Programa de perda de peso para a Síndrome Metabólica

          Um passo importante, para pacientes com Síndrome Metabólica, é a perda de peso, o tratamento deve constar na intervenção dietética e adesão a pratica de atividade física, sendo a atividade física é bem reconhecida por seu papel na promoção da perda de peso moderada, manutenção da perda de peso, e tem amplas implicações de longo alcance para melhora dos índices de mortalidade por doenças cardiovasculares, bem como reduzir as despesas de saúde ( Carlson et al 2015. ; Swift et Al., 2014 ). Porém , ainda é uma pequena porcentagem de pacientes que aderem a pratica de atividade fisica no seu dia a dia. 
         O primeiro fator que deve ser evitado na prevenção de Sídrome Metabolica é a obesidade, e a porcentagem de gordura na dieta tem sido tradicionalmente associada com o desenvolvimento da obesidade. Há evidências de que os estressores metabólicos, incluindo dietas ricas em gordura e energéticas, desenvolvem obesidade e, provavelmente, resistência à insulina.
        Outro fator importante é a dieta, a adesão a um planejamento dietético para pacientes com síndrome metabólica, sendo esta,  parte fundamental no tratamento. Na literatura , é relatado que diminuição de gordura e carboidrato e o aumento do consumo de proteínas pode trazer benefícios para perda de peso e melhorar o perfil lipídico. Porém, toda essa distribuição de macronutrientes deve ser feita pelo nutricionista.
        O consumo de fibras, merece uma atenção especial para estes pacientes pois, melhora o perfil lipídico, além de ter um efeito saciante e de diminuir a quantidade de calorias ingeridas. Recomenda-se consumir , de acordo com a American Diabetes Association (ADA), uma ingestão de fibra alimentar de 20 a 35 g / d, por isso acrescentar alimentos integrais ( como o pão integral, arroz integral) e o consumo de farinhas como aveia pode ajudar ao melhor consumo de fibras diariamente.
       O consumo de ácidos graxos como o ômega 3 e 6 também é relatado em melhorar os fatores da síndrome metabolica. Portanto, a ingestão aumentada de peixe em vez de porções de carne aumenta os ácidos graxos ω-3, e porções moderadas de frutos secos (nozes) aumenta ω-6, poderia complementar a dieta saudável. Outro que deve ser adicionado na dieta é o consumo de azeite.

Para pacientes com Síndrome Metabólica é fundamental o acompanhamento com avaliação nutricional e dados bioquímicos.

 

 

 

Referências

Parnell JA, Reimer RA. A perda de peso durante a suplementação de oligofrutose está associada à diminuição da grelina e ao aumento do peptídeo YY em adultos com sobrepeso e obesidade. Am J Clin Nutr. 2009; 89 : 1751-1759.
American Diabetes Association. (4) Foundations of care: education, nutrition, physical activity, smoking cessation, psychosocial care, and immunization. Diabetes Care. 2015;38 Suppl:S20–S30.
Kayıkçıoğlu M, Özdoğan Ö [Nutrition and cardiovascular health: 2015 American Dietary Guidelines Advisory Report] Turk Kardiyol Dern Ars. 2015;43:667–672.

Yubero-Serrano EM, Delgado-Lista J, Tierney AC, Perez-Martinez P, Garcia-Rios A, Alcala-Diaz JF, Castaño JP, Tinahones FJ, Drevon CA, Defoort C, et al. Insulin resistance determines a differential response to changes in dietary fat modification on metabolic syndrome risk factors: the LIPGENE study. Am J Clin Nutr. 2015;102:1509–1517.
 


