A água da Transposição e a simbologia que perdurará

Segunda-feira de movimento em desaceleração por conta do clima de Carnaval, mas, lá em Princesa Isabel - de Canhoto da Paraíba -, um fato chamou a atenção com perspectivas de muitos efeitos doravante. É que o deputado estadual Jeová Campos postou em Redes Sociais uma foto comemorando a chegada da água do Rio São Francisco vinda de quilômetros de distância dali.

Jeová foi porta-voz da mais importante notícia possível para o Sertão da Paraíba porque simboliza, enfim, a possibilidade de não mais se morrer de sede e, além de tudo, voltar a gerar esperança de fartura.

A FORÇA DA TRANSPOSIÇÃO

O que Jeová se apressou em dizer é que, com a água boa de beber e viver, o semiárido desprovido de condições naturais de armazenar o líquido tão necessário, volta a dispor de um bem precioso para a existência humana mudando a paisagem de dor e de morte.

É este o saldo da mais importante obra hídrica de todo o século no Nordeste do Brasil. É, antes mesmo de redenção, o atestado da coragem seguida de decisão política do ex-presidente Lula de enfrentar a oligarquia e elite instaladas à beira do São Francisco querendo a água apenas para a Bahia, Sergipe e Alagoas impedindo a distribuição, como se dá agora, sem afetar absolutamente nada dos estados ex-donos do velho Chico.

Lula enfrentou o agronegócio e os puristas a serviço "ingenuamente" dos donos de vastas terras que queriam a água para irrigar seus lucros. Por ser do Nordeste e vítima da seca, Lula soube planejar e pôr em prática a decisão de levar água para mais gente de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

ALÉM DE DILMA E TEMER

Certamente que pelo exercício do Poder, o presidente Michel Temer haverá de buscar louros pela conclusão da obra, da mesma forma que Dilma Rousseff se queixará de ter sido desalojada do Governo impedindo - a de concluir a obra, mas, em que pese a importância gradativa do atual é ex-governo, ninguém conseguirá fazer a Transposição deixar de ser Obra do Lula.

Ninguém, absolutamente ninguém, terá mais legitimidade para se apropriar do desafio transformado em sonho realizado.

A água chegou trazendo Lula na memória.
 


Carnaval: a força da transformação sociológica

Para Ana Paula, a primeira estrela do Rádio

Há tempo o Carnaval tomou novo estilo e formato distante dos bailes de clube animados por fantasias e Orquestras, como a de Severino Araújo e Vilô, no Esporte Clube Cabo Branco - o mais disputado da cidade. O Brasil já foi dominado pelos jornais e expansivo em termos nacionais através do Rádio.

É desse tempo, dos anos 50 em diante, que o samba se espalhou pelo País inteiro levando consigo os times de futebol do Rio de Janeiro a serem populares em todas as regiões pela força do rádio. Mas a maior das mutações se deu mesmo com a expansão do carnaval de rua em detrimento dos bailes de clubes levando a sociedade a novos hábitos.

JOÃO PESSOA DE QUE ME LEMBRO

Criança criada no bairro da Torre, logo cedo passei a gostar do som eletrizante do Clube de Orquestra Bandeirantes, lá na Aragão e Melo comandado por Vinicius e Seu Bonito chapéu. A orquestra era tão boa,que só faltava levantar defunto.

Também na infância, passei a gostar do batuque da bateria da Escola de Samba Malandros do Morro, na esquina da Rua Rui Barbosa com a Feliciano Dourado. Achava maravilhoso o gingado dos homens e o rebolado das mulheres diante de um ambiente tomado de lança perfume.

É desse tempo que guardo na memória as figuras sempre à mente de Paulo Rosendo - locutor nota 10 da Tabajara, um negro bonito e elegante. Lá estavam Gilberto do Cartório, Orlando, Bobagem - alfaiate de primeira, Ivan Bracinho, Delegado, etc. Quem também pontificava na Escola era Antônio Cândido, meu pai, duas vezes presidente da Malandros, e meu avô Severino Cândido -poeta de mão cheia e autor do título dado à escola, segundo escreveu Livardo Alves.

