SERTANEJOS X FORROZEIROS

GONZAGUINHA & GONZAGÃO

             Tivemos a grata satisfação de ter trabalhado ao lado de grandes nomes da música brasileira, inclusive, artistas nordestinos. Entre estes, em especial os forrozeiros Dominguinhos, Assisão, Novinho da Paraiba, Flávio José, Nando Cordel, Jorge de Altinho, e Luiz Gonzaga o Rei do Baião, e seu filho Gonzaguinha, com quem mantivemos amizade. Recentemente também o ilustre Santanna - O Cantador.


Com eles aprendi muito. Viajamos, participamos de eventos, produções, shows, entrevistas para jornais, rádio, televisão, tardes de autógrafos, etc. Lembro que Dominguinhos dizia ter um sonho de um dia ver o forró invadir o Brasil e tocar nas rádios de Rio e São Paulo. Tempos depois vi a Tv Globo colocar Elba Ramalho no ar, e ensaiar alguns forrós nas telenovelas do horário nobre.


A nossa festa junina ganhou forma profissional, com eventos cada vez mais concorridos, maior e melhores São Joãos do mundo. Vieram as bandas de Fortaleza com o chamado forró de plástico, uma batida repetida e abusiva e letras sem muito pudor, sem preocupação com a narrativa nordestina, com a região, com a poesia, a crônica, nada disso. Porém o rádio e o povo aderiram ao som da nova geração. Ainda assim, o tradicional forró pé-de-serra perseverou tendo seu espaço garantido e as festas sempre mantiveram elencos de bom gosto prestigiando nossos grandes nomes como Elba, Alceu, Zé Ramalho, Genival Lacerda, Flávio José e muito outros, além dos menos conhecidos.


Os forrozeiros mais antigos, diferente de Luiz Gonzaga, sempre se sentiram ameaçados pela invasão de novo contexto, nova roupagem, desde a maneira de tocar até vestir, apresentar, etc. Mesmo o palco dos grandes shows mudou, adaptando-se aos modernos incrementos da tecnologia com painéis de LEDs, equipamentos de som e luz e vídeo, efeitos especiais, grupos de bailarinos e coreografia e cenários, etc. A TV Globo passou a produzir e apresentar especiais patrocinados de São João, as grandes marcas como Skol, Montilla, Lacta, Nestlé, e outras passaram a lançar produtos comemorativos aos festejos juninos. As estruturas montadas com grandes arenas e barracas de comidas e bebidas deram novo visual ao forró.


Vieram as grandes atrações nacionais juntando-se ao elenco regional. Daí em diante, iniciam as queixas, as divisões, e muitas brigas estéreis. Porque na hora de decidir, são os gestores que assinam os contratos batendo o martelo a dizer quem canta ou não na programação de São João de suas cidades.
Este ano, para maior desgaste, uma onda maior de sertanejos oriundos do sudeste e até padres cantores veio com maior força para a grade de programação. E as gestões alegam que o povo pediu, que o povo é quem decide. Bastasse um olhar mais sensato para ver a beleza que durante anos se repetiu em Campina Grande, Caruaru, Recife e outras pequenas cidades, abastecendo a programação com nomes regionais sem deixar nada a dever diante dos grandes eventos do país. O nosso São João sempre se garantiu com nosso elenco e trouxe movimentação econômica e turística inigualáveis.


Esse tamanho texto apenas para dizer que nada adianta o bate-boca de Alcymar Monteiro que, diga-se de passagem, antes de ser forrozeiro gravou LP com canções bregas arriscando o sucesso, e demais artistas envolvidos. Essa briga deve ser bancada com profissionalismo na hora de fechar contratos com prefeituras, na hora de investir forte em promoção nas rádios, televisão, etc. Desqualificar companheiros de profissão, delimitar territórios, apelar para pornografias, essas e outras práticas talvez não resolvam, talvez não sejam adequadas. Vejam no exemplo elegante e destemido de Elba Ramalho de se posicionar e falar. Se quisermos valorizar e proteger nossa cultura que seja fortalecendo as relações, mostrando do que somos capazes de fazer e realizar com garra como sempre fez Luiz Gonzaga, apenas com uma sanfona...
Seria interessante agregar valores culturais dialogando com escolas, veículos de comunicação, representantes dos governos e outras instituições, garantindo o conhecimento profundo e estimulando a produção a partir das escolas, universidades, escolas de música, e muito mais. Fico torcendo que, novamente como dizia Dominguinhos, um dia o forró possa invadir o país. VIVA SÃO JOÃO!