CONSUMO DE LEITE

   O leite têm atraído a atenção dos investigadores devido à presença de vários componentes bioativos na fração lipídica. A fração lipídica do leite e produtos lácteos   contém vários componentes de importância nutricional, como ômega-3 e ômega-6 (VERARDO et al,,2017).
   É uma fonte de muitos componentes bioativos, que não só ajudam a satisfazer as necessidades nutricionais dos consumidores, mas também desempenham um papel relevante na prevenção de várias doenças. Os componentes presentes no leite não só ajudam a satisfazer as necessidades nutricionais humanas, mas também desempenham um papel relevante na prevenção de vários distúrbios como a hipertensão e doenças cardiovasculares, obesidade, osteoporose, cárie dentária, má saúde gastrointestinal, câncer colorretal, envelhecimento e outros.
     Visto que grandes quantidades de cálcio no organismo podem reduzir a absorção intestinal de gordura. Eles também podem reduzir a lipogênese, através de um efeito inibitório sobre os fluxos intracelulares mediados pelo cálcio calcitriol. Alguns aminoácidos solúveis parecem reduzir o apetite e também podem melhorar a sensibilidade à insulina tecidular, secreção de insulina, pressão arterial e morbidade cardiovascular. Dados recentes sugerem que indivíduos que consomem alimentos lácteos, em especial produtos com baixo teor de gordura, têm menos probabilidade de desenvolver DCV do que aqueles que têm uma menor ingestão desses alimentos.
       Durante a pasteurização, não há mudança significativa na qualidade nutricional do leite. A pasteurização não provoca qualquer alteração na qualidade da proteína; Foram relatados níveis menores (<7%) de desnaturação de proteínas de soro de leite devido à pasteurização, mas a desnaturação proteica não tem impacto na qualidade nutricional das proteínas. A pasteurização não causa qualquer alteração nas concentrações de minerais; Minerais são muito estável ao calor. A pasteurização pode causar perdas muito pequenas (<10%) de vitamina C, ácido fólico (vitamina B 9 ), a vitamina B 12 , vitamina B 6 , e tiamina (vitamina B 1 ).
        Destas vitaminas, o leite é uma excelente fonte de única vitamina B 12 ; O leite tem apenas baixas concentrações da maioria das vitaminas listadas anteriormente, o que pode mostrar algumas pequenas perdas na pasteurização. A pasteurização não altera a concentração de riboflavina (B 2 ) (que é muito estável ao calor) ou lipossolúveis vitaminas como a vitamina A ou E.
       Outros fatores como o tipo de material de embalagem, a exposição à luz, e o tempo de armazenamento / temperatura têm muito maior Impactos sobre as perdas de vitaminas no leite. A alimentação (como pastagem) pode influenciar muito a composição do leite, e às vezes os defensores do leite cru confundem as mudanças na composição do leite com aquelas causadas diretamente pela pasteurização. Outras abordagens de processamento de leite, como ultra-pasteurização e ultra-alta temperatura, têm apenas um impacto menor sobre a qualidade nutricional do leite.
 

 

REFERENCIAS
B. Lamarche, “Review of the effect of dairy products on nonlipid risk factors for cardiovascular disease,” Journal of the American College of Nutrition, vol. 27, no. 6, pp. 741S–746S, 2008.
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DHAMA K, LATHEEF SK, MUNJAL AK1, KHANDIA R, ABDUL SAMAD H, IQBAL HM, JOSHI SK. Probiotics in Curing Allergic and Inflammatory Conditions - Research Progress and Futuristic Vision, Recent Pat Inflamm Allergy Drug Discov. 2016 Dec 26.
JAFFIOL, C. Milk and dairy products in the prevention and therapy of obesity, type 2 diabetes and metabolic syndrome. Bull Acad Natl Med. 2008 Apr;192(4):749-58.
VANDENPLAS, Y, Lactose intolerance, Asia Pac J Clin Nutr 2015;24(Suppl 1):S9-S13.
VERARDO, V.; GÓMEZ-CARAVACA, A.M.; ARRÁEZ-ROMÁN, D.; HETTINGA, K. Recent Advances in Phospholipids from Colostrum, Milk and Dairy By-Products. Int. J. Mol. Sci. 2017, 18, 173.
ANDERSSON I, OSTE R. qualidade nutricional do leite líquido calor processados . Em: Fox PF., Ed.Mudanças no leite induzida pelo calor . 2ª ed. Bruxelas, Bélgica: Federação Internacional de Laticínios; 1995: 279- 307.
CLAEYS WL, CARDOEN S, DAUBE L, et al. O consumo de leite de vaca cru ou aquecido: avaliação dos riscos e benefícios . Controle de Almentos . 2013; 31 : 251- 262.
LUCEY, J.A Nutr Today. 2015 Jul; 50(4): 189–193.
 


