UMA ESPÉCIE DE SANTO

Dom José com seu passo apressadinho
quase andando e correndo ao mesmo tempo
pela Duque de Caxias

Essa imagem eu vi desde criança, quase adolescente
admirava seu jeito afável e simples
no trato com os chamados cidadãos comuns, anônimos.

Suas andanças pelo centro da cidade
não pareciam aparições performáticas.

O Bispo que enfrentou a ditadura jamais se comportou publicamente
como se fosse uma celebridade

Era como se fosse vizinho das pessoas, simples assim.

E sorria. Como aquele bispo negro sorria!

Assisti bastante suas andanças porque éramos vizinhos,
embora eu tivesse nascido e me criado em Jaguaribe.

Toda madrugada, a partir das duas horas
eu estava no batente ao lado do meu pai,
batalhando a vida,e desde cedo "convivi" com personalidades que fazem
parte da história da capital paraibana.

Jornalistas, radialistas, vigias, comerciantes, livreiros como Bartolomeu Oliveira, e até mesmo o bispo.

Dom José para mim é feito Dom Helder Câmara: criaturas memoráveis, sérias, cujas vidas terrenas nos ajudam a recontar a história desse lugar onde nascemos, moramos por uma eternidade, e trabalhamos.

Agora a tendência é a figura de Dom José Maria se tornar uma entidade divina, se isso já não tiver acontecido durante o tempo em que esteve aqui conosco. 


NÃO VAI HAVER MAIS MOVIMENTO?

Houve um tempo em que se fazia movimento social
sem hotel de primeira
sem viagem de primeira
sem dinheiro público

Houve um tempo em que as lideranças do movimento social estavam do outro lado do birô, ou melhor: viraram autoridades, assessores especiais etc com direito
a contracheques mensais em suas contas bancárias.

Por que agora as figuras que se dizem militantes dos movimentos organizados consideram muito dífícil encaminhar a luta junto da companheirada sem esse tal de dinheiro público, principalmente do dinheiro do prefeito e do dinheiro do governador?

Por que o prefeito e o governador tem obrigação de liberar dinheiro público para bancar encontros de todo tipo que o movimento social organiza a partir de agora, exatamente no tempo em que suas lideranças e celebridades já se encontram mais uma vez do lado de cá do birô?

Houve o golpe.

Então o movimento deve voltar a fazer bastante movimento com o seu próprio dinheiro e recomeçar a servir de exemplo.


O caso ESTELA

O que se percebe claramente é que sempre que uma eleição importante se aproxima as pessoas do próprio partido de Estela Bezerra -digamos assim- se armam para que ela não obtenha êxito nas urnas.

Tem sido essa a sina de Estela Bezerra, agora deputada estadual, desde que o PSB entrou no grupo de partidos que decidem eleições na Paraíba e, sobretudo, em João Pessoa.

A proximidade com o governador Ricardo Coutinho, principal liderança socialista no estado, também atrai inveja & muita ira.

O mais recente episódio de despeito e briga descambou pra uma das cenas mais chocantes que já assistimos através dessa mania estranhíssima que as pessoas ditas esclarecidas e progressistas mantém nos dias de hoje.

Já não basta impor a força física como um dos recursos pra obter convencimento e "vitórias". Tem que registrar em vídeo e espalhar pelo mundo inteiro o espancamento e a conquista de mais poderes políticos.

Minha vó já dizia que até bandido tem código de ética.

A violência verbal e física exposta no vídeo que se espalhou pelo mundo inteiro não constrange apenas a figura de Estela Bezerra. Depõe sim contra o "coletivo'" do PSB, coletivo esse que se anuncia como um dos principais candidatos às eleições presidenciais de 2018.

O que tem o PSB pra mostrar ao eleitorado brasileiro por meio do conteúdo exposto no vídeo?

O que o PSB vai continuar dizendo ao povo da Paraíba a partir de agora, se o vídeo escancarou uma prática bem diferente de todos os discursos que os socialistas fizeram e continuam propagando como virtudes?

A única coisa real nessa história é a pesadíssima constatação de que dentro de seu próprio grupo de companheiros de luta diária Estela Bezerra se depara com muito ódio e inveja.

Isso se torna cada vez mais notório em todas as oportunidades que seu nome tem sido comentado pra disputar mais uma campanha eleitoral representando o partido.

