O GRANDE ZÉ CELSO MARTINEZ CORRÊA

ZÉ CELSO MARTINEZ CORRÊA

            A noite deste sábado (07.10) contemplou a plateia paraibana que esteve presente ao Teatro Santa Roza com a abertura do projeto MARTE – Mostra de Artes Teatrais Integradas, destacando o grande ator e diretor José Celso Martinez Corrêa, um dos mais importantes nomes da dramaturgia brasileira, que logo dominou a cena com a sua Aula Magnânima, trazendo a história do teatro desde a Grécia, passando por Roma, até os dias atuais em que somos ameaçados por nova censura.


O nu esteve presente, como quase em todo evento onde pontua a presença de Zé Celso, desafiando os novos tempos, de golpe político e ameaça de ditadura militar. Zé Celso tem 80 anos, sendo 50 dedicados ao teatro. É sem dúvida um dos mais premiados nomes da dramaturgia. Sofreu exílio durante o golpe de 1964, e sua história simboliza a resistência do Teatro Oficina, do qual é fundador, na grande São Paulo, travando à longa data, briga judicial com o grupo do empresário Silvio Santos, que deseja destruir o teatro para construir um shopping center e torres empresariais no local.


Em cena, em menos de dois minutos, como que magnetizando a todos, Zé Celso domina o espaço ao redor e delega ordens à plateia que segue seus ensinamentos desde o aprender a respirar, mover-se, cantar, pensar, expressar. Critica o uso do aparelho celular no local, sugere um teatro grego, retirando o público do conforto das cadeiras e recolocando-o nas frizzas dos andares superiores. Sua aula prossegue com o coro participativo de todos. “O teatro são as pessoas, todos...”, e ensina canções contemplativas do cosmos, reage à criatividade e explora o potencial de todos. Agora somos todos teatro... E chama atenção para o silêncio. Ouçam o silêncio.


A perseverante presença e filosofia de vida de Zé Celso, que em dado momento responde dizendo “não trocar o direito de sonhar, pelo desejo de Silvio Santos, de acabar com o teatro Oficina em troca da oferta de cinco milhões”, confirma a extraordinária dignidade na figura de um homem consciente de seu papel. “Porque eu iria trair a mim, trair meus amigos os atores de teatro que ajudaram a construir o Oficina e lá estão resistindo?”


Zé Celso prega com a máxima autoridade a fala de liberdade de uso do corpo, o direito de utilização da maconha, LSD e outras drogas de que diz ter feito uso na maioria das suas atuações liberando a alma, o ato de criar, atuar em cena. Sem perder a consciência, a personalidade, sem se trair, mas ousando, avançando nas suas convenções de cidadão, de direito.


Zé Celso Martinez Correa veio até nós, provando que mesmo com oitenta anos, ainda está em pleno vigor com sua inquietude e irreverência e uma indizível força e disposição de criatividade que o torna ícone ímpar do teatro contemporâneo.

Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing.
g.sabino@uol.com.br
 


PORQUE TEMOS UMA AGENDA VIVA

Nathália Bellar e Gil Sabino

Há dois anos retornamos à João Pessoa, e voltamos à conviver com a movimentação cultural da cidade. Após 33 anos fora do Estado, logo ficamos encantados com a multiplicidade de propostas artísticas espalhadas por todo lado. Um grande número de músicos, atores, escritores, pintores, artesãos, produtores, etc.
Nas conversas com o jornalista e amigo, e empresário de comunicação Walter Santos, tomamos a decisão de comunicar o que acontecia. Pensei se sou um jornalista da área cultural, porque ficar fora? E senti que não podia me furtar à responsabilidade em comunicar a arte e a cultura. Criamos então o projeto AGENDA VIVA.


A proposta inicial trata de um imenso diálogo entre as artes, a música, literatura, teatro, cinema, dança, fotografia, etc. Usando, claro, a poderosa ferramenta digital através da internet, trouxemos a fanpage, interativa, depois o site agendavivapb.com.br A nossa é uma proposta de criar uma grande comunidade consumidora do produto artístico e cultural, e também turístico. Temos trabalhado bastante para que isso aconteça e já vemos resultados.


A AGENDA VIVA teve de início o apoio parceiro do portal WSCOM, com sua média de 2,5 milhões de acessos/mês, e um fortíssimo formador de opinião. Também a API – Associação Paraibana de Imprensa. E fomos produzindo conteúdo, entrevistando produtores, gestores, artistas paraibanos famosos e até globais, das diversas áreas, logicamente inseridos com as novas gerações; gravamos vinhetas de apoio em que Zé Ramalho, Elba, Zezita Matos, Chico César, Escurinho, Totonho, Marcélia Cartaxo, Luiz Carlos Vasconcelos, Nanego Lira, Seu Pereira, Nathália Bellar, Pedro Osmar, Val Donato e muito outros dizem a famosa frase de apoio “Eu também estou na Agenda Viva”.