Terapia Nutricional e Hipertensão Arterial

            A hipertensão arterial sistêmica consiste em pressão arterial (a força exercida por unidade de área nas paredes das artérias) persistentemente elevada. Para ser definida como hipertensão arterial sistêmica, a pressão arterial sistólica (PAS), a pressão arterial durante a fase de contração do ciclo cardíaco, precisa estar em 120 mmHg ou acima disso; ou a pressão arterial diastólica (PAD), a pressão durante a fase de relaxamento do ciclo cardíaco, precisa ser de 80 mmHg ou superior; isso é relatado como pressão arterial de mais de 120/80 mmHg. Se um indivíduo tem PAS de 120 mmHg e PAD de 80 mmHg, isso é interpretado como pressão arterial de 120/80 mmμg.
Os indivíduos com diagnóstico de pré hipertensão têm PAS entre 12 e 139 mmHg ou PAD entre 80 e 89 mmHg e apresentam alto risco de desenvolver hipertensão arterial sistêmica e doenças cardiovasculares.
A hipertensão arterial sistêmico estágio 1 (140 a 159/90 a 99 mmHg) é o grau mais prevalente observado em adultos; este é o grupo mais suscetível de ter IM ou acidente vascular encefálico.

Vários padrões de dieta mostraram reduzir a pressão arterial e alguns passos são importantes:

- Redução da perda de peso: Há uma forte associação entre IMC e hipertensão arterial sistêmica entre os homens e mulheres em todas as raças ou grupos étnicos e na maioria dos grupos etários. O risco de desenvolver pressão elevada é 2 a 6 vezes maior em indivíduos com sobrepeso do que naqueles com peso normal (National Institutes of Healt [NIH], 2004)

- Menor consumo de sódio: Evidências de uma variedade de estudos apoiam a redução da pressão arterial e do risco cardiovascular com a redução do sódio na dieta. Por exemplo, no Trials of Hypertension Prevention mais de 2.400 indivíduos com pressão arterial moderadamente elevada foram randomicamente designados para corte de sódio a 750 a 1.000 miligramas por dia ou seguir as orientações gerais para uma alimentação saudável durante 18 meses a 4 anos. Em 10 a 15 anos após o término dos estudos, os indivíduos que diminuíram a ingestão de sódio experimentaram risco de IM, acidente vascular encefálico ou outros eventos cardiovasculares 25% a 30% menor em comparação com o grupo que não reduziu o sódio (Cook et al., 2007). Vários estudos randomizados confirmaram esses efeitos positivos da redução do sódio sobre a pressão arterial e desfechos cardiovasculares em indivíduos normotensos e hipertensos.

- Consumo de Cálcio: O aumento do cálcio a partir de produtos lácteos versus suplemento está associado a menor risco de hipertensão arterial sistêmica (Wang et al., 2008). As análises dos efeitos do cálcio sobre a pressão arterial revelam reduções modestas na PAS e PAD em pacientes hipertensos (Dickinson, 2006b).

- Pratica de Atividade Física: Os indivíduos menos ativos têm 30% a 50% mais chances de desenvolver hipertensão arterial sistêmica do que os seus pares mais ativos. O exercício é benéfico para a pressão arterial. Aumentar a quantidade de atividade física de intensidade baixa a moderada de 30 para 45 minutos na maioria dos dias da semana é um complemento importante para outras estratégias.

- Não consumir bebida alcoólica (em excesso, cada indivíduo deve procurar o nutricionista): O consumo excessivo de bebidas alcoólicas é responsável por 5% a 7% da hipertensão arterial sistêmica na população (Appel et al. 2006). Uma quantidade de 3 doses/dia (um total de 90mL de álcool) é o limite para a elevação da pressão arterial e está associado a aumento d 3 mmHg na pressão arterial sistólica. Para prevenir a hipertensão arterial sistêmica, ingestão de bebidas alcoólicas não deve exceder duas doses por dia (700 mL de cerveja, 300 mL de vinho ou 90 mL de uísque destilado a 46 graus GL) em homens não mais qu e uma dose por dia para homens com peso menor e mulheres.

- Tratamento médico: analisado e acompanhado pelo médico; 


- Terapia nutricional: O curso apropriado do tratamento nutricional para o manejo da hipertensão arterial sistêmica deve ser guiado pelos dados de uma avaliação nutricional detalhada. O histórico do peso, atividade física de lazer e avaliação do consumo de sódio, bebidas alcoólicas, ácidos graxos saturados e outros (p.ex., ingestão de frutas, legumes e produtos lácteos de baixo teor de gordura) são componentes essenciais da história clínica e dietética.