É dessa fonte do bairro da Torre que cultivo sempre a alma de carnavalesco, até porque Maria Júlia - minha mãe e de Duda - não podia ouvir um som de orquestra que "se espiritava" toda, entrava em transe de alegria.

O RÁDIO E OS IMORTAIS

Até 1985, João Pessoa não tinha TV, portanto quem mandava na mídia era O NORTE com Marconi Góes - o dono da Paraíba - e a força fenomenal do rádio.

É instrumento de revolução comunicativa que fez imortal nomes na cobertura do carnaval como Paulo Rosendo, Cardivando de Oliveira, Metuzael Dias, Ivan Bezerra de Albuquerque - quando tomava todas -, Gilvan de Brito, Ivan Thomaz, Bernardo Filho, Ivan de Oliveira com a retaguarda de Clodoaldo de Oliveira. A Rádio Tabajara era a maioral - mesmo com a existência da Arapuan, de Otinaldo Lourenço e José Octávio de Arruda Melo - com a voz feminina de forte impacto junto aos ouvintes de Ana Paula - primeira mulher a se impor diante de um segmento tomado de homens.

MUTAÇÃO SOCIAL

O advento da televisão e os novos hábitos da sociedade se afastando dos fins de semana em clubes e piscinas - construiu um novo ciclo no carnaval.

Olinda, Recife e Salvador pularam as cordas e atraíram para sempre o novo hábito de ocupar as ruas com frevos, maracatus e música ‘trioeletrizada’ a partir de Dodô e Osmar.

De lá para cá bem enxergamos no Muriçocas do Miramar a expressão do novo tempo carnavalesco em João Pessoa longe do Astrea, Cabo Branco, Assex e Internacional de Cruz das Armas.

É, o tempo passou levando consigo lembranças e novos hábitos de curtir carnaval.
 


Por que RC insiste em ter Gervásio na sua agenda?

Sábado de chuva no Litoral paraibano, mas de vida política a promover fatos e repercussão nos bastidores, como se dá em novo movimento feito pelo governador Ricardo Coutinho ao lado mais uma vez do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Gervásio Maia, agora em Lagoa Seca.


Os dois embarcaram neste sábado de manhã no Aeroporto Castro Pinto para Campina Grande, de onde seguiram até Lagoa Seca - local de lançamento do livro de Elizabeth Teixeira, viúva do líder camponês João Pedro Teixeira, morto por latifundiários, e também homenageado nesta data.

RESPEITO ÀS LUTAS DO CAMPO

Como noticiou o Portal WSCOM, depois do lançamento do livro, o presidente da Assembléia Legislativa assina ato denominando o trevo de Guarabira de João Pedro Teixeira.

Para Gervásio, os dois eventos simbolizam o respeito à memória das lutas dos trabalhadores rurais na pessoa da Senhora Elizabeth Teixeira pela resistência e coerência de vida.

- Tanto o governador quanto nós temos sintonia em reverenciar a figura extraordinária de Elizabeth Teixeira por tudo o que ela representa - afirmou.

ALÉM DO TRIVIAL

Ora, se Gervásio Maia passou a estar na agenda de Ricardo em todos os quadrantes do Estado é sinal concreto de que esta exposição casada tem a ver com 2018, na sucessão estadual, pois agindo com essa priorização o governador sinaliza que quer que o eleitorado / cidadão saiba vincular sua imagem à de Gervásio, ou vice-versa.

Isto na prática chama-se priorização porque nenhum outro nome tem tido este privilégio.

PARA DE AFIRMAR

Gervásio não está para brincadeiras e vai fazer de tudo para consolidar sua gestão com resultados, sem o qual ele não ascenderá ao patamar de candidato ao Governo de RC.

Ele vai precisar ser testado, por exemplo, na decisão de manter ou não o prédio da Assembléia Legislativa na Praça João Pessoa, pois o presidente anterior, Adriano Galdino tomara a decisão de levar a AL para a avenida Epitácio Pessoa.

Embora aparente uma questão simples, mas não é, por isso Gervásio será testado se de fato respeita e preserva a memória e a vida do Centro Histórico ou se alia à modernidade de plantão.

Voltaremos ao assunto.
 