Post Script – GOZAGUINHA E GONZAGÃO – A VIDA DO VIAJANTE - Lembro de um tempo que participamos com Gonzagão e Gonzaguinha da turnê A Vida do Viajante. Sorrimos muito, tomamos umas, aprendemos, estamos aprendendo...Gonzaga- O Rei do Baião me chamava de `manga rosa´ e isso quase virou apelido. De Gonzaguinha, além da amizade, ganhei em 83 uma carta que tempos depois foi musicada virando o sucesso Guerreiro Menino. Em 85, quando de passagem pela programação da rádio Arapuan FM, abrimos espaço para tocar o forró de Gonzagão com participação de Elba Ramalho – Sanfoninha Choradeira, Gal Costa – Forró de Cabo a Rabo, e Dominguinhos com Chico Buarque – Isso aqui tá bom demais! Foi um tempo lindo e bom sem medo de ser feliz. Valeu, mais uma vez VIVA SÃO JOÃO!

Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing - g.sabino@uol.com.br
 


ESTRELISMO X PROFISSIONALISMO

Durante anos trabalhamos com artistas nacionais do porte de Gonzaguinha, Clara Nunes, Fevers, Blitz, Djavan, Nando Cordel, Chico César, Luiza Possi, Jorge Vercilo e muito outros. Foi a época em que, contratado da gravadora multinacional EMI Odeon, depois na BMG Ariola, Sony, e por último a Atração Fonográfica, de São Paulo, saí da Paraíba para só voltar após 33 anos de experiência lá fora.


Faço esse registro para deixar entender que aprendemos um pouco na área de comunicação, rádio e televisão, especialmente viajando com produção de shows e outras ações de marketing. As coisas mudaram, é certo, as tecnologias envolvidas avançaram. Porém, temos observado na disposição profissional de nossos artistas de encarar o dia-a-dia em busca do tão desejado sucesso.


Desde a organização do lar, suas ideias, seu planejamento – aonde querem ir e chegar, o relacionamento com artistas do meio, parcerias, cursos, eventos, viagens, enfim, tudo que possa somar a seu favor trará o benefício e a recompensa necessários.


Embora saibamos o desejo de todos os artistas de chegar lá, no topo do sucesso, é preciso humildade para entender os processos, degrau a degrau, desde a disciplina de horários e compromissos que devem ser agendados e cumpridos a rigor, chegar pontualmente nas horas marcadas. Como buscar ajuda profissional, assessorias de comunicação e produção, nunca deixar de ensaiar bastante e estudar música, artes cênicas, fazer pelo menos uma faculdade para desempenho da informação e do conhecimento e procurar manter-se atualizado

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Nossos artistas, na maioria, não compreendem que vestir bem para apresentar-se, tratar da pele, cabelo, saúde, cuidados essenciais, também influenciam no trato da profissão. Quando solicitamos uma entrevista, dando oportunidade de promoção e divulgação de seu nome, seu trabalho e sua imagem, rara vez dispõem de material para auxiliar na produção. Uma fotografia, um clipe, um pequeno press-release com dados falando de sua história e sua música, sua arte. Pior, colocam dificuldade de agenda, e até chegam a faltar, ou desmarcar em cima da hora, deixando toda uma equipe, estúdio e produção, a ver navios. Total falta de respeito.


Duvidamos que façam o mesmo caso sejam chamados para um programa nacional da TV Globo. Mas a realidade é que não levam a sério nem os próprios amigos e muita vez agem com estrelismo, com falsas promessas e atitudes frágeis, chegam a dizer com risinhos irônicos que esqueceram e que outro dia aparecerão... Coitados. O sucesso não cai do céu. Enquanto pensar assim, um bom número está correndo para aparecer, e destacar valorizando os espaços disponíveis.


Temos na produção diária do projeto cultural Agenda Viva, exemplos de artistas que perderam o bonde da conversa, que perderam oportunidade de ser indicados para outros programas nacionais de que somos porta voz, com os quais temos contato e bom relacionamento, e estamos dispostos e promove-los. Muito lamentamos essa maneira desprezível de agir, de querer fazer sucesso sem ter o mínimo de atenção de buscar uma forma profissional de comportamento.


Escrevo aqui sem citar nomes preservando e respeitando as fragilidades individuais, até porque não faz parte de nossa postura expor nossos irmãos. Gostaria muito de poder colaborar mais, muito mais, com nossos artistas, gestores, produtores...


Nosso projeto AGENDA Viva, é um que vem trabalhando nesse sentido, de promover, de abrir portas para um maior e amplo relacionamento artístico com comunidades interessadas na arte e na cultura de resultado. Temos sido procurados para pautas importantes a serem reveladas e isso gratifica. É bom sinal de que estamos com foco no caminho certo. Temos agregado valor, temos entrevistado muita gente boa, novos e veteranos talentos, e estamos de portas abertas. Sem estrelismo que leva a nada, e muito profissionalmente antenados para manter uma agenda muito viva. É isso.


Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing - g.sabino@uol.com.br
 


POLYANA RESENDE SAMBA QUE ENCANTA

polyana resende capa

 

A Paraíba é fonte inesgotável de talentos. Não para menor surpresa, recebemos o CD Samba Teimoso, da cantora Polyana Resende. E como diz o título, trata de samba, e que maravilha! Uma voz doce e afinadíssima, inimaginável. É samba paraibano. E a artista consegue colocar as letras com uma técnica vocal que supera o próprio conteúdo. Ou seja, onde encontramos letras simples, ela consegue dar tamanho brilho e entonação, tamanha interpretação que molda todas as faixas ao que há de melhor para se escutar em samba.


Confesso, cheguei a lembrar dos bons tempos em que iniciei na EMI Odeon, quando trabalhamos com Clara Nunes (in memoriam), uma das maiores sambistas que o Brasil já teve, casada com o excelente compositor Paulo Cesar Pinheiro – sim, ele mesmo, autor parceiro de Leão do Norte, que Lenine gravou e canta nos shows. E nessa levada nos vieram também os arranjos com uma preciosidade desafiadora. Jamais imaginamos escutar da Paraíba um disco tão bem arranjado no ritmo do samba, com percussão, sopro, vocais, uma batida afro muito bem sentida; e tecnicamente perfeito. De admirar.


Entre os importantes nomes que compuseram para a cantora, lá estão Potysinho Lucena, Chico Limeira, Haley Guimarães, Kojak do banjo, Gasparzinho, Nai, e Seu Pereira, além da própria artista.


Samba Teimoso, dizem, vem da teimosia de Polyana Resende em fazer samba indo na contramão do que atualmente oferta o mercado. É simplesmente um disco muito bom e gostoso de escutar. E eu mais que recomendo.


Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing - g.sabino@uol.com.br
 


100 % LIGADO NO FUTURO

carlos gomes lambe lambe

Stephen Hawking, o astrofísico britânico, fez um alerta chamando atenção da humanidade para a possível investida de seres extraterrestres de civilizações mais inteligentes que a nossa. Ele propõe que os terrestres devam se preocupar em desenvolver mecanismos de defesa, comparando a descoberta das Américas feita por Colombo, quando trouxe resultado desastroso aos índios.


Recentemente recebo mensagem enumerando mudanças significativas na maneira de utilização de serviços, a maioria agora disponível através de APPs e smarts na palma da mão. Fala por exemplo que o Mp3 faliu as gravadoras, a Netflix faliu as locadoras; o Booking complicou as agências de turismo; o Google faliu a Listel, Páginas Amarelas e as enciclopédias; que o Airbnb está complicando os hotéis; o Whatsapp está complicando as operadoras de telefonia; as mídias sociais estão complicando os veículos de comunicação; assim como o Uber está complicando os taxistas; e a OLX acabou com os classificados de jornal; o Smartphone acabou com as revelações fotográficas e com as câmeras amadoras.


Aproveito para registrar o encontro com Antonio Carlos Gomes (foto), um cidadão, fotógrafo, que levou quarenta anos de sua vida praticando a fotografia lambe-lambe, instalado com seu equipamento na Praça Antenor Navarro, do Varadouro, e agora usa uma câmera digital para registrar casamentos e aniversários.


Como não bastasse, a mensagem referida diz ainda que o Zip Car está complicando as locadoras de veículos; a Tesla está complicando a vida das montadoras de automóveis; o e-mail e a má gestão complicaram os Correios; o Waze acabou com o GPS; o 5 andar está acabando com as imobiliárias que intermediam aluguéis; o Original e o Nubank ameaçam o sistema bancário tradicional; a "nuvem" complicou a vida dos "pen drive"; o Youtube complica a vida das TVs. Adolescentes não assistem mais canais abertos; o Facebook complicou a vida dos portais de conteúdo; o Coaching mudou a forma de aprender, pensar e agir, levando a um novo modelo mental, gerando resultados extraordinários em um curto espaço de tempo nas organizações; e o Tinder e similares complicam baladas e similares.

Temos aí, apesar de a mensagem ter buscado uma visão negativa, pessimista, que houve um avanço comportamental e intelectual e tecnológico. Se observarmos tudo veio corroborar para facilitar a demanda mundial por serviços, etc. Diminuíram as distâncias, entregas, resultados. As novas tecnologias forçaram uma nova adequação, um novo modelo de vida com uso de todas essas ferramentas e muito outras que estão sendo desenvolvidas e virão adiante. Hoje posso experimentar viver em outra cidade e conversar com meus filhos online, compartilhar ensinamentos, vídeos, fotos, emitir ingressos para shows e acompanha-los em suas programações, etc., e isso é bacana.


