LUCY ALVES CAÇADORA, PORQUE NÃO?!

   

LUCY ALVES CAÇADORA
   

          O impacto das redes sociais referindo uma avalanche de mensagens pro e contra a artista paraibana Lucy Alves, com o lançamento de Caçadora, um hit mais para brega do que pop, e que vem carregado de insinuações de empoderamento da mulher, com imagens sensuais da cantora em ambiente próprio de balada, além de excelente produção e gravação de vídeo clipe, deu fôlego a críticos de plantão durante toda a semana...


Um dos artistas que arriscou palpite, chegou a escrever palavrões contra um comentário que postei afirmando ser ela mutante, em busca de ponderar no sentido de abrandar a discussão em torno da querida Lucy Alves, até poucos dias tão festejada por estrelar no horário nobre das telenovelas da Globo através do elenco de Velho Chico.


Sinceramente, não acredito que a nossa nova estrela mereça tanto mal trato. Chega a ser perverso o que lemos nas redes sociais. Acusações invasivas de que ela teria se vendido ao poder de imposição da gravadora Warner, entre outras. Por outro lado chega transparecer inveja por parte de uma maioria que ainda não conseguiu alcançar o sucesso, pelo menos destacar nas paradas musicais.

Lucy Alves tem excelente formação musical, uma carreira artística que aos poucos galgou importantes degraus no cenário nacional, esteve nos principais programas de TV a partir do The Voice, que exportou sua imagem para a grande massa, e tornou grande sua presença em muito outros momentos, como por exemplo, tocando em acústico ao lado de Alceu Valença e Paulo Rafael, em Portugal.

Após um hiato de valores paraibanos que acontece entre os sucessos de Zé e Elba Ramalho, Paralamas (leia-se Herbert Viana), Roberta Miranda, e Chico César, é ela, Lucy Alves, que vem novamente estampar nossa bandeira para o Brasil. Vou mais além. Vejo sem medo algum de escrever, que Lucy Alves tem talento potencial para ir além das nossas fronteiras. Uma cantora que reúne qualidade de beleza. Dança, compõe, canta e toca de forma encantadora.

Uma artista completa, capaz de tocar músicas de raízes do celeiro nacional a partir de Luiz Gonzaga, Sivuca, Nando Cordel, Dominguinhos, e outros, ou fazer escolhas, como esta da Caçadora, e gravar sem perder o brilho. Outras caçadoras a exemplo de Ivete Sangalo, andaram também experimentando outras praias como cantar bossa ao lado de Caetano e Gil. Ou Anita, cantando ao lado do Rei Roberto Carlos, em seu especial de fim de ano.

Nomes como Djavan, Fagner, Alceu Valença, Gonzaguinha, experimentaram gravar hits endereçados ao povão. Caetano Veloso gravou Peninha, Fernando Mendes, e nem por isso o mundo caiu. Cazuza, um roqueiro, cantou Cartola, Fabio Junior um brega pop romântico gravou Vital Farias, Elba Ramalho cantou Chico Science, Titãs interpretou Roberto Carlos, Maria Betânia deu novo brilho à músicas de Nando Cordel, Chitaozinho e Chororó, e outros, Os artistas gozam esse direito, de fazer experimentos, porque não?

Se de agora em diante Lucy Alves irá apostar no reggaeton, só o destino e as respostas de público dirão. Por enquanto a fera está solta e foi iniciada a grande caçada - o tempo dirá. Lucy Alves, a Caçadora, com direito a fazer sucesso e escolhas, porque não?!

Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing - g.sabino@uol.com.br
 


ARTE, PAIXÃO E TURISMO

PAIXÃO DE CRISTO

           Há anos temos acompanhado as diversas encenações artísticas da Paixão de Cristo, principalmente em Pernambuco, onde há um dos maiores espetáculos, o da Nova Jerusalém, maior teatro ao ar livre do mundo, próximo de Caruaru. Todo ano para lá se dirigem caravanas e milhares de pessoas, mais de 100 mil, de todo lugar, tanto do Brasil como exterior. É uma coisa admirável de vivenciar. Encanto e beleza, mesmo diante de um drama tão triste que é a história da passagem de vida e crucificação de Jesus aqui na terra. Impossível não sair de lá emocionado.


Em nossa Capital é anunciado para este ano um cem número de outras Paixões, de 9 a 16 de abril, com apoio da prefeitura levando aos bairros a oportunidade de assistir ao espetáculo de Cristo. Penha, Mandacaru, Geisel, Rangel, Jaguaribe, Ilha do Bispo, Parque da Lagoa e Bancários. Este último com duas encenações diferentes na Praça da Paz, a Paixão em Retalhos, direção de Joilson Custódio, e o excelente O Cristo Lampião (ver matéria no site agendavivapb.com.br - https://youtu.be/T9V4JOLf3Ng ), quinta-feira, dia 13.04, encenado pelo Coletivo Porta Cênica, texto de Marcelo Felix com direção de Kalline Brito.


