Gestão temerária

 

É imprevisível o futuro do país com a situação da classe política em virtude das investigações em andamento pela operação lava jato, que vai aos poucos, destruindo reputações de lideres com pretensões de chegar ao topo de suas carreiras, dirigindo os destinos da nação.

Executivo e legislativo tem seus principais membros atolados até o pescoço nas listas de delações apurados na esfera do Ministério Público Federal e no Supremo Tribunal Federal.

Apesar de todo lamaçal o governo teima em promover reformas que retiram direitos dos trabalhadores, sem credibilidade nem argumentos suficientes para o tamanho da empreitada.

Se o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia está mencionado em delações juntamente com um bom número de deputados federais fica difícil entender como aquele colegiado pode conduzir de forma isenta qualquer tipo de mudança constitucional.

No Senado Federal não é diferente. O presidente, Senador Eunício Oliveira e outros tantos senadores estão citados em lista de delações, e, portanto, sem a isenção necessária para carimbar modificações na constituição.

A situação parece ser pior ainda no executivo, onde do presidente Michel Temer aos principais colaboradores da gestão, num número que chega a oito ministros, sobrou delação de todo tipo. E, mesmo em meio ao tiroteio, o governo tenta mudar o foco insistindo com reformas.

Dos 367 votos que autorizou a abertura do processo de impeachment, 36 estão na lista do STF e dos 36, 21 votaram a favor da abertura do processo, talvez esquecidos dos deslizes que eles próprios cometeram.

Os números da propina são assustadores se verdadeiros. Consta que entre 2006 e 2014 a Odebrecht teria pagado a bagatela de R$ 10,6 bilhões em propina e executivos da empresa admite que essa prática esteja em uso a mais de trinta anos.

Dentro desse quadro, fica difícil imaginar que executivo e legislativo tenham isenção para tirar direitos de parcela da população sem antes afastar os assaltantes do dinheiro público do poder.

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Até pouco tempo a discussão era sobre seca, frente de trabalho e racionamento. Mudou para como demora a chegar as águas da transposição, quem fez mais, quem é pai, mãe parente ou aderente do projeto.
Continuamos pequenos.
 


Enfim as águas

 

Durante o governo de Ivan Bichara, mais ou menos em 1976, foi realizado um trabalho através da Secretaria de Serviços Sociais, e que consistia num levantamento sobre a situação de um grupo de moradores que construíram casas com papelão e pedaços de madeira e ferro velho, salvo engano, nas imediações do conjunto habitacional Costa e Silva.
O grupo designado para essa tarefa tinha como objetivo cadastrar para assentar todos em casas populares que, afina,l foram construídas.
Tocamos nesse assunto, por que ao longo do levantamento ficou constatado que a grande maioria dos que estavam naquelas condições sub-humanas eram fugitivos da seca que castigara a região onde moravam.
De fato, durante anos a fio, moradores do interior da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e outros estados do Nordeste migraram para as cidades onde podiam conseguir a subsistência que não tinham em sua terra natal.
Durante anos a migração descontrolada serviu para criar um cinturão de favelas no entorno de cidades como Campina Grande, João Pessoa e grandes centros urbanos de outros estados e que serviram de abrigo para grande número de nordestinos sem assistência por parte do poder público que nunca procurou impedir o êxodo até como forma de se livrar do problema.
Assistimos, também, durante vários anos, o noticiário sobre saques realizados em feiras e estabelecimentos de pequenas cidades, e que eram praticados por camponeses famintos em busca de alimentos e que foram vítimas de soluções meramente paliativas por parte do poder público.
Décadas depois, águas começam a banhar rios e encher açudes no nordeste brasileiro. E embora o sertão não vire mar, como na canção de Biquíni Cavadão, já é suficiente para fazer muita gente verter lágrimas com a visão da água rio abaixo em plena seca nordestina.
Embora o país esteja numa encruzilhada política e as portas de uma eleição, a responsabilidade de gestores municipais, estaduais e federais deve ser no sentido de que um esforço secular para realização de um projeto não seja desperdiçado.
O momento deve servir para estudos e realizações de projetos que possam priorizar o uso racional da água de modo que o maior número possível de pessoas sejam beneficiadas.
A sociedade deve estar vigilante para que o uso dessas águas sejam justo, afastando os aproveitadores que sempre surgem nessas ocasiões, para que os benefícios não sejam tão demorado como a execução da obra, que precisou de um retirante chegar ao poder para que o Rio São Francisco, finalmente, se dividisse.
 