Quer dizer, vivemos um tempo que avançou trazendo junto boas opções de vida, comunicação, etc. Aqueles que trabalhavam nos modelos antigos tiveram também que avançar, que ir junto com a grande onda da transformação que ainda continua até chegar à nova praia... Que bom que vivemos isso. Antenados, ligados com o tempo que herdamos. Jesus falava disso, que não deveríamos nos escusar do tempo em que vivemos e viver com o homem ao redor. Significando dizer que temos por um lado a oferta de evolução científica e até extraterrestres que nos auxiliam para o futuro, enquanto de outro lado ainda cabeças usadas para a corrupção, o crime de toda ordem e atitudes nocivas de guerras. O que resta para a paz? Talvez a serenidade, o equilíbrio, e para isto estamos 100% ligados.

Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing - g.sabino@uol.com.brtempo em que vivemos e


APL de TICC – INTELIGÊNCIA MADE IN PB

CENTRO HISTORICO

         A exemplo de Pernambuco (com o CEASER e Porto Digital) e Campina Grande-PB (com o Parque Tecnológico), João Pessoa reúne na tarde desta quinta-feira, 25.05, para importante passo na sua história a partir do século XXI. Estamos referindo ao evento APL de TICC, sob governança do jornalista Walter Santos, envolvendo várias instituições de peso na formação e economia de mercado como Plades, Sebrae, Universidades, Sucesu, e outras, e a valiosa presença do prefeito da Capital, Luciano Cartaxo.


APL – Arranjo Produtivo Local, segundo a enciclopédia virtual Wikipédia, é um conjunto de fatores econômicos, políticos e sociais, localizados em um mesmo território, desenvolvendo atividades econômicas correlatas e que apresentam vínculos de produção, interação, cooperação e aprendizagem.
“Os arranjos geralmente incluem empresas – produtoras de bens e serviços finais, fornecedoras de equipamentos e outros insumos, prestadoras de serviços, comercializadoras, clientes, etc., cooperativas, associações e representações - e demais organizações voltadas à formação e treinamento de recursos humanos, informação, pesquisa, desenvolvimento e engenharia, promoção e financiamento.”


“A articulação de empresas de todos os tamanhos em APLs e o aproveitamento das sinergias geradas por suas interações fortalecem suas chances de sobrevivência e crescimento, constituindo-se em importante fonte de vantagens competitivas duradouras.”


No caso em foco, João Pessoa, há muito que demanda necessidade de instalação de um polo de tecnologia inteligente, criativo e sustentável, para atrair empresas, fomentar a pesquisa e desenvolvimento, avançar e coloca-la no merecido lugar de destaque diante a economia nacional e mundial.


No mundo globalizado são arranjos de estruturas e potencialização que irão determinar configurando as novas e emergentes economias competitivas. Ainda ontem, acompanhando entrevista de Walter Santos com o lusitano professor Antônio Nôvoa, que foi candidato à presidência de Portugal, perdendo a eleição por apenas 1%, este nos afirmava que o mundo do século XXI só existirá se compreender a importância da ciência como ferramenta principal das tomadas de decisão. Que Portugal até cinco anos atrás era um país quebrado, mas é hoje um país totalmente reabilitado, contemporâneo, posto que despertou apostado em novas tecnologias, ciência, pesquisa. Que o pilar da Educação e decisões políticas são importantes para direcionar valores.


Para ter breve ideia do significado de instalação de um Polo de Tecnologia, segue alguns dados do Porto Digital de Recife, instalado há 16 anos. Este detém 1,3 Bilhões de Faturamento, presença de 253 empresas, mais de 500 empreendedores, oito mil empregos, e tem meta de duplicar até 2022.


Lá estão instaladas multinacionais, start ups, Agência de Fomento, criando Novos Negócios e possibilitando Crédito. O conceito de Força Criativa, Tecnologia de Serviços e Softwares p empresas busca soluções urbanas para cidades, revitalização urbana no caso dos Centros Históricos, apoio e suporte econômico para o Estado, larga faixa de Geração de Empregos. Além de Soluções e projetos inteligentes nas áreas de Gestão, Urbanidade, Saúde, Agrícola, Confecções, Engenharia, Mobilidade, Tecnologia e Internet das coisas.


