UMA SOLUÇÃO QUASE PERFEITA

Uma chapa que pode resolver o problema maior de muita gente na Paraíba, a começar pelas principais lideranças políticas que já estão de palanques montados rumos às eleições de 2018.

O senador Cássio Cunha Lima, um dos principais interessados, resolve seu problema levando o grupo dele de volta ao poder e ao mesmo tempo desaloja o atual inimigo maior em nosso estado, o governador Ricardo Coutinho, a quem já ajudou a manter tanto poder conquistado, do trono do Palácio da Redenção.

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, vai estar dentro do governo através do irmão Lucélio, que pode ser vice na chapa, e permanecer mais dois anos na administração da capital paraibana.

Essa ideia que já está sendo comentada em toda Paraíba, até mesmo porque o cabeça da chapa Romero Rodrigues, prefeito de Campina Grande, cidade acostumada a interferir no resultado de várias eleições,vem fazendo visitas de cortesia a pontos estratégicos de sua próxima jornada política, seja em João Pessoa, seja no interiorzão.

Há quem acredite também que a feitura dessa chapa resolve os problemas de alguns setores que não gostariam de ter o deputado peemedebista Manoel Junior no comando da administração pessoense.

A chapa tão falada, sobretudo em Campina, parece ser uma solução quase perfeita. Não é perfeita por conta da situação atualmente verificada bem dentro da política paraibana.

Todo paraibano sabe que as acomodações políticas estaduais se modificam ao sabor do vento. Tudo muda muito de repente, até mesmo as articulações movidas entre figuras importantes que mantém grau de parentesco e outros planos de alcançar mais poderes.

O que tanto se comenta em Campina Grande, de onde vem essa solução, é que Lucélio Cartaxo pode aparecer na chapa construída pelo PSDB como vice e que Romero Rodrigues não abre mão de interferir no processo rumo á campanha do próximo ano.

Ainda não se sabe o que prefeito da capital, Luciano Cartaxo, acha desse assunto.

Reside ai o "quase" dessa história que ouvi de alguém que acompanha muito de perto a trajetória do ex governador e hoje senador Cássio Cunha Lima, durante a semana passada, quando estive em diversos recantos da famosa Rainha da Borborema.


MORBIDEZ QUE É IRMÃ DA PARALISIA

Mesmo sendo uma cidade caótica

E que também expõe suas misérias escancaradamente

Cada vez que vou à Recife me dou conta da sua modernidade, impetuosidade, maioridade,

Embora seja uma capital nordestina.

Até dias desses eu ia usar as coisas recifenses quinzenalmente, exausto dessa realidade repetitiva, mórbida e politicamente engavetada em que estamos metidos.

Recife me interessa, sobretudo, porque tem uma gente orgulhosa de si mesma, que não pede desculpas a ninguém por ser do jeito que é, nem diz que possui o que jamais viu...

Não é sem motivos que Recife continua sendo a sede da capitania hereditária.

A sede da capitania é, sem dúvidas, infinitamente maior de cabeça e liberdade no agir. 


É MELHOR VOLTAR PRO MOVIMENTO!

Pensando bem, não há outro caminho a seguir. O Movimento social espera o retorno às origens de todos aqueles cidadãos que um dia alcançaram o poder máximo no Brasil e hoje se deparam com a realidade de um golpe cometido pelo parceiro que lhes garantia montanhas de votos a cada vitória obtida nas urnas.

Enquanto a deputada socialista Estela Bezera e o governador paraibano Ricardo Coutinho não decidem como vai funcionar a chapa do PSB na eleição de 2018, se vai ser puro sangue ou seguirá fazendo alianças que se desfazem logo após as urnas serem contadas, o jeito é voltar ao começo dessa história.

Até mesmo os socialistas podem fazer esse contato mais direto com os setores populares, haja vista que embora continuem ocupando birôs influentes na Paraíba, conseguem em meio ao caos nacional manter a esperança do PSB estar num dos palanques presidenciáveis no próximo ano.

As recentes falas da deputada feminista Estela Bezerra sugerem exatamente isso.

Ela na cabeça e Ricardo Coutinho concorrendo a um lugar no senado.