Um ano que promete

O ano chegou, como não poderia deixar de ser, mas trouxe consigo a posse de prefeitos em mais de cinco mil municípios, e naturalmente antecedendo, a posse de vereadores e a consequente eleição para presidentes das câmaras municipais.

Teve de tudo. Dentro do roteiro político atual, Eleição de dois presidentes para a mesma câmara, como foi o caso de Sapé, prefeito vestido de gari, espetáculo encenado pelo novo prefeito de São Paulo, prometendo limpar a cidade pessoalmente.

Em Colatina, o prefeito eleito, Sérgio Meneguelli, chegou a câmara municipal de bicicleta, em São Carlos, interior paulista, o recém empossado, para o primeiro mandato, Moisés Lazarine, 32 anos, aproveitou a casa cheia para posse e pediu a namorada em casamento.

E a festa de posses deu a política mais um palhaço, este oficialmente, já que Alexsandro da Conceição, ou seja, o palhaço soneca, eleito vereador em Aracaju foi o primeiro vereador a tomar posse naquela capital.

Aqui, na Paraíba, teve prefeito tomando posse na base do candeeiro, por corte na energia da edilidade, isso em Curral de Cima, na capital, depois de muita exposição na mídia, Manoel Júnior tomou posse como vice prefeito, não sem antes buscar a possibilidade de permanecer como deputado federal.

Após a posse o prefeito Luciano Cartaxo assinou portaria exonerando prestadores de serviços e comissionados, ato que atinge aproximados 18 mil servidores, como aperitivo e aviso do que se pode esperar no ano recém começado.

É claro que tem coisa pior por aí. Mas como podemos perceber, no Brasil, os políticos sempre se superem e um mandato nunca é igual ao outro.

Em várias cidades os novos gestores já entram com dívidas na justiça. Teve gente que 48 horas antes da posse ainda estava preso e aqui, na Paraíba teve eleito que renunciou depois de ser impedido de tomar posse pela justiça, caso de Ubiraci Rocha, preso desde maio de 2016, em Catolé do Rocha sob acusação de pistolagem.

Como vemos, por esse pequeno relato, que certamente não contempla todos os acontecimentos nos mais de cinco mil municípios, o ano promete e promete muito. Afinal, o momento político serve como inspiração para o recém chegados.


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Salário mínimo muda de valor em janeiro em vários estados. Alguns seguem tabela diferenciada e ainda não anunciaram mudanças nos atuais valores.

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Em Campinas e no Amazonas o ano teve começo trágico, com chacina e massacre, vitimando uma família e amigos, no caso de Campinas e 56 presos em 3 rebeliões em menos de 24 horas.
 


Um ano que não termina

O ano de 2016 não termina em dezembro, muito menos em 2017, em virtude de acontecimentos políticos e econômicos que devem ultrapassar o tempo desejável.

O judiciário, o executivo e o legislativo vivem momentos ruins dentro de suas prerrogativas constitucionais, ora ultrapassando limites ora com limites incompreensíveis para a grande maioria da população brasileira.

Dificilmente teríamos em um país sério uma conjuntura política e administrativa sob o comando de pessoas com suspeição de conduta, como é o caso atual.

Congresso e executivo dão guarida a pessoas atoladas até a medula nas delações de empreiteiros, delações essas com fatos comprovados, mas que por razões desconhecidas não atingem os delatados na sua totalidade.

Dentro dessa intricada matemática utilizada hoje, 2 mais 2 nunca chega ao valor real, apesar da visível facilidade com que se pode chegar ao resultado, arredondando sem nenhum medo de cometer erros.

E, assim, o governo age enviando para o congresso medidas que atingem principalmente a população menos favorecida, sem maiores discussões ou análises com a sociedade, empurrando goela abaixo medidas controversas e impactantes.

A tão propalada reforma da previdência está sendo conduzida exatamente como o governo diz que é necessária sem, no entanto dispor de debate em torno de assunto de importância fundamental para imensa parcela do povo brasileiro.