Quando se fala em atração de empresas lá estão marcas como Samsung, IBM, Microsoft, Sony, Motorola, Nokia, Fiat-Chrysler e outras. Funcionam Games, Multimídia, cine vídeo, animação, música, fotografia, design, robótica, etc. Tudo isso promove novos talentos e cientistas para o mundo todo, tornando o mundo melhor.

É por este motivo que estamos pensando juntos, parar criar novas possibilidades e inserir João Pessoa no mundo moderno. A visão de Celso Furtado, Lynaldo Cavalcanti, e tantas outras cabeças pensantes da nossa inteligência, da nossa ciência e comunicação tem agora através de Walter Santos, e do apoio de outros grandes nomes e empresas a oportunidade de avançar. O que chamamos de Inteligência made in Paraíba.


Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing - g.sabino@uol.com.br
 


DATA LIMITE E DESIGUALDADES

data limite ets

       As inteligências do mundo, principalmente o ambiente acadêmico e científico, bem como todas as religiões tem buscado soluções para a sobrevivência do homem ajustando ao planeta Terra. Não tem sido fácil. Ao passo que foram desenvolvidas avançadas ferramentas de comunicação, transporte, tecnologia, biologia, nanotecnologia, lançamento de foguetes e sondas espaciais, armas, entre muito outros eventos estratégicos, ainda aqui o homem carece aprimorar o intelecto para alinhar aos tempos modernos.


Enquanto técnicos, engenheiros, reúnem para discutir os próximos passos do que chamam de cidades inteligentes, enquanto o ar, e a água passam a disputar lugar e valor a peso de ouro na economia mundial, junto ao mundo das riquezas do petróleo, e também as novas fontes de energias limpas entram na agenda, ainda assim sofre o mundo...


Não basta o mundo capitalista, preocupado com suas infinitas razões de lucro financeiro, nem o movimento político que de obsoleto não se encontra - divergirem dos processos empresariais; ou dos sindicatos de classes rurais, urbanas, estudantis, religiosos, etc., nada disso é capaz de apresentar ao homem as necessárias respostas.


Em entrevista recente ao jornalista Pedro Bial, o líder e ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, dizia que tanto o capitalismo, como o socialismo, precisam pensar o homem através do viés da felicidade, da sua satisfação, e tornar o mundo melhor. Phillip Kotler, conhecido como o papa mundial do marketing, é outro que afirma a exemplo do Papa Francisco, sua convicção e opinião com foco no homem, o que chama de marketing do terceiro milênio, ou marketing 3.0. Diz que a preocupação de todos deve estar nesse sentido, de proteger, de colocar o homem e sua experiência de vida acima de todas as prioridades.


Especialistas em ufologia afirmam que após a explosão das bombas de Hiroshima e Nagasaki, se verificou um aumento considerável no número de avistamentos de OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados) em todo o mundo. Duas décadas depois, o médium brasileiro Chico Xavier confidenciara a pessoas mais próximas que por ocasião da chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, acontecera uma reunião com as potências celestes de nosso sistema solar para verificar o avanço da sociedade terrena e, preocupadas com o nosso destino, decidiriam conceder a humanidade um prazo de 50 anos, que se extinguirá em 2019, para que evoluísse moralmente e convivesse em paz, sem provocar uma terceira guerra mundial. Se assim convivesse até a Data Limite (título homônimo do filme de Juliano Pozati – com mais de 3,5 milhões de visualizações e disponível na internet - https://www.youtube.com/watch?v=4JxukHvGVzE&t=76s ), a humanidade a partir de então estaria pronta, preparada para entrar em uma nova era de sua existência, e feitos magníficos seriam verificados por toda a parte, inclusive os nossos irmãos de outros planetas sendo expressamente autorizados a se apresentarem pública e oficialmente para os habitantes da Terra.


Com os principais fatos que ilustram as manchetes do nosso dia-a-dia, de violência humana, racismo, ódio, raiva, ira, guerras, fome, corrupção, todo tipo de tragédia, de expressões de direita e esquerda, cada vez mais acirradas desenvolvendo em massa atitudes distantes do endereço de Deus, desqualificadas de uma possível noção de solidariedade, é chegada a hora de pensar em mudar. Em vez de desagregar, de ampliar as desigualdades, começar a dar as mãos para ganhar a moratória e construir uma nova era de avanços com resultado positivo. Hora de deixar para trás o homem velho e assumir um novo modelo de homem do futuro. Seja essa, talvez uma atitude inteligente para sobreviver. Abrir mão de preconceitos, degelar o endurecido coração e desde já oferecer com oportunidade à geração dos nossos filhos e amigos que com certeza ultrapassarão os anos 20, um mundo muito melhor. Trabalhemos para que isso aconteça. Desejando Luz para todos!

