de 2016, a Associação Folia de Rua conseguiu um “reforço” considerável, mas pequeno na dimensão do evento, porque a gestão do processo não consegue aplicar as exigências de mercado.

Por exemplo: a SKOL era (e é até hoje) a cerveja oficial do Folia de Rua mas em todos os blocos, sem exceção, os vendedores ambulantes colocaram à venda e venderam produtos de outras cervejarias.

O CASO DO PICOLÉ

O prefeito Luciano Cartaxo cortou na carne até demais ao não sair com o Picolé de Manga. Poderia ter saído do tamanho que sempre deveria ser, lá no Cordão Encarnado, sem precisar rivalizar com Muriçocas do Miramar. Não precisa, mas ano passado Gabriel Diniz exigiria que o bloco tivessse grande atração, o que seria algo inaceitável se os organizadores discursassem em nome da crise e trouxessem uma atração nacional.

Dos males o menor.

A QUESTÃO DA PREFEITURA

Luciano Cartaxo preferiu se ajustar diante da crise real que afeta os cofres públicos. A questão que, inclusive tratamos com ele durante todos os ultimos carnavais, é que as empresas credenciadas por ele advindas de fora do Estado, de Recife em particular, nunca tiveram a capacidade de resolver a auto sustentação com as grandes marcas.

Este é o problema central porque as cervejarias e outras bebidas também têm interesse em faturar alto, mas para isso é preciso que os espaços estejam exclusivos de quem banca, inclusive na decoração, que inexistiu entre nós.

O professor Gil Sabino trataria (e trata) tudo muito bem pelo prisma do Marketing, que lá na Torre os meninos sabidos chamam de ação de Mercado.

A REFAZENDA

Não acredito que haverá mudança à altura do que se faz indispensável, mas ou a Associação Folia de Rua deixa a cultura de patotas e esquemas partindo para um grande Pacto e a adoção de uma estrutura profissional atraindo recursos de fora do Estado ou vai continuar enfraquecendo, com publico em 2016 muito menor do que anos passados.

UMAS & OUTRAS

...A disputa por espaços no Muriçocas do Miramar foi percebido claramente entre os aliados de João Azevedo e Manoel Júnior nas ruas de Miramar.

...Os aliados de Luciano Cartaxo preferiram ficar no camarote.

...Em termos de inovação, o bloco puxado por Manoel Junior trazendo referencias do frevo Pernambucano do famoso hino da “madeira de Lei que cupim não roi” fez a diferença.

...O vereador Bira repetiu a dose de frevo com o bloco Pira.

...O bloco Muriçocas também precisa se reinventar. Saiu muito menor do que ano passado.

ÚLTIMA

“Ai que saudade/ dos carnavais do tempo de outyrora/
Tinha serpentina e um cheiro de perfume que não tem agora...”
 


Os efeitos das primeiras decisões do TRE

O PSDB da Paraíba e seu principal líder, o senador Cássio Cunha Lima, passaram a conviver nesta quinta-feira com um contexto de resultado de julgamentos no Tribunal Regional Eleitoral desfavorável às suas pretensões ainda sobre as eleições de 2014, quando a Oposição tucana recorreu à Justiça acusando o governo Ricardo de abusos na campanha.

O TRE fez expor, através de votos de juízes e manifestação do Ministério Público Eleitoral, o indeferimento de duas AIJEs (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) interpostas pela coligação do senador Cássio.

DETALHES QUE MERECEM ATENÇÃO

O relator dos processos, juiz Tércio Chaves, chamou a atenção diante de seu desabafo contra criticas do senador e demais integrantes da Oposição, não pela cobrança de celeridade processual mas por insinuações de que o não agendamento em pauta teria vínculos com interesses setorizados do processo, ou seja, do governo do Estado.