Alguns alimentos são relatados na literatura por serem conhecidos por ter mecanismos de ação que podem diminuir os níveis pressóricos, como o alho, amora e hibisco


Terapia Nutricional para Diabéticos

       
       Porém, a diabetes pode e deve ser CONTROLADA com atividade física, alimentação saudável e medicamento ( este deve ser acompanhado de medico que ira analisar as necessidades).
      Como descrito nas Diretrizes da sociedade Brasileira de diabetes (2015-2016), a conduta nutricional preconizada atualmente para pessoas com Diabetes 1 e 2, pré-diabetes e diabetes gestacional (DMG), baseia-se em alimentação variada e equilibrada que atenda às necessidades nutricionais, considerando todas as fases da vida. A Terapia Nutricional tem como foco a manutenção/obtenção de peso saudável, metas de controle, buscando glicemias estáveis tanto no jejum quanto nos períodos pré e pós-prandiais, níveis de lipídios séricos e pressóricos adequados, bem como o uso de fármacos para a prevenção de complicações de curto e médio prazos. A nutrição equilibrada estabelecida a partir de concentrações adequadas de macronutrientes e micronutrientes, prescritos de maneira individualizada, deve basear-se nos objetivos do tratamento.
       O acompanhamento com nutricionista faz o diferencial no tratamento do diabético e a opção por alimentos de baixo indice glicemico é uma opção importante como: feijões, ervilhas, lentilhas, pão de centeio, arroz parboilizado, cevada, aveia, quinoa e frutas, como maçã, pera, laranja, pêssego, ameixa, damasco, cereja e frutas vermelhas. Preferir sempre o consumo das frutas do que o suco, devido a presença das fibras.
      A contagem de carboidratos é uma importante ferramenta no tratamento do diabetes e deve ser inserida no contexto de uma alimentação saudável. Tal estratégia prioriza o total de carboidratos consumidos por refeição, considerando que sua quantidade é determinante para a resposta glicêmica pós-prandial. Isso porque os carboidratos são 100% convertidos em glicose, em um período que varia de 15 min a 2 h, enquanto 35 a 60% das proteínas e somente 10% das gorduras passam por essa conversão, em um período de 3 a 4 h e 5 h, respectivamente.
        Reconhecida como um método que permite maior flexibilidade nas escolhas alimentares pelo estudo Diabetes Control and Complications Trial (DCCT), a contagem de carboidratos pode ser utilizada por qualquer pessoa com DM, tendo a sua aplicação atualmente mais consolidada no tratamento do DM1. A participação de indivíduos com este tipo de diabetes em programas intensivos de educação, envolvendo insulinoterapia e contagem de carboidratos, tende a resultar em melhora do controle glicêmico.

Instituto de Nutrição Clínica Personalizada
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Referencia

Soo-Jeong Kim, Dai-Jin Kim. Alcoholism and diabetes mellitus. Diab Metab J. 2012; 36(2):108-15. 81. Sociedade Brasileira de Diabetes. Departamento de Nutrição. Manual Oficial de Contagem de Carboidratos Regional. Rio de Janeiro, 2009.
Sociedade Brasileira de Diabetes. Departamento de Nutrição e Metabologia. Manual de Nutrição – Profissional da Saúde, 2009.
Lottemberg AMP. Características da dieta nas diferentes fases da evolução do diabetes mellitus tipo 1. Arq Bras Endocrinol Metab. 2008; 52:250-9.
Dyson PA, Kelly T, Deakin T et al. Diabetes UK evidence-based nutrition guidelines for the prevention and management of diabetes, 2011.


Atuação do Psicólogo na Área do Esporte

        O mundo do esporte é marcado fortemente por questões de ordem psicológicas específicas e que demandam uma atenção especial. Em virtude disto, uma área em emergência no Brasil tem sido a Psicologia do Esporte, a qual tem como objeto de estudo e investigação os comportamentos e processos psicológicos decorrentes do contexto esportivo. Além disso, o esporte competitivo traz consigo situações de avaliação comparativa que resultam em estados emocionais, afetivos e somáticos complexos. Um exemplo desses estados psicológicos, frequentemente evidenciado em atletas, são a ansiedade e o estresse. Diversos estudos apontam que a atitude psicológica com relação à competição, em termos de ansiedade, nível do objetivo, estresse e motivação podem de maneira significativa afetar o desempenho físico. Muitas derrotas no mundo do esporte são justificadas pela dificuldade em manejar emoções negativas.
         Pouco antes da competição, o esportista se encontra em um estado de intensa carga psíquica (estresse-psíquico), denominado como “estado pré-competitivo”, o qual vem acompanhado por estados de apreensão, agitação, paralisia e aborrecimentos. Estudos revelam que um dos fatores com influência mais significativa na qualidade da performance do atleta é o grau de ansiedade experimentado durante o tempo que precede a competição. Inúmeros fatores internos e externos podem influenciar no nível de ansiedade experenciado pelo atleta. No entanto, vale ressaltar que, nem toda ansiedade é prejudicial e o que vai distinguir a ansiedade patológica da ansiedade tida como “normal”, é o nível de ansiedade experimentado pelo sujeito. A intensidade da ansiedade vivenciada pelo atleta depende de sua personalidade, no que se refere ao modo de encarar diversas situações, bem como de seu preparo psicológico.
          Neste sentido, torna-se primordial a atuação do profissional de Psicologia, na medida em que ele irá atuar junto à equipe esportiva, realizando o acompanhamento psicológico dos membros da equipe, ensinando técnicas para reduzir o nível de estresse e ansiedade através de técnicas de relaxamento e técnicas cognitivas de manejo. Assim, para competir melhor, o atleta deve ter não só uma boa preparação física, mas também deve despender atenção especial ao elemento psicológico e o profissional de Psicologia é o mais apto para ajudar nessa tarefa.