Estela não falou exatamente assim, mas entendi desse jeito e acredito que suas declarações recentes devem ter ecoado Paraíba afora seguindo essa progressão infinita de reinterpretações sobre o que a deputada de Ricardo falou para a imprensa.

A essa altura dos acontecimentos de nada adianta as lideranças e demais cabeças pensantes que até o ano passado comandavam o poder, a partir de Brasilia, continuarem resmungando contra o golpe e atuarem sem espaços no movimento social.

Será que de tanto fazerem a linha autoridades viraram anônimos em meio à multidão indignada diante do que vê na televisão, mas que não ousa sair às ruas novamente?

A campanha de 2018 se avizinha e vai decidir quem será o próximo dirigente do país também.

Não foi à toa que a deputada de Ricardo Coutinho falou abertamente sobre aquilo que realmente pensa...

A ideia de retorno aos movimentos sociais e de uma revisão sobre tudo que vem acontecendo aos grupos progressistas, vem de encontro até mesmo aos petistas que já não se debruçam em sua janelas vociferando impropérios contra o que chamam de golpe, mas de "refundar" toda a barca que quase afundou diante dos olhares incrédulos de toda nação. 


Cabe na FOLIA DE RUA

Em meio à eterna discussão nunca definida sobre quais as atrações que a população pessoense merece assistir durante as prévias carnavalescas

Surge Claudinha como mega atração do Bloco dos Atletas. A cantora baiana Cláudia Leite certamente vai fechar a orla pessoense.

E quando ela passar montada no trio elétrico ninguém vai resmungar nada de nada.

Os tradicionalistas engolirão em seco e os mudernetes cairão no axé cada vez mais inserido em outros lances musicais, produção de eventos, moda, espaços na tevê e no cinema.

A programação já tá sendo amplamente divulgada pela organização da Folia de Rua.

No próximo ano ficaremos novamente conversando no Face sobre essa velha história de falta de verba e outras pendências nunca resolvidas pelo comando do evento que "mudou" a cara do carnaval de João Pessoa.

No mais,a gente se encontra por ai e não faz cara de espanto. Pois até isso anda meio demodê por aqui

Quase tudo cabe no reino das indefinições e palanques eleitorais eternamente armados.

Em certos anos o carnaval vira palanque sim. O que não é o caso de 2017, que pelo visto será modesto por inteiro...

Obs; Isso sem falarmos na Joelma, que não virou cantora gospel e mantém grupos de tietes aqui por anos a fio.


CASSIO PODE SER O VICE

Assim como Ricardo Coutinho pode ser novamente prefeito de João Pessoa em 2020 ou mesmo concorrer à Presidência da República pelo PSB o mais rápido possível, Cássio Cunha Lima vai se tornar o vice do Senado mais rápido ainda, haja vista que a eleição está confirmada para quarta feira próxima.

Com direito a se tornar o segundo nome na linha sucessória do Palácio do Planalto, coisa que vem alterando a rotina de seus adversários.

Os ânimos estão cada vez mais exaltados e ainda nem entramos em 2018.

Há quem diga que Cássio está se tornando uma figura política nacional,assim como há quem ainda acredite que ele almeja retornar ao governo da Paraíba. Em meio a tantas possibilidades o eleitorado paraibano vem reagindo de maneira arrebatada, como já se tornou normal em se tratando de Cunha Lima.

Sua chegada às listas de possíveis ocupantes de postos fundamentais no poder centralizado em Brasília pode se materializar via desdobramentos galopantes da Lava Jato, caso o peemedebista Eunício Oliveira seja pego de jeito pela delação da Odebrecht.

No meio do caminho nos deparamos com o STF também a partir da quarta feira, quando os deuses/ministros da justiça brasileira decidirão sobre a legalidade ou não de réus assumirem cargos na bendita linha sucessória da Presidência da República.

Pra completar a situação favorável Cássio é do PSDB, segundo maior partido no Senado Federal, que pelo visto retoma o posto de parceiro preferencial do PMDB nos embates eleitorais programados para mobilizar o Brasil nos próximos quatro anos, no mínimo.


RICARDO JÁ MIRA 2020

Não se iluda. Ricardo Coutinho encontra-se neste exato momento mirando a eleição de 2020 para a Prefeitura de João Pessoa.