*com foto montagem a partir de imagens via internet


Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing - g.sabino@uol.com.br
 


AGENDA MUITO VIVA

AGENDA VIVA

                      A foto que ilustra essa matéria é fruto de uma vivência e relacionamento de um ano, desde quando retornei de São Paulo, via Recife, para morar na Paraíba, dando início a alguns projetos junto com o jornalista Walter Santos.


Fui empossado diretor de cultura da API – Associação Paraibana de Imprensa, e logo me interessou saber quem eram os novos artistas, os novos talentos que surgiam. Fui buscar informação com Carlos Aranha, a produtora Ester Rolim, artistas, produtores, gestores, e dei início a uma infinita agenda de eventos. Qual não foi a surpresa. A Paraíba estava, está em um de seus melhores momentos de arte e cultura.


Embora essa fonte inesgotável, e hoje com o advento das mídias sociais, algo acontece que não deixa ainda repercutir além de aqui, mesmo ali em Recife, onde quase não tínhamos notícia do que estava acontecendo. Vez ou outra me chegavam informações. Em SP só ouvia através da TV Globo, Os Gonzagas e Lucy Alves, e ponto.

Raciocinando a nossa responsabilidade como jornalista de cultura, pensei uma proposta de comunicar a arte e cultura, de maneira a juntar os mais antigos abraçando os novos, formando um diálogo interativo, dando vez a Zé Ramalho, Elba, Chico César, e abrindo espaço também para novos como Seu Pereira, Nathália Bellar, Val Donato, e muito outros.


Também nas artes cênicas, reencontro a atriz Zezita Matos, que nos prestigiou com excelente entrevista num domingo à tarde em meio às gravações da telenovela Velho Chico; e fomos conversar com Raquel Ferreira, Suzy Lopes, Mariana Petite e outras novas estrelas do teatro paraibano. Comecei também um relacionamento com a literatura através do projeto Sol das Letras, de Juca Pontes e Hélder Moura; e nas artes plásticas reencontro Fred Svendsen, Sandoval Fagundes, Clóvis Júnior, Jeff Charges Fonseca e outros, e na fotografia Gustavo Moura, Antonio David, Guy Joseph, Rodolfo Athayde, Germana Bronzeado, Rinaldo Vitorinni; enfim, teatro, cinema, música, literatura, artes plásticas e cênicas e demais eventos.


Foi quando surgiu a ideia de editar uma agenda cultural com maior dinâmica, aprofundando esse diálogo e propondo criar uma grande comunidade consumidora do produto artístico e cultural, e incluir aí também o turismo, como valor agregado. Uma agenda com entrevistas revelando nossos artistas, anunciando e falando sobre os eventos, conversando com produtores, atores, autores, gestores, empresários, artistas em geral. E numa noite conhecendo o jovem grupo AEDOS de poesia, que na oportunidade homenageava o escritor Linaldo Guedes, no restaurante Vila do Porto; durante uma fala com a poetisa e professora Vanessa Riambaum, eis que vem o nome do projeto. Eu explicando, dizia a ela que estava propondo uma agenda que não fosse estática, apenas texto e foto, mas que fosse Viva. Daí a AGENDA VIVA.


Não temos ainda recursos necessários que abriguem desenvolver o projeto. Nosso apoio vem de parcerias simples que entenderam a importância de focar e emplacar novos espaços culturais. E facilmente posso citar aqui o Café da Usina, Buarque-se Café, Parahybólica Cultural, e alguns outros que abriram suas portas para gravações itinerantes. E sem dúvida, a WSCOM, que nos incentivou a tocar pra frente, abrigando a parceria com possibilidade de escritório e estúdio.


O que nos mostra a foto (ilustrativa da matéria) é um registro do apoio, do respeito, da credibilidade que adveio com o tempo, construído a partir de valores honestos, de importantes relações no campo das artes e da cultura.


Nesse momento agradecemos a todos que nos enxergam, que participam, que apoiam e que acreditam em nosso projeto cultural. Estamos partindo para novo momento de investimentos em tecnologia e eventos. Temos muito ainda a trabalhar nosso marketing, Branding, projetos especiais, etc. E finalizar dizendo que a nossa é uma AGENDA MUITO VIVA!

Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing - g.sabino@uol.com.br
 


SÃO JOÃO, TABAJARA E CULTURA

         Polêmica incendiando as redes sociais com a publicação de uma carta assinada pelo artista forrozeiro Alcymar Monteiro, ao secretário de cultura de Campina Grande, PB., questionando valores culturais quanto a escolha do elenco para o evento O Maior São João do Mundo, 2017, que deixa de lado a maioria de importantes nomes regionais para dar lugar a padres e sertanejos do sudeste, à custos inimagináveis de altos cachês, ao passo que entrega também a coordenadoria a uma empresa de outro estado. Tudo isso põe em risco valores que estão sendo repaginados, dimensionados pela ótica da chamada inovação, mas que desprezam talentos artísticos fundamentais para manutenção de nossa arte e cultura, produto maior e de base conceitual daquela festa da Borborema.