Entre outras ações estratégicas para fortalecer a marca vimos apoiando eventos de quase todos os artistas que nos enviam material para divulgação, e tivemos algumas realizações próprias tanto na API como na UFPB, com novos apoios como o CCTA, TVUFPB, Oliver Discos, Picuí Praia, Marcos Weric, G1, Jornal da Paraíba, CBN, e tivemos as portas abertas dos espaços culturais como Café 17, Buarque-se Café, Café da Usina Energisa, Vila do Porto, Parahybólica, Funesc, Funjope e muito outros.


A cronologia desses dois anos nos remete a uma dura batalha de caminhar aqui e ali, e acolá, conquistando pouco á pouco, e sempre motivado pelo espírito de investidor nos propósitos culturais como forma de comunicar, e multiplicar, e valorizar o que há de mais importante em nossa sociedade artística, criando esse grande diálogo de que escrevemos acima. Esse é o nosso papel dentro das artes e da cultura.


Agora confirmamos novo momento do nosso projeto, somando além da marca WSCOM, a TV Empreender, do empresário Arnaldo Silva, que nos oferta parceria na condição de melhorar nosso material e conteúdo, com qualidade superior e digital, e um excelente estúdio localizado na Avenida Beira Rio – no bairro da Torre.


Esses são alguns dos nossos passos, dentro do nosso planejamento de trabalho, para marcar história na arte e na cultura da Paraíba. Como afirma o poeta e escritor e Secretário de Cultura, Lau Siqueira, “a AGENDA VIVA é seguramente um dos melhores projetos culturais”. Por esse e outros motivos agradecemos especialmente a Walter Santos que primeiro acreditou, e a todos que receberam esse projeto e se inseriram junto à nossa marca. Artistas, produtores, colaboradores, voluntários, empresários, jornalistas e demais. Essa é a nossa expressão maior, uma Agenda Viva!


Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing.
g.sabino@uol.com.br
 


CENSURA, DIVERSÃO E ARTE

ERÓTICA

Os equívocos do que é, ou não é arte, não são de hoje. Lembro-me de um artigo do poeta Ferreira Gullar que questionava uma dessas chamadas obras que lá estava num canto da Bienal, no Ibirapuera. Era nada mais, nada menos que uma frigideira e um ovo sendo frito. Fui lá conferir e tive oportunidade de ver muito mais que simples propostas que mais pareceram aberrações, coisas sem mínima importância ou descartáveis, lixo mesmo.


Noutra oportunidade um artista (?) perverso encontra na rua um cachorro, resolve amarra-lo a uma corda e coloca-lo num canto de sala na exposição até que definhando chegue à morte. Claro, antes passando pela tortura de sede e fome, de urinar, obrar, urrar e contorcer-se e tudo o mais...


Até onde vai o nosso inconsciente ou até que limite dispõe é uma linha tênue. Onde era sim, hoje pode ser não, e vice-versa. O mundo muda, os conceitos vão se adequando, adaptados a cada época, cada cultura, cada situação... O uso do corpo, ou uma máquina de datilografar, uma caneca, um tubo de creme dental, um absorvente usado, projeções nas oito paredes de uma sala, gritos, arames, raízes de árvores expostas, etc., tudo pode ser entendido como arte, ou criticado.


Parece que o propósito fica mesmo contido dentro do ego, da necessidade que a maioria dos artistas tem em destacar, em apresentar como que um diferencial, mesmo que esse diferencial sirva apenas para debates em manchetes passageiras de mídias virtuais sem significar vanguarda.


Refiro-me aos casos recentes de exposição, de um grupo de mulheres que entra em cena num palco, urinam nas calças e saem de cena. E o top case do banco Santander, com a exposição de quadros que lançavam mão de propostas sensuais com sexo explícito, estupro, pedofilia, blasfêmia, etc., e que causou nas redes sociais esta semana, até o ponto de o banco decidir encerrar.


Uma amiga nos escreve apelando para a volta da censura. Outros comentam nas redes questionando a liberdade de expressão. Vai com isso um bom debate e um lixo indizíveis, de horas energias gastas, sem se chegar a um objetivo. Não sabemos por quanto tempo aquilo terá tenacidade em nossas mentes. Se será útil, se terá sido apenas um momento, um flash, um desejo de vanguarda, uma provocação inconsciente, um estorvo subconsciente do artista. Não sabemos os propósitos do curador, nem o compromisso religioso dos que criticam. Nem se Jesus teria relacionado com homoafetivos, se teria sentido culpa, nojo, prazer, se os teria perdoado achando caber dentro d fragilidade do pecado. Ou se isso é pecado, ou se aquilo merece tanto destaque. Enfim...