Estranhamente, em meio a movimentação da reforma governo e mídia tentam passar para o povo que a previdência privada é senão a melhor, pelo menos seria melhor que a previdência oficial.

Nem o atual congresso, em sua grande maioria, nem o governo reúnem, hoje, credibilidade suficientes para promover mudanças na constituição que retire direitos de trabalhadores com o chulo argumento de necessidade.

Certamente a única medida urgente e necessária é limpar congresso e executivo de políticos malandros, que sempre tiveram como principal objetivo se dar bem, usando a comanda como bem lhe convém e em seguida pedindo a população para dividir a conta.

Dividir a conta de um banquete onde não se teve participação não é exatamente o apelo ideal nem o tipo de convite que se faz para amigos.

Antes de tirar da população seria de bom alvitre que governo, legislativo e judiciário enxuguem suas pesadas máquinas cortando benefícios simplesmente imorais, procurem recuperar a sonegação fiscal e previdenciária existente hoje, para só então pensar em cortar direitos de quem pouco tem.


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Governadores e prefeitos vão entrar o ano com dívidas e dúvidas. As dívidas em muitos casos incluem de fornecedores a funcionários. As dúvidas é se vai existir arrecadação suficiente para tocar o barco e pagar as contas acumuladas.

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A disputa para presidência da câmara de João Pessoa deve ter foco maior no segundo período administrativo. É que se o vice prefeito, Deputado Federal Manoel Júnior, não assumir, o presidente da legislativo mirim será o substituto de Luciano Cartaxo.
 


A dívida do judiciário

Os acontecimentos políticos recentes no Brasil, revelam a continuidade de uma prática que deveria ser combatida com mais rigor a partir do momento que o PT foi retirado do poder.

Infelizmente para os brasileiros, a classe política teima em não entender o cansaço do povo em relação a tantas denúncias de corrupção que transforma o governo num fantoche dos que surrupiaram os cofres públicos.

Certamente, parte do que sabemos sobre corrupção teria sido evitado, hoje, se os tribunais do país julgassem de forma assídua e na medida da importância que o caso requer, todos os processos envolvendo políticos e gestores denunciados com a prática de corrupção.

Causa espanto o número de processos dormindo nas gavetas dos diversos tribunais e estancias, sem que sejam julgados, chegando ao cúmulo da prescrição, deixando livre os que de forma fraudulenta meteram a mão no dinheiro do povo.

Mesmo com essa turbulência política que estamos passando e que está levando o país a uma crise de grandes proporções, o STF, Supremo Tribunal Federal, encarregado de julgar os crimes dos que são detentores de foro privilegiado, deixa sem andamento um sem número de processos.

Certamente que se o STF desse andamento a um bom número de processos contra os que estão no poder, na Câmara Federal, por exemplo, poderia ajudar o Brasil a se livrar de uma parcela razoável de pessoas sem a qualificação moral e ética para estar legislando sobre assuntos que impactam a vida das pessoas ou seriam absolvidos e a sociedade saberia a verdade.

Já deu para perceber que dos congressistas que estão no exercício pleno da cidadania, com honrosas exceções, pouco se pode esperar no que se concerne ao combate a corrupção.

Na realidade temos leis mais que suficientes para coibir grande parte dos roubos e acertos feitos em gabinetes Brasil afora. O que está em baixa com grande desvantagem parece ser a retidão, a ética e o compromisso em trabalhar para o país.

A dívida do judiciário com os brasileiros é bem maior se levarmos em consideração que julgando com celeridade os casos de corrupção poderia passar a sensação que o crime não pode compensar ao tempo em que certamente iria inibir os que se acham mais espertos que mundo.
 


Governo contra povo

 

Usando o argumento de equilibrar contas e tirar o país da crise, o governo começa a implantar um modelo econômico que penaliza exatamente a parte da população para a qual devia trabalhar.

Ao atacar a previdência o governo visa a classe trabalhadora, ao tempo em que tenta convencer a sociedade que existe um rombo gigantesco e que em breve não terá como pagar os aposentados.