 

Psicologa: Mirelly Gomes

 

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OBESIDADE E SAÚDE INTESTINAL

A obesidade está associada a uma variedade de condições médicas, tais como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares e é, portanto, responsável por altas taxas de morbidade e mortalidade.
Atualmente a literatura vem relacionando a obesidade com a microbiota intestinal, em estudos com ratos foi demonstrando que a microbiota contribui para a regulação da adiposidade. Estudos atuais em humanos vem sendo realizados para melhor compreensão de como a microbiota intestinal pode alterar a absorção, metabolismo e armazenamento de calorias.
A microbiota do intestino humano responde rapidamente a grandes mudanças na dieta. A existência desta dinâmica é apoiada por evidências de pessoas que acrescentam mais de 30 gramas por dia de fibras alimentares específicas à sua dieta ou que seguem uma dieta rica em fibras, tal mudança é rapidamente observada em resposta à disponibilidade dos nutrientes (DAVID et al.,2014; WU et al.,2011).
A literatura cita que para uma melhor flora intestinal uma intervenção dietética que inclui um aumento da ingestão de fibras e uma diminuição da ingestão calórica pode aumentar a diversidade de microbiota (COTILLARD et al.,2013). Além destes benefícios é relatado ainda que o consumo de fibras dietéticas apresenta outros efeitos fisiológicos benéficos tais como diminuição do tempo de trânsito intestinal, aumento do volume das fezes, fermentação por microflora do cólon, redução dos níveis sanguíneos total e LDL colesterol, Glicemia pós-prandial e redução dos níveis de insulina no sangue (DELCOUR et al.,2016).
Outra intervenção que também parece ser importante. São as gorduras saturadas e insaturadas que têm efeitos na microbiota intestinal as gorduras insaturadas podem oferecer proteção contra o ganho de peso (CAESAR et al.,2015)
Notavelmente, há uma tendência importante do consumo dietético ocidental (como a que nos consumimos ricos em carboidratos refinados, aditivos e gorduras saturadas) e a escassez de fibra dietética baseada em vegetais (MCGILL et al., 2015) que é um combustível importante para a microbiota. A ausência de fibras alimentares juntamente com uma abundância de nutrientes que afetam negativamente a microbiota pode ser considerada importantes para a compreensão das doenças metabólicas.

INCLUSÃO DE ALIMENTOS

Portanto incluir alimentos como farinha de soja, lentilha, feijão, amêndoas, castanha, frutas como abacate, goiaba, manga, Pêra pinha, pequi, caju e legumes como: brócolis, quiabo, repolho e abóbora são opções para aumentar a ingesta de fibras e garantir uma melhor saúde intestinal.

Referências

 

Backhed, F., Manchester, J. K., Semenkovich, C. F. & Gordon, J. I. Mechanisms underlying the resistance to diet-induced obesity in germ-free mice. Proc. Natl Acad. Sci. USA 104, 979–984 (2007).

Rabot, S. et al. Germ-free C57BL/6J mice are resistant to high-fat-diet-induced insulin resistance and have altered cholesterol metabolism. FASEB J. 24, 4948–4959 (2010).

Ding, S. et al. High-fat diet: bacteria interactions promote intestinal inflammation which precedes and correlates with obesity and insulin resistance in mouse. PLoS ONE (2010).

Ley, R. E. et al. Obesity alters gut microbial ecology. Proc. Natl Acad. Sci. USA 102, 11070–11075 (2005).

Turnbaugh, P. J. et al. An obesity-associated gut microbiome with increased capacity for energy harvest. Nature 444, 1027–1031 (2006).