“Cada ação tem sua nuance própria. Umas que envolvem perícia, outras que não, enfim está se iniciando o julgamento na data de hoje, que foi a primeira data oportuna que a Justiça disponibilizou. Não se vê em nenhum momento que o Judiciário deixou o processo retiro por qualquer motivo. Quis falar isso que somos alvo a todo momento de criticas. A Justiça também que rebater, não pode está dando a cara a tapa a todo momento. Cada ação é uma ação, não pode haver comparação”, afirmou.

Outro aspecto foi o voto do Ministério Público pela inadmissibilidade.

DESDOBRAMENTOS

Embora o senador creia em cassação do mandato do governador Ricardo Coutinho, na prática os primeiros resultados no Tribunal não corroboram com esta tese ou expectativa.

VALDSON COORDENARÁ CAMPANHA


O pré-candidato a prefeito de João Pessoa pelo PSB, João Azevedo, confirmou em contato com a reportagem do Portal WSCOM que o atual Secretário de Desenvolvimento e Articulação Municipal, Valdson de Souza, está já engajado como coordenador geral da campanha.

- Além de experiência, ele tem know how em gestão de campanha pelo que tem feito ao longo dos tempos – justificou o pre-candidato dizendo-se satisfeito com o reforço.

Já o novo coordenador também assegurou em contato com o WSCOM que “estamos diante de um novo desafio mas vamos com a participação de todos construir as condições de vitória da candidatura de João Azevedo”.

Ele confirmou ainda que vai se desincompatibilizar em face da nova missão.

NOMES PARA SECOM JP

De repente, ainda sem confirmação, fala-se com frequencia nos nomes de Fabiano Gomes e Heron Cid como profissionais ventilados para assumir a Secom da Prefeitura da Capital com a saida do vereador Marcos Vinicius pois vai concorrer à reeleição.

AJUDANDO AZEVEDO

No meio socialista, o vazamento ou exploração de reatamento de relações entre PSB e PSD motivou a candidatura de Azevendo, ao invés de criar problema.

Pegou gás.
 


A crise chega à Midia com força; saiba seus efeitos

Os principais Veículos de Comunicação do Estado instalados especialmente em João Pessoa, com ou sem Sucursais, têm anunciado um forte corte de estrutura e de Pessoal nas diversas empresas, todas sem exceção, afetando como consequência o futuro do mercado de Comunicação. Há até, inclusive, projeção de que algumas Midias precisem suspender suas atividades porquanto as empresas não aguentam mais prejuízos.

A raiz do problema é conjuntural e envolve diversos fatores. O mais urgente deles é a queda vertiginosa do Faturamento advindo de publicidade, inclusive de Governos, em face da crise geral conhecida por todos.

Há outros fatores: o advento da Internet e, sobretudo, das Mídias Sociais criou uma queda expressiva de audiencia e leitura no modelo tradicional porque a rapidez e a interatividade implodiram a formula passada de fazer Jornalismo.

Tem mais: com a forte queda de emprego formal, a Internet levou grande parte dos profissionais de comunicação a migrarem para a Plataforma Digital criando seu Blog, Portal ou Site gerando com isso uma “febre” no setor levando sobretudo os Clientes Públicos (governo e prefeituras) a ratear a Verba publicitária até esse novo segmento.

NOVO RUMO E MESMOS PROBLEMAS

A questão é tão séria que até TVs famosas do Estado, e ainda do Centro – Sul começaram a conviver com a queda de audiencia em horários nobres porque a nova safra está deixando de ver Televisao no modelo antigo e quando muito reveem o que interessa em outros horários.

Alguns veículos em si não se afastaram, contudo, da Cultura construida a partir do genial Assis Chateaubriand de adotar a “pressão”, em diversos casos de profissionais e Blogs, até chantageando os Anunciantes para obter Faturamento à altura da necessidade de sobrevivência.

Neste contexto de crise, a nova realidade extinguiu empregos e criou outras formas de existencia no Meio da Comunicação gerando um universo fantástico, ora de Formigas do trabalho decente e um monte de aepes aegypti – predadores da comunicação bem resolvida.