A crise econômica, a gestão pública e a pressão de Classes

Dois segmentos importantes da sociedade paraibana – o da Policia Militar e do Fisco – andam deixando fluir informações que, na essência, refletem alta preocupação porque se referem a movimentos de paralisação – ou seja, greve geral.

São cenários preocupantes porque já emitem sinais de enfrentamento quando a realidade posta exige exatamente o contrário, ou seja, o diálogo.

A base dos movimentos passa pela famosa e antiga reivindicação salarial, comumente as categorias buscando a reposição de perdas, cujos cálculos pontuam suas necessidades mas nem sempre inserem o contexto real das contas públicas, a partir de um contexto nacional e estadual depondo contra abrigo de majorações salariais acima do permitido.

GOVERNO RICARDO NA REALIDADE

Há que se admitir ao longo dos últimos anos, a partir do Governo Ricardo Coutinho, uma aplicação de políticas de pessoal rigorosas à quem do tratamento esperado por algumas categorias, sobretudo porque em tempo passado, quando o atual governante era apenas um parlamentar atuante na defesa de classes, a pretensão e proposta era, ao contrário, de defender os reajustes salariais no tamanho máximo.

Mas, o exercício real da vida, mostrou a RC por A mais B na nova condição de governador que, uma coisa é reverberar reivindicações,  outra é aplicá-las na conjuntura de uma estrutura de Poder a exigir, diferentemente do pretendido anteriormente, mas rigor para não perder o controle das contas e evitar os péssimos exemplos até de grandes Estados como Rio de Janeiro, Minas e Rio Grande do Sul.

A CONJUNTURA PRESENTE

Tanto o Fisco quanto a Policia Militar na sua luta respeitada em qualquer tempo não pode ignorar nem deixar de admitir que a realidade das contas do Estado, mesmo com relativo controle – isto também levando em conta os patamares da Previdência (um problemão) e dos tetos extrapolados com Pessoal por todos os Poderes.

A realidade é muito séria, para não dizer grave, porque ninguém pode ser irresponsável ao ponto de fazer valer sua legitimidade diante da conjuntura envolvendo mais atores no mundo do funcionalismo de uma forma geral.

GREVE INOPORTUNA

Em que pese a necessidade de manutenção das lutas, a radicalidade no momento passa por negociação e entendimentos realistas porque adotar a radicalidade inversa incluindo a paralisação é atitude politica imprópria neste momento.
 


Pacto pelo Desenvolvimento Social não terá Cartaxo e Romero

Terça-feira de vários atos administrativos e políticos - neste último caso o que vai ficar como desfecho é a ausência dos dois principais prefeitos do Estado, Luciano Cartaxo (João Pessoa) e Romero Rodrigues (Campina Grande) no lançamento do Pacto pelo desenvolvimento Social sob a coordenação do governador Ricardo Coutinho.

Embora seja real a existência de agenda paralela, a causa maior na verdade diz respeito a aspectos politicos, em face do conflito entre os prefeitos e o governador com efeitos da última eleição municipal ainda fazendo efeito.

EM CAMINHOS DIFERENTES

No campo da política, a orientação do governador é bem distante do que pensam e querem Luciano e Romero, em especial o da Capital cada vez mais tomada pela hipótese de disputar o governo.

Independentemente, Ricardo faz sua parte e deve reunir muitos dos 223 prefeitos do Estado, como em outros momentos até porque o Pacto é importante.

2018 ja começou. 


Piollin, 40 anos; o teatro na terra de Paulo Pontes

Merece mais do que registro, o reconhecimento geral, além do número redondo 40 anos, da mais bem sucedida companhia de Teatro e entretenimento continuado dos últimos tempos na Paraíba, a partir de João Pessoa, sob a marca de Piollin com base física por entre a mata vizinha à Bica, famoso Parque Arruda Câmara.

Esta fase de celebração remete ao tempo necessário de reflexão pelo ótimo momento em que uma leva de altíssimo nível da Paraíba tomou conta da cena global com "Velho Chico" - exatamente esta terra de Paulo Pontes, Tarcísio Pereira - agora seguindo o caminho da angústia de Augusto dos Anjos, Paulo Vieira, Fernando Teixeira, Alarico Correia Neto, só para lembrar os homens de texto teatral.