EM TEMPO: Postamos uma tela da exposição de Pedro Correia de Araujo (foto) – Eróticos, em cartaz no MASP, e o Face book retira e me manda mensagem informando que restringiu, pois a imagem trazia conteúdo sensual. Ops! Uma tela com trabalho de arte, uma negra nua, sentada, sem maiores insinuações...??? Ui! Censura Digital. Sinto-me no BIG BROTHER, sendo vigiado 24 horas. O que é isso? Voltamos à Ditadura de 64, ou aquilo nunca acabou? Não evoluímos, o mundo não progrediu em conceito social? Há o falso moralismo rondando...


Continuando - O respeito tem também nesse cenário, curva ascensional impondo corresponder. A ditadura individual de cada internauta faz blasfemar, atirar, denegrir. Ou elogiar, clamar pela livre liberdade de expressar, e outras defesas. Enfim, já dizia o poeta, que a gente não quer só comida, a gente quer também diversão e arte. E nesse momento temos um grande mix de Censura, diversão e arte. Divirtam-se!

Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing.
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ZÉ GERALDO E UMA NOVA CANÇÃO

ze geraldo uma nova canção

O cidadão mineiro Zé Geraldo, aquele mesmo, conhecido pelo sucesso Cidadão, dos anos 80, que falava de um edifício em que ele trabalhou lá e ajudou a levantar, falava também de um tempo de aflição e outros problemas, está de volta. Desta vez com excelente narrativa propondo entregar o Brasil a pessoas honestas.


Estamos falando da música Enquanto Há Tempo, sub título Tem Uma Nova Canção No Vento, de autoria de Bruno Calimam. Um letra que contempla novas ações inserindo a dignidade de professores, estudantes, gente jovem que busca respeito nas ruas, nas profissões, na política, no país.


Zé Geraldo tem 73 anos mas busca reservas de forças na apresentação dessa nova canção com uma proposta nova, atual, rodeada de esperança para o país, para as novas gerações, inclusive, da qual se rodeia para gravar um vídeo clipe lindo, simples e ao mesmo tempo profundo em sua mensagem.


Com o refrão que diz `Tem uma nova Canção no Vento´, a letra inicia falando de uma senhora que adotou mais de vinte crianças no Pará, do gari que acha uma carteira e devolve a grana para o dono, do estudante que sede o lugar para idosos, o taxista que respeito o turista, e os médicos que amam o que fazem.


Entregue o Brasil para os que não furam filas, não furam sinais, não furam acordos. Para os professores que só passam alunos que sabem, para motoristas que respeitam vaga de idosos, e garotas que limpam a sujeira dos próprios cachorros, para o cara que ama outro cara e não importa o tipo de amor.


Tem uma nova canção no vento, e eu já posso escutar, é a proposta para uma virada de página, uma nova visão de Brasil enquanto há tempo.

Acesse o link
https://youtu.be/sJDytkQ4tns

 

Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing.
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DO VINIL AO STREAMING

WILSON SOUTO JR.

                   

               Nesta terça-feira, 5.9, acontece em João Pessoa um debate cultural em torno da produção da música brasileira e sua evolução, com presença de Wilson Souto Jr., de São Paulo, um dos mais renomados produtores de discos do país, fundador do teatro de vanguarda Lira Paulistana (Leia-se: Arrigo Barnabé, Tetê Espíndola, Itamar Assunção, Premeditando o Breque, Titãs, entre outros nomes), ex-presidente da Warner Continental, e atual diretor presidente da Atração Fonográfica e ABMI – Associação Brasileira de Música Independente. A mesa será composta também com outros grandes nomes do jornalismo cultural paraibano como Walter Santos (Grupo WSCOM), Carlos Aranha (APL e A União), Carmélio Reinaldo e Maestro Carlos Anísio (UFPB), Gi Ismael (TV Cabo Branco), Jamarri Nogueira (Radio Tabajara e Funesc), André Cananéia (CBN e CMJP), e Olga Costa (Tabajara). O evento é uma produção da AGENDA Viva-WSCOM com apoio do CCTA –UFPB e diversas outras marcas, e tem programação para o Cine Aruanda, - CCTA –UFPB, a partir das 19 h. com entrada gratuita.


O negócio da música é em todo o mundo um grande empreendimento com investimento internacional que abrange quase todas as áreas da arte e da cultura como cinema, teatro, internet e muito outros, mexe com Direitos Autorais e com o PIB. No passado a música era consumida entre pequenos públicos. Sua escala foi dando vez à introdução de vários instrumentos até a formação das grandes Orquestras, bandas, etc. Os veículos para distribuição foram também atualizados com tecnologias cada vez mais avançadas como a amplificação, rádio, televisão, discos de cera para tocar em gramophones, discos de vinil, fitas k7, CDs e DVDs, até a era digital com o Streaming. O negócio da música incrementa toda uma cadeia de produção desde os compositores, músicos, arranjadores, cantores, produtores artísticos, empresários, gestores, fábricas, e tudo o mais. A música está na vida e em todo lugar do nosso planeta.