Esse tem sido seu grande plano político, só não vê quem não quer.

Fala-se tanto em um lugar para ele no Senado, mas quem conhece RC sabe perfeitamente que seu maior prazer seria voltar ao trono de Água Fria.

Se possível, imediatamente.

Como perdeu essa chance duas vezes seguidas nos palanques recentes, através de seus candidatos, o desejo vai sendo apenas adiado.

Isso mesmo: Ricardo Coutinho em carne e osso, governando toda João Pessoa outra vez.

Quando destacamos que "não se iluda" com tudo que se diz a respeito do futuro político do atual governador paraibano, por meio de comentários de todo tipo que proliferam em variadas direções de nossa capital, queremos registrar -desde agora- que o possível retorno à Prefeitura tem sido o maior sonho daquele homem público que já foi tudo aqui.

Vereador, prefeito, e deputado estadual respaldado em expressivas votações do eleitorado pessoense. Isso sem contar com as duas vitórias obtidas em disputas para o governo do estado.

Ricardo pode não transferir votos, mas dispõe de muitos votos sim.

Há quem diga que RC não gosta de legislar . Assim como há quem defenda que o atual governador paraibano pode não disputar a eleição do próximo ano concorrendo a uma vaga no Senado Federal.

Sobre o ofício de legislar, o que se sabe é que Ricardo Coutinho o fez com afinco e obteve inegável destaque, a tal ponto de sua carreira política alcançar vôos que experientes caciques regionais sequer ousaram iniciar.

Que Ricardo vai disputar o Senado em 2018 é algo que julgamos certo, pois trata-se de uma possível conquista da qual não pode simplesmente fugir.

Mesmo correndo o risco de traições em sua própria base, caso se desligue do cargo mais poderoso do estado, aquele que detém a caneta para assinar papéis que os outros homens importantes sequer rubricam.

Apenas em função desse risco é que RC se manterá no cargo e voltará aos palanques como candidato em 2020.

Até lá, vale acompanhar os desdobramentos desse enredo repleto de reviravoltas surpreendentes que vem colocando o PSB no poder há quase duas décadas.

POR FALARMOS EM 2O18

Tudo indica que a professora Cida Ramos, após a experiência como nome do PSB que concorreu à Prefeitura no ano passado, volte a ocupar um lugar de destaque no palanque socialista em 2018.

Cida vai tentar uma vaga na Assembléia Legislativa, garantem pessoas muito próximas que fazem movimento social em João Pessoa.

A NOVIDADE pode ser...

Os culturais paraibanos que reclamam merecidamente de tantas coisas desagradáveis, poderiam investir em nomes como o do poeta Lau Siqueira.

No comando da Secult PB Lau Siqueira vem dialogando com todos os polos de resistência cultural, sobretudo os sediados em regiões que estavam isoladas até mesmo de ações oficiais.

Lau detém informes atualizados e poderia cumprir o papel de legítimo representante do setor cultural na Assembléia Legislativa, onde atuou durante o período em que o governador Ricardo Coutinho fez história como deputado estadual sempre oposicionista e mobilizador de lutas populares.

Lau Siqueira é uma das figuras que representam historicamente o Movimento Viva Cultura.

Que deu inicio a toda essa história.

Qualificação para esse trabalho imprescindível no poder legislativo é o que não falta ao histórico do cidadão Lau Siqueira.

Lau pode alegar que neste momento encontra-se à frente da Secult, assim como o movimento cultural pode reafirmar que ele é uma das pessoas certas no momento de extrema necessidade para que a cultura volte a ser prioridade, a partir dos homens fazem as leis e destinam verbas.


O ANO QUE NUNCA VAI ACABAR (a política é tratada feito crime)

Confesso: esperei tanto por esse momento. Desde os tempos em que os Chicos César & Chico Viola, ao lado de outras figuras da UFPB, fizeram greve de fome na entrada do RU.

Éramos somente estudantes e tratávamos os professsores e os cidadãos mais experientes com admiração e muito respeito.

Não havia esse medo que presenciamos agora, embora fosse ditadura, nem convivíamos passivamente com toda essa intolerância que tem marcado nossos dias atuais.

Incrível.

Para onde você olha percebe o preconceito, seja velado ou escancarado,mas sempre violento do mesmo jeito que o preconceito é.