Ora, as reformas feitas no governo FHC e LULA por si só foram suficientes para desequilibrar o orçamento de milhares de trabalhadores do Brasil, ao impor teto para aposentadoria no INSS enquanto que em setores outros o céu é o limite.

A situação atual já obriga um cem número de aposentados voltarem a trabalhar, pois o valor da aposentadoria não dá para viver de forma digna. Para completar, o INSS desconta, sem retorno algum para o trabalhador, algo no mínimo discutível.

Se alguém imaginava que o calvário do trabalhador seria amenizado, vem o STF e dá uma verdadeira cacetada em quem pensava que poderia conseguir melhorar os valores recebidos da previdência, ao considerar inconstitucional a desaposentadoria.

Ao tempo em que propõe uma reforma na previdência na forma propalada, o governo que se não é ilegítimo na Constituição, o é na ética, já que parte de seus membros não resistem a uma investida da lava jato, persegue a parte mais frágil do país.

No paralelo, atenta contra saúde, educação e áreas sociais ao levar adiante a PEC 241 que limita gastos durante 20 anos, como se o problema do Brasil seja gastar ou não gastar, escondendo o fato mais que comprovado sobre como gastamos muito, e mal, os recursos públicos.

E, mais, juntamos a forma errada ao gastar, com gestão descompromissada com a causa do povo e ainda colocamos uma pitada de maldade em forma de corrupção.

Não existe números confiáveis sobre rombo na previdência. O governo sempre usou a previdência como freio para que o trabalhador seja melhor renumerado ao tempo em que não implantou uma gestão operosa e eficaz dos recursos, num setor onde a sonegação e o roubo estão sempre à espreita.

Antes de tirar sangue de tapioca, o governo devia ir atrás dos sonegadores de impostos, que são muitos, tentar recuperar o que é devido, para promover uma distribuição justa com a população que realmente contribui para a nação.

O problema, é esperar algo que preste, com grande parte da classe política que temos, e com denúncias que vão atingindo os chamados grandes líderes em atuação na Câmara, no Senado no Executivo e até no judiciário.
 


A política e a maré

O resultado das urnas sinaliza para uma nova geografia política no Estado com a reeleição de prefeitos nos principais colégios eleitorais e em outras cidades, todas com a assinatura da oposição ao governo do estado.

É claro que alianças nem sempre são sólidas o suficiente para suportar intempéries, e, algumas, costumam se desfazer na primeira lista de nomeações.

As movimentações a partir de janeiro vão dar uma ideia do que podemos esperar em 2018 dentro do contexto criado nesse mês de outubro. As acomodações podem começar a definir caminhos que serão usados por lideranças para o próximo encontro.

O PMDB ficou com a vice prefeitura na capital, utilizando o Deputado Federal Manoel Júnior numa composição que pode passar pelo afastamento de Luciano Cartaxo para campanha ao governo do estado, e, claro, deverá ter cargos no município.

O PSDB avalizou a aliança, sem participação direta, mas certamente deverá acomodar aliados na administração consolidando a sigla com atuação administrativa mantendo presença junto ao prefeito.

Em Campina Grande, o prefeito Romero Rodrigues conseguiu uma aliança com o ex-prefeito Enivaldo Ribeiro,(PP) e juntamente com o Senador Cássio Cunha Lima derrotou Veneziano Vital, (PMDB) e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adriano Galdino, (PSB).

Se bem avaliado a reeleição de Romero Rodrigues é mais tranquila se levarmos em conta o comprometimento com outras legendas, fato que pode facilitar as acomodações transformadas em cargos.
O quadro para 2018 é a disputa de duas cadeiras no senado, hoje ocupadas por Cássio Cunha Lima, (PSDB) e Raimundo Lira, (PMDB) além do governo do estado e que deverá ser afetado de forma efetiva pelo cenário nacional, com a disputa pela presidência da República.

Dentro dessa nova geografia tem os acidentes, como o ocorrido em Patos, onde o candidato do PMDB, deputado estadual Nabor Wanderley foi atropelado por escândalos investigados pela Polícia Federal e que culminou com o afastamento da prefeita Chica Mota e a prisão de auxiliares.