Do Vinil ao Streaming, através da fala de Wilson Souto JR., vem trazer para a cena atual um debate sobre a nossa riqueza cultural, a forma como consumimos e como produzimos a nossa música e nossos potenciais de mercado. Mais ainda, vem cutucar investigando os fatores que atrasaram nosso mercado a partir da Lei do ICMS, de 1986, que favorecia as multinacionais velando todo um acervo cultural nacional. wILSON Souto Jr., é como ninguém, um dos maiores conhecedores da música regional brasileira de norte a sul, leste a oeste. Já produziu MPB, jazz, forró, axé, brega, samba, pagode, roque, reggae, e tudo o mais que se possa imaginar, tendo inclusive cases internacionais como a lambada, que estourou nas paradas musicais do mundo inteiro.

Segundo Wilson Souto Jr., “ O Brasil é um país musical e consome seu mercado interno. Mas poderia ser exportador de cultura através da música. O mundo agora é uma aldeia e o mercado mundial quer o nosso mercado. Temos que difundir a música criada pela nossa cultura oral, regional, popular, e mostra-la ao mundo. Ela é poderosa.” Mais adiante questiona a Lei do ICMS, que incentivou as multinacionais a investir e ganhar espaço no Brasil, um dos maiores mercados do mundo, em detrimento da nossa cultura. Wilson Souto diz que a MPB é um câncer, quase um partido político que massacra a criatividade de nossa gente. É um bloco hegemônico que tem muita porcaria dentro. E não representa integralmente o nosso país”.
Naturalmente é a palavra de um bom conhecedor do Brasil, para quem é necessário investir na viola, no batuque, maracatu, todos os ritmos regionais brasileiros de norte a sul potencializando a música para consumo mundial. É nisso que ele acredita, é nisso que apostamos.

Do Vinil ao Streaming é um breve histórico da evolução dos "suportes" que embalaram e embalam o material sonoro (fluxo sonoro), apresenta uma visão do fortalecimento interno de nossa industria cultural e o potencial de exteriorização de mercado para a música brasileira.
Haverá ainda uma Exposção Temática da Oliver Discos, com gramophone, radiola de fichas, eletrofone, LPs, CD, e outros objetos. Vale participar.


Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing.
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O GRANDE NEGÓCIO DO FUTEBOL

neymar blog gil

                   Em 2014, escrevemos aqui sobre o grande negócio mundial do futebol. Diante da notícia que ganhou as manchetes da semana, com a bilionária contratação do jogador brasileiro Neymar, pelo Paris Saint Germain, a maior de todos os tempos até o presente; resolvemos relembrar o texto escrito naquele ano. Detalhe: em 2012 quando morei algum tempo em São Paulo, vi esse mesmo Neymar entrar em campo sendo vaiado por uma multidão que pedia: FORA NEYMAR da Seleção Brasileira. Foi uma época em que o atleta esteve mal nas paradas, caía muito em campo e baixou sua audiência. Como o mundo gira, Neymar deu também sua volta por cima, e detalhe ainda mais importante, mesmo sofrendo processos judiciais, vivendo a limitada vida de uma estrela, ela não perde a simplicidade, hoje com falas muito mais maduras em suas entrevistas. Leiamos o artigo de 2014.
https://www.wscom.com.br/blog/gilsabino/o+futebol+e+as+chuteiras+de+ouro-10899


O FUTEBOL E AS CHUTEIRAS DE OURO.


O negócio do futebol é um cada vez mais rentável, e disso não temos dúvida. Poucos eventos no mundo conseguem movimentar tantos países ao mesmo tempo, envolver jogadores, clubes, empresários, investidores, patrocinadores, mídia em geral. O resultado disso ultrapassa a barreira de simples transações movimentando nações inteiras, expandindo para o universo. É essa a realidade de valores entregues com a realização de uma Copa do Mundo, como a que acabamos de assistir em nosso Brasil.


O esporte vinculado ao futebol movimenta o turismo, bolsas de valores, logística, mobilidade, construção civil, mídia em geral, e muito outros setores da economia, até com a construção de cidades modelo dando suporte a grandes eventos; tudo isso a partir de uma bola que rola e a busca de troféus. O grande campeonato que passa desde, simbolicamente, os pés de pequenos atletas que muita vez, porque não dizer, na maioria das vezes, inicia sua carreira de sonhos e esperanças nas favelas, como mostra o filme animação oficial da FIFA, indo resultar na melhoria de vida e qualidade para todos.