O que se assiste diferenciando os espetáculos do mesmo tema é a Produção. Uns com valiosos patrocínios de rico investimento como a Paixão de Nova Jerusalém, que aposta na participação de atores da TV Globo, como atrativo maior; e também a Paixão apresentada em Recife, com o antigo Cristo de Nova Jerusalém, o ator e diretor José Pimentel, encenada no Marco Zero com entrada gratuita. As outras diversificam de acordo com o tamanho da produção e recursos, e públicos, de cidade a cidade, desde a Capital aos recantos de interior.


O que une tudo isso é a arte e a cultura. Atores, diretores, músicos, produtores, gestores culturais, empresários, patrocinadores, mídia, comércio, turismo. As operadoras de eventos turísticos preparam pacotes oferecendo passeios e outros atrativos além do espetáculo em si, garantindo maiores possibilidades de uma experiência de resultado. Toda uma economia gira em torno da realização desses eventos marcados no calendário da Semana Santa no Brasil. Resta apreciar e ampliar o modelo profissional de vender a imagem com estratégias de mercado para atrair ainda mais o turista interno e estrangeiro. Para tanto, temos que iniciar assistindo e anotando os detalhes das grandes produções, convidando profissionais para o debate, os comerciantes, donos de hotel e restaurantes, serviço de traslado, companhias aéreas, associações, gestores, e demais envolvidos

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Embora a Paixão nos faça chorar e refletir, a arte e a cultura se unem agora em novo momento para movimentar a economia trazendo emprego formal e informal, ações de comércio e serviços de turismo. E viva Jesus!


Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing. g.sabino@uol.com.br
 


CARNE FRACA, IMAGEM PIOR

TONY RAMOS MISTURA

         A crise que estampa as manchetes do noticiário da semana com relação ao escândalo da carne é inigualável. Atinge não só a saúde das pessoas. Atesta o desrespeito e atraso humanos ainda em decorrência do velho homem ataviado ao egoísmo, a ganância, a sobrevivência que mata para se dar bem, que a qualquer preço passa por cima do próximo. É uma decepção.

Quando estudamos marketing e fizemos mestrado, havia lá cadeiras que estudavam o mercado, como proteger a imagem de empresas, marcas e produtos, cuidados específicos, certificações internacionais, modelos de negócios, estratégias e muito mais. Na prática, é como se fossem abaixo todas as teorias administrativas às voltas com a corrupção que salta a tudo e todos, sobrepondo-se à ética, às leis de mercado e a vida.

A reação à venda de produto danificado é imediata. Vem em peso, ameaçando seis milhões de empregos da indústria de laticínios, frigoríficos, cadeia produtiva, de fornecedores, rações, logística, e outros. Prejudica a economia diretamente na venda de açougues, cadeia de supermercados, restaurantes, hotéis, hospitais, e muito mais. Além de manchar feio a relação com mercados externos que registram a desconfiança e descrédito no país, abortando o comércio de exportação/importação de nossos produtos. Cai a economia e as ações das empresas nas bolsas de valores do mundo.

E o que vemos é um desmantelo, um disse me disse entre o que acusam as investigações da Polícia Federal, a Fiscalização, Ministério da Saúde e outros órgãos envolvidos, e até a Presidência da República tentando remediar a situação.

“Hong Kong suspende importação de carne após ação da Polícia Federal. - Coréia do Sul volta atrás e retoma compra de carne de frango. - Barreiras externas à carne que sai do Brasil devem ter fôlego curto. - EUA, Austrália e Irlanda ameaçam tomar mercado do Brasil na carne.” Estas e outras manchetes mostram o vai e vem das commodities perante a cena de fumaça negra sobre o escândalo da carne.

FATIMA BERNARDES FRIBOI

O ator Tony Ramos, há três anos garoto propaganda contratado da JBS, dona da marca de produtos Friboi, justifica dizendo que sua participação é profissional e que foi conferir, fez pesquisa quanto à idoneidade da empresa. A JBS, uma das empresas investigadas pela Polícia Federal, aguarda manifestação do Ministério Público para dar continuidade as suas ações. Outras estrelas como Roberto Carlos, que recebeu R$45 milhões para aparecer em comerciais mesmo sem degustar, mas dizendo que voltou a comer carne, e que logo teve rompido o seu contrato por falta de retorno da campanha; e Fátima Bernardes, que fez propaganda da Seara (do mesmo grupo JBS), foram contratadas por serem personalidades de confiança do grande público. Agora estão todos em cheque. Correram o risco de receber milhões emprestando suas imagens para anunciar carne suspeita e pobre.

Como não poderia deixar de ser, nas redes sociais os internautas lembraram as propagandas em que aparecem estrelas e tornaram memes com mensagens engraçadas envolvendo todos. Em uma delas Fátima Bernardes diz que o cheirinho da carne é de papelão; noutra Tony Ramos mostra a fábrica da Friboi e diz que ali é onde fazem a mistura do papelão; ainda uma comediante diz ter medo de comprar carne e vir com um tufo de cabelos do Tony Ramos. 

Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing - g.sabino@uol.com.br
 


O MUNDO SEM MULHERES OU HOMENS

baby doll

            As mulheres resolvem cruzar os braços e fazer greve geral. Fico pensando o que fazer? A True Companion, uma empresa de inteligência artificial que opera no mercado americano desde 2010, promete entregar exemplares artificiais de robôs que são capazes de prestar serviços rotineiros e domésticos, fazer sexo, responder carícias e, melhor, nunca estão aborrecidos nem trairão seus donos, ou trarão doenças aos parceiros. A promessa é como que, uma vez o consumidor dispondo media de $7.000, possa adquirir escravos tecnológicos acompanhados de amor incondicional.

Continuamos preocupados... A True Companion diz ter já espalhados pelo mundo mais de 8000 de seus produtos, formando um exército de escravos baby doll à serviço, na maioria, de homens. Mulheres também estão aderindo a pares artificiais. Amam seus bonecos, ou boys, como capazes de amar a um animal doméstico, o gatinho, o cachorro que cuidam substituindo afetos.

Acordo cedo, no Dia Internacional das Mulheres, 08.03, e lá está na telinha do smarth a pergunta de uma amiga psicóloga para uma pesquisa: - O que acha de um mundo sem homens? Paro um pouco, tomo café, reflito. Penso na minha mãe, minhas filhas, ex-namoradas, professoras, amigas. Penso como seria um mundo sem mulheres. Penso na importância da barriga de Mariinha para abrigar o feto `eu´, que nascia há 57 anos. Imagino que hoje seria dispensável, trocando por uma barriga de aluguel, ou mesmo órgãos artificiais de gestar em laboratório. Como também se poderiam personalizar sequenciais bonecos de Gil Sabino á beira da perfeição. Ora, ora!

Lembro Maria do Rosário, uma namorada de Olinda nos anos 80, quando escrevia algumas ideias futuristas de falando de um mundo virtual, digital, etc., e ela ria achando que eu estava delirando. E me arrastava sempre pra cair na real...

Chego até à empresa e lanço a pergunta aos meus amigos. Todos, indiscutivelmente sorriem. Sei o significado da solidão, da saudade, da depressão, da angústia, como também da alegria, da felicidade, dos prazeres passageiros e terrenos, dos sonhos. Sei o valor da companhia amiga feminina, masculina, como queira, pais, filhos, amigos e parentes exercendo cada qual seu papel associando ao outro nas missões que lhes cabem aqui na experiência terrena.

Acreditamos que mesmo em face dos avanços mecânicos e tecnológicos, tendo em vista um dia termos partido da experiência hermafrodita (de auto reprodução), para a evolução de divisão dos gametas em X e Y, definindo o macho e a fêmea, possibilitando aperfeiçoar o poder de reprodução, os sentidos de visão, audição, olfato, paladar, expressar através de fala, cantar, sentir calor, frio, etc., e até desenvolver cérebros, dentro de caixas cranianas, com mecanismos de sistema neural com raciocínio e respostas organizadas, criativas e inteligentes; e dispor já de opções de modelos LGBT, W, Y, Z, Etc.; Acreditamos que resta o equilíbrio com serenidade para as relações, a fim de encontrar saídas para um mundo verdadeiramente melhor.

Que em bilhões de anos do trabalho divino de aperfeiçoar, embora com a tecnologia e os avanços da ciência permitindo desde a nanotecnologia, a comunicação à distância, as viagens espaciais a outros planetas, o mundo precise ainda sair do estresse para refletir nos indicativos morais de Jesus, um que aqui passou falando sobre perdão, entrega e serviço de solidariedade ao próximo, amor, e tudo o mais para saltar do degrau da ignorância que ainda degola, corrompe, estupra, mata.

Acreditamos que o homem e a mulher precisam ainda rever valores morais, para enfim, dentro de suas missões terrenas, corresponder com responsabilidade e avançar, evoluir e atingir uma vibração maior, partir para novas esferas, novos planetas, onde talvez nem precise do adereço do corpo humano de órgãos utilitários passageiros para viver. Um mundo onde pessoas se amem sem rótulos, sem indiferença, sem guerras, sem competição; mas, sim com conexão. Um mundo onde possamos nos respeitar, saindo do embaraço atávico do homem primata, para o homem do futuro. Onde realmente não precisemos mais de divisões de mulher ou homem, ou seja, lá que modelo for para evoluir...

Enquanto isso, enquanto a sociedade despersonalizada brinca de fazer sexo virtual, ou com robôs, e Douglas Hines fabrica seus bonecos em séries, Joe toca Anita, diz algumas palavras-chave lidas de um cartão e pergunta: "O que acontece agora?" E ela, que é um robô com feições humanas, responde: "O que você quiser". E eles fazem sexo.

Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing - g.sabino@uol.com.br


O PODER DAS ÁGUAS DO VELHO CHICO

O Espírito vem pelas Águas e moléculas de água cristalinas

             Para quem vive nas capitais do litoral como nós que aqui nascemos, parece ser normal chegar em casa, abrir a torneira e deixar jorrar água, escorrendo à toa lá, depois tomar um banho e refrescar, trazendo saúde na renovação das células do corpo. Não imagina sequer o valor desse líquido precioso para a vida vegetal, animal, e até como fonte de vida para o planeta. Não imagina o que é passar dois, três, quatro dias, uma semana sem ter água para beber, cozinhar, tomar banho. Não sabe o que é caminhar léguas para lutar e conseguir trazer para casa uma lata d´água na cabeça para suprir necessidades básicas do dia-a-dia. Passar por exemplo, um dia sem beber água...

Nossos corpos são predominantemente constituídos de líquido, desde a fecundação com sua formação embrionária, dentro de bolsa líquida, para depois vir à luz. A água está presente na vida do planeta como que de forma sagrada, devendo, pois ser preservada, respeitada.

Nas experiências científicas do pesquisador e fotógrafo Dr. Masaru Emoto, as moléculas de água sofrem ação com interferência da consciência humana, vindo recair sob efeito diverso em suas moléculas. Por exemplo, para palavras de ódio e música agitada de bandas heavy metal, tornam-se cinzentas, obscuras; ocorrendo o contrário para palavras de ordem positiva como amor, alegria, e agradecimento, e músicas clássicas e instrumentais, de relaxamento, meditação, tornando-se claras, luminosas, cristalinas. Imagine nosso corpo, uma vez percentualmente dotado em 90% do poder dessas águas em constante transformação. Imagine o banho, a sede sendo saciada com a água em forma de remédio, saúde, cura, sustentação...

Já faz tempo, desde 1947, o compositor e cantor Luiz Gonzaga, e seu parceiro Humberto Teixeira, cantam através da letra de `Asa Branca´ - um dos maiores hits mundiais já gravados por ele e centenas de famosos artistas; reclamam e cantam a necessidade e sofrimento por falta d´água no sertão nordestino. Outro famoso compositor, Alceu Valença, traduz de forma singela nas letras da canção `Quando Olho para o Mar´, o poema de ciclo de vida a partir das lágrimas que vão desaguando. Mas é mesmo a letra de `Planeta Água´ , de Guilherme Arantes, (ver links abaixo), que apresenta um dos mais belos textos sobre a água, havendo ainda muitos trabalhos relacionados ao tema. E aqui aproveitamos para recomendar o livro do monge beneditino, escritor, teólogo e ex-secretário e assessor de Dom Hélder Câmara, o pernambucano Marcelo Barros, `O Espírito vem pelas Águas´ (Ed.Loyola – CEBi); obra em que aprofunda o debate sobre o desafio da água, convidando para assumir uma nova visão da relação do homem com a natureza, com a Terra e com Deus, e destacando o uso ecumênico desse tesouro. Ou seja, a água não pertence a um ou dois, e sim a todos sob benção divina.

Foi em 2008, em Olinda, PE., quando produzíamos o lançamento de O Espírito vem pelas Águas, que ouvíamos falar pela primeira vez em forma de alerta para o uso das águas. Também sobre como as grandes empresas do mundo, a Nestlé, Ambev, Unilever, as hidrelétricas, entre outras, pretendiam dominar o uso das águas.

Lembramos ainda de oportunidades que tivemos em apresentar pela vez primeira o mar para alguns irmãos que vinham do interior hospedar-se em Recife para tratamento hospitalar. O encantamento pelo tamanho do oceano Atlântico à nossa frente, o experimentar a água salgada, o lançar os pés à beira-mar, mergulhar, e até levar amostras de água, e areia da praia, para provar nas suas comunidades o contato com o mar.

Voltando a poética musical, lembramos a letra do Hino de São Francisco, aquele que abandonou todos os bens para dedicar-se solidário a pobreza dos homens de sua época, em cuja canção menciona fazer-se instrumento de paz, e onde houver desespero que possa levar a esperança. Essa mesma esperança hoje tão discutida e referenciada pelo homem do nordeste quando através da obra de outro grande homem, Luiz Inácio - Lula - da Silva, vê realizado o sonho de transposição das águas do Velho Chico, saciando a sede de milhões. Muito que aprender daquilo que somos capazes, nossa missão de vida e o poder da natureza, o poder das águas...

Asa Branca – Luiz Gonzaga, Sivuca, Dominguinhos, Oswaldinho, Fagner, Elba Ramalho - https://www.letras.mus.br/luiz-gonzaga/47081/
Asa Branca – Elis Regina e Hermeto Paschoal - https://www.letras.mus.br/elis-regina/424062/
Quando Olho para o Mar – Alceu Valença - https://www.letras.mus.br/alceu-valenca/188465/
Planeta Água – Guilherme Arantes - https://www.letras.mus.br/guilherme-arantes/46315/
O Espírito vem pelas Águas – Marcelo Barros - http://www.marcelobarros.com/digishop/o-espirito-vem-pelas-aguas/


Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing. g.sabino@uol.com.br
 


ORQUESTRA SUSPENSA DA SKOL

AEROGROOVE toca em ação de marketing da Skol no Carnaval de Recife PE.