Já não basta apenas querer esconder sua sexualidade e sua ligação com movimentos sociais historicamente tratados de forma dissimulada.

Tem que levar porrada?


Quem precisa conhecer muita gente é você, não eu.

Uma colega me indagou sobre o que costumo fazer em noites de sexta-feira.

Toma cerveja? vai aos bares? sai na noite de Jampa?

Hoje em dia eu vou correndo pra casa, afinal de contas, quitei em nove anos a casa que muita gente ainda não tem e-pelo visto-não comprará tão cedo.

Simples assim.

Não sei se envelheci, mas sei perfeitamente que essa coisa de ser velho é implacável.

Do ser velho eu fico apenas com a experiência pra mim.

Drugs, bares sim, muitos conhecidos, adoro rememorar que sou de um tempo em que se atravessava toda a cidade durante a madrugada de olhos fechados.

A gente ria de verdade.

Até hoje não sinto o menor interesse em saber o que Deus acha disso ou daquilo.

Se ele suporta viver sob a pressão do sentimento de culpa que o cristianismo propaga, eu me desobrigo.

Bebia, fumava, cantava bastante, via tudo com um certo atrevimento, aquele charme de quem faz tudo o que bem quer mesmo vivendo numa ditadura militar.

Havia glamour naquilo tudo, agora a história se resume a uma juventude que ambiciona apenas atropelar etapas da vida.

A idade me deu faro para não dar muita importância ao que chamam de vida social, ao que se fala nas rodas, ou que se trama em tudo quanto é lugar, até na igreja!

Quero isso não pra mim.

Não vivo dessa gangorra onde se tudo se resume a bem e mal.

Tou fora.

Quem precisa conhecer muita gente é você, que não conhece ainda a si mesma.

Eu já sei quem sou nessa roda gigante. 


A filha de Bob Jefferson vai mesmo pro Minc?

A cultura brasileira, ou melhor, o Ministério da área vem passando de mão em mão no governo Temer. Em certos momentos os culturais espalhados por todo Brasil assistem abismados a figura indicada para o cargo nem sentar no trono, que logo surge outro nome capaz de deixar quase todo cidadão brasileiro chocado.

Tudo indica que isso acabou de acontecer com um deputado federal paraibano que -em que pese não ter a menor relação com a atividade cultural- estava mais do que certo de que seria o dono do Minc até 2018.

Agora surge como novidade nesse jogo o nome da filha do ex-deputado Roberto Jefferson, aquele que também preside um dos partidos da base política mantenedora do PMDB no Palácio do Planalto.

Quase ninguém decorou ainda o nome dela, mas a moça vai comandar o Minc, haja vista que mantém como principal trunfo a adesão do seu partido familiar à resistência de Temer a sair da presidência, embora tenha sido denunciado recentemente por corrupção.

Sempre tratada como setor de terceira ou quarta categoria na Esplanada Ministerial, a cultura vivencia atualmente uma de suas fases mais cruéis.

Seja pela falta de dinheiro em caixa para materializar projetos considerados básicos, seja pela indicação de figuras meramente politiqueiras e alheias ao movimento cultural para fazer o carro enfim andar.

Estamos neste exato momento diante de mais uma pessoa desconhecida querendo apenas se tornar publicamente identificada como sei lá o quê.

A essa altura é de se pensar que tendo o Minc zero em verba para mostrar serviço, essas pessoas não devem ser lunáticas nem apaixonadas pela cultura a ponto de para estarem gratuitamente, tipo zero oitocentos, num alto poder que inexiste.

A famosa atriz Maria Madalena Accioly diria assim numa hora dessas: tem caroço nesse angu sim!


SOBRE O CASO BERG LIMA.

Deixei passar algum tempo para digerir o choque,afinal de contas, convivi diariamente com Gutemberg ao longo de dois anos,na lida profissional, bem antes dele se tornar prefeito de Bayeux.

Hoje me pego todas as manhãs imaginando como ele deve estar vivenciando essa experiência traídora que a retumbante vitória obtida nas urnas lhe impôs como destino cruel.

Sem nem ter direito a acionar seu ex-poderoso telefone celular, sequer manter advogados, admiradores, bajuladores por perto, lá em Valentina.