O sonho de fama e fortuna de milhares de jovens candidatos a craques, verdadeiras estrelas mirins, começa pelas peneiras promovidas por captadores, ou caça-talentos, os agentes especializados em identificar, diagnosticar e contratar futuras personalidades do futebol mundial. Desde pequenos, caso do Neymar que aos 17 anos foi contratado sem nunca ter entrado em campo, são firmados acordos operacionais com as famílias, mantendo o compromisso de salários expressivos.
Jogadores com essa perspectiva atraem investidores como abelhas ao mel. Em pouco tempo de treinamento e início de carreira seus contratos multiplicam de valor, e passam a ser negociados entre clubes com ofertas de milhões de dólares, contratos de patrocínio e muito mais. Inimagináveis quantias aos nossos olhos, aos olhos de nossos clubes brasileiros endividados, que tentam segura-los para valorizar o título dos craques.

A partir de 1962 o Brasil passou a conhecer o grande negócio das chuteiras de ouro, quando o Juventus ofertou a proposta de 250 milhões de cruzeiros pelo passe do jogador Amarildo, do Santos. Na época, um escândalo que ganhou espaço na mídia nacional e a controvérsia por conta do Santos, que se negara a tal transação, nunca vista igual. Uma proposta por um garoto humilde de Vila Isabel, que andava de lotação e agora passara a valer 16 vezes o prêmio da Loteria Federal, da época.

Pelé, Maradona, Ronaldo, Ronaldinho, Messi, Neymar, e muito outros, são nomes que passaram a valorizar o negócio do futebol, ilustrando suas camisas e seus países, andando em parceria com as grandes marcas como a Nike, Adidas, e outras, não só de produtos esportivos, mas também alimentícios, energéticos, bancos, automóveis, e tudo o mais. São os chamados `Chuteiras de Ouro´.

Para esse evento que acabamos de vivenciar em nosso país uma outra campeã, a presidente Dilma; pela vitoriosa experiência de gestão conquistada à frente de tantos problemas que ameaçavam a sua realização. O pulso de sua gestão teve planejamento diversas vezes corrigido e criticado, as greves pelo país, o atraso de obras, a mídia maximizado contra a imagem do Brasil aqui e lá fora, entre outras ações. A Seleção Brasileira perdeu o campeonato, impactando menor o resultado, é verdade; mas o país e seu povo deram grande exemplo de conquista e isso também vale ouro. Isso também é marketing. Fica o registro.

Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing.
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APL de TICC e AÇÕES INTELIGENTES

          Os grandes executivos do capitalismo mundial não estão apenas preocupados com dinheiro. Sim, eles protagonizam propostas em torno da sustentabilidade, da preservação da natureza do planeta, muito além dos lucros reais. Apostam em matrizes de inteligência inovadora. Tudo isto porque atingiram já aquilo que na escala hierárquica de Maslow chama-se de Realização Pessoal. Ou seja, atingiram um patamar de vida que supera as necessidades básicas, a segurança, o amor e relacionamento afetivo, o reconhecimento, respeito e confiança dos outros e agora se dispõem às questões morais, de comprometimento social em busca de solução dos problemas ao redor do lugar onde vivem, o seu planeta.


O CEO da Unilever, Paul Polman, por exemplo, diz que a empresa quer reduzir a emissão de gases de efeito estufa, diminuir a pobreza no mundo, promover os direitos humanos e ainda lucrar com todas essas conquistas. Em longo prazo e diferente do imediatismo da tomada diária de decisões a qualquer preço, Polman escolheu pensar estratégias para um crescimento equilibrado, sustentável, com benefícios para a comunidade consumidora de seus produtos ao redor do mundo e a meta de dobrar o tamanho da companhia até 2020. Polman trabalha com o marketing sustentável respeitando o seu semelhante

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Na nossa humilde João Pessoa trabalhamos para sair do hiato tecnológico de há muito tempo atrás, quando o professor Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque dera os primeiros passos no sentido de avanços estruturais, tecnológico, inteligente. Foi ele um dos precursores dessa proposta de implantação da tecnologia na Paraíba, contribuindo em muito para o Brasil. Depois disso, assistimos grandes e pequenos centros desenvolverem cada qual suas propostas e cá estamos discutindo retornar posição no ranking das cidades competitivas. Em outras palavras, sair do atraso e tentar recuperar.


Para tanto, temos em vista a instalação de um Polo de Tecnologia, Comunicação e Cultura, com Centro de Estudos e Inovação, a partir de um APL – Arranjo Produtivo Local, uma como que reunião de grupos e empresas no sentido de transformar o atual quadro da economia da cidade nos diversos setores pertinentes a sua vocação e potenciais de mercado.