           `O Céu é o limite da Skol´, poderia ser também o título desse nosso artigo. Estamos falando da Orquestra suspensa no ar. Uma ação de marketing da cervejaria Ambev, para sua marca SKOL, patrocinadora oficial do Carnaval do Recife e Olinda, PE. O impacto causado surpreende a quem chega à meio ao Carnaval, quando entre uma e outra apresentação artística no Marco Zero, principal polo de programação da cidade do frevo; entra em cena a Orquestra Aerogroove, da Cia K de Circo, oferecendo um espetáculo à parte. São um maestro e vinte músicos, como que fantoches, manipulados a uma altura de mais de 40 metros, suspensos por guindaste, cabos de aço e cordas, tocando músicas como Feira de Mangaio e Frevo Mulher - diga-se de passagem, dos autores paraibanos Sivuca e Glorinha Gadelha, e Zé Ramalho, frevos e outros números internacionais para animar a multidão.


A Skol tomou conta do Brasil e investe bilionária campanha no verão desse ano. Só no Carnaval, com o tema “redondo, saia do seu quadrado”, é patrocinadora oficial presente em 37 cidades, sendo a cerveja oficial dos carnavais de rua de São Paulo, Salvador, Fortaleza, Recife, Olinda, Belo Horizonte, Manaus, Cuiabá e Florianópolis. Patrocinará individualmente mais de 180 blocos, cerca de mil trios elétricos e festas, e treinou e credenciou mais de 30 mil ambulantes em todo o país. Em Recife a Ambev firmou há três anos, contrato de 36 milhões, e na Bahia, fechou com a prefeitura investimento da ordem de 90 milhões – 30 por ano, para manter exclusividade do segmento de marca nos principais eventos da cidade.


“Este é o maior carnaval já feito por SKOL no Brasil, mas queremos antes de tudo deixar claro que respeitamos tanto aqueles que amam a festa quanto aqueles que querem apenas descansar e fugir da folia no ‘feriado’. Este ano vamos sair do quadrado e surpreender a galera com experiências totalmente inusitadas. Um tobogã de 200 metros em Belo Horizonte, uma roda-gigante no meio de São Paulo, um grupo circense tocando nas alturas em Recife e, em Salvador, até o circuito vai sair do quadrado. Vamos antecipar o pré-carnaval e, na terça, 21, o circuito será Ondina-Barra e terminará em um palco redondo de Skol que funcionará durante todo o período. Estes são alguns exemplos do que estamos preparando para todos viverem o carnaval mais redondo da história”, comenta Daniel Feitoza, gerente de marketing de Skol. Mais, contratou para seus eventos os maiores nomes da musica atual como Anita, Marília Mendonça, Saulo, Alceu Valença, Elba Ramalho, Monobloco, Olodum e outros, que estarão em eventos de trios elétricos, camarotes e demais espaços redondos.


Todos sabem que o Carnaval permite liberar comportamentos extravagantes em nome de uma fantasia, que é esta uma grande festa marcada por excessos de comer, beber, celebrar e buscar incessantes prazeres. Muito embora assim, e respeitando conceitos diversos; eis aí assinada pela Skol, uma ação de marketing que supera e reivindica tendências com capacidade impossível de esquecer.


Indiferente de religião, raça, cor, sexo, a campanha da Skol trás diferencial, marca redondo e causa na cabeça de todos; e nem Jürgen Klaric, o guru do neuromarketing, seria capaz de dizer contra. F/Nazca e a equipe da Skol estão de Parabéns!


Clic e assista ao vídeo da AGENDA VIVA com a Orquestra Aerogroove, da Cia K de Circo, no Marco Zero de Recife, PE.; e o maracatu suspenso em São Paulo.
https://youtu.be/icTdvEtCi_4
https://www.youtube.com/watch?v=ec0lIRY8ctY

Clic e assista também ao filme Para Todos (com 4.419.347 de visualizações até o momento em que escrevíamos para o blog), tem concepção da agência F/Nazca Saatchi & Saatchi.
https://youtu.be/TBNBbvYQl6Y


Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing. g.sabino@uol.com.br
 


BLOCO DOS MASCARADOS E A FOLIA

máscara

            Estamos em período de momo. O Carnaval que permite liberar comportamentos extravagantes em nome de uma fantasia, a grande festa marcada por excessos de comer, beber, celebrar e buscar incessantes prazeres, até o uso de drogas e sexo e muito mais. Após o Carnaval vem a quarta-feira de cinzas, e a quaresma (um período que se daria em jejum com abstinência do alimento de carnes animais), findando o calendário da igreja católica com a celebração da páscoa. Desde a antiguidade é o Carnaval caracterizado por atividade temporária de liberdade, quando as restrições morais são relaxadas, um rei é eleito e a folia simboliza toda a alegria.