Praticamente a sós consigo mesmo, tendo apenas a memória para remoer o tremendo vacilo que cometeu diante de todo mundo.

Já disseram tudo sobre a atual situação do ex-prefeito de Bayeux, hoje sucedido imediatamente no trono por seu vice, ligado ao PSDB.

Conheço Berg do comecinho, quando ainda era Gutemberg e militava na área cultural, já de olho numa carreira parlamentar e obviamente pensando em um dia se tornar prefeito da comunidade onde morava com familiares que agora devem estar tão desolados quanto os conhecidos e amigos que não utilizaram do seu surpreendente poder alcançado em tão pouco tempo.

E acho que ele foi mais arrogante do que inocente.

O poder cega qualquer um, sobretudo, se esse poder vier junto com a possibilidade de riqueza e/ou da maldita reeleição.

Nesse momento crucial, distante das luzes inebriantes do sucesso que chega sem avisar, penso que o ex-prefeito deve antever no que se meteu. Vai ficar sem emprego e não tem mais como escapar de virar anedota na boca do povo.

Cometeu para mim o maior pecado: acreditar que era poderoso mesmo, de verdade, e ninguém é poderoso sem ter uma gangue também poderosa pra lhe garantir respaldo nas horas de grandes e/ou pequenos vacilos.

Além do mais, apesar de ter sido prefeito durante rápidos sete meses, Berg não mantinha as costas quentes, simplesmente por conta de não possuir familiares influentes.

O mundo real da política brasileira ele não conhecia para ousar tanto. Deve estar conhecendo agora.

Lamento sinceramente o fato dele não ter sequer um advogado para lhe tirar dessa enrascada. Não é rico, poderoso, não tem família influente nem tradicional.

Vivendo atualmente a sós consigo mesmo, acredito que não pode sequer ligar para os reais amigos...

Lamento mais uma vez tudo isso. 


Deu zebra em Patos

A Fogueirinha ficou em quarto e as campinenses poderosas Moleka 100 Vergonha e Mistura Gostosa tiveram que ir pro desempate via sorteio.

Quem na Paraíba altamente quadrilheira imaginava que isso um dia iria acontecer?

Nada nem ninguém está com o juízo normal agora.

Juízo de jurado de concurso de quadrilha, é claro. Aquele discernimento que todo amante de quadrilha junina acha que tem.

Deu zebra.

E os quadrilheiros morderam mais uma vez suas próprias línguas afiadíssimas.

Agora quem vai representar o estado no concurso da Globo é Rone Lopes e a coreógrafa Thalita Maria

Não faça cara de espanto. O tema da Sanfona Branca é um primor e Thalita teve a chance de surpreender o mundo quadrilheiro pela segunda vez com seu talento criativo.

Enquanto todo mundo achava que somente a estrutura global de quadrilhas como Fogueirinha e Moleka venceria...deu zebra.

Neste momento quem tá comemorando é o pessoal de Bayeux , haja vista que Dona Xita ficou em quinto, coladíssima na Fogueirinha.

O destino cometeu a ironia de montar a cena que levou o presidente da Fogueirinha a ter nas mãos o poder de decidir a sorte de quem é vice atualmente na Paraíba quadrilheira.

Moleka ou Mistura?

Deu Moleka no sorteio.Tão simples de entender.

Como deu Lampião em oitavo.

Agora é todo mundo esperar pra ver o que vai acontecer com a Sanfona no festival da Rede Globo.

Ganhando ou perdendo, o mundo quadrilheiro não será mais o mesmo durante um ano inteiro.

E Salve a memória de Seu Pedro, pois seu grande sonho tá merecidamente realizado.


AINDA EXISTE MINC? (a propósito do tal ministro paraibano)

É vexatória a situação do governo Temer, embora o povo brasileiro esteja acostumado a aguentar desculpas como a falta de dinheiro em caixa.

Não dá mais pra tirar cochilos nesse avião sem comandante.

O governo do PMDB jura que não tem dinheiro no cofre,mas tem emendas pra distribuir com todo tipo caricato de político, seja na câmara dos deputados federais, seja no senado.

Tá deprimente o quadro.

Traduzindo para nossa realidade: O Minc não existe mais, pois não tem sequer condições da manter a pose, a farsa ou qualquer situação parecida.