Estudos, pesquisas, estratégias, estão sendo desenvolvidas em busca de soluções que venham beneficiar de forma inteligente a Capital e o Estado. Apenas como exemplo para se ter ideia, segue alguns dados do Porto Digital de Recife, instalado há 16 anos. Este detém 1,3 Bilhões de Faturamento, presença de 253 empresas, mais de 500 empreendedores, oito mil empregos, e tem meta de duplicar até 2022.
Lá estão instaladas multinacionais, start ups, Agência de Fomento, criando Novos Negócios e possibilitando Crédito. O conceito de Força Criativa, Tecnologia de Serviços e Softwares para empresas busca soluções urbanas para cidades, revitalização no caso dos Centros Históricos, apoio e suporte econômico para o Estado, larga faixa de Geração de Empregos. Além de Soluções e projetos inteligentes nas áreas de Gestão, Urbanidade, Saúde, Agrícola, Confecções, Engenharia, Mobilidade, Tecnologia e Internet das coisas.
Quando se fala em atração de empresas lá estão marcas como Samsung, IBM, Microsoft, Sony, Motorola, Nokia, Fiat-Chrysler e outras. Funcionam Games, Multimídia, cine vídeo, animação, música, fotografia, design, robótica, etc. Tudo isso promove novos talentos e cientistas para o mundo todo, tornando a vida e o mundo melhor.


Quando falamos em Marketing Cultural evidentemente lançamos foco de luz nas esferas sociais abrangentes, carentes de maior entendimento do produto artístico cultural como forma de uma nova economia criativa e ao mesmo tempo negócio sustentável. Só para breve ideia, no mundo, a indústria de produção cultural fica atrás, apenas, da indústria automobilística. É preciso que gestores entendam isso. É necessário que estejam claros os modelos desse marketing e seus resultados. Cidades que trabalham preservando e mantendo a economia vinculada à sua história, seus sítios, seus museus e outros atrativos. Outras que realizam grandes festivais de música, cinema, teatro, folclore, etc.


Há cidades promovidas como marcas de produção cinematográfica, ou tecnologia, enfim. A nova geração de gurus do pensamento e as novas tendências manda avisar: Enquanto se detiveram políticas desavisadas que deixam passar fome estudantes nas portas de universidades e hospitais com centros de pesquisa abandonados; estejam certos que estaremos ainda muito atrasados. Enquanto a política não entender o que é investir em inteligência de mercado, escolas, universidades, start ups, centros de pesquisa e tecnologia, estamos correndo sério risco de ficar no passado.

Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing. g.sabino@uol.com.br


LULA X WALTER - MISSÕES INTELIGENTES

LULA E WALTER SANTOS

                        Assistimos a entrevista do ex-presidente Luiz Inácio LULA da Silva, concedida ao empresário de comunicação e jornalista Walter Santos, na semana que se passou. O teor da conversa passa muito além de simples prerrogativa política, indo ao encontro de questões que nos levam refletir de onde viemos, para onde vamos, o que estamos fazendo aqui na Terra. Qual o nosso verdadeiro papel, qual o nosso desempenho, quais as nossas missões.


As leituras mais profundas a respeito de nossa existência levam a crer que há razões ponderáveis, que nos dão a completa leitura daquilo que devemos fazer para administrar nossas vidas, elevando nossa consciência, afastando da miséria a que estivemos até pouco tempo condenados no suplício do vale dos seres ainda atrasados e a caminho da proposta de evolução.


A natureza do instrumento inteligente no homem indica tal qual uma enxada que o jardineiro entrega a seu ajudante, mostrando a este que lhe cumpre cavar a terra. Que diríamos se em vez de trabalhar erguesse a enxada para ferir seu patrão? Certamente diríeis que é horrível e mereceria ser expulso do jardim. Não se dá o mesmo com aquele que se serve de sua inteligência para destruir a ideia da providência em ajudar seus irmãos a sair da miséria?


O mérito da inteligência rica para o futuro está justamente sob a condição de ser bem empregada, para que se abram portas, possibilidades de avanço. Infelizmente muitos tomam desse instrumento como ferramenta de orgulho e perdição. Corrompem seus propósitos de progresso. Abusam da inteligência e todas as suas faculdades e até das advertências de que a qualquer momento uma poderosa força pode retirar-lhes o que concedeu. A vida está cheia desses fatos.


Em dado momento, Walter Santos interroga Lula: - O senhor acredita em Deus? O que prontamente ele responde: - Acredito. Acredito na existência de algo superior à capacidade de inteligência do ser humano. Isso tudo num foi criado por um acaso. É por isso que eu tenho fé e esperança de que a verdade vai aparecer...


A entrevista de Lula elenca uma série de lutas em favor das classes mais humildes e sua inserção social; o pensamento onde situa a América Latina, a nação, seus potenciais, as oportunidades na economia mundial sem se deixar dobrar ao poderio do capitalismo americano nortista, mas criando portas para um mundo melhor. A inteligência em Lula trata o homem com foco na pessoa, no homem que precisa ser nutrido para poder produzir, para avançar.