Atualmente o grande evento atraiu nova proposta de negócio turístico, aqui no Brasil a partir do Rio de Janeiro e São Paulo com os desfiles e estruturas das escolas de samba, na Bahia, Recife e Fortaleza ganhando força com blocos e trios elétricos e grandes shows, patrocínio e investimento privado e do governo e tudo o mais. João Pessoa com maior prévia carnavalesca do país e Recife, com o Galo da Madrugada, certificado no Guiness Book como o maior bloco de Carnaval do mundo.


Por um lado o esplendor, a purpurina, confete, serpentinas; por outro o contraste de uma festa que oferece violência, risco com aumento do número de acidentes e mortes. Embora as nobres conquistas das ciências da alma envidando esforços para oferecer excelente contribuição para o reequilíbrio dos portadores de distúrbios comportamentais e psicóticos mais profundos, o homem está ainda mergulhado no poço dos transtornos e distonias que avolumam estatísticas jamais igualadas. Na ignorância de si mesmo, dos potenciais incomparáveis de bênçãos de que é portador, ainda não consegue enxergar e encorajar com tarefas de autoconquista da felicidade e paz interior. E sofre até movimentar-se através de realizações edificantes, descobrindo-se passo a passo, até reconhecer propostas de valor e paisagens de uma visão global muito mais sublime.


Especialistas em saúde mental – psicólogos, psicanalistas, neurologistas, psiquiatras, vem através de estudos de terapêuticas valiosas buscando minimizar o conflito social que assola a Terra. O trabalho de amenizar as aflições e sofrimento humano. O esforço em superar anseios-impulsos do poder e do prazer elencados, segundo a mentora espiritual Joanna D´ Angelis através da psicografia do médium baiano Divaldo Pereira Franco, relata passo-a-passo mesmo disfarçado através de outras máscaras como a posse – para mais prazer, a renúncia aparente – como forma de prazer, acúmulo de coisas – para desfrutar prazer, a solidariedade externa – exacerbação do prazer, contínuas experiências sexuais – prazer exorbitante. O caminho de superação do EGO abre espaço para mais elevadas expressões enriquecendo o ser humano e retirando-lhe as algemas do primitivismo. A libertação do EGO. Outra terapia, contra o Egoísmo, que conspira contra a caridade, vai desenvolver sentimentos de fraternidade e de justiça entre os homens como ferramenta única na vida para ofertar com eficiência a proposta do amor e da paz.


Os transtornos são inúmeros, desde a esquizofrenia, depressão, pânico, fobias, medo, insatisfação, ciúme, sociopatia, ódio, rancor, resentimento, solidão, superpersonalidades, entre muito outros problemas na busca do Self, o poder interior que edifica a paz de si mesmo.
No período de escassez econômica, por exemplo, em que atravessa o país, de desesperança com relação aos valores sociais do cotidiano, eis o Carnaval como válvula de escape, pontuando como oportunidade de fuga, de aliviar a tensão sob o estresse coletivo. É aí que se mascara a verdadeira felicidade para marcar passo em meio à folia. É justamente aí que nasce a proposta de educação mental, de inserção de propósitos e ações positivas, alegria, felicidade e paz. Uma proposta de nova consciência. Muita atenção com esse bloco de mascarados de felicidade e a folia...

Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing. g.sabino@uol.com.br


 


2016 WF9 – MORRER TRANQUILO

meteoroo

                   Desde pequeno ouço falar no fim do mundo. Confesso que no início me sentia até desapontado, desorientado, mesmo, sem respostas do que fazer. Foi passando o tempo e nem lembro mais quanta vez apareceram esses boatos que sumiram ao longo dos anos. Eis que surgem novamente. Agora seria o 2016 WF9, um asteroide perdido no espaço em rota de colisão com o planeta Terra, e segundo garantiria o cientista russo Dyomin Damir Zakharovich, exterminaria a vida na terra no próximo dia 16 de fevereiro, e não perguntem por que essa data específica.


A NASA, contrariando a ideia negativa de fim do mundo, nega a informação argumentando dentro de parâmetros científicos o afastamento do evento. E continuam os bobos a discutir o assunto que se avoluma agora nas redes sociais, mídia, etc. Pelo que sabemos, Deus algum anuncia a data da morte, apesar de muitas profecias e palpites.


Fico pensando: Ora, se o mundo vai acabar então de nada adianta correr, se preocupar, desesperar. Ou, como nos prepararmos para a morte. E os nossos pais, nossos filhos, amigos, e outros, como nos despedirmos? Propor um grande evento, uma grande festa? E os que já se foram antes de nós, será que voltaríamos a nos encontrar? Será que daria tempo correr e encontrar um filho no Rio de Janeiro, outro na Europa, Caruaru... E tanta coisa passa pela cabeça para logo retornar aos ensinamentos de equilíbrio de Jesus quando nos propõe a paz.