Em Sousa, o atual prefeito, André Gadelha tentou uma composição que deixou de fora lideranças históricas dos Gadelhas, que puxaram o freio de mão e saíram da campanha, isso somado aos apoios conseguidos por seu adversário, Fábio Tyrone, (PSB) culminando com a conquista da prefeitura pelo adversário de André.

Em Cajazeiras o deputado estadual Zé Aldemir conseguiu derrubar as principais lideranças da cidade e foi eleito prefeito para os próximos quatro anos.

Alinhavado por baixo, esse será o cenário a partir de janeiro próximo. Até onde essa nova conjuntura vai atingir Ricardo Coutinho só o tempo vai dizer, embora, a princípio não seja o cenário ideal, sempre existe a possibilidade de mudanças nos humores.

Janeiro chegará trazendo algo que deixa praticamente todo mundo em pé de igualdade. Prefeituras e estado estão com caixa zerado e essa situação de crise somada as necessidades da população pode dar início a incêndios localizados, principalmente nos imediatistas, que precisam de resultados sem burocracia.

Afinal, política tem muito a ver com o movimento das marés, que são alterações dos níveis das águas do mar causadas pela interferência gravitacional da lua e do sol, e, vez por outra provoca ressacas.


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O prefeito eleito em São Paulo, João Doria disse que visitará Lula em Curitiba, numa alusão a operação lava jato. Com relação a Serra e Aécio Neves ele disse que eles apenas foram citados e isso é diferente. Deve ser a tal da convicção.
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Já teve início as articulações para presidência das câmaras municipais.

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Conquistas do atual governo: A volta do famigerado FMI e sua receitas de gestão.
 


A conta não é do trabalhador

Os beneficiados com a saída de Dilma continuam dando mostras de que souberam trabalhar para assumir o poder, sem projeto para administrar o país.

Continuam usando o que alguns dizem ser a grande imprensa para lançar, de forma calculada, algo que o governo batiza de plano de ajustes, com o surrado discurso de falência da previdência social.

Já está provado que os problemas na área de previdência tem ligação direta com erros de gestão acumulados em sucessivos governos, além, é claro, com a ajuda de corruptos e saqueadores que assaltam sem pudor algum.

Penalizar trabalhadores com medidas restritivas de direitos pode até ser o caminho mais fácil para o atual governo, mas certamente do ponto de vista legal é um verdadeiro massacre para os que passam a vida contribuindo para o sistema.

Antes de se preocupar em suprimir direitos o governo devia focar em receber contribuições retidas e não pagas por times de futebol, empresários desonestos, câmaras municipais, prefeituras e blindar o sistema previdenciário brasileiro com corpo técnico, evitando o comprometimento político que tanto dano tem causado ao Brasil.

É claro que cobrar de empresários e times de futebol não é pra qualquer governo não. De prefeituras nem se fala. Assim sobra para o trabalhador, que embora em grande número é sempre mais fácil de manipular.

Não se pode esperar muito de um governo que está composto de pessoas com indícios nada republicanos em relação ao bem público, e que patrocina cenas pitorescas para um país com as dimensões do nosso.

A propalada reforma na educação vai para a mídia e em seguida é corrigida depois de uma gritaria nas redes sociais e até de setores não muito afeito em criticar Temer, como foi o caso do apresentador Faustão em seu programa dominical, abrindo guerra com a tal reforma.

Em seguida vem o Ministro da Justiça e deixa escapar declarações sobre a operação lava a jato, isso em evento político do PSDB, partido do ministro e que se junta a outros como Geddel Vieira, Ricardo Barros e Ronaldo Nogueira todos com mania de falar mais do que podem.

Bom, nesses tempos onde temos que ter plena convicção das coisas, vamos esperar que a sociedade possa dar respostas evitando que seja declarada culpada por erros cometidos pela maioria da classe política.


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Em meio a crise nos estados e prefeituras, como será possível tantas realizações prometidas por candidatos?
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É muito parecida a situação de Santa Rita e Princesa Isabel. As duas cidades vivem o caos administrativo e financeiro.
 


Ética é coisa de filósofo

 

As mudanças introduzidas na esfera federal a partir do afastamento definitivo de Dilma Rousseff poderá ter efeitos nas candidaturas para prefeitos, principalmente nos colégios eleitorais de maior densidade, onde a disputa tem a participação direta do lideres estaduais.