David, L. A. et al. Diet rapidly and reproducibly alters the human gut microbiome. Nature 505, 559–563 (2014).

Wu, G. D. et al. Linking long-term dietary patterns with gut microbial enterotypes. Science 334, 105–108 (2011).

Walker, A. W. et al. Dominant and diet-responsive groups of bacteria within the human colonic microbiota. ISME J. 5, 220–230 (2011).

Cotillard, A. et al. Dietary intervention impact on gut microbial gene richness. Nature 500, 585–588 (2013).

Schnorr, S. L. et al. Gut microbiome of the Hadza hunter–gatherers. Nature Commun. 5, 3654 (2014).

Caesar, R., Tremaroli, V., Kovatcheva-Datchary, P., Cani, P. D. & Backhed, F.
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MCGILL, C. R., FULGONI, V. L. III & DEVAREDDY, L. Ten-year trends in fiber and wholegrain intakes and food sources for the United States population: National
Health and Nutrition Examination Survey 2001–2010. Nutrients 7, 1119–1130
(2015).


HÁBITO ALIMENTAR: DEVEMOS COMER A NOITE? O QUE?

        Uma dúvida recorrente é sobre o consumo alimentar durante a noite, mais precisamente sobre o que comer antes de dormir. A literatura relata estudos onde o consumo pré-sono pode estar associado ao sobrepeso e à obesidade. Por exemplo, esse ano Marie Pierre publicou um estudo de revisão sobre a dieta e a qualidade do sono, enquanto Katagiri et al.,2014 observou que mulheres japonesas que consumiam doces e macarrão apresentaram menor qualidade de sono. Desta forma, alguns pontos devem ser avaliados para chegarmos a uma conclusão.

 

1. Os alimentos durante a noite são menos saciantes, em comparação com alimentos consumidos nas horas da manhã (DE CASTRO, 2007), o que leva                              a ingestão de mais alimentos;

  2. Devemos considerar o tempo e a qualidade do sono, estudos observaram uma relação inversa entre a duração do sono e índice de massa corporal e                             a probabilidade de obesidade nos indivíduos que relataram menos de 7-9 horas de sono a cada noite (FORD et al., 2014). Pois, quando a duração do                              sono é curta, é provável que existam mais oportunidades (horas de vigília) para comer e, a longo prazo, promover a alteração da composição corporal,                            ou seja, o ganho de peso (MARIE - PIERRE et al., 2016).

Também foi demonstrado que trabalhadores do turno da noite tendem a ter uma maior prevalência de sobrepeso, obesidade abdominal, triglicéridos elevados, dislipidemia, tolerância à glicose diminuída e diminuição da função renal em comparação com trabalhadores do dia (Macagnan et al., 2012; Charles et al., 2013), ressaltando que muitas vezes os trabalhadores noturnos não apresentam o habito da prática de atividades físicas e suas horas de sono são menores.

Em controvérsias, existem estudos publicados demonstrando que mulheres que consumiram um lanche noturno (< 200kcal) obtiveram resultados satisfatórios (Groen et al.,2012; Madzima et al., 2014; Kinsey et al.,2014; Omsbee et al., 2015). De toda forma, ainda são necessários mais estudos para garantir os melhores nutrientes e quais as quantidades calóricas devem ser ofertados para que os resultados sejam benéficos.

 

O que comer?

Assim, desde que o consumo pré-sono não incomode a qualidade do seu sono é indicado fazer um lanche antes de dormir. Podendo o consumo de proteína antes de dormir melhorar a síntese de proteína muscular nos idosos (GROEN et al.,2012). Portanto, antes de dormir, procure se alimentar em menor quantidade. Dê preferência a alimentos como iogurte com aveia, nozes, castanhas, fruta como a banana e o kiwi, o qual tem sido associada com a boa qualidade de sono. E lembrem-se sempre de procurar o acompanhamento de um nutricionista para obtenção dos melhores resultados, entre eles a melhoria do sono.

 

REFERENCIA

DE CASTRO J.M. The time of day and the proportions of macronutrients eaten are related to total daily food intake. Br. J. Nutr. 2007;98:1077–1083.

MACAGNAN J., PATTUSSI M.P., CANUTO R., HENN R.L., FASSA A.G., OLINTO M.T. Impact of nightshift work on overweight and abdominal obesity among workers of a poultry processing plant in southern Brazil. Chronobiol. Int. 2012;29:336–343.