Por muito menos dinheiro e com multiplicidade de opção, até mesclando entre nomes de sucesso nacional e regional, se entregaria uma festa a altura do que Campina Grande merece, e preservando valores do conceito básico e inicial do São João. Ora, assistir padres e sertanejos cantarem é possível em qualquer época do ano, em qualquer lugar do Brasil. Ter um evento voltado especificamente para o folclore, com a euforia da festa colorida que só Campina Grande sabe fazer, é ouro. É atender turistas em busca de valores fundamentados na verdadeira arte e cultura do lugar. Desprezar este conceito é correr risco. Muito que reavaliar para os próximos passos. As manifestações das redes sociais são bússola para entender a vontade do povo, a identificação, etc. Melhor, não se mexe em time que está ganhando...

 

100 ANOS DO MESTRE E MAESTRO SEVERINO ARAÚJO

Maestro SEVERINO ARAÚJO- 100 Anos


           Em fevereiro deste ano fui chamado em Recife, pelo Maestro Ademir Araújo, em reunião com alguns ex-membros da antiga Orquestra Tabajara. Na oportunidade Ademir Araújo, conhecido Maestro Formiga, da Orquestra Popular do Recife, e que frequentemente anima os carnavais da capital do Frevo nos provocou a realizar na Paraíba um evento homenagem ao maestro que neste dia 23 de abril, se vivo estivesse, completaria 100 anos. Pois bem, alinhando aos comemorativos de 80 anos da Rádio Tabajara, imaginamos que seria excelente oportunidade emplacar também os 100 anos do maestro que aqui manteve sua base, para depois partir e levar ao sucesso nacional e internacional a famosa Orquestra Tabajara. Fui por quatro vezes a emissora aniversariante e procurei a direção, deixei recabos com secretárias, contatos, falei com alguns amigos de lá. Até o presente, sequer uma resposta. Lamentável. Infelizmente chega o dia de hoje e quase nenhum registro dos 100 anos do maestro que em tempos idos fez brilhar o nome da nossa Rádio e Orquestra Tabajara. Fica o artigo anexo, de Silvio Osias (autorizado),publicado no Jornal da Paraíba OnLine.

http://blogs.jornaldaparaiba.com.br/silvioosias/2017/04/23/como-sera-comemorado-hoje-o-centenario-de-severino-araujo


Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing - g.sabino@uol.com.br
 


LUCY ALVES CAÇADORA, PORQUE NÃO?!

   

LUCY ALVES CAÇADORA
   

          O impacto das redes sociais referindo uma avalanche de mensagens pro e contra a artista paraibana Lucy Alves, com o lançamento de Caçadora, um hit mais para brega do que pop, e que vem carregado de insinuações de empoderamento da mulher, com imagens sensuais da cantora em ambiente próprio de balada, além de excelente produção e gravação de vídeo clipe, deu fôlego a críticos de plantão durante toda a semana...


Um dos artistas que arriscou palpite, chegou a escrever palavrões contra um comentário que postei afirmando ser ela mutante, em busca de ponderar no sentido de abrandar a discussão em torno da querida Lucy Alves, até poucos dias tão festejada por estrelar no horário nobre das telenovelas da Globo através do elenco de Velho Chico.


Sinceramente, não acredito que a nossa nova estrela mereça tanto mal trato. Chega a ser perverso o que lemos nas redes sociais. Acusações invasivas de que ela teria se vendido ao poder de imposição da gravadora Warner, entre outras. Por outro lado chega transparecer inveja por parte de uma maioria que ainda não conseguiu alcançar o sucesso, pelo menos destacar nas paradas musicais.

Lucy Alves tem excelente formação musical, uma carreira artística que aos poucos galgou importantes degraus no cenário nacional, esteve nos principais programas de TV a partir do The Voice, que exportou sua imagem para a grande massa, e tornou grande sua presença em muito outros momentos, como por exemplo, tocando em acústico ao lado de Alceu Valença e Paulo Rafael, em Portugal.

Após um hiato de valores paraibanos que acontece entre os sucessos de Zé e Elba Ramalho, Paralamas (leia-se Herbert Viana), Roberta Miranda, e Chico César, é ela, Lucy Alves, que vem novamente estampar nossa bandeira para o Brasil. Vou mais além. Vejo sem medo algum de escrever, que Lucy Alves tem talento potencial para ir além das nossas fronteiras. Uma cantora que reúne qualidade de beleza. Dança, compõe, canta e toca de forma encantadora.