É sabido que o governo do estado apoiou a presidente enquanto que líderes do PMDB, PSDB e outras lideranças ficaram com o apoio ao processo de impeachment, e, claro, passaram a ter expectativa de poder.

Se o tempo de campanha for suficiente para os candidatos tentarem influenciar os eleitores com a nova ordem estabelecida é possível que o eleitor comum seja cooptado a partir da ideia que determinado líder está fortalecido no governo Temer.

É claro que estando há poucos dias da eleição não é tarefa fácil fazer o eleitor entender exatamente o que se passa hoje no Brasil na esfera política, principalmente por ser eleição que deverá eleger prefeitos e vereadores, justamente a política que atua mais perto do cidadão.

Não se pode esperar debate que leve em consideração os problemas nacionais e sim os problemas locais, embora as maiores dores de cabeça da população de modo geral tenha a ver com as dificuldades do país em dar assistência adequada para o povo nas áreas de saúde e segurança.

Enquanto os debates são direcionados para questões dos municípios os efeitos danosos de atos praticados por vários políticos no Brasil, entre eles, parte dos que estão diretamente envolvidos nas campanhas municipais, passam de lado e trazem a conta para que o cidadão pague, sem choro nem vela.

Não dá para imaginar que é possível apagar todos os desvios praticados por políticos e partidos e que tirando Dilma e o PT todos os outros viram santos e podem ser canonizados.

Num país onde ética parece ser apenas coisa de filósofo fica até difícil imaginar que teremos mudanças de comportamento nas práticas políticas país afora.


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Para pensar.

Golpe, segundo dicionário. choque de um corpo com outro, que resulta em impacto (de pequena ou grande intensidade); pancada, batida.

Arrastão, esforço brusco que se faz para arrastar; puxão;repelão.
      


Olimpíada e auto estima

Quando escuto alguém falando em olimpíadas e/ou competição de grande porte, dessas que envolvem atletas de vários países e de grande competitividade, logo me vem a memória o grande show produzido por transmissões vistas num primeiro momento nas telas de cinema e posteriormente via tela de tvs.

 Muita gente deve lembrar do famoso canal 100 que fazia cobertura dos eventos, um cinejornal brasileiro. Fundado em 1957 por Carlos Niemeyer, inicialmente com o nome "Líder Cinematográfica", e que funcionou até 2000.

Sempre foi um mega evento. Isso, claro, em países da Europa e afins. Nunca no Brasil. E são incontáveis as histórias de pessoas que faziam verdadeiros malabarismos para estar nas olimpíadas mundo afora, e, claro, isso sempre foi chique.

Bom, estamos no Brasil, e em plena olimpíada. Só que o momento vivido pelo país na área política é muito ruim. Sob todos os pontos de vista não há o que comemorar na área política do Brasil atual.

E, é claro, dentro desse contexto ruim, mídia e governo em momentos distintos trataram de pintar os jogos como algo descartável para a população sem nenhuma preocupação com os resultados para os jovens e atletas, numa tentativa de desqualificar o Brasil como patrocinador de grandes eventos.

Lamentavelmente o pano de fundo dessa guerra é político e tem tudo a ver com a situação atual, tanto econômico quanto de governabilidade, em função do duro jogo pelo poder travado nas altas esferas de comando em nosso país.

E aí, nesse emaranhado de interesses, não podemos colocar a maioria dos políticos brasileiros dentro de definições emanadas dos ensinamentos de Sócrates ou Platão.

Mesmo assim, foi um grande espetáculo a abertura dos jogos embora não seja suficiente para tirar o estrago feito na auto estima do brasileiro, que será ainda afetada ainda mais com o quadro de medalhas sabidamente diferente do que a mídia tenta sugerir.

Por tudo que está por trás dos acontecimentos negativos envolvendo os jogos olímpicos, certamente já perdemos no quadro geral.

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Verdadeiro jogo de cintura as coligações partidárias feitas para a campanha de prefeitos e vereadores. Evidencia a necessidade de reforma política no Brasil.
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Os poderes executivo, legislativo e judiciário do Brasil precisam urgentemente de estudos sobre a forma como funcionam e interpretam a Constituição.