Piollin é sinônimo de projeto arrojado, consolidado e abrangente traduzindo o êxito de uma ação típica de Terceiro Setor. Faz arte e cultura com nível de gestão e de concepção diferenciada como projeto top, agora com sua gente também tomada de ações no campo áudio visual.

LUIZ CARLOS VASCONCELOS

Se não falho a memória, o Piollin tem raiz no talento e inquietude do ator reverenciado Luiz Carlos Vasconcelos desde que com o Palhaço Xuxu - ele e Ieda (alô alô Laranjeiras) - resolveram encampar a arte circense.

Até que, por obra nem só do acaso, mas da afinidade cultural e humana, eis que Luiz "casa" - no bom sentido, Major - com a empatia dos Lira, atores e atrizes de Cajazeiras, mas que "foram comendo pela beirada da Torre" chegando onde eles chegaram por mérito pessoal e consciência coletiva.

Mas, como a história conta, eis que a marca Piollin acabou se adequando ao projeto de produção e depois formação mais abrangente como hoje é e está esta extraordinária marca.

E trouxe consigo grandes espetáculos, a partir de "Vau da Sarapalha".

EM TEMPO

Sei ser merecedor e justo o tudo em torno de Nanego e Soia Lira mas, na questão de dedicação e empenho exagerado ao Piollin, isto precisa ser reconhecido na figura de Buda Lira - ele, que achando tudo isso pouco agora faz sucesso como ator de filme premiado ao lado de Sônia Braga e seu Aquarius.

UM FATO ESPECIAL

Em 1995, estava Secretário de Comunicação do Governo M ariz, quando Buda me procurou e fui dai então o gestor de entendimentos com o governador Antônio Mariz e o Secretário de Agricultura, Marcondes Gadelha, para ceder toda a área onde está o Piollin com esse objetivo sócio - educativo, como de efetivou.

Como Mariz faz falta!

SÍNTESE

Como há tempo para tudo, vamos reconhecer e parabenizar essa gente capaz e de talento, já há algum tempo com mais colaboradores de primeira.

Viva o Piollin!
 


Luciano Cartaxo: Pacto mirando Palácio da Redenção

Quem gravita em torno do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, invariavelmente e volta e meia o flagra contemplativo nas projeções de futuro. Tirando o arrodeio: ele não para de pensar em ser candidato ao Governo em 2018 e sentar na principal cadeira do Palácio da Redenção.

Para ser mais exato, esta hipótese só não se efetiva maximamente porque há um Plano L (substituindo o B), cujo nome completo é Lucélio Cartaxo, ora lembrado para disputar a Câmara Federal, ora no Senado.

Estas são as hipóteses fundindo o quengo dos dois e de muita gente ao redor deles.

LONGA JORNADA

Nos dois casos, ambos sabem que não é projeto tão simples de se executar porque tem uma série de fatores, a partir da renovação de compromisso político em torno da aliança com PMDB e PSDB. Esta é lógica, embora em política tudo pode acontecer, até o "impossível".
Neste caso seria a improvável convivência novamente com o governador Ricardo Coutinho.

Mas, a dados do presente na direção do futuro, a aliança é o suporte que Luciano e Lucélio precisam para expandir o projeto de representação popular.

Além de tudo, tudo passa pelo saldo dá gestão na Prefeitura para impulsionar imagem além Bayeux, ou seja, de Cabedelo a Cajazeiras.

Luciano vive ótimo momento pessoal, mesmo assim, repetindo o poeta Petrucci Amorim, "pra ir mais alto vai ter que suar".

O fato é que ele está no tabuleiro e no jogo de 2018, algo que inexistia até antes.
 


Maranhão consolida Soberania no PMDB e reforça Aliança para 2018


Ninguém brinque com José Targino Maranhão em matéria de articulação política e domínio partidário. Nesta semana finda, ele definiu com contato pessoal envolvendo todos os líderes do PMDB estadual (com reforço nacional) a garantia de que tem o comando absoluto do partido sem sofrer nenhuma ameaça, nem mesmo do senador Raimundo Lira.

Aliás, Maranhão não só consolidou a manutenção do comando como avançou para manter a aliança de 2018 envolvendo PMDB, PSDB e PSD. O candidato, contudo, só será escolhido em 2018.