A página que Walter Santos abre para condução da fala de Lula vem na contramão do que a grande mídia tem posicionado. O jornalismo proposto por ele abriga um campo potencial de coragem de exposição, de dizer contra os grandes grupos opressores compreendidos pelas grandes redes de televisão do país, pela Justiça, e pelo Planalto. A voz de Lula através dessa entrevista diz muito mais que os bastidores da política; corrobora com a prática inteligente de um jornalista que ousa ouvir e transcrever a consciência serena de uma grande missão de paz. Sem se deixar furtar ou perder a responsabilidade individual de cada um, frente a frente, eles debatem pautando uma missão inteligente na terra.

para acessar a entrevista Lula X Walter Santos - http://digital.revistanordeste.com.br/pub/NORDESTE/ 


Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing - g.sabino@uol.com.br
 


TENDÊNCIAS DO SÃO JOÃO

   

são joão flags
   

     O evento das festas juninas trouxe esse ano, mesmo sob a força da crise econômica que cala o país, impacto que parece ter sinalizado como sendo apelo à grande tendência de mercado turístico na região nordeste. Diz, ao mesmo tempo, que um povo sofrido, com desgaste político e opressão governamental, tende esquecer a crise e cair na farra como que uma válvula de escape do momento difícil de suas vidas.

O fato é que assistimos a um dos mais festejados São João do Brasil. A nossa festa junina ganhou forma profissional, com eventos cada vez mais concorridos, maiores e melhores e economicamente fortes.


Houve como que uma renovação na prática musical a partir da inclusão de novas bandas do chamado forró de plástico, e também a inserção do elenco dos padres católicos, e os sertanejos do sudeste. Estes últimos, causando polêmicas com os tradicionais artistas de forró da região. Ainda assim, o tradicional forró pé-de-serra perseverou tendo seu espaço garantido nas festas do que chamamos cidades satélites, ou seja, aqueles municípios próximos dos grandes centros como Caruaru-PE, e Campina Grande-PB, que há mais de trinca anos seguidos mantém a tradição de realizar um mês inteiro de festa.


Na noite do dia 24 de junho, de São João, a TV Globo apresentou ao vivo transmitindo direto de Paulo Afonso-BA, Caruaru-PE, Campina Grande-PB, Mossoró-RN, e Fortaleza-CE. A cobertura patrocinada mostrou shows com os artistas Jefferson Moraes, Michel Teló, Fagner desfilando seus sucessos, Petrúcio Amorim, Lucy Alves, e o fenômeno Marília Mendonça, esta puxando uma multidão de mais de 50 mil pessoas no Parque do Povo em Campina Grande. Lá estavam também as grandes marcas como Skol, Caixa, Sky e outras, sempre investindo em grandes eventos e fazendo marketing de relacionamento com o grande público.


O que chama atenção é a imperdoável indiferença que João Pessoa, a Capital, insiste em manter em relação aos grandes centros do forró, e até mesmo às cidades satélites como Bananeiras, Patos, e outras, ofertando um vácuo na promoção do São João, forçando de maneira, o turista interno ter que se transportar para outras cidades. A demanda existe, tanto é que assistimos calados ao engarrafamento causado por nosso público quando sai nas BRs com destino ao interior.


Não é admissível, diante da grande tendência de mercado turístico e cultural à nossa disposição, deixar de lado, negar a necessidade em construir, criar condições, debater, estimular a produção e o comércio, estruturar e planejar, convidar grandes marcas para empreender num grande evento junino para a Capital. Seria no mínimo interessante agregar valores culturais, e inserir João Pessoas no grande calendário de São João. Só teríamos a ganhar. Não há como furtar-se da responsabilidade desta promoção. João Pessoa não pode ficar de fora de realizar um grande Carnaval e um grande São João. Fica dado o recado.

VIVA SÃO JOÃO!

Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing - g.sabino@uol.com.br


SERTANEJOS X FORROZEIROS

GONZAGUINHA & GONZAGÃO

             Tivemos a grata satisfação de ter trabalhado ao lado de grandes nomes da música brasileira, inclusive, artistas nordestinos. Entre estes, em especial os forrozeiros Dominguinhos, Assisão, Novinho da Paraiba, Flávio José, Nando Cordel, Jorge de Altinho, e Luiz Gonzaga o Rei do Baião, e seu filho Gonzaguinha, com quem mantivemos amizade. Recentemente também o ilustre Santanna - O Cantador.