Olho para tudo que vivemos ao longo de 2016 e - a despeito dos amigos e conhecidos que ficarão irados porque penso diferente deles - tenho bastante a agradecer por ter chegado até aqui.

Pra mim a gente precisava ver Ricardo Coutinho na prefeitura e no governo estadual, bem como Lula presidente. Acreditando nisso votamos neles diversas vezes, mesmo quando isso era considerado crime, sobretudo pelos poderosos políticos que já existiam e -como não citá-los- os patrões.

Pessoas como Franccisca Fam De Sousa Silva, Luciel Brasil, Beto Black, Carlos Azevedo,Bento Júnior, Tarcisio Barbosa Queiroz, Mauricio Germano, Débora Vieira, Estela Bezerra, e Cleudimar Ferreira sabem disso muito bem.

A lista de nomes é bem mais extensa, sei que cometi lapsos de memória, pecados mortais.

Pois bem. Agora estamos diante de uma data que tem um significado estranho para todos nós, até mesmo porque nesta segunda feira o Supremo Tribunal Federal está recebendo via Procuradoria Geral da República o Listão contendo nomes de centenas de políticos influentes que estão no poder ou mesmo à margem desse poder.

A política tem sido tratada feito criminosa, com direito a carimbo na testa para marcá-la eternamente.

De quebra, assistimos a transferência do até pouco tempo respeitado e temido deputado Eduardo Cunha, da sede da Polícia Federal para um presídio comum. O mesmo Cunha que chegamos e imaginar na Presidência da República em uma das próximas eleições.

Estamos sem governo, sem referências, não temos sequer um nome para chamar de nosso e indicá-lo como representante do povo na campanha de 2018.

Mesmo assim eu não sinto medo.

Nem passo o dia na internet reverberando as barbaridades que farsantes do nível de Bolsonaro e Malafaia disparam a todo instante. Curtir, comentar, compartilhar algo dito ou feito por eles, somente faz com que boa parte da população conheça enfim pessoas que não existiam nacionalmente até recentemente.

Isso é burrice política.

Como é burrice querer detonar a Lava Jato e querer tapar o sol com uma peneira

Erramos. Vacilamos.Perdemos a viagem e quem servia de referência hoje está na cadeia.

Isso é bem forte para mim e para algumas personas que já colocaram os pés no chão.

Mostra que a oposição sempre esteve organizada sim e principalmente que a nossa única arma é saber lidar com a contradição que muitos de nós vivenciou durante o tempo em que esteve no poder.

Eu prefiro acreditar que esse ano vem acontecendo de modo tão intenso e sério que não vai acabar nunca.

Virão outros listões por ai. com certeza. E mais cadeias.

E que venha 2018 para resolvermos de vez, quem sabe, nossas eternas pendências e embromações, enquanto a maioria paga a produção desse espetáculo tosco, meio deprê, vexatório para quase todo brasileiro.

APROVEITO O CLIMA DE APARENTE DEMOCRACIA

Para desejar verdadeiramente um excelente Natal e um Ano Novo bem mais intenso ainda para meus amigos palhaços Dadá Venceslau e Eliene Meneses, que aparecem na foto ilustrando esse singelo comentário.


DE ZEZITA A LUCY ALVES

Como vai indo nosso assédio aos artistas tipo Made in PB?

E haja selfies!

Lembro bem de Marcélia Cartaxo sem o Urso de Prata nas mãos chegando na assessoria de imprensa da Funesc para dar entrevista aos jornalistas pessoenses. Não lembro quem estava no trono do Espaço Cultural naquela época, haja vista que tanta gente já passou por ali, mas não esqueço aquela tarde parecida com a conquista de mais uma Copa do Mundo pelo Brasil.

Marcélia trazia consigo um ar de quem entrara num universo paralelo, afinal de contas, não é todo dia que uma artista com sotaque nordestino consegue passar mais de seis anos com o nome em destaque na mídia.

E foi justamente esse prêmio adicional que o filme A Hora da Estrela deu a Marcelia Cartaxo.

Não trouxe consigo o troféu alcançado pela Paraíba em Berlim, mas não esqueceu um séquito de amigos culturais que já lhe apontavam mil oportunidades em sua agenda de artista carrazêrense premiada internacionalmente.