Este é um saldo importante a se registrar porque assim Maranhão implode as articulações de Lira para ascender no comando do PMDB e levá-lo a uma aliança com o governador Ricardo Coutinho.

Maranhão simplesmente abortou de vez esta possibilidade.

Na prática, além de enquadrar todos do partido sob seu comando, ele ainda dá as cartas no âmbito extra partido ao se alinhar com tucanos e PSD.

Ninguém se iluda ainda que até 2018 ele vai trabalhar para viabilizar sua candidatura ao Governo do Estado.

Este é o resumo da Ópera.

COM PAULINO E CÁSSIO

O senador esteve reunido com Roberto e Raniery Paulino costurando acordos para o futuro. Paulino declinou de uma diretoria que fora acertada com apoio do presidente Michel Temer.

Maranhão se reuniu ainda com Cássio fechando novas etapas da aliança para 2018.

Umas & Outras

...O Governador Ricardo Coutinho tem acompanhado com atenção redobrada os movimentos de categorias querendo puxar greves.

...Ele além de atento age para evitar uma greve na PM. pretendida por policiais radicais.

...Para o governador, não há clima para greve.
 


Tempo de bom senso: reivindicar, sim, mas sem reproduzir Espírito Santo

Crepita, cresce nos bastidores da cena dos servidores civis e militares do Estado a articulação de movimentos em busca de reivindicação de ajustes salariais e outros benefícios às diversas categorias. No meio de tudo, nota-se a presença de líderes e pessoas sem querer aceitar a dura realidade econômico-financeira do Estado e do país partindo para fomentar radicalidades até de - vejam só - de puxar greve dos Policiais Militares.

Embora o argumento público seja o da retração salarial, parte envolvida quer mesmo é criar o caos dentro da lógica irresponsável do quanto pior melhor. A raiz da questão está na crise de relacionamento político de setores da Oposição contra o Governo.

RADICALIZAR NA NEGOCIAÇÃO

A questão principal não está em primados constitucionais que impedem a Polícia Militar de fazer greve, mas na imperiosa necessidade de que haja negociação permanente à base da realidade orçamentária do Estado porque, do contrário, seja construir uma conjuntura de inconsistência para honrar e fazer cumprir acordos até salariais.

Trocando em miúdos, o tempo presente exige bom senso para dar passos seguintes com melhor aplicabilidade posto que, a Paraíba não é ilha de exceção nacional para implantar condições até meritórias, mas que não podem excluir o fator realidade financeira.

Em síntese, qualquer cogitação de greve na PM de traduzirá neste momento em contrassenso e irresponsabilidade a ser cobrada de quem ouse ir de encontro à realidade possível de trato salarial.

A Paraíba não tem necessidade nenhuma de conviver com a grave situação do estado do Espírito Santo, por isso nunca poderá deixar de haver bom senso e negociação realista.


Duas audiências, ainda a falta de consenso para se somar forças

Bancada reunida com o ministro da Saúde, Ricardo Barros
Nesta quinta-feira, duas matérias jornalísticas publicadas no Portal WSCOM provam que, embora haja esforços da Bancada Federal em prol de concretização de projetos para o Estado, ainda estamos sem consenso, como mostram as fotos a seguir.

Numa agenda importante, no Ministério da Saúde, o governador Ricardo Coutinho acompanhado do senador Raimundo Lira e deputados federais / estaduais, solicitou do MS meio para ajudar a fazer funcionar em Patos o Hospital de Oncologia - de muita importância para o Estado, em especial o Sertão.

Embora Rômulo Gouveia e Pedro Cunha Lima estivessem presentes, faltaram os senadores Cássio Cunha e José Maranhão.

TRANSPOSIÇÃO

Bancada reunida com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho
Ainda nesta data, outro agrupamento de políticos paraibanos - em especial os deputados estaduais de Oposição - esteve com o Ministro da Integração, Hélder Barbalho, sob a chancela de Cassio e Maranhão encaminhando projetos do projeto de Transposição.

Trataram até do ramal pelo Rio Piancó, mas nesta reunião o senador Lira não pode estar presente.

Esta é, sem tirar nem pôr, o retrato dos ânimos de nossa representação política, típica de vaca desconhecer bezerro.