Com eles aprendi muito. Viajamos, participamos de eventos, produções, shows, entrevistas para jornais, rádio, televisão, tardes de autógrafos, etc. Lembro que Dominguinhos dizia ter um sonho de um dia ver o forró invadir o Brasil e tocar nas rádios de Rio e São Paulo. Tempos depois vi a Tv Globo colocar Elba Ramalho no ar, e ensaiar alguns forrós nas telenovelas do horário nobre.


A nossa festa junina ganhou forma profissional, com eventos cada vez mais concorridos, maior e melhores São Joãos do mundo. Vieram as bandas de Fortaleza com o chamado forró de plástico, uma batida repetida e abusiva e letras sem muito pudor, sem preocupação com a narrativa nordestina, com a região, com a poesia, a crônica, nada disso. Porém o rádio e o povo aderiram ao som da nova geração. Ainda assim, o tradicional forró pé-de-serra perseverou tendo seu espaço garantido e as festas sempre mantiveram elencos de bom gosto prestigiando nossos grandes nomes como Elba, Alceu, Zé Ramalho, Genival Lacerda, Flávio José e muito outros, além dos menos conhecidos.


Os forrozeiros mais antigos, diferente de Luiz Gonzaga, sempre se sentiram ameaçados pela invasão de novo contexto, nova roupagem, desde a maneira de tocar até vestir, apresentar, etc. Mesmo o palco dos grandes shows mudou, adaptando-se aos modernos incrementos da tecnologia com painéis de LEDs, equipamentos de som e luz e vídeo, efeitos especiais, grupos de bailarinos e coreografia e cenários, etc. A TV Globo passou a produzir e apresentar especiais patrocinados de São João, as grandes marcas como Skol, Montilla, Lacta, Nestlé, e outras passaram a lançar produtos comemorativos aos festejos juninos. As estruturas montadas com grandes arenas e barracas de comidas e bebidas deram novo visual ao forró.


Vieram as grandes atrações nacionais juntando-se ao elenco regional. Daí em diante, iniciam as queixas, as divisões, e muitas brigas estéreis. Porque na hora de decidir, são os gestores que assinam os contratos batendo o martelo a dizer quem canta ou não na programação de São João de suas cidades.
Este ano, para maior desgaste, uma onda maior de sertanejos oriundos do sudeste e até padres cantores veio com maior força para a grade de programação. E as gestões alegam que o povo pediu, que o povo é quem decide. Bastasse um olhar mais sensato para ver a beleza que durante anos se repetiu em Campina Grande, Caruaru, Recife e outras pequenas cidades, abastecendo a programação com nomes regionais sem deixar nada a dever diante dos grandes eventos do país. O nosso São João sempre se garantiu com nosso elenco e trouxe movimentação econômica e turística inigualáveis.


Esse tamanho texto apenas para dizer que nada adianta o bate-boca de Alcymar Monteiro que, diga-se de passagem, antes de ser forrozeiro gravou LP com canções bregas arriscando o sucesso, e demais artistas envolvidos. Essa briga deve ser bancada com profissionalismo na hora de fechar contratos com prefeituras, na hora de investir forte em promoção nas rádios, televisão, etc. Desqualificar companheiros de profissão, delimitar territórios, apelar para pornografias, essas e outras práticas talvez não resolvam, talvez não sejam adequadas. Vejam no exemplo elegante e destemido de Elba Ramalho de se posicionar e falar. Se quisermos valorizar e proteger nossa cultura que seja fortalecendo as relações, mostrando do que somos capazes de fazer e realizar com garra como sempre fez Luiz Gonzaga, apenas com uma sanfona...
Seria interessante agregar valores culturais dialogando com escolas, veículos de comunicação, representantes dos governos e outras instituições, garantindo o conhecimento profundo e estimulando a produção a partir das escolas, universidades, escolas de música, e muito mais. Fico torcendo que, novamente como dizia Dominguinhos, um dia o forró possa invadir o país. VIVA SÃO JOÃO!


Post Script – GOZAGUINHA E GONZAGÃO – A VIDA DO VIAJANTE - Lembro de um tempo que participamos com Gonzagão e Gonzaguinha da turnê A Vida do Viajante. Sorrimos muito, tomamos umas, aprendemos, estamos aprendendo...Gonzaga- O Rei do Baião me chamava de `manga rosa´ e isso quase virou apelido. De Gonzaguinha, além da amizade, ganhei em 83 uma carta que tempos depois foi musicada virando o sucesso Guerreiro Menino. Em 85, quando de passagem pela programação da rádio Arapuan FM, abrimos espaço para tocar o forró de Gonzagão com participação de Elba Ramalho – Sanfoninha Choradeira, Gal Costa – Forró de Cabo a Rabo, e Dominguinhos com Chico Buarque – Isso aqui tá bom demais! Foi um tempo lindo e bom sem medo de ser feliz. Valeu, mais uma vez VIVA SÃO JOÃO!

Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing - g.sabino@uol.com.br