Um desses amigos que acompanhavam todos os passes de Marcélia era o hoje professor e cineasta Bertrand Lira, figura que faz parte de seu mundo mais íntimo e inviolável até os dias de hoje.

A partir daquele momento a vida da jovem atriz simplesmente virou do avesso. Diz a lenda que Marcélia simplesmente recusou uma proposta para passar dois anos em cartaz nos teatros de São Paulo com o espetáculo Beiço de Estrada, através de Suzana Amaral, a mesma diretora que a descobrira entre os meninos e meninas que faziam parte do Grupo Terra, dirigido por Eliézer Rolim Filho.

A verdade é que se Marcélia tivesse aceitado possivelmente não haveria Vau da Sarapalha e nem mesmo Velho Chico com atores paraibanos no elenco.

Tudo isso me vem à memória ao me deparar agora com a foto de Zezita Matos rodeada por mais pessoas solicitando selfies onde quer que vá, até mesmo em espaços onde já esteve muitas vezes e não era tratada com tanta euforia.

Coisa de quem virou fã, e não mais somente amigo ou conhecido.

A exposição alcançada por meio da novela Velho Chico veio na hora certa para coroar a disposição de uma atriz que, no auge de sua maturidade, ainda encontra inspiração para correr riscos e, sobretudo, trocar experiências com gerações de artistas mais novos.

Se já era respeitada no teatro e conseguira enveredar pelo cinema, Zezita Matos marcou em 2016 a história das telenovelas brasileiras com a participação em Velho Chico. Convenhamos, Deus foi justo com essa artista paraibana e em retribuição ela jamais irá esquecer o ano em que sua atuação esteve presente durante meses a fio na tela influente da Rede Globo.

Uma prova disso é que, mesmo fora do estúdios da Globo, Zezita Matos, não pára de tirar selfies com admiradores antigos e novatos.

Isso nos leva à retumbante aparição de Lucy Alves, artista cheia de dons musicais, que virou repentinamente protagonista de nossas noitadas televisivas. Lucy ganhou a Globo, a novela inteira, e o país como atriz que -de primeira- veio para ficar.

Ninguém esperava isso dela, o que torna essa conquista artística mais um mérito em sua carreira.

O que muda, o que faz a diferença e marca o tempo atual que vivenciamos, é a postura simples e ao mesmo tempo articulada da cantora que subitamente está sendo tratada como atriz.

Lucy Alves desceu do avião no aeroporto Castro Pinto e foi quase imediatamente trocar ideias com seu público no bar do Baiano, em Bancários, tocando seu instrumento para apreciação dos amigos e demais personas afins. Estava em casa.

Quando falou à imprensa foi para dizer que é feliz demais aqui na capital paraibana e para mostrar a Ponta do Seixas -mesmo que esteja caindo aos pedaços.

Já vai longe a época em que os artistas famosos paraibanos ao chegarem em casa conduzindo mais um caneco da Copa do Mundo corriam pros braços dos ricos empresários e políticos detentores de supremos poderes regionais, enfrentando momentos sociais a que poucos e raros tinham acesso.

Hoje -ainda bem- Marcélia, Zezita e Lucy preferem selfies ao lado de quem fizer questão apenas de abraços.

OBS: sobre a outra grande Lucy global, a de Campina Grande, nos falamos dentro em breve 


MENOS BOLSA FAMÍLIA, MAIS DEUS NA COMIDA

A votação do último domingo retirou das costas de muita gente a marca de golpista.

Já tínhamos uma vaga ideia de que a esquerda estava vacilante, mas não dava pra imaginar que pularia das urnas eletrônicas a confirmação de que a direita assumiu mesmo o poder por inteiro, de ponta a ponta.

Não dá mais pra ficar pelos cantos resmungando, botando a culpa na oposição que esteve sim o tempo inteiro organizada e tramando seus planos de retomada, ao longo dos últimos 12-13 anos quando a imaginávamos dispersa, inoperante, até mesmo covarde diante do mito e da popularidade de figuras como Lula.

Agora já foi, deu Crivella no Rio.

Pode parecer pouco ou quase nada para uns, mas essa vitória dos conservadores evangélicos vai causar muito mais que simples arrepios.