Mais uma vez assistimos a cultura ser atirada pela janela, tão logo quem manda decide que o setor não é mais prioridade.

Vira quase nada, mas no caso específico do governo Temer, o esquife já encontra-se devidamente estendido na portaria do Ministério da Cultura, sem que ninguém faça a caridade de enterrar a pasta de uma vez por todas.

E O PIOR É QUE NA PARAÍBA

Fala-se bastante a respeito de nomes indicados pelo PMDB para ocupar o trono do ministério que simplesmente inexiste e tão cedo -pelo visto- não levantará do caixão, como se houvesse alguma possibilidade de um milagre acontecer.

Até as crianças sabem que não devem sonhar com milagres brasileiros. Mas na Paraíba, pra nossa má sorte, pipocam noticias destacando que pessoas sem o menor conhecimento do que significa o Minc e todos os avanços que estão sendo negados e destruídos, querem obter fama e algum poder em cima de sua agonia.

A realidade grita, é escancarada, pública e notória.

O Minc está quase entrando sozinho na cova, tamanha a sua agonia, e pra completar o quadro um paraibano escolhido via PMDB, acha que a essa altura algo pode dar certo.

É penúria total. Tanto do Minc como de quem almeja se aproveitar de sua quase morte para tirar onda de Sassá Mutema dos tempos atuais.


A QUEM RC VAI ENTREGAR SEU CORAÇÃO?

De acordo com os programas de rádio vai dar João Azevedo na cabeça.

Os radialistas que acompanham o governador passo a passo não ouviram até agora o governador paraibano pronunciar o nome de Estela Bezerra em público uma vez sequer.

Já o nome de João não sai da boca do líder do PSB.

Há quem diga que Ricardo prefere ver Estela em Brasilia, mas a deputada estadual socialista sempre resmunga que seu lugar é aqui em João Pessoa.

Quem conhece Estela Bezerra de perto sabe que seu foco é Jampa e, por extensão, a Paraíba todinha, se possível for.

E quanto aos flertes "extras" do possível candidato à presidente da República via PSB em 2018?

Ricardo Coutinho vai devolver o inestimável apoio que Luciano Cartaxo lhe deu na campanha passada para governador ou vai se aliar novamente a Zé Maranhão?

Já tem muita gente do PMDB reclamando de Cartaxo e obviamente querendo espaços/cargos na Prefeitura de João Pessoa. Essa "rebeldia" no atual momento é sintomática.

Como tudo na política paraibana aparentemente muda bienalmente (só os nomes que assumem o poder e reinam de fato) é de se esperar mais um revival daqueles que o eleitorado conhece bem e sempre finge que foi pego mais uma vez de surpresa.

Uma coisa é certa: o povo de Cássio Cunha Lima não vai ser seduzido novamente.

O fato é que a Paraíba liga o rádio ultimamente e sente pairar no ar/microfones a convicção de que João Azevedo será o candidato de RC, embora a mesma multidão "ligada" já saiba que essa estrategia foi usada por Ricardo em 2016.

Bem recentemente.

E Logo em seguida deu outro nome muito diferente na cabeça de chapa do PSB.


ATÉ ONDE VAI O SEU ASSÉDIO?

Todo mundo sabe que o assédio moral existe em tudo quanto é lugar

No geral esse desrespeito aos direitos mais elementares ocorre de forma "velada", que na verdade é a maneira mais bruta de constranger, perseguir, anular, e humilhar uma pessoa.

Geralmente o ataque se dá por meio daquilo que a sociedade mais valoriza, que é a hipocrisia.

Tenho dito.

Seja no trabalho, seja no bar, na praça, dentro de casa, no busão e em outros espaços ditos coletivos, o assédio moral impera como nunca assistimos antes no Brasil.

Nem sempre quem vivência o constrangimento tem condições de transpor as portas ainda muito preconceituosas das delegacias policiais ou mesmo da justiça.

Diante do cidadão perseguido tem sempre uma multidão de soldados que bate cabeça pro general, até mesmo para manter o aparente status quo.

Até que um desses soldados ou mesmo diversos deles passem a conhecer no seu próprio cotidiano o que vem a ser esse tal de assédio moral de que tanto se fala, tanto se faz, mas que a maioria segue fingindo nem saber do que se trata...