CHARLES L.E., GU J.K., FEKEDULEGN D., ANDREW M.E., VIOLANTI J.M., BURCHFIEL C.M. Association between shiftwork and glomerular filtration rate in police officers. J. Occup. Environ. Med. 2013;55:1323–1328.

FORD E.S., LI C., WHEATON A.G., CHAPMAN D.P., PERRY G.S., CROFT J.B. Sleep duration and body mass index and waist circumference among U.S. adults. Obesity. 2014;22:598–607.

GROEN B.B., RES P.T., PENNINGS B., HERTLE E., SENDEN J.M., SARIS W.H., VAN LOON L.J. Intragastric protein administration stimulates overnight muscle protein synthesis in elderly men. Am. J. Physiol. Endocrinol. Metab. 2012;302:E52–E60.

MADZIMA T.A., PANTON L.B., FRETTI S.K., KINSEY A.W., ORMSBEE M.J. Night-time consumption of protein or carbohydrate results in increased morning resting energy expenditure in active college-aged men. Br. J. Nutr. 2014;111:71–77.

KINSEY A.W., EDDY W.R., MADZIMA T.A., PANTON L.B., ARCIERO P.J., KIM J.S., ORMSBEE M.J. Influence of night-time protein and carbohydrate intake on appetite and cardiometabolic risk in sedentary overweight and obese women. Br. J. Nutr. 2014;112:320–327.

OMSBEE M.J., KINSEY A.W., EDDY W.R., MADZIMA T.A., ARCIERO P.J., FIGUEROA A., PANTON L.B. The influence of nighttime feeding of carbohydrate or protein combined with exercise training on appetite and cardiometabolic risk in young obese women. Appl. Physiol. Nutr. Metab. 2015;40:37–45
    
 


Obesidade: O início de um tratamento

Hoje a matéria que vamos discutir, é quando o paciente quer perder peso, por onde começar e quem procurar.

A ESCOLHA - para aderir ao tratamento

O indivíduo que escolhe aderir ao tratamento da perda de peso tem como sugestão, de acordo com a Associação Brasileira de estudo para Obesidade – ABESO, modificar alguns comportamentos, tais como:
1) programar as compras no supermercado mantendo alimentos proibidos fora da lista de compras;
2) estimular a atividade física com a recusa frequente de recursos tecnológicos, como controle remoto e/ou uso demasiado do carro quando é possível caminhar;
3) evitar atividades previamente associadas à ingesta em excesso, como comer em frente à televisão ou no cinema;
4) confinar alimentação em um local específico e limitar o acesso à comida durante a refeição, ou seja, não colocar muitos alimentos em cima da mesa.
Estas modificações quando apoiadas pela família e amigos apresentam um bom resultado. A melhor forma de obter um bom resultado é contando com o apoio de profissionais, como Psicólogo e Nutricionista. Ambos irão construir metas e avaliar obstáculos para que a perda de peso seja gradativa e saudável.
O atendimento nutricional é baseado, inicialmente, na avaliação nutricional. A qual segue uma classificação de acordo com a Organização Mundial de Saúde

TERAPIA NUTRICIONAL

Após a avaliação, é realizada a construção do plano alimentar, onde a redução calórica recomendada pela North American Association for the Study of Obesity, deve ser de 800 a 1000 kcal. O paciente será orientado sobre a sobre a composição alimentar, rotulagem, preparação e tamanho das porções.

Além da terapia nutricional, outro aliado na perda de peso é a atividade física, a qual traz benefícios não só para a perda de peso, como também para regular algumas possíveis taxas bioquímicas acima dos valores recomendados. Além disso, o aumento da atividade física pode ajudar a reduzir a gordura corporal e evitar a diminuição da massa muscular que ocorre durante a perda de peso. Para o paciente obeso, a atividade deve ser aumentada lentamente e com o acompanhamento de um profissional.

O importante para a perda de peso é a redução do tamanho das porções e as preferências alimentares. Deve-se optar por produtos integrais, preferir sempre verduras e frutas naturais, consumir produtos lácteos reduzidos em gordura como os semi-desnatados é também uma ótima opção. A fonte protéica no almoço é importante e é preferível escolher ao frango, peixe e carne sem gordura.

DICA

Uma dica importante, relatada na literatura, é que quando for a festas ou buffet com alimentos altamente calóricos realize um lanche rápido rico em fibras antes de sair de casa, para dar maior saciedade e quando estiver nestes lugares irá consumir menos alimentos calóricos.
 