Sim, claro que estamos diante de desafios aterrorizantes. Já não basta a violência e a morte banalizada ao redor. Já não bastam as horas corridas de notícias negativas e o stress cotidiano, o suicídio urbano, as tragédias, os encaminhamentos todos de destruição e vem essa abordagem em ondas invadindo com terror e entrega de morte coletiva. Promessa de vida ou morte. E lembramos a cena do filme Chico Xavier, em que o médium está num voo e a aeronave está para cair e ele apavorado começa a gritar quando, de repente, aparece-lhe o Espírito de Luz Emmanuel e pergunta o porquê de tanta zuada. Ao que ele responde: A aeronave vai cair. E Emmanuel diz: Já que vai cair e todos vão morrer, então porque não morrer tranquilo? Porque não ajudar ao próximo silenciando nessa hora de horror?


Ao que se sabe, e isto já cientificamente confirmado através de estudos e pesquisas acadêmicas, a vida continua após a morte. O Espírito, força inteligente que tange o corpo material durante a existência terrena, tem vida eterna, vindo em vezes sequenciadas a ter vida na terra. Como que um curso, em que estaria através de etapas até conseguir aprovação superior para assumir degraus ainda mais elevados, em planos muito mais inteligentes que a nossa pequena vida no planeta. Assim, a caminho da perfeição, estaríamos todos condenados à plenitude; tendo para tanto, que passar por todas as etapas necessárias. Morrer não seria o problema. Logo, morrer tranquilo seria bem melhor que desencarnar apavorado. Até pra isso se precisa de preparo.


Também, o Universo mantém-se indiferente aos jogos de azar, as escolhas perniciosas e infelizes que muita vez tem direcionado a partir da mesquinhez do pensamento humano. A gravidade, os elementos Éter, Ar, Água, Fogo, Terra, a inteligência suprema, que seria Deus, e tudo o mais, não seriam justos no contexto geral estacionando a criação. Não teria sentido tanto desenvolvimento dos seres vivos para de repente o nada. Ou, para aqueles que acreditam em um Deus personalizado, branco e de barbas louras atendendo a todos os interesses materiais do que se pressupõe felicidade, apelar para um julgamento geral e retroagir à ideia de castigo. Se vamos morrer no dia 16 ou depois disso, que morramos tranquilos. A vida é só mesmo uma passagem sem data marcada para o fim.


Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing - g.sabino@uol.com.br
 


A FACA AMOLADA DE VAL DONATO

VAL DONATO SHOW

                  Poucos artistas há com tanto talento, inteligência, e autoridade para falar, quanto a paraibana Val Donato. Acabamos de assistir no Black Jack Bar, ao lançamento, para Imprensa e convidados, do seu clipe Faca Amolada, música da própria cantora compositora, e agora também diretora, com elenco estrelado por Bárbara Santos (sim, a esposa do cantor Chico César), e Julian Santos - o primeiro transexual a interpretar no papel principal de um vídeo brasileiro. O lançamento oficial será domingo, em homenagem ao Dia da Visibilidade Trans, em show programado para a Usina Cultural Energisa, e logo após estará disponível na internet.


Totalmente gravado em preto e branco, com direção de fotografia de Kennel Rógis, assistente Wagner Pina, coreografia de Liu Santos, maquiagem de Inêlda de Cristo, Produção Executiva de Fabíola Rodrigues, Assistência de Produção de Michelle Lira, e assessoria de comunicação de Andréia Barros; o roteiro traz à tona tema atual, da transexualidade, da necessidade de sair do casulo e libertar-se das amarras da maldade, do preconceito, como foi debatido após a exibição inédita. Busca dialogar, fugindo da violência homofóbica que racha o país e torna incoerentes as religiões, que na maioria abominam o direito de administrar o uso do corpo fora dos relacionamentos homem X mulher.


Val Donato direciona politicamente a sua música em defesa das causas sociais do movimento LGBT, brilha com intensidade quando arrisca e ousa dirigir, e contempla a todos de forma inteligente, sensata, serena e grande, repito, com muita e rara autoridade para falar. Seu discurso não se restringe a ser ou não ser, porém, amplia rasgando o véu, provocando, sangrando, mexendo na ferida social que pune fracos e oprimidos, que nega direitos, que vela a realidade, que promove injustiça nas ruas do país e do mundo

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A promessa reveladora dessa grande artista, jovem ainda e com muito caminho pela frente, nos dá sensação de gratidão, de estar diante de uma proposta contemporânea, inovadora. A Faca Amolada de Val Donato não é apenas a língua solta. Vem embalada pela humildade de trato e humor com que lida no cotidiano, driblando com sabedoria as ferradas, as ciladas de seu tempo. A Faca Amolada de Val Donato persevera, anote aí, e cortará ainda muito porque está afiada, preparada para isto. Muita pedra irá rolar no caminho, muito sangue, muito suor, sem se perder nem deixar de lado o romântico e o rock and roll, traço agudo no perfil de seu trabalho.
Para finalizar, registramos aqui com destaque, além da boa direção de Val Donato para o próprio clipe, também a excelente interpretação de Bárbara Santos, e a força em cena, do ator transexual Julian Santos. PARABÉNS! É isso.