A maioria decidiu assim, por meio de votação popular.

Tanto isso é verdade que o Brasil acordou na segundona não falando em outra coisa: dos Marcelos que concorreram à Prefeitura, o mais votado foi Crivella.

O povão e os analistas especializados pensaram mais longe: quem venceu foi a Universal, ou melhor, Edir Macedo é o novo poderoso a reluzir na Cidade Maravilhosa.

Não deu para a turma de Marina Silva, pois a votação da Rede este ano soterrou todos os desejos da pastora ecologista um dia mandar no Brasil.

Outro que está mal na fita é o PT, isto é, confirmou a tendência ao extermínio público, diante da multidão que até recentemente aplaudia a esquerda e até lhe rendia outras homenagens.

Muita gente acordou na segunda feira indagando sobre o possível fim do PT e querendo saber se os petistas abrem mão de Lula como principal referência partidária a partir de agora.

Além do mais, o PSOL não se tornou essa referência que a esquerda necessita inventar urgentemente.

Nem Ciro Gomes, eterno candidato ao trono presidencial.

Só restaram Deus e a "civilização carioca", que tomam a partir de hoje o lugar que era do Bolsa Família.

Um Deus caduco e careta, com pendores absolutistas capazes de dominar todo país que outrora foi seduzido por um Deus plebeu chamado Macunaíma.

A esquerda não consegue sequer fazer passeata.

Tai a vitória do Crivella para não nos deixar mentir.


Batuque faz workshop na Casa da Pólvora

Nos dias 20 e 21 deste mês das 15h as 17h será realizado na Casa da Pólvora um WORKSHOP de Percussão: A Força do Batuque, com o músico de Pernambuco Raoni Borges.

O WORKSHOP tem como objetivo contar a trajetória de Raoni Borges na música, a história da percussão e seus variados instrumentos, e realizar uma abordagem teórica e prática dos seguintes sons percussivos: Tantã, Repique – de mão e de anel -, Pandeiro, Cuíca, Surdo, Atabaque, Caixa, Repinique, Congas, Alfaia e Efeitos (Tamborim, Agogô, Triângulo, Ganzá, Carrilhão, Bloco Sonoro, Cowbell, Bongô, Apito, Afuchê e afins).

O público terá acesso a cada um dos instrumentos e suas devidas especificações e ritmos, traçando assim, o perfil instrumental do público aprendiz, desenvolvendo um aprendizado e sua devida avaliação, tudo isso de forma didática e prática, finalizando o workshop com uma apresentação musical.

O workshop tem como público alvo crianças a partir dos 10 anos, jovens e adultos

O oficineiro Raoni José Borges Paulino é natural de Recife/PE e músico autodidata desde os dez anos de idade. Iniciou sua carreira ao lado do percussionista Lucas dos Prazeres, do grupo de percussão Raízes de Quilombo, no Morro da Conceição, localizado na capital pernambucana.

Ele teve seu primeiro contato profissional desfilando na comunidade Morro da Conceição durante as prévias carnavalescas e faz parte da nova safra de bons músicos da cidade de Recife, um dos celeiros culturais mais efervescentes do país, e em pouco tempo de carreira, já acompanhou artistas consagrados na cena musical local e nacional, entre eles temos nomes como: Sombrinha, Almir Guineto, Serginho Meriti, Sofia, Elba Ramalho, André Rio, Márcia Freire (Banda Cheiro de Amor), Nena Queiroga, Mestre Camarão, Adriana B., Paulinho Leite, Paulo Perdigão, Marrom Brasileiro, Maestro Spok, Gustavo Travassos, Josildo Sá, Mariene de Castro, Lia Sophia e Mart’nália.

Já gravou o disco do Grupo Boa Impressão, no Estúdio Century (RJ), e o DVD do Grupo TS, Samba D’Pegada – do qual faz parte como integrante, fez uma participação especial no lançamento do DVD de GerlaneLops, no Bar Miranda Brasil, e em outubro de 2013, foi convidado para fazer parte da festa do Dia das Crianças promovida pelo percussionista Nenê Brown, um dos integrantes do Grupo Trio Preto, saindo aclamado pelo público da Comunidade Padre Miguel no Rio de Janeiro.