A importância do Café da Manhã

Iniciamos a partir de agora uma nova fase de interatividade com o público Internauta dentro de um desafio colocado pelo Portal WSCOM – pioneiro e referência no mundo da informação virtual – para informar, instruir e até educar diante da necessidade do bom hábito da alimentação.

Como associada e membro de um agrupamento de estudos científicos buscando a excelência da importância Nutricional, nos esforçaremos ao máximo para atender a expectativa.

A PRIMEIRA ABORDAGEM

A obesidade mais que dobrou desde 1980 até o atual momento. Em 2014 mais de 1,9 trilhão eram adultos com excesso de peso e mais de 600 milhões de obesos.

Este aumento da prevalência da obesidade pode ser explicada por diversos fatores, incluindo predisposição genética, nutrição e estilo de vida. Quanto a dieta, o desequilibrio de energia é citado na literatura como sendo a principal causa da obesidade e este e desequilíbrio pode ser observado pelos padrões alimentares da população que inclui uma ingestão crescente de alimentos com alta densidade energética, bebidas calóricas (como refrigerantes) e alimentos processados.

Além da diminuição da freqüência de atividade física observado, nos dias atuais.

O fornecimento de energia e nutrientes durante todo o dia é extremamente importante para uma boa homeostase (equilíbrio) energética. Neste sentido, o café - da manhã é considerado uma das 3 refeições principais a serem realizadas durante o dia. Com isso em mente, é essencial para destacar a importância do café - da - manhã como fator dietético significativo para a regulação de energia.

Estudos recentes tem comprovado associações que os indivíduos que tomam café da manhã têm um menor índice de massa corporal (IMC) em comparação com aqueles que omitem esta refeição. Além disso, outros vários estudos mostram que omitir o café - da - manha
está associada com sobrepeso e obesidade (HUNG et al., 2015; DESHMUKH-TASKAR et al., 2015; CROEZEN et al., 2009; LEVITSKY; PACANOWSKI, 2013; LEIDY HJ, CAMPBELL, 2011; EWATANABE et al., 2014).

Um dos motivos que elevam a importância do café da manha é que os indivíduos que omitem esta refeição consome mais energia durante o dia para compensar a falta do café – da - manhã (BATISTA – JORGE et al.,2016)

O QUE INGERIR

É importante portanto, realizar o café da manhã e que nele sempre contenha leite e ou café, frutas, um carboidrato ( optar por produtos integrais) como, um pão integral , bolo integral, tapioca e com o acompanhamento proteico como queijo, ovos, procurando sempre diversificar o cardápio, o café preto é sempre um bom complemento para o café - da - manhã.

Caso, não sinta fome no primeiro turno do dia, ou assim que acorda, a dica é iniciar o hábito do consumo do café - da - manhã, inserindo alimentos em menor quantidade e aos poucos, uma xicara de café ou se preferir o leite semi-desnatado, com 2 unidades de biscoito integral, é um bom inicio, ate chegar no café da manha completo, de forma gradativa.

Referência

1. Hung SJ, Lee Y, Lee S, Choi K: Breakfast skipping and breakfast type are associated with daily nutrient intakes and metabolic syndrome in Korean adults.

Nutr Res Pract 2015;9:288-295.

2. Deshmukh-Taskar P, Nicklas TA, Radcliffe JD, O&#39;Neil CE, Liu Y: The relationship of breakfast skipping and type of breakfast consumed with

overweight/obesity, abdominal obesity, other cardiometabolic risk factors and the metabolic syndrome in young adults. The national health and nutrition examination survey (NHANES): 1999-2006. Public Health Nutr 2013;16:2073- 2082.

3. Croezen S, Visscher TL, Ter Bogt NC, Veling ML, Haveman-Nies A: Skippin breakfast, alcohol consumption and physical inactivity as risk factors for overweight and obesity in adolescents: results of the E-MOVO project. Eur  Clin Nutr 2009;63:405-412.*

4. Levitsky DA, Pacanowski CR: Effect of skipping breakfast on subsequent energy intake. Physiol Behav 2013;119:9-16.

5. Leidy HJ, Campbell WW: The effect of eating frequency on appetite control and

food intake: brief synopsis of controlled feeding studies. J Nutr 2011;141:154- 157.

6. Ewatanabe Y, Saito I, Henmi I, Yoshimura K, Maruyama K, Yamauchi K, Matsuo T, Kato T, Tanigawa T, Kishida T, Asada Y: Skipping breakfast is correlatedwith obesity. J Rural Med 2014;9:51-58.