*Os links abaixo com entrevista e músicas de Val Donato e Seu Pereira para AGENDA VIVA; e a primeira versão em clipe da canção Faca Amolada (Val Donato), e logo abaixo a letra pra você acompanhar. Divirta-se!

https://www.facebook.com/agendaviva/videos/1711612512421738/

https://youtu.be/KpfeyxGOULI


FACA AMOLADA (Val Donato)
A faca amolada do desejo cego
Me sangra a alma
E dilacera o ego
Nas mãos, nos olhos, a garantia
De que sempre sentiria
A faca amolada do desejo ferir

E quantos sonhos consigo segurar nas mãos?
Quantos olhares passeiam no meu corpo exposto?
Quantos querem saber meu gosto?
Há tempos não percebo minha sombra
Desenhar no chão
Os traços deste amor
Que é faca amolada e fere
Que é faca amolada e fere
Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing. g.sabino@uol.com.br


A NOVA CENA MUSICAL DA PARAÍBA

NOVOS TALENTOS DA MÚSIC PARAIBANA

A nova cena musical da Paraíba existe, e com tamanha força criativa que arriscamos dizer, seguindo, inclusive, palpite da compositora e cantora Val Donato, uma das feras desse novo cenário; que é uma como que cena diferenciada de todas as outras do país. Explica-se: os novos talentos paraibanos tocam bem, compõem e interpretam de diversa maneira, todos com performances próprias, invejáveis a qualquer veterano de sucesso. Caso de Chico Limeira, Wister, Titá, Nathalia Bellar, Yanca Medeiros, Gabriela Grisi, Chico Correa, Zé Neto, Gustavo Magno e outros. Também Lucy Alves, Os Gonzagas e Dois Africanos, já esses, falando em carreiras de plano nacional.


Nesta noite de quarta feira, 25.01, de início de um ano com promessas difíceis de catalogar no cenário social do país, eis que boas surpresas retornam ao palco em João Pessoa. Desta vez foi o evento Vozes da Paraíba produzido por Allan Pessoa e Tony Leon para o Café da Usina, reunindo em coletiva que definitivamente veio estampar o que há de melhor em requinte e qualidade musical, um após outro, sem opção para distinguir-se qual deles é melhor. Todos, sem exceção, apresentaram pequenas e brilhantes participações.


Notadamente sentimos a falta de nomes como Érica Maria, que está entrando em estúdio para gravar um EP; Seu Pereira e Totonho, ambos citados e interpretados em canções durante o show.


Particularmente registramos ali a falta da presença de gestores culturais da cidade, ou seus representantes. Como também jornalistas e produtores. Houve algo como que uma noite especial revelando o melhor do melhor da atual cena musical do Estado. Como que uma nave trazida do espaço, vinda carregada de seres inteligentemente dotados da expressão maior da música. Verdadeiro tesouro.


Acreditamos que seria como que uma obrigação as nossas emissoras de rádio, principalmente Cabo Branco FM e Tabajara FM, com perfil MPB, tocarem esses novos nomes e suas maravilhosas peças musicais. Lamentável que nesse sentido ainda invistam muito pouco.
Lamentável também a maioria do público ignorar a existência desses novos valores e aí vemos que não se trata de culpa de falta de interesse, mas falta mesmo de acesso, pois os novos não tocam no rádio. É absurdo não coloca-los no merecido lugar de destaque, uma vez trocados por um lixo residual que chamam de gosto musical do povo e enfiam guela à dentro fazendo tocar e abusar. Nossos artistas deveriam tocar nas programações locais, sim. Já testei fazer isso nos anos 80 quando dirigíamos a rádio Arapuan e programávamos alguns nomes da época como Chico César, Cida Lobo, Dida Fialho, Limusine 58, Tadeu Mathias, Bráulio Tavares e outros e foi um sucesso. Por que não dar continuidade e abrigar a nova cena, incentivando, promovendo, explorando o que temos de melhor?


Depois de Zé e Elba Ramalho, Vital Farias, e Cátia de França, e dez, quinze anos mais tarde, Chico César, a Paraíba passou a deixar de exportar talentos. Os artistas batem-se e debatem-se entre si, esperançados de solução. Criemos, logo, então, os meios necessários para revelar através das convenções atuais de mídia e projetar para o futuro já. A AGENDA Viva e o Portal WSCOM se dispõem espontaneamente a colaborar para valorizar nossos artistas. Mas, lembrando que tem muita coisa pra ontem. Fui!


Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing. g.sabino@uol.com.br