Uma artista completa, capaz de tocar músicas de raízes do celeiro nacional a partir de Luiz Gonzaga, Sivuca, Nando Cordel, Dominguinhos, e outros, ou fazer escolhas, como esta da Caçadora, e gravar sem perder o brilho. Outras caçadoras a exemplo de Ivete Sangalo, andaram também experimentando outras praias como cantar bossa ao lado de Caetano e Gil. Ou Anita, cantando ao lado do Rei Roberto Carlos, em seu especial de fim de ano.

Nomes como Djavan, Fagner, Alceu Valença, Gonzaguinha, experimentaram gravar hits endereçados ao povão. Caetano Veloso gravou Peninha, Fernando Mendes, e nem por isso o mundo caiu. Cazuza, um roqueiro, cantou Cartola, Fabio Junior um brega pop romântico gravou Vital Farias, Elba Ramalho cantou Chico Science, Titãs interpretou Roberto Carlos, Maria Betânia deu novo brilho à músicas de Nando Cordel, Chitaozinho e Chororó, e outros, Os artistas gozam esse direito, de fazer experimentos, porque não?

Se de agora em diante Lucy Alves irá apostar no reggaeton, só o destino e as respostas de público dirão. Por enquanto a fera está solta e foi iniciada a grande caçada - o tempo dirá. Lucy Alves, a Caçadora, com direito a fazer sucesso e escolhas, porque não?!

Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing - g.sabino@uol.com.br
 


ARTE, PAIXÃO E TURISMO

PAIXÃO DE CRISTO

           Há anos temos acompanhado as diversas encenações artísticas da Paixão de Cristo, principalmente em Pernambuco, onde há um dos maiores espetáculos, o da Nova Jerusalém, maior teatro ao ar livre do mundo, próximo de Caruaru. Todo ano para lá se dirigem caravanas e milhares de pessoas, mais de 100 mil, de todo lugar, tanto do Brasil como exterior. É uma coisa admirável de vivenciar. Encanto e beleza, mesmo diante de um drama tão triste que é a história da passagem de vida e crucificação de Jesus aqui na terra. Impossível não sair de lá emocionado.


Em nossa Capital é anunciado para este ano um cem número de outras Paixões, de 9 a 16 de abril, com apoio da prefeitura levando aos bairros a oportunidade de assistir ao espetáculo de Cristo. Penha, Mandacaru, Geisel, Rangel, Jaguaribe, Ilha do Bispo, Parque da Lagoa e Bancários. Este último com duas encenações diferentes na Praça da Paz, a Paixão em Retalhos, direção de Joilson Custódio, e o excelente O Cristo Lampião (ver matéria no site agendavivapb.com.br - https://youtu.be/T9V4JOLf3Ng ), quinta-feira, dia 13.04, encenado pelo Coletivo Porta Cênica, texto de Marcelo Felix com direção de Kalline Brito.


O que se assiste diferenciando os espetáculos do mesmo tema é a Produção. Uns com valiosos patrocínios de rico investimento como a Paixão de Nova Jerusalém, que aposta na participação de atores da TV Globo, como atrativo maior; e também a Paixão apresentada em Recife, com o antigo Cristo de Nova Jerusalém, o ator e diretor José Pimentel, encenada no Marco Zero com entrada gratuita. As outras diversificam de acordo com o tamanho da produção e recursos, e públicos, de cidade a cidade, desde a Capital aos recantos de interior.


O que une tudo isso é a arte e a cultura. Atores, diretores, músicos, produtores, gestores culturais, empresários, patrocinadores, mídia, comércio, turismo. As operadoras de eventos turísticos preparam pacotes oferecendo passeios e outros atrativos além do espetáculo em si, garantindo maiores possibilidades de uma experiência de resultado. Toda uma economia gira em torno da realização desses eventos marcados no calendário da Semana Santa no Brasil. Resta apreciar e ampliar o modelo profissional de vender a imagem com estratégias de mercado para atrair ainda mais o turista interno e estrangeiro. Para tanto, temos que iniciar assistindo e anotando os detalhes das grandes produções, convidando profissionais para o debate, os comerciantes, donos de hotel e restaurantes, serviço de traslado, companhias aéreas, associações, gestores, e demais envolvidos

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Embora a Paixão nos faça chorar e refletir, a arte e a cultura se unem agora em novo momento para movimentar a economia trazendo emprego formal e informal, ações de comércio e serviços de turismo. E viva Jesus!


Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing. g.sabino@uol.com.br